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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


A PRECIOSIDADE DO ANO

Quase todos os anos, um filme pequeno (mas nem tanto!) surge devagarinho, alcança a mídia, acaba conquistando plateias, surpreende pelo talento e originalidade e mostra as unhas no Oscar. No mínimo leva o prêmio de roteiro.  Neil Jordan avançou para o estrelato em 1992 com seu “The Crying Game”, lançado em pequeno circuito em Los Angeles e New York e que acabou virando o xodó de todo mundo. Era um filme surpreendente! Há dois anos “Pequena Miss Sunshine” fez o mesmo e ano passado “Quem quer ser o Milionário?” arrebentou a boca do balão e tomou todos os prêmios. Mas teve “Em Busca da Terra do Nunca” (2005), “Boa Noite e Boa Sorte” (2006), “Encontros e Desencontros” (2003) e até “Cidade de Deus”, só para dar alguns exemplos. E em 2009? A apresentadora Oprah Winfrey apadrinhou o filme e se encarrega de preparar o terreno para quando for lançado em outubro. A pequena jóia? Chama-se “PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL PUSH BY SAPPHIRE” e tem mesmo cara de ser um diamante pequeno e lapidado. Na trama, Clareece “Precious” Jones é uma adolescente negra, muito gorda e mãe solteira, que vive no Harlem novaiorquino. Quando seu segundo filho está para nascer, ela consegue ingressar em uma escola alternativa e uma professora a ajuda a encontrar novo rumo para a vida. O filme levou três prêmios no Festival de Sundance e ainda outro no 34º. Festival de Toronto, encerrado no último sábado. O site “awards daily” aposta alto e garante que o filme tem potencial para indicações nas seguintes categorias:

Melhor Filme

Melhor atriz: Gabby Sidibe

Melhor atriz coadjuvante: Mo´Nique

Melhor diretor: Lee Daniels

Roteiro Adaptado: Geoffrey Fletcher

Então... seguindo a receita.



Escrito por Edson Bueno às 00h26
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OLHA QUE LINDA!

 

Aos 81 anos, Jeanne Moreau participa do Festival do Rio como convidada de honra! Quem dera estar lá para curtir o debate do qual ela vai participar no Cine Odeon, no sábado!

Ah! Algumas deusas do cinema europeu, verdadeiras divas de grandes diretores e estrelas de obras primas e clássicas, cruzaram os 70 anos: Gina Lollobrigida (82), Sophia Loren (75), Claudia Cardinale (71), Briggite Bardot (75) e Judi Dench (75). Vida longa, longa, longa a todas elas!!!



Escrito por Edson Bueno às 01h40
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LÁGRIMAS FAZEM BEM AO ESPÍRITO...

 

... mas ao cinema, nem tanto! “Uma Prova de Amor/My Sister´s Keeper” é um filme que vale a pena ser visto, porque nem tudo é conteúdo e nem tudo é forma. Espera aí! Mas então um filme é o quê? Pensando bem, o filme de Nick Cassavetes não vale muita coisa além da admiração por três atrizes e a possibilidade de derramar algumas lágrimas, claro, se você estiver disposto. As atrizes? Abigail Breslin (de “Pequena Miss Sunshine”), Sofia Vassilieva e Joan Cusack. E as lágrimas? O diretor/roteirista tinha nas mãos um belo ponto de partida, instigante e provocador, para desenvolver altas reflexões sobre ética, consciência e moral. Mas fez o quê? Colocou tudo abaixo porque com certeza não acredita nem em uma coisa, nem em outra. Abigail é uma menina de 11 anos que contrata um advogado numa ação contra seus pais. Cameron Diaz (que leva uma sova das outras atrizes do filme!) e Jason Patric, fazem os pais que concebem a menina com o objetivo de salvar a primeira, que sofre de leucemia. A menina doou seu cordão umbilical, a medula óssea e está prestes a doar seu rim. Na justiça, ela lutará por seus direitos de recusar fazer mais uma cirurgia, que caso não seja feita, levará a irmã à morte certa. Durante a primeira parte do filme é impossível não assisti-lo sem questionar o tempo todo o que é certo, o que é errado, o que deve ser feito ou não, como você ficaria se estivesse numa situação tal. É um incômodo excepcional. Mas Nick Cassavetes opta rapidamente pelo dramalhão e desfila cenas e cenas emotivas, que rapidamente vão desviando a atenção para o drama moral. E na presença da morte, qualquer mínimo sentimento de esperança é uma cascata de lágrimas. Chega ao ponto de abandonar o centro da história (a personagem de Abigail) para entregar-se a emoção fácil. E na terceira parte, quando as questões jurídicas e morais entram em cena, um terrível golpe de roteiro (que eu não vou contar aqui!) termina por derrubar por terra qualquer possibilidade de inteligência e originalidade.
É como se a simples menção do problema moral fosse suficiente para sustentar o filme, sem que ele mesmo (o filme!) tivesse que se comprometer com sua proposta. Uma traição imperdoável! E, mais uma vez a narrativa atira-se às lágrimas. Não sobra nada. Não posso negar que me emocionei muitas vezes, porque sou um emotivo sem reparos e as atrizes, incluindo Joan Cusack, que faz a juíza que vai dar o veredicto, são extremamente convincentes. Mas, já saindo do cinema, um certo desconforto dentro das minhas roupas, denunciava que tinha sido enganado. Coisas do cineminha.



Escrito por Edson Bueno às 07h45
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CARTAZ

 

O cartaz brasileiro de “A Princesa e o Sapo”!



Escrito por Edson Bueno às 02h02
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ESSA MULHER

Meu amigo Maurício Cidade, lá do Rio Grande, lembra que o título da música de Chico Buarque e Miltinho, que poetisa a história de Zuzu Angel é “Angélica”e não “Essa Mulher”, como eu escrevi em meu post. Certo. Sorry!

 

Angélica

Chico Buarque

Composição: Miltinho/Chico Buarque

 

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?

Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar

Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?

Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar

Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?

Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar



Escrito por Edson Bueno às 12h53
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A MANCHETE... OU VÁ SER MAL HUMORADO ASSIM LÁ NO RAIO QUE O PARTA!

 

O Brasil escolheu seu filme para concorrer ao Oscar de “Melhor Filme em Língua Não Inglesa”: SALVE GERAL, de Sergio Rezende. Como o filme só vai ser lançado em outubro não dá pra dizer muita coisa, mas fui ver o trailer (http://www.youtube.com/watch?v=dffVbeQ1R-4) . Ok! Se for um filme de mãe, talvez até empolgue, mas se for a velha charanga, o déjà-vu do tiro, grito e nome feio, haja paciência! A história acontece em 2006, no final do dia das mães, quando delegacias de polícias foram atacadas, ônibus incendiados, entre outros atos, promovidos por facções criminosas. Um trailer não é muita coisa, mas antes do filme é tudo! Parece uma mistura de “Carandiru”, “O Que é Isso, Companheiro?”, “Pra Frente, Brasil!” e outros menos votados. Enfim, mais do mesmo. Sem preconceitos e sem fazer julgamentos apressados, tomara que o filme seja bom. Tomara! Mas... Mas o que eu queria dizer mesmo? Ah, sim. A comissão que escolheu. Imagino que não tenha sido fácil. Nenhum dos títulos concorrentes empolgava muito. Fiquei lembrando (e pensando) dos últimos filmes ganhadores do Oscar: “A Partida” (Japonês), “Os Farsantes” (Áustria) e “A Vida dos Outros” (Alemão), todos carregados de humanidade. Guardando as limitações próprias do cinema, profundas investigações sobre a natureza humana. Não no que ela tem de geral, mas de particular. E onde eu quero chegar? No espetáculo A VIDA COMO ELA É NELSON RODRIGUES, na cena que conta o assassinato de Roberto Rodrigues por Silvia Thibau. Ela, na redação de “Crítica” dispara em seus ouvidos: “O senhor é um hipócrita, não está interessado na verdade, está interessado é na manchete!” Pois é, a manchete. Às vezes eu tenho a impressão de que o cinema brasileiro, de um modo geral, quase sempre está interessado é na manchete. “O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburguer, me parece ser uma clara exceção, por exemplo. Ainda sem fazer pré-julgamentos inúteis, vale lembrar Sérgio Rezende e seu último filme: “Zuzu Angel”. Com a mesma história, Chico Buarque de Hollanda fez uma música singela, dolorosa e poética: “Essa Mulher”. Já Sérgio Rezende fez dela um novelão panfletário, populista e sem alma. Porque em nenhum momento pareceu interessado em investigar a alma da mulher obstinada em busca do filho perdido, mas apenas no fato político, na injustiça, no crime, na violência. São abordagens. Como será “Salve Geral”? Sergio Rezende declarou: “Não é um documentário, não é jornalismo investigativo, é um filme de ficção, a história de uma mãe que tenta salvar a vida do seu filho." Se for. Mas também declarou: “A televisão exibia o pânico praticamente em tempo real. Foi um dia marcante na vida do paulistano. Tenho certeza disso. É uma espécie de 11 de setembro para São Paulo." Olha aí a manchete! Enfim, estou parecendo meio que o advogado do diabo. Um poço de mal humor! Melhor esperar pra ver o filme.



Escrito por Edson Bueno às 11h32
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