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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


SENTIMENTOS ARTÍSTICOS

Ainda é cedo, amor

Mal começaste a conhecer a vida

Já anuncias a hora de partida

Sem saber mesmo o rumo que irás tomar...

 

Cartola deve (como reza a lenda) ter tido motivos familiares para criar esses versos, mas em meu coração sempre os imagino (os versos...) falando dos primeiros impulsos da vida, quando, jovens, tomamos o rumo que nossos sentimentos pedem. Às vezes sem muita lógica, outras vezes sem muita certeza, mas sempre são impulsos apaixonados e plenos de vigor. Por isso gosto dos primeiros versos e faço de conta que não dou atenção ao complemento da história, que diz que “o mundo é um moinho e que vai triturar teus sonhos tão mesquinhos...”. É, a vida é assim mesmo, tomamos decisões em segundos, pelas quais vamos responder pelo resto dela. E tudo pode ser tão intenso por causa disso. Assim, como que por encanto, acabei descendo de paraquedas no processo de criação do espetáculo ELIZAVETABAM, do Teatro de Breque e Tansitória, que, aliás, estreia hoje no Teatro Novelas Curitibanas. Tenho fobia de altura e toda vez que me arrisco a saltar, preciso fechar os olhos e pular sem preparação, nem rezas. Pulo e depois experimento a queda. Nesse, como em quase todos os outros casos, o despencar foi delicioso. Explico. Talvez o mais belo dos sentimentos artísticos seja o da ousadia, aquela espécie de heresia moral que transforma, que modifica o trivial e que experimenta o novo. Para quem? Para quem faz, é claro! Os atores de “ElizavetaBam” foram buscar num modernista russo, um novo e (quase) primeiro salto: Danill Charms (1905/1942), um poeta de muitos adjetivos: surrealista, ácido, irônico, caótico... um artista da experimentação com o sentido das palavras e suas representações no espaço e no tempo. Voluntariosos, os atores não se contentaram com o palco e tiveram o desejo de avançar por cantos, portas, escadas, corredores, quintais e tudo o mais que o casarão, agora Teatro Novelas Curitibanas, tinha para oferecer. Lambuzaram-se de espaços. Lamberam as paredes e esfregaram-se nos assoalhos. E mais longe ainda, colocam roupas e tiram outras e ficam nus e dizem palavras desconexas, mas cheias de sentido; cantam músicas endiabradas e trágicas, pulam, saltam, poetizam sons e brilham, como brilham seus olhos! E se emocionam e se expõe no maravilhoso mundo do subjetivo, transformando Apolo em Dionísio e misturando os mitos e as lógicas freudianas, virando, assim, do nada, Narcisos, Eros e Afrodites debochados, brincalhões e intensos. O que é tudo isso? Uma peça de teatro de maluquice e ousadia. Uma coragem! E eu fico olhando-os com meus olhos apaixonados e às vezes acho-os lindos, outras vezes acho-os encantados, em outras me irrito com suas inocências e até me enervo com suas seguranças/inseguranças. Acho-os, na verdade, tão bons! Bons porque acima de tudo, querem! E porque não se contentam com pouco. Sou testemunha de que dão ao teatro que fazem, tudo o que podem. Respiração, batidas de coração, carne e sangue! Não se economizam e exercitam toda a pesquisa de intenções, teatralidades, ocupação de espaço ou o que mais foi necessário para o exercício do modernismo do início do século 20, com cara de neomodermisno cem anos depois. Mas, acima de qualquer outra coisa, exercitam uma apaixonante sinceridade artística! Em seus olhos só consigo ler presente e futuro. É como se não tivessem passado, porque ao abrirem seus braços enormes - tão grandes que abraçam em um só movimento todo o Teatro Novelas Curitibanas – agarram o futuro com seus dedos sedentos de vida e desejo! Palavras não são suficientes para descrever paixões, tenho certeza, mas tentam, coisa que vivo buscando fazer neste blog e também em minha vida artística. Mas tentei chegar bem próximo da minha vibração com Eduardo, Thiago, Kelly, Pablito, Flávia, Uyara e Diego. Neles, como alguém que tem o privilégio de ler, digamos, uma bola de cristal, enxergo o belo futuro do teatro, no belo teatro que fazem no presente. Mas como será esse futuro? Bem... só eles poderão dizer, inclusive lá! Ah! “ElizavetaBam”? É preciso ir ao Teatro Novelas Curitibanas, de 15 de abril a 16 de maio, de quinta a domingo, para conferir. Compartilhar meu apaixonamento!



Escrito por Edson Bueno às 02h11
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O DELICIOSO ROCAMBOLE ARGENTINO

Juan José Campanella, o inteligentíssimo diretor argentino vencedor do Oscar de Melhor filme em língua não inglesa, de 2009 deu com seu “O Segredo dos Seus Olhos” um raro exemplo de coragem e ousadia. Pra começo de conversa, faço questão de dizer que o filme é uma delícia e um prazer, mas é um rocambole, um filme para as plateias acostumadas à televisão, embora não seja um filme para a televisão, como estamos acostumados no cinema brasileiro. É, e não se pode negar. Campanella faz uma mistura bem popular de todos os clichês de filmes policiais, recheado por boas doses de clichês de filmes românticos, políticos, salpicado com equilíbrio por piadas de sitcons americanas (do tipo, a cada 30 segundos uma gracinha), além de sutilezas freudianas. Como eu disse, um rocambole que transita naturalmente entre o drama, o folhetim e a sátira, com a tranqüilidade de quem sabe que o cinema virou um produto de massas descartável e de consumo rápido. Mas, como tal mistura consegue ser tão boa? Porque talento e inteligência não se encontram para vender na banca de bananas da esquina, oras! Campanella domina a linguagem da televisão sem virar escravo dela. E, antes de mais nada, é preciso dizer que a elaboração do roteiro é um primor, pra deixar qualquer Gilberto Braga dos melhores dias, com inveja. Dezenas de pistas são espalhadas pelo filme e você como um detetive, um terapeuta ou um público mesmo, vai caçando-as curiosamente até fechar-se em resoluções amorosas, engraçadas, cruéis ou espertas. Nada, como num bom roteiro, é o que parece e tudo pode ser apenas um exercício de memória e imaginação. O que é o quê, em “O Segredo dos Seus Olhos”? Um exercício de ilusão. E nesse sentido, talvez seja o mais cinematográfico filme dos últimos tempos. Campanella parece divertir-se em manipular nossos sentimentos e nosso raciocínio, lançando mão de quaisquer recursos para ludibriar nossa esperteza; sejam eles melodramáticos, violentos, inverossímeis ou... rocambolescos, pra ser sincero! É impossível analisar deliciosamente esse filme sem contar detalhes de sua trama e como não é o meu estilo, prefiro falar, falar e falar de ideias e coisas; e quem quiser saber da história, que vá assisti-lo. Aliás, fica a recomendação, porque é de aplaudir ao final. Assistindo-o, você sabe o tempo todo que nada é o que está sendo mostrado e que a cada 20 minutos uma nova surpresa na trama vai alterar o seu olhar, que se não for muito exigente (porque o filme encosta o tempo todo na inverossimilhança), ficará plenamente satisfeito. É preciso aplaudir o cinema argentino! Dá demonstrações de vigor o tempo todo. E tem atores maravilhosos, que conseguem escapar da armadilha do naturalismo televisivo (coisa que não acontece com o cinema brasileiro) para oferecer interpretações sinceras e profundas. Os atores de “O Segredo dos Seus Olhos” são apaixonantes. Ricardo Darín então, está se mostrando (como um Marcelo Mastroianni ou um Al Pacino), um dos melhores de nossos tempos, ao nível internacional, não apenas de seu país. Mesmo porque, o cinema argentino, por suas próprias qualidades, vai se internacionalizando rapidamente. Saí do cinema satisfeitíssimo, e fiquei, por conta das circunstâncias do Oscar de melhor filme em língua não inglesa, tentando escolher entre “O Segredo dos Seus Olhos” e “A Fita Branca”, de Michael Haneke. O filme alemão é uma obra de arte que explora o cinema como linguagem, além do seu roteiro; e o vencedor do Oscar, argentino, uma maravilha de elaboração e manipulação de tramas e diálogos, consequentemente de degustação mais fácil, mas nem por isso de menor valor. Então que me senti confortável de não ter que votar (Rs!), porque talvez, empolgado pela sinceridade e pela ousadia, talvez votasse em “El El Secreto de Sus Ojos”, como disse, um rocambole delicioso.



Escrito por Edson Bueno às 05h31
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NÃO É PRECISO FAZER MUITA FORÇA...

Repetindo... não é preciso fazer muita força para gostar de “Como treinar o seu Dragão”, da Dreamworks Animation, de Steven Spielberg. O desenho é um xodó. E se você tiver em casa um cachorrinho de estimação, como eu tenho o Speechless, um schnauzer fofo, dócil e manhoso; aí a identificação é imediata. Dragão = cachorrinho de estimação! Mas é preciso dizer que o filme é mais do mesmo. Toda a fórmula do pequeno herói, da antiviolência, do amor pela natureza, da originalidade dos sentimentos e do amor vencendo a truculência, está lá em medidas exatas para nenhum Sid Field ou Aristóteles de meia pataca achar ruim. Mas... ainda bem que tem o “mas”, a animação aposta na beleza e na inocência e acho que isso é um ganho, porque ultimamente a moda tem sido criar animaizinhos animados de caráter questionável, maliciosos e de ética duvidosa. Ficam engraçados porque repetem o pior dos seres humanos, mas devo reconhecer que sou fã de uma fofura. Alguma novidade? Absolutamente nada, mas quem precisa? Depois de um dia estressante e cansativo, resolvi me refugiar num cinema 3D e curtir pequenas aventuras. Vale dizer que além da profundidade de campo, “Como treinar o seu Dragão” não precisa do efeito. Resolve-se muito bem sem ele, mas não há o que fazer, hoje em dia qualquer desenho que se preze tem que vir no formato. E os mais recentes, de pretensão “A”, buscam desesperadamente uma certa originalidade que se esgota no primeiro terço da projeção. Depois é o último perigo, a derrota do bandido, a redenção dos intransigentes e a vitória do mocinho (vide “Wall-E” e “UP”).  Então, agora é esperar mais, mais, mais do mesmo, ou seja, “Toy Story 3” e “Shrek 3”. Pelos trailers dá para dizer sem medo que o 3D continuará sendo desnecessário e os filmes engraçadinhos, enternecedores, rápidos e descartáveis. Daqui a pouco vai dar tédio. Já, já! Mas qual a saída?



Escrito por Edson Bueno às 12h14
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