Arquivos
 12/06/2011 a 18/06/2011
 05/06/2011 a 11/06/2011
 29/05/2011 a 04/06/2011
 22/05/2011 a 28/05/2011
 15/05/2011 a 21/05/2011
 08/05/2011 a 14/05/2011
 01/05/2011 a 07/05/2011
 24/04/2011 a 30/04/2011
 17/04/2011 a 23/04/2011
 10/04/2011 a 16/04/2011
 03/04/2011 a 09/04/2011
 27/03/2011 a 02/04/2011
 20/03/2011 a 26/03/2011
 13/03/2011 a 19/03/2011
 06/03/2011 a 12/03/2011
 27/02/2011 a 05/03/2011
 20/02/2011 a 26/02/2011
 13/02/2011 a 19/02/2011
 06/02/2011 a 12/02/2011
 30/01/2011 a 05/02/2011
 23/01/2011 a 29/01/2011
 16/01/2011 a 22/01/2011
 09/01/2011 a 15/01/2011
 26/12/2010 a 01/01/2011
 19/12/2010 a 25/12/2010
 12/12/2010 a 18/12/2010
 05/12/2010 a 11/12/2010
 28/11/2010 a 04/12/2010
 21/11/2010 a 27/11/2010
 14/11/2010 a 20/11/2010
 07/11/2010 a 13/11/2010
 31/10/2010 a 06/11/2010
 24/10/2010 a 30/10/2010
 17/10/2010 a 23/10/2010
 10/10/2010 a 16/10/2010
 03/10/2010 a 09/10/2010
 26/09/2010 a 02/10/2010
 19/09/2010 a 25/09/2010
 12/09/2010 a 18/09/2010
 05/09/2010 a 11/09/2010
 29/08/2010 a 04/09/2010
 22/08/2010 a 28/08/2010
 15/08/2010 a 21/08/2010
 08/08/2010 a 14/08/2010
 01/08/2010 a 07/08/2010
 25/07/2010 a 31/07/2010
 18/07/2010 a 24/07/2010
 11/07/2010 a 17/07/2010
 04/07/2010 a 10/07/2010
 27/06/2010 a 03/07/2010
 20/06/2010 a 26/06/2010
 13/06/2010 a 19/06/2010
 06/06/2010 a 12/06/2010
 30/05/2010 a 05/06/2010
 23/05/2010 a 29/05/2010
 16/05/2010 a 22/05/2010
 09/05/2010 a 15/05/2010
 02/05/2010 a 08/05/2010
 25/04/2010 a 01/05/2010
 18/04/2010 a 24/04/2010
 11/04/2010 a 17/04/2010
 04/04/2010 a 10/04/2010
 28/03/2010 a 03/04/2010
 21/03/2010 a 27/03/2010
 14/03/2010 a 20/03/2010
 07/03/2010 a 13/03/2010
 28/02/2010 a 06/03/2010
 21/02/2010 a 27/02/2010
 14/02/2010 a 20/02/2010
 07/02/2010 a 13/02/2010
 31/01/2010 a 06/02/2010
 24/01/2010 a 30/01/2010
 10/01/2010 a 16/01/2010
 03/01/2010 a 09/01/2010
 27/12/2009 a 02/01/2010
 13/12/2009 a 19/12/2009
 06/12/2009 a 12/12/2009
 29/11/2009 a 05/12/2009
 22/11/2009 a 28/11/2009
 15/11/2009 a 21/11/2009
 08/11/2009 a 14/11/2009
 01/11/2009 a 07/11/2009
 25/10/2009 a 31/10/2009
 18/10/2009 a 24/10/2009
 11/10/2009 a 17/10/2009
 04/10/2009 a 10/10/2009
 27/09/2009 a 03/10/2009
 20/09/2009 a 26/09/2009
 13/09/2009 a 19/09/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 23/08/2009 a 29/08/2009
 16/08/2009 a 22/08/2009
 09/08/2009 a 15/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Terras de Cabral
 Gerald Thomas
 BLOG DOS QUADRINHOS
 BLOG DO SÉRGIO DÁVILA
 Ilustrada no Cinema
 Almir Feijó
 Blog do Solda
 PARALAXE - Rafael Barion
 Grupo Delírio Cia. de Teatro
 Omelete - sua cozinha pop
 Cronópios - literatura e arte no plural
 Paulo Biscaia
 Casa da Maitê




A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


CINEMA DE LÁGRIMAS

DANIEL FILHO E SEUS CHICOS!

Demorei muito para assistir “Chico Xavier – O Filme”. Nem sei direito por quê. Alguns amigos dizem que é porque sou um cético insensível. Talvez, também. Mas, hoje, acabei indo. Não foi difícil entrar na do filme. E não foi difícil perceber a sua fonte. Minha memória emotiva cinematográfica, à medida que o filme caminhava, ia retirando alguns filmes do arquivo. Filmes como “A Canção de Bernadette” (1943/King Vidor), “O Santo Relutante” (1962/Edward Dmytryk), “Marcelino Pão e Vinho” (1955/Ladislao Vajda) e até ‘O Ébrio”, de 1946, com Vicente Celestino e dirigido pela Gilda de Abreu. Um tipo de cinema religioso que ataca de frente a crença da plateia, que de cara já é a favor pelas razões óbvias. E, claro, a crença é indiscutível porque fé é algo que não tem explicação e nem vale perder tempo com argumentos. Fé é, simplesmente. E o filme joga pra ganhar. Tem belos momentos de cinema popular. A primeira parte quando explora com sensibilidade e humor a infância de Chico Xavier, que (fazer o quê?), levava porrada em casa, conversava com a mãe morta, tinha como amigo um padre fofo, carinhoso e bem humorado (para não dizer, iconoclasta) e surpreendia todo mundo com sua mediunidade precoce; e a última, quando já maduro, dava show de inteligência, humanidade e compreensão. Já a parte central, quando sai da adolescência para a fase adulta (vivido por Angelo Antonio) é o velho Daniel Filho de sempre: burocrático e didático. O filme quase despenca e chega a dar sono. Mas, voltando ao cinema de lágrimas. “Chico Xavier” é uma injeção na veia, ou seja, vai direto ao sangue, quer você acredite no espiritismo ou não. Porque a verdade da história do homem, embora filmada a favor, sem questionamentos e pintada com cores emocionais, é um fato. E Chico Xavier, paranormalidades à parte, era um humanista que acreditava na felicidade do homem. E um sujeito que acredita na humanidade, apesar de toda a sua história cruel e violenta, é um sujeito raro e qualquer um que tenha um mínimo de inteligência deve parar para ouvi-lo. Dando-lhe voz, o filme atinge momentos sublimes; ressaltando com humor a sua humanidade, o filme dá a ele a maior das credibilidades e sendo testemunha da sua aventura fantástica, colocando as mãos (ou a câmera!) onde a nossa compreensão não alcança, desarma os céticos e emociona os crentes. Quando perde tempo com banalidades, principalmente na sua parte central, fica simples demais e quase perde a graça. Felizmente, não. De qualquer forma, Daniel Filho e seu filme conseguem dar uma dimensão de especialidade a Chico Xavier e quando, nos créditos finais, o próprio fala (em imagens reais de programas de televisão) é impossível conter a emoção e brota a vontade de ficar ouvindo e ouvindo e ouvindo o grande homem falar. Não é pouco. E que mais? Os atores e a trilha sonora. Egberto Gismonti cria uma trilha excepcional e Nelson Xavier (vivendo Chico), Pedro Paulo Rangel (o padre), Luis Mello (o pai de Chico) e Tony Ramos, num papel controverso e que é a chave da veracidade de toda a projeção, dão demonstrações inequívocas de talento e sensibilidade. Suas performances são geniais, para dizer o mínimo. Aos meus amigos que me chamam de cético, não posso negar-lhes, mas posso dizer que me emocionei muito assistindo “Chico Xavier – o Filme”, menos por sua capacidade mediúnica, que não cabe a mim discutir, mas por sua crença na humanidade, por suas palavras perfeitas, pelo bem que trouxe a quem passou ao seu lado e pela poesia de sua verdade. Uma vida admirável!



Escrito por Edson Bueno às 23h12
[] [envie esta mensagem
]





FUTEBOL 2

A seleção brasileira nos EUA. Uns chatos de galocha!!!

Depois deste post, futebol, só na copa! Mas como é que é mesmo? Vejo o Marcelo Madureira do “Casseta & Planeta” fazendo comentários sobre a escalação do Dunga e sobre o próprio: “Não adianta nada ganhar a copa e não jogar bonito” ou “o patriotismo é o último reduto dos canalhas”! Espera aí, chamar o Dunga de canalha só porque ele escala um elenco que não é da preferência do humorista? E se os jogadores não jogarem pelo país vão jogar por quê? Por dinheiro? Mas os caras já ganham os tubos! E eu fico pensando aqui com os meus botões: ainda bem que o Dunga não tem o espírito de ritmo dos caras do “Casseta & Planeta” porque aí sim, o Brasil teria uma única e exclusiva jogada. Sim, porque há uns dez anos que o “Casseta & Planeta” conta a mesma velha e cansada piada nas terças-feiras na Tv Globo! Se os caras não conseguem ser criativos nem no trabalho deles que é o humor, como é que acham que os outros têm que ser no deles? É, como eu disse, o tal “disse me disse”. Aliás, bem divertido! E o Juca Kfoury? “Dá pra ganhar o hexa como se ganhou o tetra. Mas será sofrido e, provavelmente chato”. Ué, se será sofrido, como será chato? E eu fico pensando de novo aqui com meus botões: os caras falam da seleção do Parreira nos EUA, como se ele tivesse jogado sozinho. Mas não tinha sempre um outro time jogando com a seleção brasileira? Então as outras, perdedoras, exibiam uma variedade de jogadas excepcionais que deixavam todo mundo louco e nós com nossa chatice de Romário, Bebeto, Branco, etc e tal, íamos lá e estragávamos a festa. Foi isso? Nós, os vencedores da copa dos EUA fomos os estraga-prazeres dos amantes do futebol. É isso? Desculpem, mas eu só quero entender. Meu querido amigo Mauricio Cidade me manda uma mensagem: “Minha crítica ao Dunga é que ele não tem nenhum senso do espetáculo. Como o Parreira. Ao contrário do Telê, por isso o melhor de todos. Por que não ganhar E dar espetáculo? Futebol é os dois. Se tiver só um deles, não é a refeição completa!”. Até concordo, mas eu ainda acho que a responsabilidade pelo espetáculo não tem que ser só da seleção brasileira. Tem também que ser dividida em 50% com a seleção com quem jogamos, caso contrário, me soa um pouco como arrogância. Agora, salvo melhor juízo, de um modo geral (à exceção da Argentina!) todos os times jogam com o Brasil, devidamente estacionados na retranca. E somos nós que temos que ficar fazendo malabarismos para divertir a galera? Estranho. Meu outro amigo, Guilherme Almeida manda também uma mensagem: “Artes e esportes são muito parecidas, tem quase a mesma função, não?” Sabe o quê? Não! Muita coisa é parecida com muita coisa, não apenas artes e esportes, mas o que diferencia completamente um do outro é que em arte não há competição, arte é elaboração da expressão e do pensamento; esporte é competição. São coisas diferentes, embora cada um à sua maneira priorize algum grau de entretenimento. Esse exercício meio absurdo de comparar duas peças de teatro, por exemplo, tentando escolher qual é a melhor; representa principalmente o nosso grau de incompreensão da expressão artística e nossa incapacidade de refletir sobre a vida e as coisas. Cada obra de arte é em si, começo, meio e fim. Não tem absolutamente nada a ver com outra. Mas essa é uma reflexão sobre subjetividades e, como tal, difícil de se chegar a qualquer acordo. De todo modo, como o negócio hoje é futebol e eu gosto demais de futebol, fiquei felicíssimo em saber que a Rede Cinemark vai exibir em Curitiba, oito jogos da Copa, em 3D. Estou até disposto a pagar a fortuna que eles cobram para assistir a um grande jogo (ou pelo menos um disputado por duas seleções onde uma não seja a do Brasil, que, praticará segundo muitos, um futebol burocrático, chato e sem graça, ou seja, que não vale o ingresso!), mas, serão poltronas disputadas a tapa, então, vejo problemas. Pois bem... Futebol? Até a copa daqui a 30 dias! Domingo fui assistir “Chico Xavier – O filme” e, voltando à rotina deste blog, amanhã publico minha opinião.



Escrito por Edson Bueno às 01h06
[] [envie esta mensagem
]





EU NÃO ENTENDO NADA DE FUTEBOL...

... e já tive altas depressões por conta da seleção brasileira de futebol. A maior de todas foi a derrota do Brasil para a Itália na Copa da Espanha. Um 3 x 2 que me deixou em estado de coma. Lembro que estava no primeiro ano do Curso Permanente de Teatro e cheguei em casa logo após o almoço e encontrei minha Tia Natália sentada no sofá da sala. Ela me disse, seca e direta: “O Brasil vai perder.” Pensei, ela não pode estar certa. O Brasil tinha um time maravilhoso (Zico, Falcão, Junior...) e podia até empatar com a Itália que vinha capengando copa adentro. Pois é o que vimos. Depois daquela, a derrota na final para a França em 1998. Quem explica tanta coisa inexplicável? Não a derrota, mas todos os acontecimentos. Enfim... Hoje, eu torço para a seleção brasileira e vibro com suas vitórias fáceis ou inacreditáveis, mas não morro do coração com suas derrotas. Perder faz parte e nada é perfeito. Pois bem, hoje foi bastante divertido assistir televisão depois da convocação. O que tem de gente com as opiniões mais geniais do mundo é uma coisa do outro mundo! O técnico sempre está errado e aparece gênio do futebol em cada canto.  Até o cara do “Casseta e Planeta” (que eu não gosto porque sempre contam a mesma piada!) entende mais de futebol que o Dunga. E o comentarista político da “Globo News” também deu seu pitaco falando que acha furado esse negócio de misturar política com esporte e que seleção brasileira não tem nada com patriotismo. Então tem com o quê? Se até gente que nunca vai ao campo e nem torce por time nenhum, acaba sofrendo diante da televisão na Copa do Mundo de Futebol? Oras, deixa o técnico! O Brasil tem cinco copas e a Argentina tem duas, mas quem não gosta de ver a Argentina jogar? Um time de raça, sangue e coração? Quando perdem, como na última copa, choram. E os brasileiros, quando perdem como na última copa, que saem com cara de  “foi só um jogo”? Se o Dunga não injetar desejo e responsabilidade na seleção, tudo vira uma burocracia só e adeus competição. E se o Brasil perder? Oras, grande coisa! Já perdeu bem menos que todas as seleções do mundo, inclusive a Argentina. Não é nem será o fim do mundo. Porque como dizem os controversos comentaristas, não é uma questão de política, nem de patriotismo. Alguém tem sempre que perder e de todas as seleções que participam da Copa, só uma vai sair com o troféu. Todas as outras são perdedoras e onde é que está o fatalismo disso? Deixem o Dunga. Pode não ter sido um craque como o Romário ou o Garrincha ou o Pelé, mas sempre deu conta do recado e, mais importante, nunca jogou para a galera. Jogou para ganhar. Se não ganhou sempre é porque ninguém nunca ganha sempre. Mas o Dunga já levantou um troféu de vitorioso, nos EUA, e sabe o sabor que isso tem. E se ele não convocou o tal Neymar do Santos... bem, para ser sincero, eu que não entendo nada de futebol, acho aquele piazinho meio mascarado e cheio de nhe-nhe-nhém. Não gosto da sua atitude freqüente de falsear faltas e tentar enganar o juiz e não resta dúvidas de que ele ainda não tem maturidade para encarar uma parada dura. Uma coisa é fazer gol no campeonato paulista, cheio de times meias-bocas (como de resto é quase todo o futebol brasileiro), e outra é encarar uma Argentina, Alemanha, Inglaterra, Itália, etc e tal, pela frente! A Copa do Mundo é daqui a 34 dias e vamos torcer. Não é fácil ser penta (como é o Brasil) e não vai ser fácil ser hexa, ainda mais que a próxima copa é aqui mesmo! Boa sorte ao Dunga e à seleção! Nosso negócio é torcer, o deles é jogar.



Escrito por Edson Bueno às 23h19
[] [envie esta mensagem
]





DEZ FILMES QUE VOCÊ NÃO SABIA QUE ERAM “WESTERNS”... MAS SÃO!

JOHN FORD

O site rottentomatoes (http://www.rottentomatoes.com) pinçou dez filmes que são filhos diretos de John Ford, Howard Hawks, John Wayne, etc, em estrutura, diálogos e planos. Após ler os comentários inteligentíssimos e bem humorados do colunista Tim Ryan, você, com certeza vai prestar mais atenção aos grandes sucessos americanos. Como diria Sid Field: “fórmula é sempre fórmula!”. Ele não disse isso, mas, convenhamos, disse!

1.      OS SETE SAMURAIS, de Akira Kurosawa

2.      MAD MAX, de George Miller

3.      AVATAR, de James Cameron

4.      VIDA DE INSETO, de John Lasseter/Pixar/Disney

5.      QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO, de Kathryn Bigelow

6.      TUBARÃO, de Steven Spielberg

7.      ASSALTO AO 13o DP, de John Carpenter

8.      SERENITY, de Joss Whedon

9.      OUTLAND/COMANDO TITÂNIO, de Peter-Hyams

10.  GRAN TORINO, de Clint Eastwood



Escrito por Edson Bueno às 11h27
[] [envie esta mensagem
]





FROM HERE TO ETERNITY

Domingo à noite, pelo menos para mim, é sempre um momento meio estranho. Sempre sei que tenho que dormir cedo porque a segunda-feira chega com todos os comprometimentos e necessidades para a semana que entra. Mas acabo sempre indo dormir muito tarde, às vezes longe, longe, na madrugada. E é quando então, resolvo fuçar o YouTube e suas raridades. Esse domingo eu me deparei com Doris Day, que a pouco menos de um mês fez 88 anos e ninguém sabe como está. Comecei buscando Chet Baker cantando “But Not For Me” e de uma busca a outra me deparei com Doris, aos 53 anos cantando “The Way Were”, numa homenagem a grandes atores: Cary Grant, David Niven, James Cagney, Kirk Douglas, outros e até Frank Sinatra. Tão linda, tão emocionante e tão talentosa, com sua voz, digamos assim, florida (não floreada). De Doris lembro um comentário do Eugenio Gielow. Surpreendido, quando a viu em “O Homem Que Sabia Demais”, do Hitchcock, cantando “Que sera, sera”: “Mas é uma grande atriz!” Era mesmo, apesar dos preconceitos típicos da comédia. E a lenda, segundo a qual uma vez Groucho Marx teria dito: “Conheço Doris Day desde os tempos em que ela ainda nem era virgem!”. Seu último filme foi “With Six You Get Eggroll/Tem um Homem na Cama da Mamãe”, de 1968, que nada acrescenta. O último memorável foi “Send Me No Flowers/Não me Mandem Flores”, de 1964, quando ela ganhou o Globo de Ouro como atriz em comédia/musical. Pois é. E aí ouvi “Fly Me To The Moon”, “Secret Love”, “A Sentimental Journey”, “It´s Magic”, “With a Song In My Heart”, “I´m in the Mood for Love” e até “Dream a Little Dream Of Me”. Onde essa conversa quer chegar? Em Doris, oras! Em sua imagem viva, bela, cheia de intenções, cantando e encantando. E o tempo. Sempre penso nas convicções, nas batalhas ganhas e perdidas, nos grandes momentos de criação, na crença que acompanha nossas atitudes, aquela que nos dá a impressão de eternidade. E, de repente, o silêncio que nos aguarda lá na frente. Não se vê, não se fala, não se pensa em Doris Day; como não se pensa em belezas que passaram. Tudo parecia (como parece) tão importante! Imagino que ela deva estar tão velhinha, escondidinha em sua casa, tentando escapar da câmera de algum paparazzo chato que quer destruir com uma foto envelhecida, a sua imagem loura, bela e intocável. Talvez não seja isso, mas pode ser que seja, oras! Não é assim que acontece com as estrelas? É. Há alguns anos a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood resolveu dar um Oscar honorário à Deborah Kerr, que foi indicada como atriz por seis vezes e nunca ganhou. Ela apareceu na cerimônia, e apesar do discurso lúcido e cheio de humor, me deixou chocado. Aos 73 anos não tinha mais nenhum traço da beleza clássica que a acompanhou em seus grandes momentos. O tempo. Deborah morreria 13 anos depois, aos 86 anos, deixando um aperto de coração. Ela que protagonizou uma daquelas cenas icônicas do cinema, em 1954, quando tomou um banho de mar e um beijo poderoso, com Burt Lancaster em “A um Passo da Eternidade”, de Fred Zinnemann. Ai. Não é um bom pensamento para um fim de noite num domingo qualquer. Mas é o tempo. Amanhã é segunda-feira. No YouTube? “Moonglow”... tão romântico!



Escrito por Edson Bueno às 10h19
[] [envie esta mensagem
]





ATESTADO DE BURRICE

Ok. Inicio este post assumindo que sou um completo idiota e que não entendo absolutamente nada de arte e muito menos de cinema. Pronto, a partir daí qualquer coisa que eu diga não precisa ser levada a sério e ninguém precisa ficar ofendido com minhas palavras porque são expressões da opinião de um leigo apatetado que não sabe nada de coisa nenhuma. Dito isso posso começar a pensar minhas ignorâncias. Acontece que depois de ler diversas resenhas e críticas mais do que positivas do filme “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, não poderia deixar de assisti-lo, afinal, bom cinema é coisa rara em nossos tempos. Quê? É incrível como a união de dois talentos pode resultar num produto (porque não consigo chamar de “obra” ou “filme”) tão vazio. Sob a desculpa de um “off” metido a crítico e emotivo (e onde o personagem, um geólogo, não diz uma frase sequer, que seja interessante ou inteligente), recitado com uma falta de convicção insuportável e ritmo monocórdio (dirão que proposital) capaz de desmotivar qualquer espectador interessado, os dois diretores vão desfilando imagens e imagens do nordeste brasileiro. Se a coisa ficasse por aí já seria um acinte à inteligência de qualquer camarão fossilizado, desde que bem intencionado; mas as ditas imagens são as mais banais, corriqueira e vulgares que eles puderam encontrar na paisagem;  não tendo o menor pudor em lançar mão das eternas pistas vistas pelo ponto de vista do motorista de um caminhão, o agreste passando pela janela do próprio, os inferninhos cheios de putas feias e básicas, os postos de gasolina, os animais atravessando a rodovia, a população miserável, as feiras públicas e etc e tal. Tudo isso sem o menor contexto humano. São figuras que atravessam o filme sem qualquer traço de individualidade, apenas generalidades inóquas, clichês rasteiros e desperdício de imagens. Em dado momento o insuportável e chato narrador resolve ater-se a uma prostituta, cujo nome não me recordo agora. Como ela não fala, ou melhor, como o que ela fala é original na própria vida, ele insiste em produzir frases clichês que vai pedindo para que ela repita; e ela o faz porque talvez seduzida pela câmera apontada em sua direção. Com certeza ela diria alguma coisa nova, específica de sua vida, mas não lhe permitem. É preciso que ela repise e repise e repise o óbvio ululante e a banalidade oficializada. É a miséria. Mas não diria a miséria da paisagem nordestina, porque eu estive lá num road theatre muito próprio, quando viajamos com “Capitu”, pelo Palco Giratório do Sesc. Atravessamos o nordeste brasileiro de van e o que vimos foi tudo, e muito mais que a banalidade das imagens de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. Podem crer, o nordeste não é o que o filme (?) retrata. É sim, parte da inutilidade imagética que o filme escolhe para mostrar, mas é muito, muito, muito mais! No nordeste brasileiro existe beleza, sinceridade, diferenças, cultura rica, arte, prazer e humanidade. Muito distante da falsidade, digamos assim kiarostâmica, dos dois diretores. “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” me parece refletir mais a miséria de um cinema desprovido de imaginação e ambição, que insiste em fixar os olhos no próprio umbigo, como se os diretores achassem que qualquer suspiro que soltem em nossas telas é, por si só, cinema. E chegam ao cúmulo de imaginar que imagens pobres, banais, corriqueiras e vulgares, editadas sem a menor inspiração, são, porque eles se acham, artísticas ou cinematográficas. Não são! Mas como eu disse no início do post, eu penso mesmo é que não sei nada de coisa nenhuma, porque esse filme foi cantado e comemorado pela crítica como uma maravilha (Festival do Rio: melhor diretor e melhor fotografia), então, o que fazer? Nada, oras! Foda-se!!!



Escrito por Edson Bueno às 11h42
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]