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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


TRAIÇÃO SÓRDIDA

Chega a encher o saco a babaquice de “Na Education/Educação”, o filme da diretora Lone Scherfig, com roteiro de Nick Hornby. Por que eu estou falando desse filme agora? Não foi exibido em Curitiba, então que, nos últimos dias estou colocando meu cinema em dia, com entusiasmadas visitas à locadora. Tinha muita curiosidade por “An Education”, falou-se muito dele e Carey Mulligan é (?) uma revelação. Mais ou menos. Sequer se compara às revelações de anos anteriores como Ellen Page ou Marion Cotillard. Enfim... Vestiram e maquiaram a menina de Audrey Hepburn, ela faz umas poses, uns olhares meio marotos, uns biquinhos e pronto, a mídia resolveu vendê-la como tal. Conseguiu. Mas o filme é uma merda. Produto perfeito para uma era de conservadorismo e bom comportamento. Nem acho que seja uma questão de conservadorismo, mas de retrocesso mesmo. O filme é uma embalagem perfeita (?). Lone Scherif dirige pictoricamente, com um olho na graça dos anos 60 e um outro na fluidez da nouvelle vague, também dos 60. Mas a ideia tanto de um como de outro ficou por lá. Seu cinema é a essência da caretice, uma homenagem ao pensamento retrógado. É cinema antigo feito em 2009, que usa umas ideias meio moderninhas, mas sempre está num outro lugar que não o da imagem, essência da própria linguagem. Nick Hornby cria diálogos espirituosos, mas deve ser um quadradão vendido, a serviço da grana fácil. Um porre! Seu roteiro é uma traição sórdida aos últimos 50 anos de transformação da linguagem cinematográfica. É apenas uma embalagem, nada mais. E nem dá pra dizer que é uma questão de realismo porque enquadramentos, direção de arte, fotografia, etc. apontam o tempo todo para um outro lugar, quase o da fábula. E se fábula, pior ainda. Todo um esforço de humor, crítica, diálogos e interpretação a serviço de uma ideia absurdamente reacionária e nada artística. Uma mentira, uma manipulação, um atraso de vida. O pior preconceito é aquele que se disfarça de liberdade!



Escrito por Edson Bueno às 18h51
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O MONSTRO PELA MÃE

Lá pelos anos de 2007, o assunto da hora era um filme sul-coreano chamado “O Hospedeiro” e a curiosidade de assisti-lo era uma obsessão. Acontece que os curitibanos (mesmo os inteligentes...) não gostam de filmes sul-coreanos, então que as distribuidoras de filmes não se interessam em lançá-los em nossos cinemas. Apesar de toda a badalação, só consegui vê-lo num cinema em Salvador. Fiquei chocado! Sensacional! Uma mistura desequilibrada (99,99% dos críticos disseram que era equilibrada!) e talentosa de ficção científica, humor, crítica social, melancolia e melodrama rasgado. Mas ainda assim, filme de monstro. Digital, perfeito, desengonçado e melequento, alterando a vida de todo mundo, em especial de uma família muito bizarra, onde inocência, amor e loucura davam o tom. Aliás, aí a originalidade de Bong Joon Ho, o jovem diretor de “O Hospedeiro”: ele vê o mundo (ou o cinema?) com os olhos de um clown. Sua arte é resultado de uma observação cuidadosa, de toda a linguagem cinematográfica, mas também do comportamento humano e suas inconstâncias e radicalidades. Seus personagens são perseguidos pela insatisfação, pela culpa e por um estado de ser que é meio passivo, meio conformado, meio distante; e que – tragicamente! – precisam de um acontecimento bizarro para atirar-se de novo no mundo e experimentar os gostos amargos e doces da vida. Pois bem, em 2009, Bong Joon Ho, reaparece cheio de vigor com “Mother”, que no Brasil teve um subtítulo (talvez para convencer os curitibanos!) tipo assim: a busca pela verdade. Não convenceu (os curitibanos) e o filme pulou de São Paulo para Porto Alegre, sem dar as caras em nossas telonas. Ontem, aluguei o DVD e, felizardo, o assisti, madrugada a dentro e com as luzes apagadas, em minha TV 50” (meu cinema e o de todos os amantes do cinema de arte, num futuro bem próximo). Pois a receita obsessiva de Bong Joon Ho segue a mesma. Cinema que você adora, mas não sabe direito porquê. Se em “O Hospedeiro”, o desespero tomava conta de uma cidade, uma família vitimada por um monstro inexplicável, vindo não se sabe de onde; em “Mother” o mesmo desespero toma conta de uma mãe superprotetora, vitimada por um assassinato inexplicável, um crime que ela quer expurgar da sua vida. Uma narrativa às últimas conseqüências, onde o personagem principal (a mãe) desce aos infernos (inclusive dela mesma!) para provar o que ela precisa, e daí seguir íntegra em seu papel de ... mãe. Mais ou menos. Essa é uma explicação de quem não tem vontade de contar passagens importantes do roteiro. Interessa mesmo é que “Mother” é um filme especialíssimo. Artistas parecem ter uma ligação cósmica. “Mother” (sul-coreano), “O Segredo dos Seus Olhos” (argentino) e “Os Homens Que não Amavam as Mulheres” (sueco), tem o mesmo tipo de cinema como ponto de partida. Usam e abusam das convenções do cinema policial, para atingir lugares profundos da alma humana. Todos caminham pela sombra. “O Segredo...” para chegar no amor, “Os Homens...” para recuperar a humanidade; e “Mother” para não enlouquecer. Mas o sul-coreano faz um caminho de absoluta demência. Um filmaço! Que ainda traz o bônus de uma interpretação poderosa de Kim Hye-Já (já ouviu falar?), a Fernanda Montenegro da Coréia do Sul. Corram à locadora!!!



Escrito por Edson Bueno às 12h21
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DE OLHOS BEM ABERTOS

Todd Solondz também está chegando com um novo filme. O diretor lúcido, talentoso e marginal, que já ousou “De Volta à Casa de Bonecas”/1995, “Felicidade”/1998 (principalmente!) e “Palíndromos”/2004, escreveu e dirigiu “Life During Wartime”, já vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza/2009. O filme, claro, estreia em circuito limitadíssimo e vai perseguir o mesmo caminho dos outros: cult, respeitado, admirado, mas de pouca repercussão na mídia. Solondz é um artista raro e original, não precisa disso! Segue dissecando com humor, crueldade e apuro clínico o homem comum e sua sombra, seu medo da liberdade e sua culpa universal por não ser uma barata ou um cachorro. O homem que não gostaria de pensar, mas de viver livremente seus instintos e naturalidades. O homem impossível.



Escrito por Edson Bueno às 13h17
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VOCÊ VAI ENCONTRAR UM ESTRANHO ALTO E MORENO

O cartaz do novo filme do Woody! “You Will Meet a Tall Dark Stranger”. Claro, este é o espanhol. Como vai chamar no Brasil? Quando? E o cara já começou a filmar na França "Midnight in Paris". O Luiz Carlos Merten diz que se o Woody fizesse menos filmes, faria filmes melhores. Não tenho dúvidas! Mas aí teríamos menos Woodys! Prefiro a segunda opção.



Escrito por Edson Bueno às 01h17
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