Arquivos
 12/06/2011 a 18/06/2011
 05/06/2011 a 11/06/2011
 29/05/2011 a 04/06/2011
 22/05/2011 a 28/05/2011
 15/05/2011 a 21/05/2011
 08/05/2011 a 14/05/2011
 01/05/2011 a 07/05/2011
 24/04/2011 a 30/04/2011
 17/04/2011 a 23/04/2011
 10/04/2011 a 16/04/2011
 03/04/2011 a 09/04/2011
 27/03/2011 a 02/04/2011
 20/03/2011 a 26/03/2011
 13/03/2011 a 19/03/2011
 06/03/2011 a 12/03/2011
 27/02/2011 a 05/03/2011
 20/02/2011 a 26/02/2011
 13/02/2011 a 19/02/2011
 06/02/2011 a 12/02/2011
 30/01/2011 a 05/02/2011
 23/01/2011 a 29/01/2011
 16/01/2011 a 22/01/2011
 09/01/2011 a 15/01/2011
 26/12/2010 a 01/01/2011
 19/12/2010 a 25/12/2010
 12/12/2010 a 18/12/2010
 05/12/2010 a 11/12/2010
 28/11/2010 a 04/12/2010
 21/11/2010 a 27/11/2010
 14/11/2010 a 20/11/2010
 07/11/2010 a 13/11/2010
 31/10/2010 a 06/11/2010
 24/10/2010 a 30/10/2010
 17/10/2010 a 23/10/2010
 10/10/2010 a 16/10/2010
 03/10/2010 a 09/10/2010
 26/09/2010 a 02/10/2010
 19/09/2010 a 25/09/2010
 12/09/2010 a 18/09/2010
 05/09/2010 a 11/09/2010
 29/08/2010 a 04/09/2010
 22/08/2010 a 28/08/2010
 15/08/2010 a 21/08/2010
 08/08/2010 a 14/08/2010
 01/08/2010 a 07/08/2010
 25/07/2010 a 31/07/2010
 18/07/2010 a 24/07/2010
 11/07/2010 a 17/07/2010
 04/07/2010 a 10/07/2010
 27/06/2010 a 03/07/2010
 20/06/2010 a 26/06/2010
 13/06/2010 a 19/06/2010
 06/06/2010 a 12/06/2010
 30/05/2010 a 05/06/2010
 23/05/2010 a 29/05/2010
 16/05/2010 a 22/05/2010
 09/05/2010 a 15/05/2010
 02/05/2010 a 08/05/2010
 25/04/2010 a 01/05/2010
 18/04/2010 a 24/04/2010
 11/04/2010 a 17/04/2010
 04/04/2010 a 10/04/2010
 28/03/2010 a 03/04/2010
 21/03/2010 a 27/03/2010
 14/03/2010 a 20/03/2010
 07/03/2010 a 13/03/2010
 28/02/2010 a 06/03/2010
 21/02/2010 a 27/02/2010
 14/02/2010 a 20/02/2010
 07/02/2010 a 13/02/2010
 31/01/2010 a 06/02/2010
 24/01/2010 a 30/01/2010
 10/01/2010 a 16/01/2010
 03/01/2010 a 09/01/2010
 27/12/2009 a 02/01/2010
 13/12/2009 a 19/12/2009
 06/12/2009 a 12/12/2009
 29/11/2009 a 05/12/2009
 22/11/2009 a 28/11/2009
 15/11/2009 a 21/11/2009
 08/11/2009 a 14/11/2009
 01/11/2009 a 07/11/2009
 25/10/2009 a 31/10/2009
 18/10/2009 a 24/10/2009
 11/10/2009 a 17/10/2009
 04/10/2009 a 10/10/2009
 27/09/2009 a 03/10/2009
 20/09/2009 a 26/09/2009
 13/09/2009 a 19/09/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 23/08/2009 a 29/08/2009
 16/08/2009 a 22/08/2009
 09/08/2009 a 15/08/2009
 02/08/2009 a 08/08/2009

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Terras de Cabral
 Gerald Thomas
 BLOG DOS QUADRINHOS
 BLOG DO SÉRGIO DÁVILA
 Ilustrada no Cinema
 Almir Feijó
 Blog do Solda
 PARALAXE - Rafael Barion
 Grupo Delírio Cia. de Teatro
 Omelete - sua cozinha pop
 Cronópios - literatura e arte no plural
 Paulo Biscaia
 Casa da Maitê




A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


TODOS OS ARTISTAS MERECEM O CÉU – 2

E na terça-feira fomos para o palco apresentar “Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte”, como eu digo, uma apropriação, porque nem Kafka escreveu o texto, nem é a história da sua infância. Costumo chamá-lo de uma “fábula escura”, uma alegoria expressionista e recheada de humor negro. Algumas pessoas não entendem, como um tal de não sei o quê Taunay, de um jornal on-line não se de que cidade, que assistiu à peça no Festival de Teatro de Curitiba e ofendeu-se por demais com o espetáculo, a ponto de chamá-lo de “esterco”. Pois bem, fiquei refletindo sobre nossa profissão artística. Sinceramente? Não me lembro de ter lido, em toda a minha (longa!) vida, qualquer jornalista ter chamado algum esportista incompetente ou político corrupto ou bandido ou assassino, de “esterco”, publicamente. Nunca! E vejam! Um sujeito se acha no direito (e tem!) de chamar um artista sério, honesto, digno e apaixonado, de “esterco”. Ok! Não é preciso gostar e acho mais do que normal dizer que não gostou e por quê. Mas chamar de “esterco”? E, no entanto, os artistas, ao contrário dos outros profissionais e até dos corruptos e dos bandidos, são assim chamados, na maior naturalidade. Mas... em Sertãozinho não fomos! O público de mais de 200 pessoas no Teatro Municipal aplaudiu apaixonadamente em pé e depois fizeram questão de demonstrar sua satisfação e respeito. E sobe ao palco um emocionado Américo para oferecer-nos o Troféu da Mostra e dar um discurso lindo, onde, olhos nos meus olhos, reafirma pela plateia e sua reação, que o teatro não está, nem nunca estará morto; que o drama ainda é possível e mais apaixonado ainda, me chama de “um dos melhores diretores do Brasil!” Elogios! Sim, são necessários, porque não são o reflexo de um qualquer, mas de um profundo conhecedor. Noite de emoção inesperada e, ao deitar minha cabeça no travesseiro do quarto 11 do hotel, novas reflexões povoaram minha suada cabecinha: que fazer? Há muitos anos, meu queridíssimo amigo Paulo Sergio veio para Curitiba e me pediu uma indicação para o cinema. Estava passando, ainda, “Magnólia”, do Paul Thomas Anderson. Já tinha assistido umas seis vezes e fiz questão de ir com ele. Nas poltronas, ele na primeira, eu na sétima. O filme é longo, excessivo, moderníssimo e genial. Um recorte apaixonado e humano sobre nossos destinos. Chorei muito e emocionei-me por diversas vezes, mesmo já sabendo de tudo. Ao final, eu de olhos inchados, saio para a claridade do saguão. O Paulo, sincero, olha para a minha cara e dispara: “Quer saber? Gosto muito de você e sei que você estava adorando o filme. Por isso fiquei até o final, porque do contrário, teria saído no meio, de tanto que odiei!” Eu ri e ele riu também; e fomos comer um lanche qualquer na praça de alimentação e falar de outras coisas, já que nos gostamos muito. Mas uma pergunta passou a pairar nas minhas nuvens: “A quem o Paul Thomas Anderson deveria dar importância? À minha opinião ou à do Paulo?” Sei lá! Concordo que ele, talvez, não se importasse com nenhuma das duas, mas fazemos nossa arte para os outros e de uma forma ou de outra, as opiniões alheias atingem-nos como beijos ou bofetadas. Voltando a Sertãozinho. No jantar, no Clube Literário, um senhor aproximou-se e (artista que também é!) fez questão de parabenizar a todos pelo espetáculo. “Teatro de verdade!”, disse ele. Foi simpático, carinhoso e bacanão. Disse que no dia seguinte iria assistir nosso Nelson Rodrigues. Pois bem, na quarta-feira aconteceu nosso Nelson. Mas isso é história para amanhã, porque ainda, na terça-feira, eu e o Zéluis redescobrimos nossa paixão por Fernando Pessoa, no pátio em frente ao Teatro, e ele prometeu mostrar-me o último poema escrito pelo maior poeta da língua portuguesa, escrito poucos dias antes de morrer. Eu não conhecia. Esse post continua amanhã...



Escrito por Edson Bueno às 08h27
[] [envie esta mensagem
]





TODOS OS ARTISTAS MERECEM O CÉU - 1

KAFKA - ESCREVER É UM SONO MAIS PROFUNDO DO QUE A MORTE

Sempre que numa confraternização rola o tal do brinde, seja de cerveja, conhaque ou champanhe, todo mundo brinda a tudo o que é, foi e será importante. Um dia aprendi que, em primeiro lugar, devemos brindar a nós mesmos porque senão, quem o fará? Pois é assim que deveria ser, sempre! Começo este post brindando a mim mesmo e meus 28 anos de teatro, desde “Um Rato em Família” até “A Vênus das Peles”, que estreia no próximo dia 9 de junho! Pois então, minha vida tem sido por tantos tempos (e quando deixará de ser?) um movimento para todos os lados, onde a intensidade e a placidez pouco se alternam, com grande vantagem para a primeira. Nesse momento, por exemplo, são mil e uma coisas que atravessam meu silêncio e o computador, além do Speechless debaixo das cobertas, torcendo para que eu apague logo a luz. Espero a meia noite chegar para consultar o site da Gazeta e descobrir quais as estréias de cinema da sexta. Terei tempo para assistir alguma que seja interessante? Nem eu, nem ninguém sabe, porque como disse o grande Machado: “o destino, como excelente dramaturgo, não antecipa as peripécias nem os desfechos...” E daí, onde estava? Ah, sim, nas mil e umas... Viajar em direção ao amor às vezes pede uma vam e oitocentos quilômetros, às vezes não é preciso sair do lugar... e às vezes é tudo e mais muita coisa! Fomos, eu e o Grupo Delírio, numa viagem de oitocentos, via Br 116 e Bandeirantes, para Sertãozinho, noroeste de São Paulo. Viver e fazer “Kafka” e “A Vida Como Ela É”, na 24a. Mostra de Teatro! Grande cansaço de estrada entre a temporada de “Kafka” no Teatro José Maria Santos. Esperava essa viagem com ansiedade e desejo. Por quê? Porque tenho grandes amigos por lá, e entre eles, o Américo, que dá nome à Mostra. Américo! Um descobridor, desbravador, amante apaixonado das coisas do teatro. Há mais de 20 anos que nos encontramos e ficamos horas a fio falando e falando e tomando café e pensando nossos teatros. Ele é um poço de conhecimento, mas o bom mesmo é conversar, reencontrar os olhos, o sorriso e o sotaque! A suavidade da simpatia e a intimidade de quem me conhece por pequenos encontros, apenas uma vez por ano, um ou dois dias... Parece pouco, mas aos olhos da sinceridade é bem mais do que se imagina! Já lá se vão 22 anos de Festival de Sertãozinho (a primeira vez que fui foi no segundo!), então, computando-se as edições em que não fui e somando as outras, não devo ter passado mais do que uns 30 dias com o Américo nessa vida toda! Mas é como se tivéssemos convivido todos os 365 dias de todos esses vinte e dois! Claro, seria injusto não me negar a outros amigos como o Altair, o Beto, o Marcelo e o Zéluis, com que conversei muito e fomos às raias de trocar poetizas. Uma que eu não conhecia (Alfonsina Storni) e outra que ele não, que eu contei (Sophia de Mello Breyner Andresen). E ganhei seu livro de poemas “Imperfeita Quimera”! Ganhei, como sempre ganho, tanta coisa de Sertãozinho! Sempre ganho vida quando vou pra lá e é também por isso que gosto tanto! E do Américo ainda, ganhei força, impulso, abraço, porque na viagem, entre um acordar e outro, o sono sempre trazia uma palavra estranha, que assim, no nada, de repente passou a frequentar minhas reflexões: esterco! Depois eu conto esse caso. Chegamos a Sertãozinho na segunda à noite e a mostra oferecia ao público um stand-up comedy, para esquentar o início da semana: “Engolindo Sapo Para Um Dia Comer Perereca” e o teatro de quase 500 lugares, já estava lotado! Surpresa. O comediante era o Renato Scarpin, velho e querido amigo de outros teatros em Curitiba. Foi, há bastante tempo para o Rio e São Paulo e agora trabalha no SBT. Na terça, pela manhã, nos encontramos no café do hotel. Conversamos durante quase uma hora e ele deu a letra: “Acho que o teatro de classe média vai acabar. É certo. Vai permanecer o grande espetáculo, esse tipo Broadway e o underground, tipo Praça Roosevelt, em São Paulo.” Meio que concordei. Todo mundo, hoje em dia, só quer saber de comédia. A última que fiz foi em 96 (acho): “Histórias Urbanas de Arrepiar”, e não sei não, mas acho que perdi a mão. O Grupo Delírio vive pedindo para experimentar uma comédia e eu não sei se consigo mais. Que fazer? Mas parece que é preciso. E outra palavra passa a freqüentar minhas reflexões: drama. Que fazer? Como fazer? Este post continua amanhã...



Escrito por Edson Bueno às 10h29
[] [envie esta mensagem
]





PARA NÃO PASSAR EM BRANCO

Fui ver “Iron Man 2”. Odiei tanto, achei tão chato, tão óbvio, tão redundante e sem graça; que acredito ter perdido, definitivamente, o interesse por blockusters americanos. Aceito a pergunta “mas por que demorou tanto?”, mas devo reconhecer que sou um romântico em qualquer sentido que a vida possa me oferecer. E agora? Nessa brincadeira já dançaram “Robin Hood”, com o Russel Crowe e a refilmagem de “Fúria de Titãs”, que eu queria tanto ver. Prazer é outra coisa.

 

E...

Este blog só será atualizado na próxima sexta-feira, dia 28, porque estamos indo, eu e o Grupo Delírio, fazer “Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte” e “A Vida Como Ela É Nelson Rodrigues”, no queridíssimo Festival de Sertãozinho. Estamos indo para sermos muito mais felizes do que já somos e ainda, rever, velhos e amados amigos. Esse, podem crer, é um dos grandes eventos do ano. Para nossa arte e para nosso coração!



Escrito por Edson Bueno às 00h36
[] [envie esta mensagem
]





O CARA DA HORA

 

Não é um nome fácil, nem de escrever, nem de pronunciar: Apichatpong Weerasethakul! Seu filme, de título poético e sublime, “Tio Boonmee que lembra de suas vidas passadas”, arrebatou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Tem jeito de filme lindo e inesquecível. Quem distribuirá no Brasil? Quando veremos? Curiosidade!!!



Escrito por Edson Bueno às 22h30
[] [envie esta mensagem
]





EM CARTAZ!!!



Escrito por Edson Bueno às 10h22
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]