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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


AINDA SOBRE “FIDO”...

 Ah! Só pra registrar, “Fido – O Mascote” foi um excepcional fracasso de público. Lançado em 2007 obteve no mundo todo, a ridícula bilheteria de $426.224! Atribuo ao humor fino e excesso de sutileza.  Seu diretor, Andrew Currie não fez mais nada desde então, e não tem nada em pré-produção. Coisas do show business!



Escrito por Edson Bueno às 09h21
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CURTINDO COM ZUMBIS NA MADRUGADA

 

Todos os especialistas em longevidade e qualidade de vida dizem que o negócio é dormir antes da meia noite e acordar entre sete e oito da manhã. Não é o meu caso. Adoro o silêncio da madrugada e adoro zapear até dormir. Então, que segundo os tais especialistas, pagarei caro! Pois bem, nesta última, entre zapeadas, ancorei na HBO. Vale dizer, que mudando de assunto, mas não muito, odeio zumbis. Então que George A. Romero não é dos meus preferidos. Adoro vampiros, lobisomens (o trailer do novo filme com Benicio Del Toro fazendo o bicho, é ótimo!), extraterrestres e outros monstros, mas zumbis me incomodam demais. Mas... e sempre tem um mas... a HBO exibia pela enésima vez, um tal “Fido – o Mascote”. O que é isso? Vamos à história. Lá pelos anos 50, uma tempestade radioativa transformou centenas de seres humanos em zumbis e a humanidade inventou uma empresa que inventou uma coleira que, usada nos monstros, fazem-nos dóceis e prestativos. E cada família tem seu zumbi, se não para os afazeres domésticos, para exibi-los para os vizinhos, porque quem não tem zumbi, acaba sendo discriminado porque parece pobre. Pois bem, o que acontece quando George A. Romero encontra Tim Burton? É mais ou menos o que acontece em “Fido, o Mascote”, exibido nos cinemas em 2007 e dirigido por um canadense de quem eu nunca tinha ouvido falar, Chamado Andrew Currie. “Fido” é uma delicia de humor negro, piadas politicamente incorretas e cinismo descarado. Claro, Fido é o zumbi protagonista e  especial (mas nem tanto!) que acaba ganhando a amizade de seu pequeno dono, um menininho solitário e entediado. Em certo momento, a mãe do menino vendo-o brincar sozinho com uma pequena bola de beisebol, repreende-o: “Não fique brincando sozinho, os vizinhos podem achar que você é solitário.” E deixa-o, no quintal da sua colorida e antisséptica casa, mais solitário ainda. Na verdade, com todos os seus arroubos de violência engraçada, sangue e porquice, “Fido” é muito um filme família, porque trata de solidão, amizade e respeito. Ainda mais porque o centro das atenções, além do zumbi/título é a inocência infantil e sua lógica muito particular, que equilibra doçura e sadismo com incrível sutileza. Ai atrás eu citei George A. Romero e Tim Burton, mas acho que o filme tem também uma pitada cruel de David Lynch, guardando as devidas proporções. Valeu a madrugada insone e fica aqui a recomendação. Não sei se será exibido proximamente, mas deve estar estacionado em alguma locadora. Não custa procurar e curtir. Afinal comédia inteligente (e ainda mais com zumbis!) é uma raridade!



Escrito por Edson Bueno às 09h06
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FERNANDA – 80 ANOS!

 

A nossa Fernanda Montenegro está comemorando 80 anos! O fato de ser a única atriz brasileira a ter sido indicada ao Oscar é quase nada, pensando a sua importância para o teatro brasileiro. Fernanda é toda delícia. É delicioso ouvi-la falar, é delicioso vê-la expressando-se orgulhosa de si mesma, é delicioso vê-la interpretar, seja na televisão ou no cinema (“Central do Brasil” oferece a maior interpretação de uma atriz na história do cinema brasileiro!) e mais que tudo, é delicioso vê-la no palco. E eu sou feliz, porque vi muito! Aliás, acho que desde que a vi pela primeira vez no Teatro Maison de France, em 1981, interpretando a personagemVera em “É”, de Millor Fernandes, que não perdi nenhum de seus espetáculos. Sou um artista feliz! Se tivesse que escolher a sua melhor interpretação nos palcos, seria sem dúvida, a que vi em 1983 (ou seria 1984?), no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro, numa sessão das 17 horas: “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, de Rainer Werner Fassbinder! Eu (ainda aluno do Curso Permanente de Teatro) e minha amiga AnnaMirta Knudsen nos atiramos ao Rio para vê-la. O auditório estava abarrotado de senhoras de mais de 60 anos. Quando a peça terminou, Fernanda esgotadíssima emocionalmente pela intensidade de sua interpretação, era aplaudida em pé por todos, absolutamente todos, que choravam copiosamente. Um momento muito especial. É um exemplo de disciplina, paixão, amor ao teatro, às ideias, à reflexão e à poesia. Uma dama elegantíssima que nunca abriu a boca para dizer outra coisa que não fosse sapiência. Uma mulher inigualável! Hoje, em comemoração aos seus 80 anos, o Globo homenageou-a convidando-a para editar o Segundo Caderno. Vale a pena comprar o jornal e guardar esse Segundo Caderno. Aqui e ali, por todas as palavras e pensamentos, a edição brinda o leitor com matérias de textos inspirados e mais que tudo, uma conversa entre a deusa e a outra deusa, Natália Thimberg, onde a essência do melhor pensamento sobre o teatro está ali, límpida e clara! Parabéns



Escrito por Edson Bueno às 12h03
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MIX 3

Números, fatos, esperas e possibilidades. É o mundo encantado do cinema:

 

 

1. As animações se perdem no caminho. Fui assistir “9 – A Salvação” (péssimo título), produção de Tim Burton e Sergey Berkmanbekov, o divertido e talentoso diretor de “O Procurado”, e achei um pé no saco. Com um visual pós apocalíptico esplendoroso e depressivo, o filme nunca sai do lugar, nem acontece. É esquemático e sem a mínima inspiração poética. Apenas belo. Uma beleza que se esgota nos primeiros quinze minutos. Depois é esperar o final, que nunca chega.

 

2. Deu a Louca na Chapeuzinho. Quando foi exibido nos cinemas eu não coloquei fé e não fui assistir, apesar de algumas recomendações. No domingo, esperando começar o jogo entre o Brasil e a Bolívia e zapeando inquieto, caí na Record e lá estava passando “Deu a Louca na Chapeuzinho/ Hoodwinked”. Parei um tempo no filme. Devia ter visto no cinema. A animação é do tempo das cavernas, mas o roteiro, os personagens e a criatividade da direção são de cair o queixo. Muito, muito divertido e inteligente! Agora vou alugar na locadora. Quero assistir com as dublagens de Glen Close (Vovó) e Anne Hathaway (Chapeuzinho). 

 

3. Nove entre dez menininhas (... e muitos menininhos... Rs!) tremem as pernas diante de Zac Efron, a revelação cinematográfica da Disney e seu “High School Musical”. Mas o piá acha que tem cacife para outras aventuras nas telas, embora até o momento não tenha mostrando ser mais do que uma carinha bonitinha. Pois dias desses assisti ao trailer de sue novo filme, de título pretensiosíssimo: “Me And Orson Welles”. E sabe que gostei? Pelo menos do trailer? Vai que o filminho é interessante... Quem quiser conferir:

http://www.youtube.com/watch?v=G5MyDFDWDmw

 

4. Você já ouviu falar do filme “Jamila and the President”, do diretor Ratna Sarumpaet? Não, não é? E provavelmente nunca vai ouvir falar. É o postulante da Índonésia a uma vaga nas indicações ao Oscar de melhor filme em língua não inglesa. São 65 as inscrições. O anúncio dos 5 indicados vai ser feito no dia 02 de fevereiro de 2010. O representante brasileiro “Salve Geral”, de Sergio Rezende recebeu o título inglês de “Time of Fear”, aliás, titulo horrível. E já que o assunto é “Salve Geral”, o filme já foi visto por 180.819 espectadores, até o dia 11 deste mês. Alguns falam em decepção, eu não acho. Claro, não é o mínimo de 500 mil, que as distribuidoras consideram ideal, mas é um resultado bem satisfatório, ainda mais que o filme ainda não foi lançado no Brasil inteiro. Não dá pra reclamar.

 

5. E como diz o Solda: “Curitiba tem muita puta e pouco puteiro!”

 

Cinema é a maior diversão!



Escrito por Edson Bueno às 19h04
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PUTA FILME!!!

 

Quando terminou “Bastardos Inglórios”, com as luzes ainda apagadas, me virei para os amigos que tinham ido comigo ao cinema e gritei, meio baixo, meio alto, mas gritei, porque o grito era incontrolável e tinha que sair: “Este filme é do caralho!!!” Nada, nenhum filme, entre os excepcionais a que assisti em 2009, me deu tanto prazer de estar no cinema. Saí, e a única coisa que queria era tomar cerveja. Beber, beber para comemorar o cinema! Era uma necessidade imperiosa de falar, expressar o prazer. Como é bom o cinema! “Bastardos Inglórios” é a glória do impossível, a suprema homenagem à ficção, à fantasia e à imaginação. É cinema! E o que impressiona é que o Tarantino não abre mão da altíssima qualidade. Fotografia, figurinos, direção de arte, montagem, tudo, tudo do mais alto nível para um filme que é uma desfaçatez, uma irresponsabilidade, uma inutilidade atroz, e por isso mesmo a essência do cinema por ele mesmo, descolado da objetividade carcereira. Poderia, iluminado por “Bastardos Inglórios”, remeter-me a Sergio Leone, Robert Aldrich e outros, mas volto à minha paixão para toda a vida, Alfred Hitchcock! A Hitchock interessava o cinema e para tanto, a história era um pretexto mais do que pretexto. O efeito estava sempre à frente da lógica. Tarantino é da mesma prateleira. Experimenta uma das maiores ousadias do cinema atual que é a de desrespeitar os fatos, as opiniões, os valores, a história, os conceitos, as convenções, o diabo a quatro! Cinema não é a realidade e nem tem que estar atrelado a ela. Tarantino descareteia o cinema e faz da narrativa cinematográfica uma experiência única, original e libertadora! Qualquer cinéfilo metido a espertinho vai encontrar dezenas de referências à história da sétima arte. Tudo isto é bobagem. Tudo isto também é pretexto. A câmera de Tarantino, como seus atores maravilhosos, é cínica (não irônica!) e desestrutura com humor e cara de pau, qualquer tentativa de sentido e valor. É, nesse sentido, um cinema puro, porque não está atrelado ao conteúdo, nem está preocupado em dar-lhe importância, ao contrário. Andrei Tarkoski lançou, em seu livro “Esculpir o Tempo” a explicação definitiva sobre o fazer cinematográfico. Como o escultor que esculpe a pedra, o diretor de cinema é um sujeito que esculpe o tempo. Tarantino deita e rola no exercício. O tempo está a serviço de qualquer coisa que interesse mais. Seja uma informação didática, seja pelo sentido do suspense, seja pela revelação de um diálogo curioso, humorístico ou simplesmente divertido, seja pela simples curtição. É o cinema do presente! E é um diretor tão sensível, tão apaixonado pelo cinema, que bebe da fonte de diretores dos mais diferentes gêneros, numa salada de sabor especialíssimo. Em “Bastardos Inglórios” é possível identificar entre a violência e a maldade, o humor maldito de Ernst Lubitsch e Billy Wilder! Sabe muito este cara! Sabe divertir, divertindo-se! Sabe demonstrar paixão pelo cinema explorando ao máximo o vigor da câmera, da montagem, da interpretação e dos diálogos. E que diálogos! É preciso assistir a um grande Tarantino não dando importância nem à seqüência anterior e, muito menos, à que virá. Importa é a seqüência presente. Deve-se assisti-la como se fosse um curta, que começa e termina em si mesmo. E o todo, formado por esse mosaico, é uma obra única, original e arrojada. Não acredite na verdade porque não existe verdade. Acredite no cinema e fim de conversa. Poderia acabar este post elegendo “Bastardos Inglórios” meu grande prazer cinematográfico em anos, mas ainda é preciso falar de seus atores. Mas aí também seria chover no molhado. Todos deitam e rolam. Brad Pitt é um ator genial, brincalhão e irresponsável, apodrecendo em cada frase e o tal Christoph Waltz, é daqueles atores que criam um personagem inesquecível, inigualável e que jamais será repetido. Merece o Oscar! Não vai surgir outro sequer parecido nos próximos meses! É o maior humorista dentre todos, eleva o personagem a lugares inacreditáveis, lugares onde tudo é possível e nada previsível. E àqueles que dizem que o arrojo estilístico de Tarantino afasta a emoção, sinto muito. A emoção está presente desde o primeiro plano, porque não é a emoção pela história, é a emoção pelo cinema. É preciso amar muito o cinema para compreender este sentimento! Grande Tarantino! Grande festa!  O cinema de verdade está de volta! Merece uma bebedeira!!!



Escrito por Edson Bueno às 03h19
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SE AFOGUE EM OUTRAS ÁGUAS, MAS DO MESMO RIO...

Maria Bethânia

 

 

Veja, meu bem que hoje é domingo

Domingo eu não choro

Domingo eu não sofro

Domingo eu sou de paz e alegria.

Tristeza hoje eu não estou

Saudade volte outro dia

Domingo eu não sou boa companhia.

Se o amor quer me deixar

Me deixe num domingo.

Eu não vou reclamar

E posso até achar

Que ficar só é lindo.

Domingo a minha vida é um circo

Eu sou a (o) trapezista.

Alguém avise a dor

Que não insista



Escrito por Edson Bueno às 12h31
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