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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


JEFF

“Coração Louco” parece ser um filme como uma canção country sentimental e fugaz. Não abre nenhuma nova página nas já conhecidas, batidas e rebatidas histórias de cantores que, depois de grande sucesso, afundam na decadência do álcool, da solidão e do abandono. Difícil esperar qualquer novidade quando a história é essa. Mas “Coração Louco” é um filme agradável, porque pouco ambicioso, mas sincero. Raspa numa sessão da tarde, e, graças à interpretação espetacular de Jeff Bridges, voa alto. Sempre fui fã de Jeff, lembro, empolgado, suas performances em “A Última Sessão de Cinema”, “Starman” e, especialmente, “o Grande Kebowski”, dos Irmãos Coen. É filhote de uma geração de atores intensos, do qual fazem parte Al Pacino e Robert De Niro, por exemplo. E, claro, Robert Duvall, também produtor desse filme e com uma participação afetiva. Aliás, muito bom rever o grande Duvall, do inesquecível “O Poderoso Chefão”. O tempo passa. A verdade é que a placidez da direção de Scott Cooper poupa-nos de momentos desagradáveis e deprimentes. A trajetória do protagonista tinha todos os conteúdos para tal e, talvez, força do conhecimento dos truques de roteiro, fiquei o tempo todo torcendo para que elas não dessem as caras. Sei, sei que deveriam dar, porque então o filme seria mais intenso e porrada, mas não, melhor que não. Então, como se pode ver, é um filme para quem não está muito a fim de ranger de dentes, daí que é perfeito para que se possa usufruir da interpretação charmosa, detalhista, emotiva e madura de Jeff Bridges. Ele vale o filme, que não é doloroso, nem divertido, nem repleto de emoção; mas simples e fácil. E tem belas canções country, sentimentais e fugazes.



Escrito por Edson Bueno às 22h54
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ACREDITEM, UMA LUZ APAGOU-SE!

Kazuo Ohno - 103 anos e uma vida que foi luz e arte!



Escrito por Edson Bueno às 22h55
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TODOS OS ARTISTAS MERECEM O CÉU – 4 (e último post sobre...)

Pois dessa vez deixei Sertãozinho com imensas saudades. Ano que vem a Mostra de Teatro faz 25 anos e (claro!) eu espero voltar para as comemorações com uma grande peça de teatro. E, de novo, rever meus amigos! Hoje, domingo, foi a última apresentação desta temporada de “Kafka – Escrever é um sono mais profundo do que a morte”, no Teatro José Maria Santos. Também vai deixar saudades porque foi uma temporada de muito sucesso. Valeu à pena e, reafirmo às minhas claudicantes convicções, que é preciso continuar fazendo o teatro que faço. Às vezes sou chamado de “esterco” como o cara de não sei onde, mas, de um modo geral, como em “Kafka” tenho meu trabalho reconhecido e o público, estava lá, como sempre esteve, garantindo as certezas. E eu vivo e me alimento de sonhos. Assim é. No sarau da Banda Nuvens, na Fnac, do Barigui, semanas atrás, meu amigo Petry perguntou se eu tinha algum sonho ainda por realizar. Rs. A resposta foi a mais vulgar e simples: encenar um dia “Cabaret - O Musical”, com meus atores, cantores e uma orquestra. Quem sabe? Se um dia quase consegui, por que ainda não pode acontecer? E “Kafka”? Está longe de acabar. Ainda temos uma viagem para o Festival de Jacarezinho (graças ao querido amigo Danilo!) e com patrocínio da Caixa, vamos para Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. E depois, o imponderável! Agora falando de presentes. “Melody – Quando Brota o Amor”. A primeira vez que assisti a esse filme, tinha quinze anos e foi no Cine Condor (claro, extinto!). Nunca fui muito precoce, então que no escurinho do cinema, assistindo a esse filme, despertei para o amor e meus mais profundos sentimentos. Na época assisti cinco vezes e nunca o esqueci. Mas não foi lançado no Brasil nem em VHS, nem DVD, nem nunca o vi passando em TV aberta ou a cabo. Ficou perdido no tempo e nas memórias. E o Guilherme, que sabia da história, presenteou-me como uma surpresa amorosa. Estava me aguardando na portaria do edifício onde moro, na chegada de Sertãozinho. Apenas um bilhete o acompanhava: “Para Edson Bueno”. Rs. E claro, eu o vi de novo na mesma quinta-feira da chegada. Foi lindo, talvez nem tanto quanto eu esperava, mas foi uma mistura de saudade, pureza (que em assuntos de amor ainda não perdi!) e gratidão, pelo presente especial. Saber dar um presente especial é uma arte, que eu (acho) não tenho. Mas o Guilherme tem e me deu imensa felicidade. E só pra não deixar passar em branco, se “Melody” despertou-me para o amor, “Os Pássaros”, do Hitchcock despertou-me para o cinema. Os dois filmes mais importantes da minha vida! Gifts! E o Zéluis, de Sertãozinho, mandou-me por e-mail, o último poema escrito por Fernando Pessoa, pouco tempo antes de morrer. Perguntou-se se eu o achava lindo. Imagine! Sem brincadeira, eu, ultimamente, tenho vivido sob diversas emoções e meus sentimentos estão à flor da pele. Então que o poema divertiu-se pelas minhas veias e artérias e eu imaginei que se o drama no teatro não está morto, visto o público de “Kafka” em Sertãozinho e Curitiba; imagino que a poesia sincera e inspirada, aquela que compreende nossos paradoxos, contradições e fragilidades, é mais viva que nunca. Aí o poema. E quanto aos artistas, como eu? Merecemos o céu e muito mais, porque esparramamos ideias e emoções, rompemos preconceitos, defendemos a liberdade e amamos as diferenças. E mais, nos entregamos de corpo e alma aos outros, para que nos amem ou odeiem. Assim é. Merecemos o céu porque não temos medo do inferno. Então... Pessoa...!

 

Há doenças piores que as doenças

 

Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.

 

Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.

Fernando Pessoa



Escrito por Edson Bueno às 23h59
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TODOS OS ARTISTAS MERECEM O CÉU – 3

Perda absoluta de tempo e palavras é comparar nada com coisa nenhuma. Mas, se por um lado me falta tempo, por outro também não me sobram tantas palavras assim, então que vale dizer que fui assistir “Fúria de Titãs”, a nova versão em 3D (?), nas paradas e fazendo sucesso. O primeiro filme, de 1981, com efeitos especiais do grande Ray Harryhousen, se perdia em técnica, mantinha intacta a pureza na leitura aventurosa da mitologia grega. Esse segundo, embora tenha (óbvio!) efeitos especiais interessantes e de última geração, é completamente babaca quando contrapõe mitologia e seres humanos. Enquanto o primeiro é pura mitologia, esse segundo quer valorizar a raça humana em relação aos mitos. Burrice atroz e atrofia de ideias. Mitos são imaginação e elas devem sempre estar à nossa frente. E mais ainda, mitos são criações nossas e na inversão dos roteiristas burros, o que era beleza vira guerra. Além do que, o primeiro tinha, em momentos de sublime canastrice, gênios como Lawrence Olivier, Flora Robson, Maggie Smithe e Burgess Meredith. E esse? Ralph Fiennes fazendo o Voldemort de Harry Potter com maquiagem pior. Mas, também querer procurar chifres em cabeça de cavalos hollywoodianos é mais perda de tempo ainda, então que vale a brincadeira e o filme é bastante divertido. Meio sem graça, mas divertido, porque a companhia era adorável, sentado ao meu lado, enfiado em um óculos 3D e devorando um Subway turbinado! Fim. Volto agora a Sertãozinho, para contar a quarta-feira quando fizemos “A Vida Como Ela É Nelson Rodrigues”, com o teatro abarrotado de gente e um clima de júbilo geral. Mas a peça não foi aquelas coisas. Perdeu o foco em diversos momentos e a plateia impacientou-se. Nada muito grave, mas se pensarmos que a busca de um apuro artístico é o verdadeiro objetivo, a apresentação de quarta foi um retrocesso. Acontece porque do ponto de vista da dramaturgia e do jogo de cenas, “A Vida...” é infinitamente mais elaborado que “Kafka” e exige mais atenção e concentração. Não deu e ficou no ar um certo sentimento de frustração, embora o público tenha aplaudido em pé, vibrante e cheio de entusiasmo. O elogio do Zéluis, ao final, reflete um pouco a coisa: “Edson Bueno, você é mais cruel que o Nelson Rodrigues!” Um bom comentário, melhor que uma bofetada! A sensação de que poderíamos ter arrasado ficou atravessada na garganta. No restaurante, no jantar, aquele mesmo senhor simpaticão que no dia anterior tinha se derramado em elogios e carinhos, olhou-me de longe, com olhos de juiz, como se nosso Nelson Rodrigues tivesse sido um crime e não uma apresentação de teatro. Acontece. Ser artista de teatro é quase sempre uma atividade muito próxima da condição do réu kafkiano: estamos sempre prontos a ser condenados sem nem mesmo sabermos direito do por quê. Mas fica a impressão, fortíssima, de que quando mais acertamos é quando mais acreditamos na nossa falibilidade. Humildade faz bem à arte; e trabalho mais ainda. E depois? Bem, como iríamos voltar para Curitiba na madrugada, todo mundo para a cerveja! Embarcamos e o ronco dominou boa parte da viagem, artistas bêbados (nem todos!) e babando na gola da camiseta, até um enorme engarrafamento na Br 116, provocado por um acidente com um caminhão de bananas! Chegamos em Curitiba à tarde, meu Speechless, cuidado com amor pelo Áldice, estava lindo e cheiroso, tosado e amoroso. Como disse Temple Grandin: “só quem não tem um cachorro não sabe que eles têm espírito!” Eu tenho e sei. Mas antes, na portaria do edifício, um presente, de alguém que me ama muito, sei, porque não era um presente qualquer: o bilhete dizia apenas “para Edson Bueno” e dentro do pacote um DVD, o filme “Melody – Quando Brota o Amor”, de 1971, com Mark Lester, Jack Wild, Tracy Hide e músicas dos Bee Gees. Filme de uma longa história e que eu conto a seguir, porque para finalizar esse tema, falo de dois presentes. Porque este post continua e termina amanhã.



Escrito por Edson Bueno às 11h17
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Escrito por Edson Bueno às 02h45
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