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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UMA OBRA DE ARTE! E ESTAMOS CONVERSADOS...

 

Assisti “Avatar” no Rio de Janeiro, numa sala modesta do Unibanco Arteplex Botafogo, que inaugurava o sistema 3D. A tela era pequena para o que o filme pedia, mas a briga para assisti-lo era tão grande que resolvi não esperar e encarei a parada. De volta à Curitiba velha de guerra, ontem fui ao templo do cinema pipoca: o Imax do Palladium, recheado de 3D e pretensão! É, agora o filme deitava e rolava em seu habitat. Fico imaginando como não deve ser num tal cinema em Barcelona, onde meu amigo Chico Nogueira diz existir a maior tela do mundo. Não sei quantos metros por não sei quantos metros. Um abuso. Mas a tela do Palladium impressiona e também, nossa conservadora Curitiba está longe de se comparar à modernista Barcelona. Onde estava? Ah, sim! Pois, além de ter dito que era um dos melhores filmes de 2009, não tinha escrito quase nada, embora não tenha me sentido inferiorizado por isso, já que toda a imprensa especializada esquivou-se de dedicar altas palavras ao filme. Todo mundo preferiu ser óbvio diante do sucesso e os adjetivos foram os mesmos e as reflexões foram pouco além do indiscutível avanço tecnológico. Mas eu não tenho duvidas, nunca mais o cinema pipoca vai ser o mesmo depois de “Avatar”. Assim como nunca mais foi o mesmo depois de “Guerra Nas Estrelas” e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”; e nunca mais foi o mesmo depois de “Parque dos Dinossauros”. É, é sim de tecnologia que estou falando, embora tenha vontade de falar de outra coisa. De prazer, quem sabe? O Bruno, meu amigo de Londrina, que tem um blog chamado “A Sina de Um Artista”, me conta que tentou escrever sobre a glória azul e não conseguiu sair da segunda frase. Eu aconselhei-o a não encanar. Porque não é fácil escrever sobre “Avatar”. Talvez porque não traga nada de novo no sentido da narrativa, talvez porque você consegue identificar em cada uma das suas viradas de roteiro, os cacoetes (melhor, o estilo!) de James Cameron. Ali estão “Aliens”, “True Lies” e “Titanic”! Quando a grande árvore estava ruindo, no espetáculo do cinema, meu amigo Abner exclamou (ou melhor, sussurrou) “O Titanic está se partindo em dois!” Verdade! Então que é difícil elogiar aquilo que é mais do mesmo. Mas será? Então por que esse belíssimo filme insiste em nos maravilhar? Ontem, atrás de nós estava uma senhora, lá pelos seus sessenta, que enquanto não iniciava a sessão, falava (melhor, gritava!) ao celular, com alguém muito interessado. Eu diria que ela não falava nem gritava, ela exalava uma felicidade incrível. Contava que estava vendo o filme pela terceira vez e, desacompanhada, estava vivíssima de deslumbramento e prazer. Ria de uma alegria contagiante! Depois, durante a projeção era evidente que ela era a pessoa mais feliz da face da terra. Penso então, sobre um filme que consegue despertar felicidade, e isso é muito raro. Bunuel dizia que a única coisa que um filme não deve provocar no espectador é sono, então que não acho que haja alguma culpa moralista ou conservadora em que “Avatar” provoque felicidade, já que nunca provocará altas reflexões estilísticas ou modernas. Não, não é um filme moderno! É da mesma tradição clássica de um “King Kong”, de Merian C. Cooper e Ernst Schoedsak, feito há 76 anos!  O grande barato de James Cameron é o de perscrutar a escuridão e brincar com a linguagem, aquela que ele domina como poucos. É um grande diretor de cinema! E quanto às minhas reflexões sobre... bem, são poucas as expressões que insistem em dominar meu espírito crítico: deslumbramento, obra de arte, prazer, prazer, prazer. Não, também não acho que tenha diálogos (à exceção do grande bandido!) piores dos de “E.T.”, do Spielberg ou “Star Wars”, do Lucas ou ainda “Matrix”, dos irmãos (agora um irmão e uma irmã) Wachowski. Filme pipoca não se esmera em aprofundamentos. Esmera-se em ação e na vertigem das imagens. Insisto aqui na minha única opinião que é tão fruto do meu sentimento adolescente e piá, quanto da minha incapacidade de refletir sobre a experiência que é assistir “Avatar” em Imax 3D: é uma obra de arte! E estamos conversados.



Escrito por Edson Bueno às 00h15
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