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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


PARAFRASEANDO MEU AMIGO CHICO NOGUEIRA, SINTO INFORMAR, MAS... GOSTEI DE “NINE”!

 

O problema de “Nine” é que ele é um filme, não um espetáculo de teatro. E se é um filme, é um remake. E logo de quem? De uma obra emblemática na história do cinema. É impossível assistir “Nine” sem ter um olho na tela e outro no filme de Federico Fellini, uma glorificação da arte cinematográfica (8. ½). E a partir daí, o que fazer? Levar cacetada de tudo quanto é crítico e arrastar-se pelas salas de cinema porque se o gênero musical já é tratado como “estranho” pela maioria do público, este ainda é um musical que ao invés de glorificar a música, o teatro ou mesmo o cinema, enaltece a melancolia e a depressão. E pior, ilustra com todas as cores, o umbigo de um sujeito com toda a pinta de estrela mimada: o tal diretor Guido Contini, que vive sua vida como se ela fosse a coisa mais importante do universo. Acontece que é. Fazer o quê? Ninguém suporta! Ninguém que eu quero dizer é o público de um modo geral. Pois, antes de dizer mais algumas coisinhas, quero deitar aqui uma frase feita, cunhada no caminho para o carro e dita para um Abner meio em dúvidas se tinha curtido ou não: “Enquanto 8.1/2 falava do cinema, Nine fala do cineasta.” Pode parecer uma diferença sutil, mas podem crer, é rinocerôntica. O que separa os dois filmes é a própria evolução da linguagem cinematográfica. Rob Marshall, que, pelos filmes que fez, não parece ter o espírito “autoral” de Fellini, não parece também compreender a dúvida artística, se dela não forjar um aspecto psicológico. O último musical com esse espírito de que me lembro era “All That Jazz”, de Bob Fosse, que se foi alçado pela crítica, não teve lá um grande desempenho popular. O público quer saber de música e festa, não de música e culpa! Mas, e eu? Pois não vi problemas, não achei chato, entreguei-me à culpa depressiva e infantil do tal Guido Contini e refestelei-me na poltrona para viajar na estilização (ou carnavalização?) de uma época do cinema italiano. Claro, na falta de uma ideia, digamos original, Rob Marshall atacou de homenagem em cima de homenagem e a direção de arte sempre remete a Fellini. Talvez tenha sido um erro. Talvez... Mas daí que achei Daniel Day-Lewis ótimo (apesar do sotaque italiano estranhíssimo e desnecessário), adorei Nicole Kidman, como há muito não adorava, quase aplaudi Kate Hudson, Penélope Cruz e Judi Dench, tive ataques de nostalgia vendo Sophia Loren sendo ela mesma e atingi orgasmos artísticos bebendo de cada tomada, cada close, cada fotografia de uma musa especialíssima como é Marion Cottilard. Simplesmente sou apaixonado por esta atriz e não há nada que me impeça de chamá-la de deusa! Ao contrário de muita gente, adorei as músicas, gostei das coreografias, da direção de arte artificial e escancarada, assim como a fotografia. Rob Marshall é escandaloso, grandiloquente, excessivo e irregular, porque fala demais e parece, às vezes, desentender-se com as imagens, mas é cria do show business e pareceu ser uma escolha certa, já que seu “Chicago” é um charme. E depois, quem seria o outro diretor, o ideal para levar “Nine” ao cinema? Talvez fosse o caso de não tê-lo feito. Se por um lado pouparia muita gente de entediar-se com músicas que representam subjetividades humanas, por outro tirariam de quem gosta do gênero, a oportunidade de curtir os bons momentos do filme. E devo reconhecer que como alguns musicais bem festejados como “Grease”, “Noviça Rebelde”, “West Side Story” e etc e tal, “Nine” se sai bem como uma salada variada de gêneros e estilos musicais. Mas querer que fosse ao fundo do fundo do fundo, como conseguiu Fellini (em mais de dez filmes!) seria também exagerar na cobrança. Rob Marshall nao é, nunca foi e nunca será sequer a unha do dedinho do pé de Federico. “Nine” é um típico produto hollywoodiano que, como ele mesmo diz, procura, talvez atabalhoadamente, oferecer o que todo ser humano precisa: rir, amar e sonhar. É preciso estar um pouco predisposto a receber. Eu estava, então gostei.



Escrito por Edson Bueno às 07h36
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DONO DO PRÓPRIO NARIZ

Morgan Freeman é Mandella até os ossos!

 

Aos 80 anos, quatro Oscars e quase 30 filmes no currículo de diretor, Clint Eastwood se dá ao luxo de brincar. Divertir-se com o cinema, simplesmente fazendo, sem preocupações estilísticas ou responsabilidades históricas. Faz. Então, que temáticas à parte, há muito tempo seus filmes acontecem naturalmente, seja filmando grandes dramas existenciais ou de guerra ou ainda um ficção científica e até uma emocionante história de amor. É um conservador da câmera e quer só contar uma história que tenha elementos humanos e libertários, como se percebesse com o passar do tempo que as intenções valem e muito, principalmente quando elas se concretizam de alguma forma, mesmo que seja cinema! Daí que fui ver “Invictus”, a delicada, plena de clichês, às vezes caindo de artificial e inspiradíssima história com Nelson Mandella, o ex-presidente da África do Sul. De cara, Mandella é um exemplo para toda a humanidade e talvez alguém se surpreenda que não se tenha feito um filme contando a sua heróica, digna e estupenda história, ao estilo de “Gandhi”, por exemplo. Clint resolveu pinçar uma pequena passagem esportiva e quase brejeira (mas não menos política) do começo de seu mandato de presidente, quando negros e brancos não sabiam ainda como iriam se entender num novo país. Uma copa do mundo de rugby, sediada pela África do Sul e da qual ele (Mandella) tirou todo o caldo possível para fazer do acontecimento o marco zero de um país que precisava de auto-estima e, mais difícil, reinventar-se como nação interracial. O fato realmente aconteceu e Clint, brincando de fazer cinema, conta bem ao seu estilo: lento, cuidadoso, dizendo uma coisa de cada vez e com toda a carga de didatismo necessária. Ainda se permite situações quase ingênuas que dizem mais das intenções do que do acontecimento real, mas ele, experiente e tranquilo, sabe que não está contando a realidade, mas reinventando-a como cinema e de forma leve e compreensível. Tenho certeza de que é uma opção proposital e se em alguns momentos “Invictus” cheira à sessão da tarde, de um modo geral e pela presença magnética de Morgan Freeman fazendo Mandella, as intenções sinceras saltam aos olhos e o recado é dado. No mundo do possível, tornado plausível por Eastwood, tudo corre numa boa, mas é na interpretação de Morgan Freeman que as coisas tomam um significado realmente poderoso e o filme deixa de ser “mais um” para ser “o”. Em 80% do roteiro, o texto que é colocado na sua boca é sempre filho da frase feita e do discurso pronto, embora importante; então que Freeman tem que construir um Nelson Mandella muito verossímel para dar-lhe verdade cinematográfica. E o cara consegue! Em alguns minutos (menos de cinco!) esquecemos completamente do ator e nos entregamos ao personagem, como se Mandella estivesse em carne e osso contando uma de suas próprias histórias. E nesse universo de inspiração sua performance compara-se facilmente a Ben Kingsley fazendo Ghandi ou Helen Mirren fazendo a Rainha Elizabeth! É um caso à parte e só ele vale o ingresso. Então que se “Invictus” está a milhares de quilômetros de “Unforgiven” ou “Mystic River”, nem por isso deixa de ser emocionante e necessário. E Clint merece que esqueçamos dos vícios, fragilidades e superficialidades da narrativa para acompanhá-lo contando mais uma de suas histórias, sempre muito lúcidas e sinceras.
É um grande sujeito esse Clint Eastwood! E eu o adoro!



Escrito por Edson Bueno às 02h11
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