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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


EMBORA NÃO TENHA NADA A VER COM LEWIS CARROLL...

... “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton tem lá suas qualidades, poucas, mas tem. O melhor do filme são os personagens e a sua composição, digamos assim, pictórica; porque convenhamos, neles é possível imaginar que Tim Burton tinha (ou teria?) ideias interessantes para explorar num filme, mas definitivamente, entreguou-se de corpo e alma ao “stablishment” e vendeu a alma. Hoje é um diretor que não tem pudores em reduzir tudo ao óbvio para conquistar bilheterias e conseguir altas granas para delírios visuais. É isso. O filme é uma redução, digamos assim “talentosa” do livro. Nem dá pra dizer que é uma adaptação porque não é. É uma utilização dos personagens de Lewis Caroll para uma outra história, bem comum, banal, básica e óbvia. Enquanto tudo vai sendo construído e a força da imaginação é a receita, até que o espírito da reflexão sobre a fantasia e a loucura convencem. Ainda um pouco, quando também o espírito do nonsense desenfreado parece dar as caras, o universo de Tim Burton parece se entrelaçar ao universo de Lewis Carroll. Mas quando, do meio pra frente, a história tem que fazer sentido, tudo vira o rame-rame da receita hollywoodiana e o melhor é substituído pelo pior. É quando assume a cena o vilão sem graça e óbvio e é quando tudo se completa na famosa batalha dos exércitos do bem contra o mal, que já estamos carecas de assistir em “O Senhor dos Anéis”, “As Crônicas de Nárnia” e outros filmes menos cotados. É quando aparece o dragão assustador (nesse filme nem tanto) roubado de “A Bela Adormecida” e tantos outros filmes do gênero e é quando Alice vira o herói mais óbvio e sem convicção. Tudo perde a graça, já que o princípio da imaginação, vivo e poderoso na literatura de Carroll e pregado pelo início do filme, dá lugar a clichês óbvios que refletem justamente a falta de imaginação. O nonsense é substituído pelo moralismo e o que era loucura vira receita de como viver “sua própria vida”. Uma pena, porque, sucessos à parte, já não se pode esperar muito de Tim Burton. Daqui a pouco ele vira um chato de verdade, que acredita que imagem é que é arte e não elaboração de ideias. Orson Welles disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento e Tim Burton com sua “Alice no País das Maravilhas” prova que a imaginação é solapada pelo conhecimento da fórmula de “encantar” multidões. É um filme belo e Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway são brilhantes; enquanto algumas composições em animação como o Coelho Branco e o Gato de Ceshire são encantadores; mas o filme, por sua redução e comprometimento, não trancende e a sensação após o seu final é do mais profundo vazio. Ah, que saudade de “Edward Scissorhands”, “Ed Wood” e “Beetle Juice”. Fazer o quê? E um último comentário, sobre o 3D: diria que nesse filme, atrapalha.



Escrito por Edson Bueno às 01h17
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THE BRIDE OF FRANKENSTEIN

Em 1998, Bill Condon ganhou o Oscar como “Melhor Roteiro Original”, por um filme chamado “Deuses e Monstros” onde o grande Ian Mckellen interpretava James Whale, o diretor homossexual de “Frankenstein” e “A Noiva de Frankenstein”, produzidos em         1932 e 1935, respectivamente. Ainda hoje a figura de Boris Karloff, vivendo nas telas o monstro criado por Mary Shelley é definitiva e qualquer outra apresentada sempre soa como fracasso, incluindo a de Robert de Niro em “Frankenstein”, de Kenneth Branagh (1994). A exceção talvez seja Peter Boyle em “Jovem Frankenstein”, de 1974, mas aí era uma das melhores comédias da história do cinema e então, vale tudo. Pois bem, com o sucesso de “Frankenstein”, a Universal Pictures resolveu produzir uma sequência. E o mesmo, sensível, genial e inteligentíssimo diretor Whale foi chamado. Era o desejo de criar uma mulher aos moldes da criação masculina. A história registra que a sequência é superior ao original. Whale permitiu-se maior dose de humor, terror, sutileza e crueldade. “A Noiva de Frankenstein” é também considerada uma adaptação mais fiel ao original de Mary Shelley que, esperteza do roteiro, é vivida no filme por Elsa Lanchester, que também interpreta a monstruosa (nem tanto e belíssima!) criatura feminina. Elsa viria a casar-se com Charles Laughton e foi indicada duas vezes ao Oscar: coadjuvante em 1949 por “Come to the Stable” e em 1958 por “Testemunha de Acusação”, adaptação de Billy Wilder para a peça teatral de Agatha Christie. Pois bem, corre o tempo e monstros surgem de todos os lados nas telas de cinema, mas a aparição de Elsa Lanchester como a “Noiva de Frankenstein”, embalada pela música inesquecível de Franz Waxman é um daqueles planos que são guardados a sete chaves e expostos nos mais importantes museus da sétima arte. Uma obra de arte de invenção e delírio! E James Whale? Fez poucos filmes e deixou o cinema em 1941, dedicando-se à pintura. Em 1957, aos 61 anos foi encontrado morto, afogado, na piscina de sua mansão. Quem assistiu “Deuses e Monstros” tem a mais perfeita noção de sua personalidade e paixão. Ian Mackellen interpretou-o com alma e inteligência. Foi indicado ao Oscar, mas perdeu para Roberto Benigni em “A Vida é Bela”, um desrespeito e uma piada de profundo mau gosto!



Escrito por Edson Bueno às 01h11
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A STREETCAR NAMED DESIRE

Conta a lenda que em sua estreia nos palcos da Broadway, em 1947, a peça de Tennesse Williams, dirigida por Elia Kazan, sofreu uma espécie de motim por parte do elenco. Stanley Kowalski era vivido pelo jovem ator formado pelo Actors Studio, Marlon Brando e pela estrela dos palcos Jessica Tandy (que em 1989 ganharia o Oscar por “Conduzindo Miss Daisy”). Acontece que – dizem – Marlon não era chegado num banho e o elenco reagiu com um “ou ele ou eu”. Marlon deve ter cedido às pressões porque o espetáculo foi um sucesso e em 1951 virou filme, fazendo dele um astro do cinema mundial! Jessica Tandy? Foi preterida por Vivien Leigh, que ofereceu uma das maiores interpretações do cinema de todos os tempos. Sua Blanche Dubois é, ainda, a referência. Mas... é Marlon Brando, aos pés da escada, gritando “Stella!” e quase tendo um treco, que determinou a eternidade para o filme, que no Brasil chamou “Uma Rua Chamada Pecado”. O filme teve 12 indicações ao Oscar e ganhou 4: Atriz (Vivien Leigh), atriz coadjuvante (Kim Hunter), ator coadjuvante (Karl Marlden) e Direção de arte em branco e preto. Perdeu o de melhor filme para “Um Americano Em Paris”, de Vincent Minelli.



Escrito por Edson Bueno às 08h01
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DET SJUNDE INSEGLET

Face a face com a morte. Em 1956 Ingmar Bergman, o gênio, concebeu um filme singular e aquele que para muitos é considerado a sua obra prima: “O Sétimo Selo”. Bergman pensa os destinos do homem numa era medieval dominada pela guerra, destruição, doença, peste, fome e desespero. É no contraponto entre a aridez da realidade e a possibilidade de algum alento vindo da crença num Deus superior, que se faz o filme. Em determinado momento o cavaleiro Antonius (Max Von Sidow) senta-se de frente com a morte e jogam xadrez. Bergman cria um plano para a história do cinema. Os dois, cada um à sua maneira, fazem uma reflexão sobre a existência e, por conseqüência, sobre Deus. E o que é a religião? Um alento, uma castração ou a realidade pura e simples? Antonius não quer morrer e no espaço de tempo que ganha tentando vencer a morte, busca adquirir todo o conhecimento possível. E essa não é apenas a vida de cada um de nós? Uma tentativa de preencher com conhecimento a vida e dar a ela um sentido que a morte, inexorável, vai desmanchar? O tabuleiro é o tempo, apenas. No ano seguinte Bergman dirigiria aquele que é, para mim, sua obra prima: “Morangos Silvestres” e faria quase a mesma reflexão só que ao contrário, e por conseqüência mais emotiva, mas não menos profunda.



Escrito por Edson Bueno às 20h14
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