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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


TULPAN

De volta aos filmes, porque em cima do muro não dói. Tulpan. Conversando com uma amiga sobre as inutilidades da vida, ela me disse que seu ex adorava tanto futebol que na Copa do Mundo assistiria até Costa do Marfim x Coreia do Norte. Eu ri. E comentei que ele diria dela, que ela gosta tanto de cinema que assiste até filmes do Cazaquistão. E lembramos de “Mongol”(2007), que foi indicado ao Oscar e era excepcional. Na época pensei que se em algum momento fosse dirigir (dirigir?) um filme adaptado de “Grande Sertão: Veredas”, com certeza tomaria aquele filme como ponto de partida. É uma obra de arte bruta e sutil. Como “Tulpan”, de Sergey Dvortsevoy, que também chega do Cazaquistão e é um respiro de descoberta. Uma história sobre pastores de ovelhas, vivendo num deserto seco e sem graça. Mas então, onde está a graça? Na vida, que pulsa em cada encontro entre o homem e a natureza. E tudo o que é homem é natureza? Aliás, o homem, esse que acha que está acima de absolutamente tudo. E quanto e de que tamanho não é a surpresa, quando um sensibilíssimo diretor de cinema aponta exatamente o contrário? É um filme de câmera tão inusitada e inteligente que, como ensinaram os grandes mestres e que Dvortsevoy segue à risca e ainda descontrola, parece até que câmera é uma coisa que não existe. Tudo parece casual e realidade e ficção se misturam com um grau tão grande de promiscuidade conceitual, que nunca se sabe direito onde começa um e termina outro. O redemoinho que assola a cabana do pastor é criado ou aconteceu ao acaso e, por acaso ainda, estavam todos lá, atores, técnicos e cenário, marcados, esperando que ele acontecesse ou não? Ou sempre acontece e é apenas uma questão de espera? E o carneirinho recém-nascido morreu mesmo ou estava dopado? O que é mesmo de verdade? Além da verdade cinematográfica que é pulsante e viva? Areia, gente, vento e animais se misturam naturalmente e ainda deixam espaço para máquinas e músicas ocidentais ouvidas num som riscado de fim de mundo. Um menino, de rádio no ouvido, informa as últimas do momento: “um terremoto de 7.0 na escala Richter, atingiu o Japão”. O que isso tem a ver com a sobrevivência a qualquer custo no ambiente mais árido e bruto? A que distância está o Japão do deserto do Cazaquistão? Mas isso são questões técnicas e opções artísticas que passam pelo crivo da dificuldade. Problemas do diretor. O que encanta em “Tulpan” é o irresistível toque da humanidade. No centro de uma cultura completamente diversa da nossa, por exemplo, onde as questões sociais são resolvidas por caminhos que nos parecem da Idade Média, brota a sensibilidade, a inocência, o amor, o carinho e a graça. E percebemos o quanto perdemos quando substituímos uma coisa pela outra. Não, não fiquei com vontade de ser um pastor de ovelhas, sobrevivendo a muito custo num deserto sem graça e cruel. Mas é impossível passar batido diante dos olhos lacrimejantes, do desespero diante da morte, da luta incansável pela vida e da inocência que luta para não se perder quando as necessidades primárias falam mais forte. “Tulpan”, aparentemente feio e seco, fala do homem belo e molhado. E como a mensagem que mandei para o Abner: um filme bom, original e realista até os ossos!



Escrito por Edson Bueno às 10h22
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NO FUTEBOL, COMO NA VIDA, NEM AS VITÓRIAS NEM AS DERROTAS SÃO DEFINITIVAS... (Armando Nogueira)

Marcel Gritten em "Kafka - Escrever é um sono mais profundo do que a morte"

 

Pois é, são tantas emoções. Passou o Festival (de teatro?) de Curitiba e, felizmente, “Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte” e “A Vida Como Ela É Nelson Rodrigues”, tiveram suas lotações esgotadas em todas as sessões.  Valeu a experiência, mas não sei se vou repeti-la nas próximas edições. É cansativo e, embora nos reserve alguns prazeres, tem muito mais de dor do que se possa imaginar. Enfim, vamos ver. Por conta dos dois posts anteriores, recebi muitas, muitas, muitas mensagens e comentários de apoio e carinho.  Curiosamente quase nada de meus amigos e companheiros de classe (à exceção do Cesar, Paulo Biscaia...), mas é normal, afinal 2011 está aí e a vida tem que continuar, não é? Quem tem c..., tem medo! Rs. Devo confessar que foi uma experiência desgastante e em muitos momentos quase me arrependi de tê-los escrito, mas por alguma razão, a vida, volta e meia, me coloca nos lugares mais inusitados, nos momentos mais inesperados e nas situações mais inacreditáveis; então que, por (talvez?) outra razão, é porque alguma resposta ela espere de mim. Eu, impulsivo como sempre fui, dou. E seja o que Deus quiser! Enfim, eu sou eu mesmo. Rs. E também tenho um 2010 quase inteiro para dar conta e sabe-se lá o que pode acontecer em 2011, 2012, 2013... Esperar o melhor é um desejo legítimo, dizer o que se pensa um direito e uma obrigação democrática, trabalhar incansavelmente uma necessidade e amar a beleza e a arte um privilégio. Meu amigo Beto Lanza, sincero como sempre, disse que este meu blog sempre foi um elemento em cima do muro, disparando para o lado do cinema com medo de se comprometer com o teatro, a minha praia. Rebati que nunca quis falar sobre teatro porque sempre sobrarão mais farpas do que carinhos aveludados. Afinal, Curitiba é, de verdade, uma roça iluminada. Talvez por isso tenha mantido um silêncio ruminante depois do festival, porque não sabia sobre o que escrever. Não mais cinema? Agora teatro? Nenhum dos dois? De qualquer forma, a armadilha sempre esteve engatilhada desde o início do blog, há uns três anos: seria sempre um espaço de opinião, mesmo que fosse de cinema e se alguma vez fosse falar de teatro, seria para elogiar. Os próximos posts são páginas em branco. Fui duas vezes ao cinema. Assisti ao insuportavelmente chato “The Blind Side”, com a insuportavelmente ruim e chata Sandra Bullock (O Oscar? Uma piada!); e ao incrível “Tulpan”, do Cazaquistão. Pensei em escrever mas tudo me soou tão redundante...



Escrito por Edson Bueno às 09h11
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