ONDE VIVEM OS MONSTROS - 4 
Escrito por Edson Bueno às 13h17
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ONDE VIVEM OS MONSTROS - 3 
Escrito por Edson Bueno às 02h27
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ONDE VIVEM OS MONSTROS - 2

Escrito por Edson Bueno às 11h58
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ONDE VIVEM OS MONSTROS

Os sites especializados dizem que as sessões/teste de “Onde Vivem Os Monstros”, de Spike Jonze, não empolgaram as platéias e que isto virou um problema para o seu lançamento. Mas os cartazes que estão aparecendo na mídia são belíssimos! Talvez por isso, mas não dá pra negar que o espírito do filme aparece nos cartazes e é um espírito muito bom!
Escrito por Edson Bueno às 10h15
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A MANCHETE DO DIA
BRASIL 4 X CHILE 2 Para Dunga, jogo seria melhor se não tivesse árbitro, torcida e imprensa.
Escrito por Edson Bueno às 08h11
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RÁPIDO BALANÇO

A PARTIDA - Mereceu o Oscar! Pelo menos para o meu gosto: até agora, o que de realmente interessante aconteceu nos cinemas em 2009. 01. Clint Eastwood e seu indiscutível domínio da narrativa clássica em “A Troca”. Não há o que fazer. Viver é participar do melhor e do pior da criatura humana. E participar de tudo sem enlouquecer ou morrer é um aprendizado. 02. A fábula descarada e sentimental de “O Curioso Caso de Benjamin Button”. De trás pra frente ou de frente pra trás, nossa aventura é sopro de vento e o universo é maior que nossos sonhos, expectativas e desejos. 03. As interpretações de Kate Winslet em “Foi Apenas Um Sonho” e “O Leitor”. 04. As interpretações de Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman e Viola Davis, em “Dúvida”. 05. Um filme inteiro: “O Lutador”, de Darren Aronosfsky. Os brutos também amam. Moderno, profundo, humano e simples. 06. As interpretações de Sean Penn e James Franco em “Milk – A Voz da Igualdade”. 07. O bom humor e o espírito divertido de “Monstros Vs Aliens”. 08. Um filme inteiro: “Star Trek”, de J. J. Abrams – A melhor ficção científica/aventura do ano. De assistir em pé e com lágrimas nos olhos! 09. Um filme inteiro: “Os Falsários”, vindo da Áustria. Como viver, se o simples fato de viver já é um massacre? 10. Outro filme inteiro, o melhor de todos: “A Partida”, vindo do Japão. “Os seres humanos precisam alimentar-se de cadáveres para se manterem vivos. Infelizmente. Então, que seja uma boa comida.” 11. A originalidade do sueco “Vocês, os Vivos”. Complexidade e simplicidade convivendo dentro de um mesmo espírito. Como explicar o inexplicável? 12. O cinema francês no que tem de melhor: palavras, silêncios, ausências, presenças sutis e grandes humanidades: “Há Tanto Tempo Que Te Amo”. E duas atrizes perfeitas: Kristin Scott Thomas e Elsa Zylberstein. 13. Lá do Cazaquistão, um épico irretocável: “O Guerreiro Gengis Khan”. Excelente! Árido e espiritual, sanguíneo e violento, romântico e puro. 14. Michael Mann em grande forma e Marion Cotillard confirmando que é a estrela do momento: “Inimigos Públicos”. E Johnny Depp é (quase) sempre um caso à parte. 15. A aula de história que é “O Grupo Bader Meinhoff”. Cinema de primeira. Temos todos, um lobo e um cordeiro dentro de nós. Quem, dos dois, prevalece? Simples, aquele que você alimenta. 16. Frank Langella, excepcional em “Frost/Nixon”. Pensando bem, não é pouco! Assisti a 41 filmes, uma média de 5 filmes por mês. Também não está ruim. E, bem, tenho que admitir que não assisti a três filmes importantes: “Gran Torino”, do Clint; “Rio Congelado”, com Melissa Leo e “O Visitante”, com Richard Jenkis. Mas é pra isto que está aí o DVD e a TV 50”!
Escrito por Edson Bueno às 01h59
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WHEN YOU WISH UPON A STAR

A Disney mais a Pixar voltam à animação tradicional. Maravilha! E a amostra grátis é exuberante. THE PRINCESS AND THE FROG tem um trailer cheio de bossa e promessa de músicas divertidíssimas. Claro, a inovação de trazer, pela primeira vez, uma heroína negra em desenho animado já é pura fantasia, na velha terra do novo Barak Obama! Mas não é nada proposital porque eu já tinha lido sobre a proposta pelo menos há uns três anos, bem antes de os americanos imaginarem um presidente negro (pelo menos na vida real). Coincidência? Bem... coincidências não existem, mas o trailer do filme e tão bonito que o conceito, pelo menos para quem vai curtir a animação, é o que menos importa. Que venha o final do ano com a princesa (lindíssima!) e o sapo (malandríssimo!). http://www.youtube.com/watch?v=nn0gcoalraI
Escrito por Edson Bueno às 05h44
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TEATRO DO ABSURDO OU A ROÇA ILUMINADA

Eu, um doce adolescente, interpretando "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", em 1983, sob a direção de Lala Schneider. Fui apresentado ao Teatro do Absurdo no segundo ano do Curso Permanente de Teatro, em 1983. A grade curricular previa que fosse um ano dedicado aos clássicos e como eu e o César Almeida queríamos dar uma pervertida na coisa, convencemos a Lala Schneider, nossa professora de interpretação, a encenarmos “clássicos do Teatro do Absurdo”. Ela entrou no jogo e passamos a estudar a escola. Naquele ano encenamos “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, de Arrabal, “O Rinoceronte”, de Ionesco e “Oh Papai, pobre papaizinho, mamãe te pendurou no armário e eu fiquei muito tristinho”, de Arthur Kopit. Foi uma verdadeira descoberta. Mas não é bem disso que quero falar. Alguns anos depois fui apresentado a Edward Albee, considerado um dos mais contemporâneos representantes do movimento. Foi com o filme “Quem Tem Medo de Virginia Wolff?”, de Mike Nichols, com interpretações memoráveis de Elizabeth Taylor, Richard Burton e Sandy Dennis. Quem não viu o filme talvez não compreenda a reflexão, mas vale lembrar que é um encontro de dois casais, um jovem e um maduro, numa noite selvagem, cruel e desmistificadora. E durante muito tempo da projeção eu me perguntava o que havia de absurdo naquela situação, que sempre me pareceu muito normal. A resposta veio logo. Em qualquer situação, minimamente natural, logo que o primeiro personagem soltasse a primeira verdade cruel e violenta para o outro, receberia um soco na cara e a peça terminaria ali mesmo. Pois no texto de Albee eles falam dezenas de coisas horríveis uns para os outros e permanecem uns diante dos outros, dizendo e ouvindo; e tudo vira um inferno de palavras e situações desconfortáveis. Isso é o verdadeiro absurdo! Agora dou uma parada para citar Steven Soderbergh em Veneza promovendo seu último filme “O Desinformante”, com Matt Damon. Ele disse: “Acho a mentira absolutamente necessária na vida. Se falássemos só a verdade, o tempo todo, nos mataríamos todos.” Isto também é teatro. E como no domingo, fui assistir à última apresentação da peça “Uma História de Pouco Amor”, meu texto, dirigido pelo Moacir Chaves, gosto de saber que é uma peça onde todos os personagens passam o tempo todo dizendo verdades uns para os outros e que, por conta disso, matam-se no final. Não sou só eu que penso assim. Pois bem, na saída do espetáculo uma amiga me perguntou: “Em que limbo você estava quando escreveu esse texto?” Bem, eu não estava em limbo nenhum, pelo menos nenhum especial, estava apenas refletindo friamente sobre as relações humanas e tentando ser, pelo menos um pouco desagradável, como receitaram Nelson Rodrigues e Edward Albee. Quem me dera! O palco é um bom lugar para descarregar esse tipo de humanidade. Mas eu reconheço que é difícil engolir um teatro “desagradável”, “cruel”, descaradamente absurdo. Embora meus amigos atores tenham me dito que a garotada absorveu com méritos a linguagem e que representou um público vibrante. Já o pessoal mais maduro e conservador enfrentou problemas. Natural, pelas razões óbvias, odeiam espelhos. E como me disse um dia um outro amigo: “Curitiba é uma roça iluminada.” Chique mesmo é ser brejeiro. Rs. Outra amiga disse que o texto é recheado de frases feitas. Entendo também. Ela nunca deve ter lido Shakespeare, Oscar Wilde, o próprio Albee, Nelson Rodrigues, etc, etc, etc. A ignorância é um vírus mutante que renasce a cada instante, mais forte. A burrice é a doença, a ignorância, o vírus. Fazer o quê?
Escrito por Edson Bueno às 11h19
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ADIVINHE QUEM É

Sem maiores mistérios. É Jude Law vivendo um travesti narcisista (candidato ao Oscar?) no novo filme de Sally Potter: “Rage”. Fúria, raiva, sei lá. O filme foi exibido no Festival de Berlim, em fevereiro e provocou lá o seu frisson. O assunto é o mundo da moda e o estilo é curto e grosso: entrevistas/testemunhos com fundo neutro muito colorido, num formato que a diretora chamou de “Naked Cinema”. No elenco nomes muito bacanas como Judi Dench, Dianne Wiest, John Leguizamo e Steve Buscemi. São personagens envolvidos com uma importante casa de Alta Costura de Nova Iorque e todos unidos por um acidente que virou caso de polícia. Este rápido resumo diz alguma coisa? Não, não diz, mas também não há problema algum. O negócio é assistir ao trailer, enquanto o filme não aparece e esperar, porque tem cara de ser uma experiência muito, muito boa. http://www.youtube.com/watch?v=aAmR0xL5LIE
Escrito por Edson Bueno às 21h19
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SOUTH OF THE BORDER

“Vocês elegerão um governo que não será um governo de Chavez, porque Chavez é o povo!”, palavras do ditador. Estréia hoje em Veneza o documentário que Oliver Stone fez sobre Hugo Chavez. Sei lá como é esse filme, mas é divertidíssimo, no trailer, ver os presidentes sul americanos falando “coisinhas” bem jaguaras e em cima do muro, especialmente a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, dizendo que, por exemplo “a cara de Evo é a cara da Bolívia”. Haveria algum tipo de ironia ali? Sabe-se lá. E a trilha sonora, então? Qual teria sido a abordagem? Mistificadora? Oliver Stone adora um autoritarismo rápido, faz um cinema grosseiro e de idéias prontas. É um dos mais irritantes diretores de cinema de todos os tempos e parece, digo parece, que chegou ao fundo do poço. Vamos esperar as repercussões. http://www.youtube.com/watch?v=Hwhau48LUAA
Escrito por Edson Bueno às 11h31
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O FILME DO ANO

Posso estar enganado (eu acho que não!), mas “The White Ribbon”, de Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, dá toda a pinta de ser o filme do ano. Olha aí o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=I6osHk4Hn-0
Escrito por Edson Bueno às 13h14
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