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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


O DIRETOR, O ESCRITOR, A JANELA E O CINEMA

Durante boa parte da minha vida, me imaginei dirigindo um filme. Qualquer filme. O tempo foi passando (veloz!) e a ideia ficando cada vez mais distante. Ás vezes eu me pergunto onde andaria o Spielberg, produtor, que assumiria o risco de me convidar para dirigir um filme, como ele fez com o Sam Mendes, diretor de teatro, em “Beleza Americana”? Claro, delírios de pensamentos com as devidas proporções guardadas. Tempos atrás, numa conversa, entre tantas, sobre a vida e a arte, o Áldice perguntou sobre quando eu faria meu primeiro filme. E eu, respondi sem pestanejar, o que até me surpreendeu: “Filme? Acho que eu não nasci para fazer filmes, nasci para ver filmes!” Porque afinal, gosto tanto! Desde a adolescência, uma das minhas felicidades clandestinas. Pois bem, terça-feira, no Unibanco Arteplex, me deu, depois de muitos tempos, vontade de dirigir um filme. Porque assisti a um filme que é cinema como eu gosto de cinema: “The Ghost Writer/ O Escritor Fantasma”, do Polanski. A trama é o menos importante, como em alguns momentos especiais de Alfred Hitchcock (“O Homem Que Sabia Demais”, “Janela Indiscreta”), mas o cinema como conteúdo de si mesmo. Porque, no fundo, a história do ghost writer contratado para escrever a biografia do ex-primeiro ministro britânico, depois que o escritor anterior foi encontrado morto numa praia; não foge à famosa tradição de trillers ingleses onde o homem íntegro se vê diante da grande conspiração política e dela arranca uma pista, um segredo, uma jóia preciosa, capaz de escancarar a podridão dos poderes. Quem lembra de “O Jardineiro Fiel”, do Meirelles? Não é muito diferente. Mas Polanski é um artista maior. Um cineasta que não filma acontecimentos, mas usa as imagens para contar de sensações, sentimentos, impressões e estados de alma. Como o Hitchcock dos grandes momentos. De um homem inteligente, um escritório sem personalidade e uma janela com a praia escura ao fundo, ele faz o mais angustiante dos cinemas. Coloca o espectador diante do imprevisto, onde tudo pode acontecer, do pior ao banal. O escritor fantasma em meio a uma conspiração internacional não quer outra coisa a não ser se livrar de um sentimento incômodo: aquele que dá ao homem a sensação de que não é dono de seu destino e que ele é apenas uma peça, mínima e dispensável, de uma grande manipulação. E, como um kamikase, avança para dentro da própria tragédia, consciente de que não pode fugir de seu destino. O cinema de Roman Polanski é trágico, dramático, é um labirinto de dentro do qual ninguém sairá ileso. Nem personagens, nem público. Pode-se dizer que é um jeito antigo de filmar, aquele onde o plano comunica mais do que o corte. Sim, nesse sentido é como se estivéssemos assistindo a um filme da década de 50,  aquele onde, da construção da imagem, plano após plano, o próprio cinema é mais importante do que a lógica da ação; o que está em jogo é a sensação vivida na platéia (próxima à angústia) e a beleza da concepção.A elaboração da imagem vale o exercício. O personagem de Polanski é sempre alguém que busca a grandeza na decadência. Pouco importa o desfecho, o importante é clarear a alma com a descoberta, seja ela qual for. Algo como se o conhecimento nunca trouxesse felicidade, ao contrário. Assistir a “The Ghost Writer” e permitir-se, é viver uma experiência de cinema, onde música, fotografia, planos, movimentos de câmera, cortes, olhares e silêncios são começo e fim de tudo. Onde, da artificialidade da arte, revela-se a verdade da arte. Grande e espetacular cinema nos oferece o senhor Roman Polanski, aos 77 anos! Aliás, hoje, consultando a idade dele no site Imdb, descubro que fazemos aniversário, eu e ele, no mesmo dia: 18 de agosto. Leoninos. Talvez eu fosse um Polanski, se tivesse embarcado de cabeça no cinema. Talvez, ainda um dia, eu encontro um Spielberg corajoso!



Escrito por Edson Bueno às 14h10
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BLOGS LEGAIS DO UOL

Hoje o Uol fez a comunicação de que o meu blog foi considerado um dos “Blogs Legais do UOL”. Viva! Viva! Viva!

 

[UOL Blog]  
Olá!
Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parabéns!



Escrito por Edson Bueno às 18h06
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A TEORIA DA PASTA DE DENTE

Você não a conhece? Pois você tem duas maneiras: a primeira é observar atentamente todo o movimento da sua própria vida, as opções do passado que o trouxeram ao presente, os compromissos que fazem as suas relações serem mais ou menos fluidas, o que dói e porque dói, o que é engraçado e o que é triste... e assim por diante; a segunda é assistir “Tudo Pode Dar Certo”, de Woody Allen. Garanto, a segunda é mais divertida, esperançosa, inteligente e movida pelo sonho. Dizem que o roteiro de “Whatever Works” foi escrito há mais de 20 anos quando Woody estava no auge do seu talento. Talvez. Provável. Mas o negócio é que ele ousou tirá-lo da gaveta e, com certeza, mexeu aqui e ali para dar-lhe um aspecto contemporâneo e necessário (em épocas conservadoras), mesmo com a estrutura de uma peça de teatro boulevard. Aliás, à exceção de seu protagonista, Larry David, todos os outros atores carregam, até com certo charme, uma interpretação composta, meio teatral, evidenciando o jogo de cena e, principalmente, fazendo o que Woody faz melhor, o cinema da palavra. Woody não é rico em imagens, para ele é tudo muito simples, porque o que interessa nem é o destino de seus personagens, que muitas vezes ele resolve ao estilo “deus ex-maquina”, mas o que dizem. Vai distribuindo em suas bocas as falas mais inteligentes, cruas, ásperas e realistas, mesmo que, vez ou outra, pareçam paradoxais. Sem problemas, em seu melhor (como nesse filme!), Woody escancara-se em ideias que muitas vezes só funcionam no cinema. Mesmo que em nosso sonho e na ficção desse gênio, elas bem que poderiam ser verídicas. Em “Tudo Pode Dar Certo” ele exercita a transformação. Quem somos nós? O que fazemos de nossas vidas? Até que ponto temos a coragem de dar novos rumos a ela para buscar uma zona de mais conforto, prazer e, sublime paradoxo, loucura? Seus personagens, em minutos, abandonam o passado, por um futuro sorridente, onde o que importa não são as aparências, mas a verdade e o bem estar. Eles desfilam durante boa parte da narrativa, o mais patético e ridículo de suas opções de vida, para, de um momento para o outro, desistir de dogmas, conceitos e utopias e atirar-se de cabeça na vida. É muito lindo! E livre! É como se nos convidasse para a placidez dos sentimentos, porque na felicidade, o sorriso é mais criativo que mil e uma palavras e frases de efeito; que só funcionam mesmo quando a vida é conflituosa e dói. Não gosto de contar detalhes de um filme, mas um diálogo me parece tão esclarecedor que vou entregar aqui. Em determinado momento um personagem acidenta-se com outro. No hospital ele pergunta à acidentada, o que ela faz. Ela responde que é médium. E ele rebate perguntando por que então ela não adivinhou que seria vítima do acidente? Ela pensa um segundo e dispara: “talvez eu soubesse”. A alegria (mais que a felicidade!) está depositada em lugares que precisam de coragem. Quando Woody dá aos seus personagens essa coragem, ele liberta-os, e com eles, liberta o cinema e nós, humildes espectadores. Maravilhoso, apaixonante Woody Allen! Eu o amo e sempre amarei!



Escrito por Edson Bueno às 22h47
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O PROFETA – FILMAÇO!!!

 

Na semana passada o Unibanco Arteplex brilhou com um Festival de Cinema Francês contemporâneo. A loucura dos últimos ensaios em “A Vênus das Peles” me impediu de assistir a todos os filmes. Mas, na quarta-feira, fugindo da responsabilidade, fui ver um, na primeira sessão da tarde: “Um Prophéte”, de Jacques Audiard. Uma maravilha!

 

Tahar Rahim e Niels Arestrup: o melhor, do melhor, do melhor!

O melhor filme de gangsters/máfia de todos os tempos é “O Poderoso Chefão”, do Coppola; mas o cinema americano é pródigo no gênero: “Scarface – A Vergonha de Uma Nação”, de Howard Hawks, o outro “Scarface”, de Brian de Palma, “Os Bons Companheiros”, de Martin Scorsese, “Bonnie & Clyde” de Arthur Penn e até (por que não?) “Pulp Fiction”, do Tarantino. É um gênero tipicamente americano, até porque a palavra gênero, relacionada ao cinema, é uma invenção da indústria hollywoodiana para facilitar o encontro entre o produto e o seu público. E, no assunto, muita gente pode cobrar a presença de “Era Uma Vez Na América”, de Sergio Leone, “Uma História de Violência”, do Cronenberg, o italiano “Gomorra” e até “Os Infiltrados”, do grande Scorsese.  Pois bem, dá para incluir nessa lista de maravilhas do cinema sobre bandidos, o francês “O Profeta”, de Jacques Audiard; filho direto de qualquer um desses outros filmes. Pode-se dizer que é um filme sobre gangsterismo, sobre a máfia, sobre prisão, sobre educação e aprendizado, sobre transformação do melhor para o pior, sobre a violência, a crueldade; e até que é uma metáfora da Europa e suas diversas línguas que se recusam à mistura. Mas, acima de tudo, é um grande cinema! O cinema francês sempre amou o cinema americano e em seus rasgados elogios foi reciclando a narrativa careta (mas clássica!) e dando a ela o salto da contemporaneidade. Enquanto Michael Mann revisita o gênero com “Inimigo Público”, com Johnny Depp, Audiard dá uma aula de direção e atualiza o formato. Faz um filme forte, intenso, longo, complicado, violento e, acima de tudo, humano e poético. Poderia dizer que é mais do mesmo, porque no fundo é a velha miséria da vida entre os muros da prisão, a escola do banditismo e a transformação do sujeito quase medíocre, no mafioso de primeira, capaz de tudo para resolver seus problemas de afirmação, para não dizer afetivos. Acontece que a narrativa é moderna, vibrante, muito, muito interessante; e, seguindo as lições aristotélicas dos velhos, Copolla, Scorsese e Penn, Audiard constrói um protagonista com a maior cara de bom moço, mas de coração maldito; sem que em momento algum perca o domínio sobre o fascínio do espectador. Mais ou menos como Warren Beatty (Bonnie & Clyde) e Al Pacino (The Godfather) fizeram. Em resumo, você torce para o bandido, até porque o roteiro não deixa dúvidas quanto à natureza vil e miserável do resto da sociedade.  Como em “The Godfater”, tudo é uma questão de lado, já que ninguém presta mesmo; cabe então ao espectador ficar com o, digamos assim, mais humano e mais íntegro (no lodo!). Corre a lenda que Audiard é um excelente diretor de atores e se o exemplo a ser escolhido for o de “O Profeta”, a lenda vira fato incontestável. Seus atores são, no mínimo, excepcionais e Tahar Rahim vivendo Djebena, o aprendiz de mafioso de origem árabe que de bandido tem tudo e só precisa aprender as devidas e necessárias lições, é excepcional; e ainda mais, quando divide a cena com Niels Arestrup, gigantesco interpretando César, o mafioso mor, decadente e agudo; tem-se o melhor do melhor do melhor. “O Profeta” é, muito mais do que eu falo, acho até que muito mais do que qualquer um possa falar; porque equilibra de forma genial um roteiro complexo, uma direção precisa e talentosa e atores excepcionais. E ainda que não falei de direção de arte e trilha sonora, casos à parte. Imperdível! Filmaço para se assistir diversas vezes. Para aprender a ver e a fazer cinema! Para reafirmar minha paixão pelo cinema da paixão: o francês!



Escrito por Edson Bueno às 15h21
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A DOENÇA DA MENTIRA

Fim de “I Love you Philip Morris”, penso: “filme estranho”. É, talvez, o melhor adjetivo para definir o novo e complicado filme com Jim Carrey. Acontece que o Jim Carrey é o tipo do ator “mala”, pouca gente tem dúvidas, embora vez ou outra ele faça um filme bacana como “O Show de Truman” e “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”; mas o papel onde ele se sente mais confortável é o do pentelho insuportável, irritante, compulsivo obsessivo e beirando à demência. Em “I Love...” ele não foge à regra. Seu personagem é interessante, principalmente porque é (aparentemente!) real e tem uma compulsão mórbida em demonstrar a qualquer custo, de que tudo na vida é uma absoluta mentira, menos o amor. Ou seria a patologia? E o cara consegue! Mas o problema, a meu ver, é que se Jim Carrey parece a opção mais óbvia, também é graças à sua interpretação que a credibilidade do filme cai por terra e tudo o que sobra é a ideia, insuficiente para manter um filme vivo, na sala de projeção e na memória. Não só ele, mas também Ewan McGregor, o tal “Philip Morris”. Os dois exageram, dão opções histriônicas e quase cômicas aos seus personagens gays. Não são afetados, são falsos. Quando Jim olha para Ewan e quer demonstrar paixão, só o que os seus olhos conseguem exprimir é loucura e obsessão. E o inverso em Ewan, que tenta dar uma afetação feminina ao seu personagem, mas o resultado é “cartoon”. E, de certa forma, o filme segue a mesma linha. Tudo é tão estilizado e de corte tão cômico que fica a dúvida se os diretores querem evidenciar a condição patética do protagonista, se a sua maluquice, ou o quê. O fato é que, em essência, o personagem de Jim é um “outsider”. Um sujeito que faz da mentira que revela a mentira, a razão da sua vida. Mais do que o amor declarado pelo seu Philip Morris, a sua personalidade autodestrutiva é que chama a atenção. O filme caminha para um final que envolve, inclusive, a necessidade de enganar o espectador, dando a impressão de que até o filme é de mentira.  Devo confessar, que em momento algum consegui me envolver com os dramas, conflitos e maluquices de seus personagens e fiquei com a impressão de que mais do que tudo o filme é um tratado sobre o histerismo e a demência. É verdade, a sociedade é mesmo uma mentira, mosaico de milhares de outras mentirinhas;  todas elas são unidas pela cola das hipocrisias. Já sabia disso antes mesmo de assistir “I Love You Philip Morris”; mas como disse um dia Orson Welles: “um filme é um sonho, pode até ser um pesadelo, mas nunca uma mentira.” E o que é o novo filme de Jim Carrey? Um filme sobre um personagem real que parece irreal e cuja epopéia é um desenrolar doentio que nunca parece verossímel, embora seja verdade. Uma trajetória humana que, por conta de seu ator principal e seus diretores, nunca emociona, sequer choca ou surpreende. É apenas um filme... é de mentira! E estão aí atores e diretores para nunca nos deixar esquecer isso!



Escrito por Edson Bueno às 00h23
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