WILL EISNER é um documentário. Depois eu falo sobre.

Escrito por Edson Bueno às 11h17
[]
[envie esta mensagem]

PENSANDO AMOR ( E por que não, arte?)

“Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais luz e nos tornaremos mais fortes” – Vincent Van Gogh
Escrito por Edson Bueno às 03h46
[]
[envie esta mensagem]

AINDA OS DESCONFORTÁVEIS

Elenco confortável, ousado e poderoso. Pois então que na quinta à noite aconteceu a estreia de “Os Desconfortáveis”, quero dizer “Uma História de Pouco Amor”, no Mini Auditório do Teatro Guaíra. Não vale aqui me derramar em elogios fáceis, mas também não há porque deixar o fácil difícil. Amei o espetáculo em todos os seus aspectos, ponto final. Mas como eu não tenho grandes vergonhas na cara, digo que não amei como um autor que vê suas palavras inteligentemente encenadas e brilhantemente interpretadas. Amei como público que gosto de ser e que raramente consigo. Tive, o tempo todo, a sensação de estar assistindo a grande teatro, moderno, ousado, provocativo. Profissional no melhor sentido da palavra. Teatro para adultos, tratando de temas adultos, atuais e que incomodam, porque, longe de sermos inocentes, deixamos que a correnteza nos leve, até na esperança de que possamos tirar alguma vantagem desse sistema decadente no qual chafurdamos. E se a frase anterior pode parecer sórdida, há que se ver o espetáculo endiabrado que o Moacir Chaves dirigiu com meu texto. Os atores estão violentos em cena, não fazendo concessão a absolutamente nada e interpretam a idéia, equilibrando-se com muita propriedade entre a comédia, a farsa e o drama. Tudo muito seriamente. Então, penso que estamos todos de parabéns! Assisti ao espetáculo tremendo como um cachorrinho nervoso e assustado, mas deliciando-me com a sua proposta. Ao final, aplausos, festa e abraços. Claro, muitos elogios para todos os lados e um coquetel íntimo e divertido. O povo estava feliz! Eu aproveitei para tomar muitas, muitas, muitas taças de lambrusco e ficar pra lá de marraqueche! Mas tudo bem porque neste 2009 só falta mesmo eu subir num monociclo e atravessar a Rua XV equilibrando 8 pratos giratórios no nariz e rodando mais 8 bolinhas coloridas, sem deixar que tudo caia no chão! Viva a vida!!!
Escrito por Edson Bueno às 01h44
[]
[envie esta mensagem]

OS DESCONFORTÁVEIS Estréia hoje, no Mini Auditório do Teatro Guaíra, em pleno reinado da Gripe Suína, um texto meu. Quando comecei a escrevê-lo, encomendado pela minha amiga Laura Haddad e pelo amigo Eberson Galiotto, quer dizer, Preto Galiotto, quer dizer Preto, tinha como título “Uma História de Pouco Amor”; já nas primeiras páginas intuí que o título poderia ser “Os Desconfortáveis”, mas questões contratuais, legais, burocracionais, etc, acabaram por prevalecer e o título original também. Paciência. Não se pode ter tudo na vida. Foi uma experiência nova porque o tema era aberto e deveria ser escrito para quatro atores, dois homens e duas mulheres (a Laura, o Sidy Correa, o Zeca Cenovicz e a Patrícia Kamis), todos excelentes! Haja inspiração para encontrar um tema, uma circunstância, um conflito, enfim uma ideia. Comecei a pensar algumas coisas que me angustiam, algumas coisas modernas, relacionadas às relações humanas, como dinheiro, estabilidade financeira, beleza física, o tempo que passa e a maturidade que chega, as expectativas profissionais frustradas e, principalmente, as relações de posse. Pensei o ser humano como um produto que, quer ele queira ou não, deve ser vendido a preço maior ou menor, conforme leis de mercado cruéis e instáveis. Pensei o ser humano querendo ser comprado e não encontrando comprador, relacionando-se como num leilão e perdendo, rapidamente, o sentido da aventura. Quatro criaturas desconfortáveis com a própria vida, como se elas não coubessem dentro do próprio figurino. Não foi fácil nem simples. Este é um ano onde tudo acontece de roldão e “Os Desconfortáveis”, quero dizer “Uma História de Pouco Amor”, também foi criado nesse ritmo. O Moacir Chaves veio do Rio de Janeiro para dirigir e me disse que gostou muito do texto. Alguns dias atrás, minha amiga Lea Albuquerque encontrou-se com a Laura, que disse que todos os atores estavam divertindo-se muito e adorando o processo, então parece que tudo vai às mil e uma maravilhas. Hoje cancelei o ensaio de “A Vida Como Ela É/ Nelson Rodrigues” para curtir a “Opening Night”! Estou em pleno processo de encenar e adaptar esse novo Nelson Rodrigues. Amo Nelson, amo meus atores (Diego, Martina, Regina, Marcel, Tiago e Chiris), mas a urgência e a complexidade do projeto me deixam meio maluco. Como eu disse, em 2009 tudo acontece de roldão e, como eu não tomo jeito, ainda aparece espaço para apaixonamentos, mudança de endereço, outros textos encomendados, novas temporadas de outras peças, viagens, organização de projetos para 2010, a rotina (rotina?) diária e o inferno astral, porque faço aniversário dia 18. Espero, sinceramente, não começar a me sentir desconfortável dentro do meu figurino.
Escrito por Edson Bueno às 10h54
[]
[envie esta mensagem]

PENSANDO CINEMA (E ARTE): 
“Gosto de filmes que transformam a vida das pessoas, mas infelizmente isto não acontece com muita freqüência porque o mundo é triste.” – Liv Ullman
Escrito por Edson Bueno às 05h09
[]
[envie esta mensagem]

Por que um novo título? Theo Angelopoulous é um dos maiores diretores de cinema do mundo! Arrogante, de nariz empinado, incontrolável e dono absoluto de si e de suas idéias. Orgulhoso e pavoneado de seu cinema elitista, “artístico”, radical. De “autor”! Um poeta recolhido em sua genialidade. Faz pose e não está prosa. Sempre! Dirige filmes que os americanos se recusam a ver por pura incapacidade de compreensão. Theo Angelopoulos é demais para suas cabeças aristotélicas, domadas e facilitadoras. E acho que também não é muito compreendido no resto do mundo, talvez em sua terra natal, a Grécia. Talvez, não sei. Mas ele fez um filme que considero um dos cinco que mais gosto: “Paisagem Na Neblina”, poesia de crueldade e transcendência. Crianças à mercê da vida, sobrevivendo pelo espírito, porque o homem é frágil diante da natureza e do outro. Theo Angelopoulos poderia, se fizesse sucesso internacional, ser incluído entre os diretores de cinema de imagens originais, como Fellini, Bergman, Almodóvar, Hitchcock, Tarkowski ou Bunuel. Entre tantas de suas obras, uma outra, não tão contundente quanto “Paisagem Na Neblina”, tem o título mais lindo que um filme já ousou ter: “A Eternidade e Um Dia”. Por alguma razão este título me explica toda a existência. E me explica de um jeito que eu nunca vou saber explicar, só sentir. E me basta. Então para retornar ao meu blog, quase dois anos depois, resolvi roubar-lhe o título, porque também é meu agora, já que roubei parte de outro título: o de “Paisagem Na Neblina”, quando em 1994 montei “Paisagem de Meninos”. Sou ladrão, como Robin Hood e não tenho vergonha de confessar. Por que escrever? Pra treinar a escrita, pra registrar o que acho que é importante, pra pensar em mim mesmo o tempo todo, pra me divertir, pra construir uma outra vida paralela, pra não enlouquecer, pra descarregar em palavras minhas paixões, pra não deixar as coisas acontecerem sem alguma homenagem. Pra me sentir artista full time. Pela ilusão de reter o tempo em minhas mãos e esticá-lo pra que não passe tão rápido. Pra isso e muito mais. E ponto final. 
Escrito por Edson Bueno às 04h53
[]
[envie esta mensagem]

|