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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


THE LOVELY BONES de PETER JACKSON ou VIZINHOS, NÓS SOMOS PARANORMAIS! ou ainda QUANDO ATÉ O CACHORRO INTUI QUEM É O ASSASSINO...

Morrer para Peter Jackson é entrar de cabeça no greenscreen da Weta Digital

 

Para falar, sinceramente desse filme, teria que revelar cenas e contar detalhes da trama e eu não gosto de fazer isso então que, diante do fato, prefiro apenas desabafar. Pois é, Peter Jackson conseguiu... conseguiu... conseguiu fazer o filme mais idiota dos últimos anos! É inacreditável que o mesmo cara que dirigiu “O Senhor dos Anéis”, que por diversas vezes eu chamei de gênio, gênio, gênio, tenha concebido um equívoco, um pastiche, uma bagunça tão grande e ridícula como esse “Um Olhar do Paraíso”. Constrangedor. Não li o livro de Alice Sebold, no qual o filme se baseia, mas imagino que deva ser horroroso, porque a história da menina que é estuprada e assassinada, vai para um mundo além da vida e fica torcendo para que seu assassino seja preso, além de tentar despedir-se do mundo dos vivos, não sem antes realizar um sonho romântico, não poderia dar um filme, nem um filme tão ruim como sua história. Mas Peter Jackson tomado por algum tipo de insanidade resolveu cometê-la e mandou bala com sua empresa de efeitos visuais, a tal Weta.  Nada no filme é plausível e a confusão criada pela edição entre diversos planos (o espiritual, o realista, o policial, o dramático, o cômico e o patético) provoca uma sensação de tempo perdido e desrespeito pela mínima inteligência que por diversas vezes quase levantei e saí gritando em alto e bom tom: “Esse cara é um imbecil de carteirinha!!!” Ficar apontando defeitos, clichês e mistérios cinematográficos é chover no molhado, mas o senhor Jackson ainda oferece a oportunidade à grande Susan Sarandon de executar uma das mais patéticas e constrangedoras presenças desde que o cinema foi inventado. E Stanley Tucci? Está indicado ao Oscar por quê? Às vezes um sujeito perde completamente a noção da realidade, afunda num mundo paralelo que só ele enxerga e pisa feio no tomate. Com certeza isso aconteceu a Peter Jackson. Não teve um amigo sequer que lhe desse um tapa na cara e gritasse: “Cara, onde é que você está com a sua cabeça?” Então que ele teve a ilusão de estar criando um universo puramente cinematográfico, mas não conseguiu convencer (conseguiria?), porque, com certeza, não compreendeu e nunca acreditou (nem poderia!) no material com o qual estava trabalhando. Dizem que de um mal livro pode-se até fazer um bom filme. Pode ser, mas “The Lovely Bones” ultrapassa qualquer limite de aceitação. Parece a trapalhada de um sujeito que não entende nada de cinema, nem de ficção, nem de narrativa, nem da vida. Mas esse cara é o Peter Jackson? Quem, então, dirigiu “O Senhor dos Anéis”, “King Kong”, “Fome Animal” e “Heavenly Creatures”? Sinceramente? Eu ainda não acredito que esse filme foi feito. Talvez eu esteja tomado por uma crise de insanidade, não o velho Peter. É, talvez seja isso. Vou tomar um dramim e dormir.



Escrito por Edson Bueno às 22h49
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SEGUIR VIVENDO...

Joseph Campbell já disse que não viemos ao mundo para a felicidade, mas apenas para viver, e portanto, toda a dor e a alegria são inevitáveis. Importante é saber como vamos lidar com elas . “Precious”, é um filme sobre a condição de vida, sobre a compreensão de que sobreviver é às vezes, mais que viver; e que amor é uma palavra de muitos significados. Claireece “Precious” é uma adolescente no limite da miséria total, negra, com obesidade mórbida, analfabeta, vítima de uma mãe violenta e vingativa e que ainda tem dois filhos: uma menina com Síndrome de Down e um outro que ainda carrega em seu ventre. Filhos do estupro do seu próprio pai. Pior quadro seria difícil de pintar, mas Lee Daniels, o diretor, apoiado por atores excepcionais, consegue dar verossimilhança e humanidade àquilo que parece um simples exagero. Faz um filme moderníssimo e muito corajoso. Filma com o espírito do documental, mais ou menos como Kathryn Biegelow faz com “The Hurt Locker”, mas enquanto aquela busca uma certa universalidade, “Precious” não tem pudores em particularizar. É, sim, apesar dos letreiros finais, a história de “uma” mulher que acompanhamos com dentes cerrados, punhos fechados, coração preso e a indignação saltando pela boca. É a trajetória da total passividade e ignorância, para um outro porto, ainda incerto, aquele que é o do autoconhecimento. É cruel, vergonhosamente cruel, mas lindo e emocionante. Lee Daniels mostra-se um cineasta da verdade, vai expondo seus personagens e o mundo em que vivem até o limite do insuportável. Não escamoteia o que é desagradável, nem poetisa a dor, reflete sobre a realidade sem truques, digamos assim, “hollywoodianos”. Fez um filme para poucos estômagos. Mas o que dá a “Precious” uma dimensão além do cinema? O trabalho de duas atrizes. Em primeiro lugar a comediante Mo´nique, que, expondo-se fisicamente sem o menor pudor, compõe uma mãe aos avessos e oferece uma das performances mais extraordinárias dos últimos anos; e claro, a incontestável participação de Gabourey Sidibe, vivendo Claireece. É preciso refletir que roteiro, fotografia, direção de arte, cortes e diálogos, estão (embora excepcionais!) muito aquém da presença de sua atriz principal. Difícil imaginar outra para o papel, porque não conseguimos perceber composição nem interpretação. Lee Daniels e Gabourey (até por sua condição física) não deixam espaço para a ficção, dentro dela, e ainda o fazem com irresistível dignidade artística, nunca resvalando para o sentimental ou melodramático. Uma opção estética atingida no seu máximo e digna de aplausos. “Precious”  derruba os limites da ficção e da realidade; e no entanto, sabemos que é apenas uma obra de ficção Quantos filmes conseguiram esse feito? É possível dizer que temos diante de nossos olhos um filme à flor da pele e que respira sob o signo da urgência. Deixa em nossos corações não uma lição, mas um pensamento, uma reflexão pura sobre a aventura da vida: há que se continuar vivendo, inventando o amor, construindo nossos castelos (de areia ou não), apoiando-nos em gestos de fraternidade e seguindo em frente. Toda a vida é feita disso e que não se espere dela grandes redenções, porque a graça somos nós mesmos que inventamos. “Precious” é um filme gigante em sua pequena pretensão e essecial em sua (re)inveção do amor.



Escrito por Edson Bueno às 11h14
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