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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


NAS NUVENS...

A BANDA "NUVENS", COM QUEM VOU TRABALHAR!!!

Não tem sido fácil. Ultimamente o meu tempo tem sido mínimo e encontrar uma faísca de concentração para blogar tem parecido uma aventura. Mas, como o meu humor está alto e a vontade de escrever e dizer é maior que o tempo, lá vai! Estou iniciando um trabalho com a banda “Nuvens”, que tem o querido Raphael como vocalista. E temos conversado muito e sobre o que ele e eu não sabemos um do outro e sobre o que eu e ele sabemos de nossas especialidades. Pois tem sido instigante. Na quinta-feira a banda promoveu na Livraria Fenac uma espécie de sarau onde eles tocaram algumas músicas que o Raphael fez em parceria com o Leprevost (que, aliás, toca e canta muito bem!) e um rápido (era para ser mais longo!) bate-papo público sob a mediação do também meu amigo, João Petry que perdeu muito tempo me elogiando. Não que eu não goste, mas o tempo era curto porque eu tinha que estar no Teatro José Maria Santos para a reestreia de “Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte”. O bate-papo começou às 7 da noite, e por aí dá prase ter uma ideia da correria. E foi bom. Eu gosto de falar, naturalmente, tranquilamente, sobre a minha arte, minha opção artística e meus métodos. Aí não vai nenhuma novidade, mas quando falo em público, no fundo, no fundo, reafirmo ideias, opiniões, valores e descubro outros, estacionados no fundo da alma e que, assim, do nada, aparecem para dizer que também querem seu lugar na minha vida. Um deles é aquele que parece tão distante da nossa vida artística, cada vez mais motivada por competições e disputas. Sempre foi assim? Será? Não tenho muita certeza. Mas hoje, os editais e as concorrências vão acirrando nossa ambição de disputar espaço e o nosso companheiro de profissão acaba, vez ou outra, sendo um competidor. Antes de realizarmos nossa arte, temos que ganhar o direito de realizá-la. E o que é mais bizarro, temos que ganhar de alguém que também está lutando. Não foi isso que aprendi no banco da escola, mas é o que é. Antes do evento, comendo uma torta de abacaxi com coco, e acintosamente boicotando minha dieta, conversava com o Petry sobre os temas e ele me disse que participava nessa semana, ativamente, de uma espécie de seminário do Ministério da Cultura sobre a lei Ruanet e etc. Estava empolgado com as novas descobertas e me disse com plena convicção o que de mais forte apreendeu no tal seminário: “precisamos ampliar o conceito de cultura!” E eu pensei: incluindo também as marcianas, venusianas e lunáticas? Sim, porque até onde eu sei, cultura é praticamente tudo! Então que o Petry referiu-se à tal modificação da Lei Ruanet para que compreendêssemos que “cultura é mais que arte”. Chovendo no molhado. Oras, todo mundo sabe que arte é uma parte da cultura. Então, buscando entender aonde a conversa queria chegar, resumi, com aquele meu estilo direto e às vezes rinocerôntico de resolver as coisas. Parece-me que a Lei Ruanet, assim como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, foram criadas para apoiar as artes e não a cultura em geral. Porque senão, teriam sim que abrir espaços para restaurantes, terreiros de macumba, igrejas, etc e tal. Porque cultura são, oras! Mas, entendo que os governos sempre viram as leis de incentivo como um privilégio para um bando de malucos que “fazem arte como bem entendem, sem precisar dar satisfações a ninguém” e também que os patrocínios podem ser um excelente ponto de partida para a propaganda política. Daí que a ampliação tem sim, efeitos eleitoreiros. O resto são, como diria um grande amigo meu que já morreu, infelizmente... “firulas táticas!” Onde eu queria chegar? Não sei direito, vou falando... adoro pensar e falar sobre teatro e é bom começar por algum lugar. No fundo ia dizer sobre as competições que estão nos cegando e fazendo com que não nos deslumbremos mais com o trabalho de nossos colegas. Mas então, deixo isso para o próximo post. Até!



Escrito por Edson Bueno às 15h44
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E. T. – THE EXTRA TERRESTRIAL

Há muito Steven Spielberg deixou de ser interessante e agora chega a notícia sobre seu novo filme: "War Horse". Sei não. Spielberg continua bom diretor e vez ou outra demonstra raro domínio da narrativa, de cair o queixo, como na sequência inicial de “Saving Private Ryan” ou duas ou três outras de “A Guerra dos Mundos”, mas as abordagens de um modo geral são maniqueístas, moralistas e ideologicamente duvidosas; quando não medíocres mesmo. Os dois filmes que citei aí atrás dão um exemplo bem evidente disso. Pena. Eu era um apaixonado por ele. Há muitos anos, quando dava aula no Curso Superior de Artes Cênicas, peguei uma carona com um aluno pra lá de talentoso e que prometia um futuro brilhante, que aliás, confirmou! Era o Paulo Biscaia. Pois vínhamos para o centro da cidade numa Belina verde enorme e muito velha que ele carregava pra lá e pra cá; conversas de todos os lados e eu arrisquei uma confissão que a meu ver desmontaria qualquer respeito que ele pudesse ter por mim, seu professor: “Sou fã do Spilberg!”, confessei como quem entrega um segredo íntimo e pecador. E qual não foi a surpresa, quando o Paulo, rebateu com um discurso rico em detalhes, que demonstrava uma paixão ainda maior pelo cara que criou “Caçadores da Arca Perdida”. Acho que ele estacionou a Belina em frente à minha casa, ou na esquina, e conversamos muito e muito sobre “Duel”, “Close Encounters Of The Third Kind”, “Jaws” e mais. A isso pode-se dar o nome de passado de paixão! Outra história bacana foi quando fui assistir com o Áldice à pré-estreia de “Caçadores da Arca Perdida”, no extinto Cine Condor, numa última sessão de sábado à noite. Não eram tempos de informações velozes, então que o que eu sabia de “Raiders” era pouco e alguma coisa, nada que sequer se aproximasse do espetáculo que me aguardava na tela gigante e na poltrona confortável do melhor cinema que Curitiba teve. Pois bem, estávamos no hall de entrada (elegantíssimo!) quando vejo entrar uma senhora e seu marido. Ela aparentava visível mal humor. Sentou-se ao nosso lado, enquanto o marido foi ver cartazes. E eu falando do filme com o Áldice. De repente ela pergunta: “Mas o filme que está passando não é...?” (Não lembro bem o filme que estava sendo exibido regularmente, mas acho que era “Tudo Bem No Ano Que Vem”, com a Ellen Burstyn). Eu expliquei: “Não, senhora, agora vai ser exibida a pré-estreia de “Caçadores da Arca Perdida”. E ela: “Ah! Vingança! Não queria ver esse filme e meu marido me obrigou a vir ao cinema! Não contem a ele, por favor!” E, claro, assim fizemos e entramos e vendo Indiana Jones e suas loucuras houve um momento em que eu estava, literalmente, com os dois pés sobre a poltrona, vibrando como um menino de 12 anos! Jamais vou esquecer o prazer que tive no cinema naquela noite de sábado. Jamais! E a isso serei eternamente agradecido ao Spielberg! Pois bem, na saída do filme eu encontro com a mulher e seu marido e ela, olhos brilhantes, sorriso enorme e altos gestos: “Nossa! É muito melhor que o Super Homem!” E fomos todos para nossas casas, amando, encantados pelo cinema do Steven! Com os seus filmes, os da melhor fase, tenho histórias muito incríveis, talvez um dia conte cada uma delas e todas dão conta da minha paixão pelo cinema do cara. Mas, por que isso? Oras, para comemorar um daqueles planos eternos, de nenhum desses filmes aí, mas de um outro, tão genial quanto, e, que embalado pela música de John Williams, é parte de uma das sequências mais vibrantes e poéticas do cinema moderno: “E.T. – O Extraterrestre”, de 1982! Alguém duvida?



Escrito por Edson Bueno às 22h09
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TODA SAUDADE É UMA ESPÉCIE DE VELHICE... (Guimarães Rosa)

Um leitor amigo (Douglas) me manda uma mensagem direta sobre os meus posts, falando de inesquecíveis planos do cinema: “Agora só assuntos de velhos?” Ai. Justamente neste final de semana, quando eu dediquei quase tempo integral a finalizar a adaptação para teatro de um conto/romance de Guimarães Rosa, para o querido amigo Laercio Ruffa e seu grupo de Teatro Ta na Hora. Acabei, ficou lindo, até chorei quando teclei o “fim”. Pois bem, Rosa morreu em 1967, aos 59 anos, três dias depois de ter tomado posse na Academia Brasileira de Letras. Era um anjo das palavras e das intenções e tinha amor incondicional por seus personagens. Aliás, é de 1967 o filme “A Primeira Noite de Um Homem”, que deu o Oscar de direção para Mike Nichols e revelou Dustin Hoffman e, que também legou à história um daqueles planos inesquecíveis. Então, que depois de um certo tempo e uma certa dose de vivência, dores e prazeres, é impossível não misturar num mesmo balaio, velhices e novidades. Faz parte do tempero da vida. Às vezes me pego numa livraria dessas de shopping, folheando imagens de Van Gogh, apaixonado pelo seu expressionismo colorido. E Van Gogh é do século 17, quando o cinema nem pensava ainda em existir. Mais velho impossível! Novos e velhos, nem todos se misturam, mas, embora seja necessário, pra que se empolgar com “Iron Man 2”, se você tem em casa “Opening Night”, do John Cassavetes, com a Gena Rowlands? De 1977! Mas claro, vou ver o filme com o Robert Downey Jr, um ator fenomenal! Pois, ai!  Eu sou um sujeito que sempre esteve muito ligado nas coisas do meu tempo, principalmente porque adoro informação e por isso a internet é um baú da felicidade para minhas loucuras; e também nunca fui lá muito revisionista ou agarrado ao tempo que passou. O mundo é hoje e pra frente! Mas olhar o bom passado, refazê-lo na reflexão, apaixonar-se eternamente pelo seu melhor e mantê-lo vivo na lembrança é importante; senão você corre o risco de achar que está inventando a roda. E disso eu tenho medo, porque não pode existir coisa mais gagá! Ontem, durante a apresentação de “ElizavetaBam”, no Novelas Curitibanas, tinha um menino que fazia questão de dar gargalhadas durante cenas de impacto ou dramáticas. Não vou lá tentar adivinhar suas intenções, mas me pareciam cheias de uma vontade enorme de dizer algo como: “que coisa mais brega ou jeca ou ultrapassada ou dejávu ou antiga!” Pois eu ficava olhando para ele e tentando encontrar alguma coisa de novo no seu estilo e não conseguia ver nada que me parecesse novo. E o que fez, faz e fará aquele menino? O que a história vai contar dele? Será um Van Gogh? Um Fellini? Um Bergman? Um Peter Brook? Um Nelson Rodrigues? Um Tom Ford? Um Jack Kerouac? Daqui a 300 anos algum outro menino vai lembrar dele como um antiquiquíssimo artista, como por exemplo, Wolfgang Amadeus Mozart, que tem bem mais que isso? Sei não. Mas voltando ao tempo... Claro, como todo mundo, tenho medo de envelhecer, encarquilhar, e sumir. Se não fosse assim, para que tanto trabalho para viver, não é? O tempo passa sim, mas ao invés de ficar mais frio e calculista, vou ficando mais romântico e apaixonado, o que pode ser um sinal de demência. Rs. Mas, ai, que fazer? Sobre cinema, meu querido Douglas, amo tudo e tanto! Não consigo amar mais o Tim Burton que o James Whale. Até tento, juro, mas não consigo! E assim vou escrevendo, vivendo teatro, amando o cinema, me apaixonando por algumas pessoas novas que me encantam o coração. E olha que elas são novas em tudo! Às vezes nem dou conta de tanta novidade! E hoje, um outro amigo, o Rui Sada, disparou um pensamento gênio na hora do almoço: “É preciso apaixonar-se por pessoas de todas as idades, caso contrário, o risco do sofrimento é muito grande!” Concordo com ele. E também pelas coisas e pelas artes e pelas comidas e por tudo. Não dá pra ser diferente! Não mais!

“O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.”

João Guimarães Rosa



Escrito por Edson Bueno às 01h10
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