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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


ABSOLUTAMENTE CERTO!

Cartaz de "Absolutamente Certo" (1957), primeiro filme dirigido por Anselmo Duarte, ainda na época da chanchada.

 

Morreu Anselmo Duarte. Há muitos anos (muitos mesmo!) eu acompanhei o falecido jornalista Aramis Milarch em um jantar com o senhor Anselmo, onde conversamos por mais de quatro horas. Era bonito ouvi-lo falar, orgulhoso com o seu feito, a Palma de Ouro em Cannes, em 1962 (a única do Brasil!) e ainda ressentido com a turma do Cinema Novo que nunca admitiu a sua vitória, a vitória de um cineasta sem nenhuma ousadia formal, de escola clássica e ainda mais, amamentado pela Mamãe Chanchada. Aquela de Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Violeta Ferraz e Ankito. Mas, história é história e Anselmo Duarte era uma cria cinematográfica, conhecedor do ofício e apaixonado pelo cinema. Uma personalidade. Pelo que conversamos naquela noite (eu bem mais ouvi do que falei!) ele era um realista e não tinha papas na língua. Conhecia todos os meandros do cinema nacional, seus sistemas de produção e as loucuras que fazem dos artistas, artistas e ainda mais humanos em suas fraquezas e medos.  “O Pagador de Promessas”, de 1962, vencedor da Palma de Ouro, é um prodígio, um filme sem erros, um dos três melhores do cinema brasileiro (quais são os outros dois?), desde que existe o cinema brasileiro. Tenho-o, carinhosamente, em DVD e nunca me canso de admirar as interpretações de Leonardo Villar, Gloria Menezes, Norma Bengell, Dionísio Azevedo e Geraldo Del Rey, que são antológicas. O texto original de Dias Gomes é perfeito em dramaturgia e exato em ideia, e a sua transposição para o cinema uma obra de arte. A escadaria da Igreja de Nossa Senhora dos Passos, no Pelourinho, em Selvador é um cenário definitivo. Há dois anos quando estive lá, fiquei com os olhos cheios de lágrimas diante da sua imponência (abandonada!) e minhas mãos tremiam em pensar que tanta coisa linda aconteceu por ali. Na noite em que conversamos, Anselmo contou que Norma Bengell não estava escalada para o filme. Vanja Orico faria Rosa, a mulher de Zé do Burro e Glória Menezes faria Marly, a prostituta. No início das filmagens, Vanja Orico contraiu uma hepatite e teve que ser substituída. Glória assumiu seu papel e Norma Bengell, veio do Rio para a substituição. Assim a história acontece e o destino, como bom dramaturgo (Machado de Assis!) vai determinando as peripécias e os desfechos. Pois bem, o que dizer, quando uma página é virada e sim, uma página definitiva? Dizer que em sua simplicidade e objetividade artística, Anselmo Duarte foi um dos grandes, como ator e diretor, e que deveríamos reverenciá-lo sempre. É o mínimo.  Claro, se, de verdade, amamos o cinema.



Escrito por Edson Bueno às 10h44
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VOX POPULI, VOX DEI

Mao´s Last Dancer - O cartaz já diz tudo!

 

Ninguém leva muito a sério as premiações em festivais que são concedidas pelo público. Porque o público não percebe (segundo teorias...) altas sutilezas e quase sempre opta pelo popular e sentimental. Afinal, o público quer se emocionar e ponto final. Assim que nessa 33ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o público escolheu “Los Abrazos Rotos”, de Almodóvar e “O Último Dançarino de Mao”, como os melhores do evento. “Los Abrazos...” tudo bem, afinal Almodóvar é figurinha carimbada, mas e “O Último Dançarino...”? Um filme do qual pouco se ouviu falar? Pois vamos lá! É uma história real, emocionante, heróica e repleta de dores e renúncias, em nome, inclusive da arte e da liberdade de fazê-la. Li Cunxin, um bailarino chinês que teve que desistir de sua pátria e sua família para ficar nos EUA, onde poderia viver sua opção artística, o ballet, com paixão e liberdade. Enfrentou o regime comunista e totalitário de Mao Tse Tung e teve o apoio do Ocidente. Enfim, venceu. É uma bela (e talvez profunda!) história real, como tantas que temos visto no cinema, algumas com mais ou menos propriedade artística. Não importa, pelo jeito convence o público ou como diria um emotivo de plantão: “Atinge o seu coração!” E o diretor? Um sujeito de cinema básico e emocional: o australiano Bruce Beresford. Minha memória histórica não ajuda muito, mas eu acho que o Sr. Beresford é responsável por um dos acontecimentos mais bizarros da história do Oscar: em 1989, seu filme “Conduzindo Miss Daisy” ganhou o Oscar de Melhor filme sem que seu diretor, o próprio, nem tivesse sido indicado na categoria. O filme consagrou uma das maiores atrizes do teatro americano, Jessica Tandy, vencedora aos 80 anos e é lindo e emocionante. Eu, particularmente adoro, embora reconheça a simplicidade óbvia de sua dramaturgia. Vez ou outra eu assisto a sua última cena e, invariavelmente, me emociono. É filme de atores (Jessica e Morgan Freeman) em estado de graça. Enfim, “O Último Dançarino de Mao” não deve fugir à fórmula do Sr. Bruce: pouca novidade e muita emoção. Mas sempre faz bem ao fígado respeitar a opinião do povão. Grandes filmes odiados pela “inteligenzia” fizeram história: “Cinema Paradiso” e “O Carteiro e o Poeta”, ou “Piaf” e “Shakespeare Apaixonado” são só alguns exemplos. Então, tomara que “O Último Dançarino...” tenha sido comprado por alguma distribuidora brasileira e que possamos assistí-lo no cinema. Mal não fará.

 



Escrito por Edson Bueno às 01h01
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SEXO NO CINEMA

Sensualíssima cena de "O Encouraçado Potmkin"!

 

Cinema é, de verdade, a maior diversão. Dia desses uma amiga minha contou-me que foi assistir ANTICRISTO do Lars Von Trier, com seu namorado. Levaram algum tempo para entrar no espírito do filme porque os primeiros quinze minutos foram dedicados à maior pegação. É claro que em se tratando de um filme difícil, com pretensões artísticas, etc e tal, leva pouca gente ao cinema e a sala estava relativamente vazia. Apagam-se as luzes, a sensação de intimidade cresce e a mão avança poltrona adentro. Não há o que fazer. Particularmente acho que ANTICRISTO, embora genial e escandaloso, é meio broxante, mas como minha amiga e seu namorado se deixaram levar pelo prólogo, sensualíssimo, apesar da crueldade, compreende-se. O surpreendente mesmo nessa história é que, tanto minha amiga como seu namorado já passaram da casa dos sessenta (ao que parece que pagaram até meia entrada!) e, refletindo agora, com mais apuro, talvez o filme do velho Lars seja estimulante, ao contrário das minha interpretações. Pois bem, ela estava entusiasmadíssima e combinou com seu affair assistirem de novo UP da Pixar/Disney para atestarem o grau de excitação que a animação pode provocar. Se for em 3D então, periga gemerem mais alto do que o conveniente e claro, o lanterninha pode dar um chega pra lá nos dois. As crianças vão adorar! Lembrei-me que, 30 anos atrás eu cometi a mesma festa. No intuito de me mostrar inteligente e culto fui acompanhado ao extinto Cine Excelcior, na Saldanha Marinha, numa tarde de quarta-feira, assistir O ENCOURAÇADO POTEMKIN, do Eisenstein. A obra máxima do cinema de arte! Pois, ao contrário da minha animadíssima amiga, chegamos às vias de fato! Chegamos mesmo a tirar a roupa e ir até onde não é mais possível voltar. Se bem me lembro, deveria ter mais uma ou duas pessoas na sala, mas o velho Cine Excelcior era enorme e muito comprido, então que as Escadarias de Odessa ficaram para uma outra oportunidade, porque apesar de toda a genialidade, violência e sangue (em preto e branco!) o assunto naquele dia não era o cinema, nem a arte e muito menos a técnica da montagem. Exercícios de Kama Sutra mandaram muito bem! Então, bem, cinema é, de verdade a maior diversão!



Escrito por Edson Bueno às 10h27
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O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS

 

Certa vez, quando eu tinha feito um espetáculo, modéstia à parte, sublime, chamado “Vermelho Sangue Amarelo Surdo”, que contava alguma coisa, mas nem tanto, sobre o gênio Van Gogh, um amigo, ex-amigo, colega, ex-colega, companheiro, desafeto, sei lá, cruzou comigo num bar de Curitiba e em altos brados acusou-me de plagiador. Segundo ele eu tinha plagiado as cartas que o belo Van Gogh escrevera para seu irmão Theo. Mas como? Pensei eu, se eu coloquei no programa que o texto era baseado nas tais cartas? Enfim, o cara gritava tanto e eu fiquei tão estarrecido que eu lhe disse, assim, naturalmente, que meu próximo espetáculo seria baseado na Bíblia e que eu resolvera agora, plagiar Deus! Não foi o próximo espetáculo, mas em 2008, aceitei o meu próprio desafio e encarei o Evangelho Segundo São Mateus, para falar, não de Jesus ou de religião, ou de evangelização. Mas para refletir com a platéia sobre a palavra. Aquela que, dita por ele (Jesus), tem o poder de transformar e que, quando vira concretude, se for humana e boa, vale uma existência ou uma profissão. Machado de Assis disse que muitas vezes uma hora de vida, representa uma vida inteira. E eu tenho, às vezes, a sensação de que o tempo em que escrevi e dirigi “O Evangelho Segundo São Mateus” significou o sentimento que eu tenho pela vida e pela arte. É um sentimento utópico, que mora no meu coração, que sei, difícil de experimentar na crueza do dia a dia, mas válido como sensação e espírito. Tento, sinceramente, ser leve diante do cinismo, da competição e da violência das relações sociais e acho que devo, muito, à experiência de montar esse espetáculo, a suavidade que em grande parte do dia, experimento. Não fiquei apenas com São Mateus, mas busquei na poesia de Fernando Pessoa e seu 8º. Poema do Guardador de Rebanhos, o apoio poético para dar mais humanidade, simplicidade e beleza à peça e ainda mais, na relação que os atores vivem com a plateia, que é uma relação de intimidade e (quase) inocência. Ali depositamos, eu e eles, muito do sentido de se fazer teatro. Em certa apresentação um senhor chegou-se no Pazello (um dos atores) e disse de peito estufado: “Esta peça não deveria sair de cartaz enquanto o último curitibano não a tivesse assistido!” E eu que já a assisti tantas vezes e também já a vivi como ator, tenho sempre a sensação de que tudo o quanto eu tenho vontade de falar para o público com a minha arte, o teatro, está contido nela. E que em termos de conteúdo, nada mais preciso dizer. É um sentimento poético e sincero. Um sentimento sobre a vida que se concentra nos versos do Fernando Pessoa (que o Guilherme diz com sublime inocência e o Marcelo também já disse com a mesma beleza teatral), quando ele descreve um instante em que brinca com o seu menino Jesus fugido do céu.

 

...E perto do anoitecer brincamos as cinco pedrinhas. Sérios. Graves. Como convém a um deus e a um artista. E como se cada pedra fosse todo o universo. E fosse por isso um grande perigo para ela, deixá-la cair no chão. Depois eu conto-lhe histórias das coisas dos homens. E ele sorri, porque tudo é incrível. Ri de quem pensa que é rei e não é. E tem pena de ouvir falar das guerras... e das ilusões... e das competições... e das injustiças... e dos preconceitos... E tem mais... Porque ele sabe que a tudo aquilo falta àquela verdade que uma flor tem ao florescer. ... Depois ele adormece e eu deito-o. Levo-o para dentro de casa e deito-o. Ele dorme dentro da minha alma e às vezes ele acorda à noite e brinca com os meus sonhos. Vira uns de perna para o ar, põe uns em cima dos outros e bate as palmas sozinho, sorrindo para o meu sono.

 

Pois é. Depois de três temporadas em Curitiba (desde abril de 2008) e algumas viagens mágicas, meu (nosso!) “O Evangelho Segundo São Mateus” re-estreia no Teatro José Maria Santos. Hoje. Às oito da noite. E fica mais um mês em cartaz. Com atores lindos, palavras lindas, emoções sinceras, muito pão, muito café, muito vinho, muita, muita humanidade!



Escrito por Edson Bueno às 01h13
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A SINA DE UM ARTISTA

LEMBRA - A peça onde vi meu amigo Bruno no palco.

 

Tenho um amigo no Rio de Janeiro, chamado Bruno É um ator de muitos recursos, sensível, alegre e inteligente. Pra dizer a verdade eu o vi apenas uma vez no palco. Mas o meu olhar apurado e maturado pelo tempo e pela experiência garantiu-me que tinha muitas e muitas qualidades como ator. Revelava sensibilidade e prazer em estando em cena. Pois bem, o meu amigo tem um blog chamado "A Sina de Um Artista", onde entre um desejo e um sonho, ele vai revelando suas ansiedades e peripécias. Às vezes publica alguma mensagem cifrada onde a poesia aspira dizer aquilo que as palavras não conseguem fazer diretamente. Dia desses, publicou um poema do Maiakovski, que por um cem número de razões pareceu encaixar-se como uma luva em meu momento. Então que roubei o poema do seu blog e coloco-o hoje, aqui, depois de uma viagem de grandes espetáculos e público maravilhoso em Cascavel e Foz do Iguaçu, para a minha peça “O Evangelho Segundo São Mateus”. Que, aliás, re-estreia em Curitiba amanhã, quarta-feira, no Teatro José Maria Santos. Eis o poema:

 

Na primeira noite eles se aproximam
roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo o nosso medo
arranca-nos a voz da garganta.
E já não dizemos nada.

(Maiakovski)



Escrito por Edson Bueno às 19h18
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