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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


EMOÇÃO, TRAGÉDIA E CHATICE

"Agora a mão de Deus é minha!" - Soares, do Uruguai.

Eu sei, sei que falar é fácil, mas não dá pra deixar de reconhecer que a nossa seleção nesse ridículo jogo com a Holanda, foi frouxa e bateu cabeça. Na prática é assim: diante da primeira seleção mais ou menos que pegamos pela frente, perdemos. Há quem diga que perdemos para nós mesmos, supremo clichê. Mas é a verdade. Nem vale a pena comentar esse ou aquele jogador porque tudo ficou muito claro, mas houve um momento em que, sinceramente, senti pena. Foi um lance assim, meio perdido, onde o coitado do Nilmar olhava, perdido, procurando a bola, em qualquer lado. Uma tristeza. Na verdade foi simples, uma questão de competência.  E se alguns jogadores como Maicon, Lúcio e Robinho, mostraram a que vieram, os outros estiveram a quilômetros do que se esperava deles. Menos, claro, Felipe Melo, que a crônica esportiva (embora suas falhas, também...) previa, mesmo antes da Copa, que seria expulso. Foi. O pior é que não foi um jogo emocionante (como Uruguai x Gana!), foi sem graça, melancólico e bobo. Como torcer se tudo era tão evidente? Penso que poderia ser bem pior. Perdemos, na bobeira, de 2 x 1 para a Holanda, mas já pensou o vexame de perdermos de 5 x 0, na final, para a Argentina? Esse é um time que chegou aos frangalhos para a Copa e, aos frangalhos, foi ganhando de times fracos como Coréia do Norte e Chile, empatando com um time mal armado pelo técnico, como Portugal; e perdendo para uma seleção sem inspiração e quadrada como a Holanda.  Sempre digo que a Copa do Mundo é um espetáculo de tragédias, afinal todo mundo perde e só um ganha. É uma sucessão de tristezas, fracassos, e brutos homens sentados no gramado, mãos no rosto, e lágrimas escorrendo entre os dedos. Talvez aí esteja a verdadeira beleza do espetáculo. Tão impressionante aqueles narcisos negros, fortes, poderosos, desmontando-se em tristeza porque um pênalti bateu na trave e perderam a chance de ir à uma inédita semi-final. Falo dos incríveis, lutadores, gigantes jogadores de Gana. E o que foi o Soares, do Uruguai, transformando-se em goleiro no último instante da prorrogação, salvando uma bola com os pés e outra com as mãos, em segundos? A expulsão mais heróica de todos os tempos! Uma seqüência de emoções que já é, salvo alguma que ainda venha, o mais belo momento da Copa 2010! Dunga fala sempre que heróis são os que vencem. Mais ou menos. Heróis são os que lutam e vencem a si mesmos! Esse Soares, do Uruguai é o cara! E daí se o Uruguai chegar aos frangalhos para a semi-final com a Holanda? Tenho certeza de que, ainda assim vai ganhar e, tantos anos depois, vai fazer uma incrível final com a ... Argentina. Será um jogo de grandes lutadores. O espetáculo está garantido. A Seleção Brasileira não nos faz sofrer mais. Uma pena. E se Maradona e seus comandados levantarem a taça, vai ser épico... e se o Uruguai levantar a taça, vai ser a maior Copa de todos os tempos! É isso aí! Alguém pode me dizer que eu não deveria menosprezar Alemanha e Espanha. Sim, claro! Mas eu não estou escrevendo, estou torcendo...

 



Escrito por Edson Bueno às 20h36
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DESUMANIDADE


Tenho um faro finíssimo para cinema. Dou uma olhada no jeitão do filme, no título, no cartaz, etc. e, de repente, uma preguiça enorme toma conta de mim. Desisto do filme. E quase sempre acerto. Meu pai chamava alguns filmes de “xarope”. Pois é, esse faro tem feito com que eu vá bem menos ao cinema do que já fui. E, de repente, estreia “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, de um diretor sueco de quem nunca ouvi falar (Niels Arden Oplev) e com um cartaz horroroso, escolha equivocadíssima da distribuidora Imagem Filmes. Bateu a preguiça e eu deixei passar. Domingo passado assistindo ao “Manhattan Connection” (o melhor programa da televisão brasileira!), os caras resolveram falar de Stieg Larsson o autor da trilogia “Millennium” (que na verdade constitui quatro livros!) e das aventuras do detetive Mikael Blomkvist, criação do escritor sueco e de uma aventura literária de sucesso. Infelizmente Larsson faleceu aos 50 anos em 2004, mas a obra permaneceu e vai virando cinema. Então que a lâmpada acendeu e eu resolvi que tinha que vê-lo, já que não pretendo ler os livros. Corri porque o filme vai encerrando sua carreira, fracassada nos cinemas brasileiros. Cinema espetacular. Surpreendentemente com paralelos ao argentino “O Segredo dos Seus Olhos”, o policial sueco deita e rola nos clichês de filmes policiais e de investigação, mas constrói uma atmosfera terrível. Digo terrível porque o filme argentino, apesar da violência, explora uma atmosfera romântica, e por isso mesmo mais sedutora. Acontece que um filme sueco, seja de que gênero for (vide “Deixa Ela Entrar”) é sempre uma investigação da alma. É sempre uma aventura pelo doloroso estado de ser, sobreviver, permanecer íntegro numa sociedade que de civilizada só tem a casca. Em “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, tudo é fruto da selvageria, da condição primitiva, apesar de todo o avanço tecnológico ou social. É um filme de sobreviventes. A trama de assassinatos e desaparecimentos, até por sua artificialidade (como em “O Segredo...”) é uma ponte para dissecar o corpo de uma sociedade limpa por fora e apodrecida por dentro. Um filme sobre a desumanidade. Em determinado momento, o jornalista Blomkvist pretende justificar os atos de um assassino, alegando sua criação familiar. Logo é rebatido pela “garota com a tatuagem de dragão”, o personagem mais fascinante do filme: “todos tivemos nossas escolhas...”. Ou seja, a tal desumanidade, apesar de toda a evolução da civilização, é apenas e ainda, uma questão de livre arbítrio. “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” é um filmaço! Como “Deixa Ela Entrar” é uma nova página para os filmes de terror, esse é uma outra para os policiais. Talento e inteligência unidos para um excelente cinema. Maduro e instigante.



Escrito por Edson Bueno às 15h34
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ALHOS E BUGALHOS CINEMATOGRÁFICOS

Nos últimos dias, envolvido com patacoadas teatrais e a Copa do mundo, além de muito (Thanks God!) trabalho, não encontrei tempo, nem pra pensar, nem pra escrever sobre filmes. E até que fui bastante ao cinema. Quem sabe agora, pra atualizar a agenda, eu possa falar sucintamente sobre eles. E, com exceção de uma surpresa (só pra mim!), todos os quatro eram muito bacanas. A começar, claro, pelo melhor deles: TOY STORY 3, em Imax – 3D, na companhia da Laura, do Sid e do Pedro (vivíssimo, curtindo tudo!). A Pixar consegue desenvolver histórias e refazê-las, com muita sensibilidade. TOY STORY 3 é, como disse o Luiz Carlos Merten, um filme que agradaria muito a Ingmar Bergman. Porque em sua viagem existencial (bonecos?), ele consegue, ao mesmo tempo ser brutal, soturno, mórbido, doloroso, melancólico e cruel. E por outro lado, divertido, engraçado, intenso e emocionante. Não é fácil falar de perda, carência e abandono, sem, de alguma forma machucar. TOY STORY 3 não se furta a isso e desenvolve seus personagens no limite da sinceridade. Todas as emoções de uma vida, realmente vivida, estão lá. E os criadores da Pixar se propuseram a oferecer a Woody, Buzz e seus companheiros, o maior número delas, boas e más, simples e complexas. No cinema pasteurizado dos nossos tempos, é raro um filme conduzir-nos sempre no fio da navalha da emoção. TOY STORY 3 me fez chorar, porque o reencontro com esses personagens, definitivos em nossa galeria cinematográfica, é sempre impactante! Cinco estrelas! Por mim pode vir o 4, 5, 6, etc. Outro filme: OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE, de Esmir Filho (o diretor do sucesso YouTube “Tapa Na Pantera”!). Um filme praticamente abandonado numa única sessão às 14 horas, num cinema de Shopping, sendo exibido para meia dúzia de gatos pingados. Mas tão interessante, tão bem dirigido, tão especial. Com trocadilhos, um filme no limite do suicídio. Um adolescente com incertezas de todos os tipos (profissionais, sexuais, familiares, etc.) conecta-se com o mundo pela internet, vivendo numa cidadezinha (mínima) gaúcha de colonização alemã, onde o sentido da vida (pelo menos para ele) é nada. O vazio existencial leva muitos habitantes a suicidarem-se se atirando da ponte da cidade. O que fará o protagonista? É a viagem sensorial e sentimental do menino, que Esmir filma. Com incrível sensibilidade e competência técnica. Sem medo de errar, ele vai empurrando-nos para dentro da dúvida do rapaz e embalado por uma trilha fantástica (até com Bob Dylan!) assistir a esse filme é uma incrível experiência. Mas quem viu? Quem não viu, não sabe o que perdeu. E eu, ainda de surpresa, reencontrei na telona, vivendo um personagem emblemático, minha amiga Adriana Seiffert, luminosa e encantadora! Bem se o assunto são dúvidas existenciais, que tal um filme sobre uma relação homossexual no núcleo de um bairro mais do que ortodoxo judeu, em Jerusalém? Pois PECADO DA CARNE (nome idiota para EYES WIDE OPEN) resolve colocar a mão no vespeiro. Um bom pai de família, com quatro filhos, resolve se envolver com seu empregado sedutor, lindo e enigmático. Resolve não, porque essas coisas são da alma. Então, que a vida resolveu por ele. Mas o mundo é o mundo e os homens nem sempre tem coragem de viver a própria vida. Decidem viver a dos outros e morrer na casca. O resultado é, digamos assim, uma reflexão (sei lá!) sobre o preconceito e a covardia. Não gosto muito de histórias que não propõe transformações. Elas sempre me parecem inúteis, já que qualquer pessoa adulta sabe o quanto é difícil lutar com os conceitos preconcebidos. Daí que saí do cinema meio como entrei. Acho PECADO DA CARNE, cheio de boas intenções e raro pela sua procedência, mas próximo a uma varada na água. É bom cinema, mas medroso. A surpresa? O sueco OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES. Sensacional! Mas deixo para o próximo post. Até!



Escrito por Edson Bueno às 13h03
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MARADONA E PELÉ...

... ou Pelé e Maradona? Costumo dizer que nenhum brasileiro até hoje, fez pela imagem do Brasil, o que Pelé fez. Nenhum, em nenhum momento da história. Devemos a ele e sua genialidade coisas de que nem imaginamos. Certa vez o “Fantástico” arriscou uma experiência: Pelé estava dentro de um edifício na Quinta Avenida, em Nova Iorque. Pois bem, ele sairia para a rua e os jornalistas do “Fantástico” marcariam quanto tempo levaria para que o primeiro transeunte o reconhecesse. Pelé saiu e em exatos 13 segundos, o primeiro sujeito aproximou-se e pediu autógrafo. Outros segundos depois e ele estava rodeado de pessoas, querendo pegar, fotografar e falar com o ídolo eterno. O que é tudo isso? Na verdade falo de Pelé porque quero falar de Maradona. Se um lado invocado meu torce contra a Seleção Argentina e se irrita com as provocações e arrogâncias dos hermanos, principalmente quando o assunto é futebol; um outro eu, mais civilizado, tem profunda admiração pelo futebol argentino e, principalmente, por Maradona. Maradona é vida pulsante, que se recusa a virar pedra. Dias atrás ele deu mais uma de suas declarações polêmicas, dizendo que Pelé era museu. Sou obrigado a concordar. Pelé, desde a Copa de 70 (40 anos atrás!) virou estátua. Ele até fala de si mesmo na terceira pessoa. Enquanto Maradona; moralistas e conservadores à parte, está sempre em movimento e em transformação. A fama e o dinheiro não tiraram dele a humanidade. Hora é o genial atleta que ganha a Copa para a Argentina até com gol de mão, ora é o viciado em cocaína e, perseguido sabe-se lá porque máfias, de repente ele renasce como jogador e é arrancado de uma outra Copa, pelas mãos de uma enfermeira com cara de “hindenburga”, flagrado em “dopping”. Aí passa mal, quase morre, é hospitalizado e se refugia, doente, na ilha de Fidel Castro; e anda pra lá e pra cá com a camiseta do Che no peito. Volta para seu país que o adora inventa um programa de televisão onde faz e acontece como um menino. Adora câmeras e adora existir, estar presente e fala, fala, fala, sem pudores, nem controle. E, como um maluco apaixonado, aguerrido e carinhoso, transforma-se em técnico da Seleção Argentina! E sai pela Copa do Mundo ganhando, dando show e dá-lhe mais declarações tão malditas como divertidas: “Graças a Deus que temos o melhor jogador do mundo (Messi) e graças a Deus que eu sou o técnico!” Maradona corre o risco, não tem medo. Aposta com a vida e mesmo quando perde, ganha, porque é uma celebração da humanidade com tudo quanto ela tem de direito e torto. Sinto muito, mas Maradona, às vezes de cabelo comprido, às vezes curto, às vezes sem barba, às vezes barbudo, de training ou terno apertado, gordo ou magro; beijando seus comandados ou dando berros ofensivos é a melhor coisa da Copa. Melhor até que o seu time. Briguento, talentoso e morto de vontade de ganhar! Sem medo de dar a cara para bater. E o nosso genial Pelé? Genial até 1970. Depois? Uma estátua. Seduzido pelos olhos da Medusa. Enquanto Maradona, espada numa mão, espelho na outra, é Narciso (não Perseu!), arriscando a vida, mas buscando cortar-lhe a cabeça e permanecer vivo e herói!



Escrito por Edson Bueno às 23h57
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ESPORTE ESTÚPIDO

Ia postar mais um comentário cruel e violento sobre o Preto & Cia e mais o (meu amigo) arrogante Marcos Damaceno. O título seria “Cria Cuervos”. Entre outras coisas ia sugerir um pequeno adendo à peça “Árvores Abatidas”, onde o próprio Damaceno estaria incluído; e diante das últimas declarações dele, não tenho dúvidas de que ele seria um personagem perfeito para o seu próprio espetáculo. A Rosana Stavis poderia criar o personagem Damaceno e colocá-lo naquele jantar. Seria, no mínimo, coerente. Pois bem, mostrei ao Áldice e ele, sabiamente, aconselhou-me a não postar. Segui seu conselho. Vai para as minhas memórias. E como fiquei sem maiores assuntos, resolvi falar da Copa. Claro, assisti a quase todos os jogos. E hoje, como não poderia deixar de ser, foi o dia dos juízes. Sorry, mas ninguém me convence de que os juízes não viram, não perceberam, e que por algum motivo, o óbvio escapou-lhes aos olhos. Viram sim. O juiz de Inglaterra x Alemanha não deu o gol porque sabia que o empate poderia mudar radicalmente o destino do jogo; e o juiz de Argentina x México, não via a hora de dar um gol para a Argentina, antes que um mexicano metido inaugurasse o placar e os planos para as quartas de final tivessem que ser revistos. Que planos? Simples, se você olha para o céu e vê um arco-íris, é óbvio que chove e faz sol ao mesmo tempo. Inesquecível a “garfada” do juiz na Espanha contra a Coréia do Sul, na Copa de 2002. Juízes sempre vão além. Sempre. O “New York Post” chamou o futebol de esporte estúpido. Acertou em cheio. Um esporte que não tem regras só pode ser estúpido. Um esporte onde todo mundo vê o gol e o juiz não dá, só pode ser estúpido. Um esporte que tem o impedimento como princípio básico e um cara como o Tevez, faz o primeiro gol argentino, absurdamente em impedimento e bandeirinha e juiz não vêem, enquanto todo mundo viu; só pode ser estúpido. De desmoralizar qualquer resultado. Mas a Copa segue. E a Seleção Brasileira que hoje pega o Chile? Bem, o Dunga não resiste a alfinetar (ou seria rinocerontear?) a imprensa, em suas entrevistas coletivas; daí que ele trate de ir ganhando, para a alegria da galera brasileira e, porque se algum juiz ou sua zaga perder o próximo ou os próximos jogos, podem crer que não vai sobrar nem a língua do Dunga pra contar a história. E como se sabe, perder em Copa do Mundo é bem mais fácil do que ganhar. Às vezes é preciso ganhar até do juiz. Que o digam Inglaterra e México, que não conseguiram. E o que eu acho, mesmo, da Seleção Brasileira? Vou torcendo, porque todos sabemos, o time é bruto, seco e reto. Kaká e Robinho dão uma amolecida, mas estão longe de oferecer ao espetáculo alguma graça como, por exemplo, os liderados de Maradona. Mesmo que Messi ainda não tenha feito seu golzinho. É prazeroso ver Alemanha e Argentina jogarem, mesmo torcendo contra. E nem é porque fazem gols, mas porque dão movimento, desejo de vitória e plástica aos jogos. E vão ganhando. Imagino que seja até por isso que os juízes resolveram dar uma “mãozona”. Já imaginaram como seria, por exemplo, um jogo das quartas entre Inglaterra e México? Agora imaginem como vai ser Alemanha e Argentina. Dá pra entender tudo! Para quem os juízes vão dar a vitória? Aí fico pensando, se os juízes querem que nas quartas o jogo seja entre Chile e Eslováquia. Será? Ou preferem Brasil e Holanda? O que nos reservam os juízes para essa segunda-feira? Qual seleção os juízes querem que ganhe a Copa do Mundo de 2010? Voltando ao Brasil. Bem... com juízes ou sem juízes, Argentina e Alemanha vão se agigantando jogo a jogo, enquanto a Seleção Brasileira continua uma incógnita. Qual é a desse time? Foram sim, os primeiros do seu grupo, ganharam dois jogos e empataram com um Portugal medroso e cagão, mas não deram um mínimo sinal de exuberância e alegria. Tudo é silencioso e, aparentemente, prático. Mas, sinceramente, nem essa praticidade é muito explícita. Vamos indo... Tenho a sensação de que as pernas do Kaká e do Robinho não serão suficientes. Então é torcer para que os juízes tenham decidido pelo Brasil. Rs.



Escrito por Edson Bueno às 00h46
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