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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UM LUGAR AO SOL

Charge de Enéas Lour, publicada em seu blog.

Diz lá um velho ditado (bem maldito!) que “o sol nasceu para todos e a sombra só para quem merece”. Maldito, sim; mas o que é merecer? Rs. Meu amigo Marcos Damaceno resolveu responder meu post, mandando uma mensagem onde, para variar resolve me acusar de um crime (?) que nunca, em momento algum de minha vida, sequer ousei praticar. Um crime que ele, corajosamente, desnuda em seu espetáculo “Árvores Abatidas”, e que eu aplaudi, não só pela qualidade artística, mas também pela ousadia. O crime da mesquinharia, da ação reacionária, da xenofobia e do medo (o medo é a nascente do pensamento reacionário). Meu amigo Marcos Damaceno me ofende dizendo eu sou partidário do lema “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Não é o caso, principalmente porque a farinha não é pouca. Nunca saí por aí defendendo esse tipo de mesquinharia, nunca fui à imprensa, nem a órgãos públicos, nem a qualquer tipo de reunião ou assembléia, defender reserva de mercado. Aliás, é justamente esse desespero em garantir seu quinhão em editais, inventando artifícios para que esses ou aqueles ganhem dinheiro sob o argumento que merecem mais ou menos porque são “independentes” ou “novos” ou “clássicos” ou “veteranos”, ou seja lá o que for, que me provoca uma profunda preguiça. Todo mundo sempre quer ganhar! Parece que esse princípio está sempre à frente de um outro, que é o de que todo mundo sempre deveria querer criar! Mas isso é apenas uma subjetividade. Uma rápida olhada pelos resultados dos últimos editais, permite perceber que de uma forma ou de outra, a maioria das correntes de linguagens artísticas, têm sido premiadas. Há uma variedade muito grande de pensamentos em cartaz nos teatros, particularmente no “Novelas Curitibanas”. Então, que me parece óbvio que está tudo aí, exposto, em cartaz, acontecendo, novo ou velho, clássico ou moderno, iconoclasta ou bonitinho (como “Lendas Japonesas”). E não é ótimo? E tudo patrocinado por verbas oficiais. Fica a cargo do público, escolher o que pretende assistir e a quem pretende dar a medalha de “eterno”, “definitivo”, etc e tal. O tempo é o melhor conselheiro. É com o passar do tempo, que se vê o que, de verdade, significou. Eu fico imaginando um jovem arquiteto, que terminou a faculdade, sem ainda ter edificado um único edifício de dois andares, sair por aí vociferando contra o Oscar Niemeyer, chamando-o de ultrapassado. Isso é risível. Em Nova Iorque, Paris, Londres, e em outros grandes centros urbanos todo tipo de linguagem vive e se apresenta. E cabe ao público dizer, com sua presença, do que mais gosta. O que me parece ser a questão fundamental, nesse caso específico, e que se esconde nas entrelinhas, colocando uma sombra sobre o verdadeiro objeto é a guerra pelos editais. Quem merece mais? Isso também é muito simples. Conforme a comissão, a balança pende para um lado ou outro. Se a comissão é formada por críticos ou estudiosos partidários de um teatro mais experimental, vencem os projetos que têm mais essa cara; se a comissão é formada por gente que gosta de Shakespeare ou de um teatro de formato mais clássico, vencem os projetos que têm o formato. Então que a batalha é determinar as comissões. No caso do “Novelas Curitibanas”, os produtores já perceberam que colocar no projeto algum profissional de grandes grupos de São Paulo e Rio, é um fator de pontuação; porque as comissões, normalmente são de críticos e programadores de festivais daqueles centros; e isso lhes dá a certeza de estar apostando em artistas interessados em evolução, já que eles pouco sabem do trabalho que os grupos fazem por aqui; pela simples razão óbvia de que aqui não vivem, nem assistem nossos trabalhos. No último edital, para 06 premiados, havia uma disputa de mais de 30 (ou 40) projetos. Um passarinho me contou que ao final da análise, a comissão saiu-se com essa: “dos projetos apresentados, pelos menos vinte dariam excelentes espetáculos!” Bem, eu quase tive um ataque de riso. Nem dos seis escolhidos, costumam sair seis “excelentes espetáculos”; imagine-se vinte! Nem na temporada de um ano do teatro paulista, por exemplo, consegue-se extrair vinte “excelentes espetáculos”. Mas isso não é o mais importante, o mais importante e que o “Teatro Novelas Curitibanas” vai dando espaço para experimentações, mesmo que elas não passem disso. Algumas passam. Onde chegar? Mais importante é o que buscar: a variedade, o equilíbrio, a naturalidade, a fluidez. Alguns novos autores, como o Alexandre França, por exemplo, não percebem, mas vão imprimindo sua marca e seu nome na naturalidade do dia-a-dia. Suas obras vão tornando-se objeto de discussões e curiosidade. Não vi, até hoje, um só colega artista falar mal de seu teatro. O que ele, como todo mundo, precisa é unir-se. Seguir o caminho fluido que é permitir-se, romper preconceitos, acreditar que a marcha da vida é uma soma. E que a marcha da arte é uma soma de inteligências e talentos. Esse sim é o novo tempo. É com um olho em Sófocles, Shakespeare, Moliere, Wilde, Checov, Jarry, Ionesco, Nelson Rodrigues, Beckett, Orton, Lorca, Arrabal, Tennesse Williams, Koltès, Novarina, etc; e o outro em si mesmo (o autor), que o teatro vai seguir pulsando e significando. Tenho a mais absoluta certeza de que não é com uma espingarda na mão, atirando para o passado e para o presente, que a vida impressa no teatro, vai resistir. Porque insisto: arte não é competição!



Escrito por Edson Bueno às 03h30
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NOVOS E VELHOS...

Pois bem, amigos, esse assunto está longe de se esgotar. Então que ainda pretendo escrever mais dois ou três posts sobre o caso. Acontece que vou exercitar meu teatro em Jacarezinho nos próximos três dias, então que só postarei novas palavras a partir de sábado. Até lá! Para não deixar tudo tão no ar, anoto aí abaixo algumas observações que outros velhos (amigos!) mandaram pra mim em forma de mensagem:

 

Paulo Biscaia -

Plenamente de acordo. Nada mais retrógrado e antiquado que o discurso "novo x velho". Uma coisa é permanente tanto no novo quanto no velho: o que é bom e o que é ruim, o que tem algo a dizer e o que fala ao umbigo (e em seguida evapora), o que tem atitude real e o que é lavado ou covarde. Acredito que estes são parâmetros mais adequados para falar de arte. E ainda existe espaço para as subjetividades no meio disso tudo, mas com parâmetros coerentes, por favor! Me perdoem esta frase que repito como um mantra: ESTOU CANSADO DE VER COISAS NOVAS. PRECISO URGENTEMENTE VER COISAS BOAS!!!

 

Maurício Cidade –

Não duvido que esse caras sejam bons. Mas esse papo de "o que faço é o Novo (Bom?) e o resto é o Velho (Ruim?)" é bem mais antigo que Shakespeare, é mais antigo até que eu. E é de uma profunda arrogância e ingenuidade ao mesmo tempo. Vejo como discurso de quem busca autoafirmação. Todo artista está buscando, sempre, um outro olhar, uma outra forma. Mas arte não é linear, o novo não substitui o que veio antes, muito menos é necessariamente melhor. Por acaso Shakespeare substituiu Sófocles? Beckett substituiu Shakespeare? Cage tornou Mozart obsoleto? Picasso nos fez desprezar Leonardo? Hitchcock é lixo, depois de Scorsese? Penso que se alguém não vê em Hamlet ou em Medéia o homem (ou a mulher) de hoje, o problema está no leitor.

 

Guilherme Fernandes –

Manda eles se foderem. É inveja! Pobreza - de espírito - é uma merda!

 

Eloise Grein –

Ai, gostei do seu post no blog... sobre os novos autores, diretores, etc...eles têm que ir à luta, trabalhar, fazer, suar a camisa, se esbaldar, sofrer, montar etc etc...não adianta só ficar falando e  reclamando, etc...pois se o novo realmente tiver valor e for bom, certamente será apreciado, curtido, recomendado, louvado, admirado...beijo!

 

Enéas Lour –

Certo, Edson! Como sempre "aguerrido e irritadiço" ... Perfeito! Beijo.

 

... e um pensamento mais do que lúcido!

 

“Se conseguir um dia se livrar de seus restos e andrajos e dos desconfortáveis vínculos que o unem ao passado, o modernismo perderá todo o seu peso e profundidade, e o turbilhão da vida moderna o alijará irreversivelmente. É somente mantendo vivos esses laços que o ligam às modernidades do passado – laços ao mesmo tempo estreitos e antagônicos – que o modernismo pode auxiliar os modernos do presente e do futuro a serem livres.” – Marshall Berman



Escrito por Edson Bueno às 13h14
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A NOVA ONDA DO IMPERADOR

Como disse Bernard-Marie Koltès: “é preferível encenar um autor contemporâneo, com todos os seus defeitos, a encenar dez Shakespeares.” E ele tinha razão, principalmente se você é um  autor contemporâneo e não consegue colocar mais do que 20 amigos na plateia do seu teatro, enquanto Shakespeare, velhinho, velhinho, segue firme e forte, comunicando e falando do ser humano que “é tanta coisa e pode ser tanta coisa”, suprema frase feita do Preto, que só por sua construção literária já dá pra se ter alguma ideia do que seria um texto inteiro seu, senão copiado na forma e no conteúdo, do Koltès, do Novarina, etc e tal. É claro, que Curitiba, como qualquer lugar do mundo precisa do novo, precisa de novas respirações, precisa de juventude e originalidade. Mas alguma vez alguém foi impedido de exercitá-la? É preciso que os governos autorizem? É preciso que o prefeito e o governador avalizem dando dinheiro para que os novos autores se manifestem e exerçam o novo? A arte não é uma livre expressão? Até, como experiência e desejo revolucionário, os novos autores e os novos diretores deveriam exercitar-se e produzir espetáculos como acham que sejam importantes, sem qualquer apoio governamental; e deles tirar a certeza de que realmente estão comunicando-se com seu tempo. A plateia cheia, vai ser o aval de que tanto eles necessitam. Não vai ser numa reunião de quinze em quinze dias, no palco do Teatro José Maria Santos, que a revolução e a originalidade vão dar as caras. Um dos movimentos mais impactantes das artes, foi o modernista, do final do século XIX/século XX (antigo!!!). Dele despontaram Baudelaire, Picasso, Kafka, Stravinski, Schöenberg, Edouard Manet, Alfred Jarry, Beckett, etc, etc., artistas voltados para um objetivo sempre muito claro: tomar um caminho novo, desconhecido, revolucionário e, além de tudo, um gosto especial pela insubordinação. Mudaram a arte e deram-lhe geniais caminhos. Mas quantos existiram? Dezenas, centenas. Quais permaneceram? Realmente deram o seu recado? Aqueles que encontraram um cliente. Aqueles que encontraram seu consumidor. E para nenhum deles, o consumidor era o governo. Nenhum deles precisou da ajuda governamental (leia-se dinheiro!) para realizar suas maravilhosas revoluções, como é o caso, por exemplo, de “Lendas Japonesas”, de Patricia Kamis, um exemplo vivo de originalidade, modernidade, inovação da palavra, ousadia e de linguagem absolutamente diferente de tudo o quanto já se viu em termos de teatro, desde que a primeira peça foi encenada em Curitiba. E mais ainda, um exemplo de contemporaneidade que encontrou em Preto um diretor comparável a Patrice Cheréau, que dirigiu os espetáculos de seu marido Koltès. Em resumo: “Lendas Japonesas” é a verdadeira revolução da dramaturgia e da encenação no teatro de nossa cidade. Pulsante e original! E porque reclamam? Não foi patrocinada pelo governo? Tomando como exemplo esse espetáculo, podemos ter uma ideia bem clara dos novos rumos de nossa dramaturgia e encenação. O novo está presente e claro no Teatro Regina Vogue todos os sábados e domingos as 16h. É só ir lá e conferir. Mas aconselho, é bom ir ao teatro munido de óculos escuros e protetor de ouvido, porque a explosão do novo é de tal magnitude que o desavisado espectador pode ficar cego e surdo. Ok! A fila anda. As gerações vão se apresentando quer queiramos ou não, outros (não novos!) autores, diretores, atores, produtores, vão dando as caras e fazendo seu teatro, quer queiramos ou não. Mas não venham me dizer que o que vimos, em termos de dramaturgia, no palco do Teatro José Maria Santos, durante o Festival de Teatro, seja minimamente comparável a Koltès, Motton, Maxwell, Novarina, etc. Sinto muito. Então que essa “urgência” que os autores que se apresentaram na matéria da Gazeta do Povo de domingo, acreditam exista em Curitiba, para novas dramaturgias, precisa sim ser testada, oras! Então, que vão à luta! Querem o quê? O consentimento da mamãe? O aplauso da vovó? A Gralha Azul? Uma carícia do prefeito? Um tapinha na bunda do governador? Querem que eu, o Enéas Lour, a Fátima Ortiz, etc e tal sejamos atropelados por um ônibus desgovernado na Praça Tiradentes e morramos, para que o caminho fique livre e então eles possam dizer a que vieram? Ou melhor, querem que os Editais nunca mais nos dêem dinheiro para fazermos nosso teatro antigo, e que dêem a eles para que façam seu teatro tão urgente e necessário? É isso? Eu sou de opinião que quem quer fazer as coisas, faz, não fala. Nunca fui de dar conselhos, mas não vai ser copiando o estilo do Koltès, que faleceu há 21 anos, nem a dramaturgia, os personagens e o estilo do Lagarce (Apenas o Fim do Mundo), que o novo vai surgir. Enfim... como eu disse, a fila anda. Sou o primeiro a curtir o novo e aplaudir o belo. Aliás, essa conversa de que “o novo precisa aparecer para que as pessoas percebam o velho”, como diz o genial autor e diretor Preto, é mais velha que Shakespeare!



Escrito por Edson Bueno às 17h18
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