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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


POIS É, A GUERRA É UM VÍCIO (OU UMA DROGA!)

 

Desde o dia 26 de junho de 2009, dia em que foi lançado nos EUA, “The Hurt Locker/Guerra ao Terror” só colecionou críticas positivas. De 181 resenhas catalogadas pelo site Rottentomatoes, 176 (97%) caíram de paixão pelo filme. E desde então, há um lobby federal para conduzi-lo ao Oscar. Aliás, lobby que vem funcionando perfeitamente porque o filme não sai das listas de melhores do ano e, com certeza, vai aportar com várias indicações no dia 2 de fevereiro. Já ganhar, é um outro negócio. “The Hurt Locker” não recebeu do público a mesma dose de paixão que recebeu da crítica. Em 21 semanas de exibição, teve uma renda de menos de 13 milhões de dólares, um desempenho medíocre para os padrões do mercado americano. Ainda acho que por conta do lobby e de um fator histórico, sua diretora Kathryn Bigelow, tem grandes chances, mas não consigo imaginar outros prêmios para o drama de guerra. Enfim, feitas as apresentações com a cultura inútil, vamos aos comentários úteis ou mais inúteis ainda, como se queira. Assisti ao DVD nesta segunda-feira (vai ser lançado nos cinemas do Brasil em 5 de fevereiro). E, mesmo reconhecendo que é um filme modesto e até despretensioso (qualidades!), posso afirmar que gostei demais. E penso que todos os méritos do resultado surpreendente são da diretora Kathryn Bigelow, mesmo tendo um elenco afinado, o que também parece ser afinação dela. A grande cineasta segue à risca, lições clássicas de Sergei Eisenstein e Andrei Tarkowski, por exemplo. Esculpe o tempo com a criação de ações que vão tornando o exercício de assisti-lo quase uma tortura. Coloca o filme dentro de um caos real (a presença norte-americana em Bagdá) e pulsa o filme com situações de suspense que são de tirar o fôlego. Aliás, mesmo depois que o suspense se desmancha, a sensação de tensão permanece porque estamos (público e filme) num cenário onde tudo pode acontecer e a lógica nunca faz o menor sentido. E é uma diretora tão atenta à narrativa clássica (apesar da câmera moderna) que até velhos clichês imprescindíveis dão as caras. Como o anti-herói irresponsável, macho, destemido e por isso mesmo, mais capaz. Jeremy Renner é também irrepreensível em sua atuação cuspindo individualismo e ousadia. É o herói clássico, que teve em John Wayne sua encarnação mais mítica. Os clichês se divertem. Numa determinada situação, a tropa chega num determinado cenário de desolação e um soldado diz: “É uma missão de rotina... e com sorte iremos embora em poucos minutos.” Pronto, já sabemos que vai acabar em merda! Rs. Mas brincadeiras à parte, “The Hurt Locker” é um filme íntegro, conciso, pleno de segurança sobre os temas que aborda e seus objetivos em nossos corações e nossas mentes de espectador. Entendo, é responsabilidade demais para o público americano que apesar de tantas guerras e tantas desilusões políticas, continua querendo viver um filme de Frank Capra. O filme, feliz ou infelizmente, segue outro viés.  Kathryn Bigelow é diretora especial. Elegante e talentosa ela dirige uma história que é a própria urgência, filma e corta seus quadros no limite quase invisível, e sempre intocável, que divide a vida da morte; e conta a vida de homens à beira da insanidade, lutando desesperadamente para manter um mínimo de equilíbrio moral. Palmas para ela! Realiza com “The Hurt Locker” um belíssimo (se é que este adjetivo pode ser usado para esse filme) exercício de cinema.



Escrito por Edson Bueno às 00h06
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PELA EMOÇÃO

Guilherme, Regina, Marcel e eu em cena no meu espetáculo "Kafka - Escrever é um sono mais profundo do que a morte" -

 

Certa vez, em um momento lacrimoso da minha existência (nem sempre lacrimosa!), disparei uma opinião qualquer que soou romântica e aveludada. Um amigo, ciente do meu estado alterado, vaticinou: “Não leve demais a sério suas próprias opiniões, porque você está, neste momento, movido pela emoção.” Pois é, a emoção transforma as nossas palavras e o que pode parecer poesia, na verdade não passa de sonho infanto-juvenil. Tudo bem. Num determinado dia do final do ano, mexido e remexido pelas emoções natalinas, li um texto do Paulo Coelho no jornal “O Globo”. Como sempre ele falava aos “guerreiros da luz”. Não cabem aqui opiniões quaisquer sobre o escritor porque não é o caso, mas o fato é que o Paulo Coelho discorrendo sobre suas lições de vida, citou um poema de Konstantinos Kavalis, chamado “Ítaca” e que descreve uma das tantas viagens metafóricas a que nos permitimos. Li, reli o poema e como nos finais de ano fico me sentindo mais artista do que sou, brinquei com ele, trocando algumas palavras – poucas! – para deixá-lo mais próximo da minha vidinha encantada. Em resumo, troquei a terra de Ítaca, pela palavra “arte” e, quase sempre onde lia “arte”, buscava pensar em teatro. Então que vai aí o poema transformado em frankenstein pelas mãos deste blogueiro irresponsável e, ultimamente, movido pela emoção:

 

Quando você partir em direção à arte

Que a sua jornada seja longa

Repleta de aventuras, plena de conhecimento.

Não tema inimigos, ladrões, pedras no caminho

Nem o furioso fracasso.

Você não irá encontrá-los durante o caminho, se

O pensamento estiver elevado, se a emoção

Jamais abandonar seu corpo e seu espírito.

Inimigos, ladrões e o furioso fracasso

Não estarão em seu caminho

Se você não carregá-los em sua alma,

Se sua alma não os colocar diante de seus passos.

Espero que sua estrada seja longa

Que sejam muitas as manhãs de verão

E que o prazer de ver os primeiros portos

Traga uma alegria nunca vista.

Procura visitar as palavras, os gestos, a alegria,

A dor, a paixão, o simples, o complexo,

O compreensível, o incompreensível,

A sombra e o sol

E recolha o que há de melhor

Vá até os insanos apaixonados

E os fascinantes heréticos

E aprenda com eles que têm tanto a ensinar.

Não perca nunca o teatro de vista,

Pois chegar lá é o seu destino.

Mas não apresse os seus passos,

É melhor que a jornada demore muitos anos

E seu barco só ancore na ilha

Quando você já estiver enriquecido

Com o que conheceu no caminho.

Não espere que o teatro lhe dê riquezas,

O teatro já lhe deu uma bela viagem.

Sem o teatro, você jamais teria partido.

Ele já lhe deu tudo, e nada mais pode lhe dar.

Se, no final, você achar que a arte é pobre,

Não pense que ela lhe enganou.

Porque você tornou-se um sábio e viveu uma vida intensa

E este é o significado do seu teatro.

 



Escrito por Edson Bueno às 01h55
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