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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UM OLHAR A CADA DIA

Ela tem 118 roteiros em seu currículo, desde o primeiro “Mio figlio professore”, de 1946. Alguns não creditados como “Caracaggio/1996”, de Derek Jarman. Mas outros, fizeram a história do cinema. Alguém duvida? “Roma Cidade Aberta/1946”, de Rosselini, “Ladrões de Bicicletas/1948”, de Vittorio de Sica, “Milagre em Milão/1951”, de Vittorio de Sica, “Rocco e Seus Irmãos/1961”, de Luchino Visconti – o filme que todos deveríamos assistir de joelhos, segundo a definição de Rubens Ewald Filho; “O Leopardo/1962”, também de Visconti; e ainda “Irmão Sol Irmã Lua/1972”, de Zefirelli – um filme que, como toda a obra de Zefirelli, é considerado raso, popularesco e vulgar; mas que eu adoro! Hoje, aos 96 anos, SUSO CECCHI D´AMICO fechou os olhos. Vai fazer companhia a gênios do cinema que também já foram, os grandes criadores da sua terra, a Itália: Federico Fellini, Vittorio de Sica, Luchino Visconti, Marcello Mastroianni, Giuletta Masina, Nino Rota... Ah, o cinema!



Escrito por Edson Bueno às 12h14
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CAPITU E MARIO

Pazello, Regina, Janja, Elder e Marcelo. Elenco original de CAPITU. Só sobrou a Regina!!!

O que uma coisa tem a ver com a outra? Acho que, assim de cara, nada! Mas... também pode ter tudo. Primeiro quando penso no tempo. Estreamos CAPITU – MEMÓRIA EDITADA em 2005, no Teatro da Caixa, e era a minha direção de número 50! Nestes últimos 5 anos, dirigi mais 17 espetáculos, o último “Marcelo Marmelo Martelo”, vai estrear daqui a uma semana. Mas e “Capitu”? Permanece viva e intensa. Fizemos hoje uma reestreia no Teatro Zé Maria Santos, para três semanas. Uma reestréia com aspectos inusitados. Teria já que substituir o Marcelo Rodrigues (Bentinho novo) por um vibrante Guilherme Fernandes, mas não imaginávamos ter que substituir Capitu. Há menos de uma semana a Janja precisou ir para o Recife, num trabalho importante e profissional, de mais de dois meses. E procura daqui, desespera dali, quase desiste de lá, aparece uma Marcia Maggi corajosa, para fazer Capitu em menos de quatro dias! Foi uma loucura de ensaios, ansiedades, força, trabalho, trabalho, trabalho! As palavras de Machado de Assis poderiam ter virado um inferno não fosses todos tão divertidos e cabeça fria. Guilherme e Marcia agarraram-se em decorebas e passaram quatro dias passando e repassando textos e mais textos para chegar à esta nossa estreia de sexta-feira! Tínhamos a sensação de que pelas razões óbvias e pela naturalidade da vida, problemas teríamos, e então que a solução deveria ser encontrada em cena, com o público à nossa frente e fosse o que Deus quisesse! E estreamos com uma excelente casa e (viva! surpresa!) tudo ocorreu na maior normalidade, sem ansiedades e com uma fluência apaixonante. Nossa nova Capitu deslizou pelo palco, com sua voz lindíssima e suas intuições molecas, sensuais e elegantes. A Marcia desabrochou uma Capitu linda e graciosa! Com os olhos vivos e marejados, emocionada com música, palavras e cenas. E o Guilherme? Uma criatura de teatro! Alguém por quem tenho a maior das confianças. Adoro vê-lo interpretar com sua incrível jovialidade e jeito moleque! É um ator inteligente e esperto. Querido, querido, querido! Não lhe faltou nada e eu, a Regina e o Tiago, ao mesmo tempo em que interpretávamos nossos Bentinho velho, D. Glória e Escobar, assistimos, orgulhosos, dois estreantes assumirem a cena, conscientes da responsabilidade e capazes de domar o touro à unha (o ato de protagonizar um espetáculo!). Foi uma estreia e tanto! O que será da temporada? A amostra apontou para um vôo às alturas. Veremos! E do que falo? Do tempo, da vida presente, da paixão pelo teatro e por esse ato, quase esquizofrênico, de saltar de um personagem para outro, de uma peça para outra, de um clima para outro, de uma linguagem para outra, assim, do dia para a noite; brincando com o ato de estar em cena e seduzir os mais diversos públicos. Quem somos nós, malucos viajantes das palavras e das cenas? De onde tiramos os bilhetes para a viagem que nos faz saltar de Nelson Rodrigues, para Kafka, para Machado de Assis e Paulo Leminski, assim, com a naturalidade com que troca-se de roupa? O tempo! É preciso sim, agarrá-lo, certos de que um dia não é igual ao outro, nem uma semana, nem um mês, nem nada! E que o destino, às vezes sutil, às vezes espalhafatoso, às vezes tímido, sempre tem alguma coisa para aprontar em nossa vida e propor-nos desafios. Só os corajosos experimentam prazeres secretos, misteriosos e originais. E então, Mario Quintana, que não sei porque, ato e desato com “Capitu – Memória Editada”, que estreou hoje e foi bem bonita! Mario... que eu também amo tanto!

 

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mario Quintana



Escrito por Edson Bueno às 23h52
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CINEMA, CINEMA, CINEMA !!!

Godard disse que cinema nunca é ofício, é arte; Bogdanovich disse que todos os bons filmes já foram feitos e não resta mais nada; Fellini disse que cinema é sonho, Glauber disse que é uma ideia na cabeça e uma câmera na mão... e continuamos (continuo) indo ao cinema, apaixonados pela telona na sala escura e a recriação da vida, de todas as formas possíveis e imagináveis, seja o que for. Pois então, o que é cinema? Às vezes é grandioso, ousado, exagerado e explícito, como VINCERE, de Marco Belocchio, que eu assisti no CineSesc, na Augusta. Belocchio não tem pudores atira-se de cabeça no melodrama e conta com a alma rasgada de indignação o calvário da amante de Benito Mussolini, aquela que luta para ser reconhecida como sua mulher e mãe de seu filho. E, cinematográfico como nunca, com imagens reais e, recriadas com todo o movimento e poesia possíveis, a ascenção do fascismo e a caricatura que foi Mussolini. Caricatura que somos todos, quando permitimos que palavras, gestos, grandiloqüências, ódio e medo, assumam o controle das nossas vidas. O ser humano pode ser patético. Marco Belocchio faz um dos melhores filmes do ano (senão o melhor!) e devolve ao cinema italiano a grandeza de seus maiores mestres. Política e arte podem muito bem se encontrar. E da Augusta para o Reserva Cultural, na Paulista, assistir ao documentário DZI CROQUETES, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez. Confesso que, além do Lennie Dale, sabia pouco do grupo; ou pelo menos, sabia o que todo mundo sabe. Lembro, por exemplo, do Lennie desesperado, atirando-se ao túmulo onde estava sendo enterrada Elis Regina; mas nem de longe sabia que dos 13 integrantes, quatro morreram de Aids e alguns outros foram assassinados. Ah! E Claudio Tovar, artista de teatro até os ossos, gordinho, contrastando com seu corpo esbelto, magro e alongado dos bons tempos! É um documentário nostálgico e amoroso. Uma homenagem, uma lembrança querida. Um reconhecimento pela importância artística e pela ousadia sem medidas. Os Dzi Croquetes só não fizeram mais história porque era a plena ditadura militar, onde tudo virava um buraco negro. Mas os caras fizeram e aconteceram. Purpurina, deboche, confete e serpentina faziam a vanguarda da contracultura. Humanos e desumanos eles romperam a barreira dos preconceitos e da mentira. Fizeram da palavra, da dança e da música seus destinos. E tinham humor pra dar e vender. Um belo documentário, que só não é melhor, porque tão reverente, que deixa pouco espaço para os paradoxos e para as contradições, mas tudo bem; só de amor também se faz história e arte. Emocionante! E na Paulista mesmo, no Bristol, bem no começo da tarde, PONYO, o novo desenho animado de Miyazaki. É, talvez, o mais infantil dos filmes do mestre japonês. Encantador. Em determinado momento um personagem diz, suavemente, que ÀS VEZES a vida é misteriosa e extraordinária; e PONYO usa e abusa da lição. Tudo é possível e o entendimento está num outro lugar, que não é o da realidade e nem mesmo da fantasia. É o do sentimento, onde a imaginação não tem medida e a dor e a felicidade têm o mesmo peso. Miyazaki faz um filme, digamos assim... fofo! Suas imagens vão transformando-se em outras, sem preocupações com certo, errado, bom, mau, compreensível, incompreensível; e por aí ele se comunica com nosso espírito. Crianças e adultos compartilham o mesmo universo, nada aristotélico, nem conflituoso. Miyazaki entende o espírito humano (o livre!) como poucos artistas. E nunca erra! E, porque porrada também é preciso, ao Unibanco/Augusta assistir À PROVA DE MORTE, o filme do Tarantino que quase sai direto em DVD no Brasil. Seria uma pena se tivesse acontecido, porque é um fodão filme de terror para ser visto na telona. Há que se reconhecer que, embora mais do que necessários, os primeiros 40 minutos são um porre. Chatíssimos! E eu (que me perdoem os deuses do cinema!) me permiti um soninho. Mas, de repente, o primeiro acontecimento, a primeira violência, a primeira ação, o primeiro descarregar de cinismo e crueldade! Tarantino entra em ação, mostra seus poderes e você abre bem os olhos, porque então vira um filmaço dos mais malucos e divertidos! Até o “The End” surpreendente é, como todo Tarantino, uma homenagem ao cinema e uma adrenalina só. Genial, pra dizer o mínimo! O cara coloca o público dentro da tela e você vive cada quadro como se fosse seu, como se você estivesse no filme e seu sangue escorregasse pelas artérias e veias a 200 quilômetros por hora! Ao final, aplaudimos todos, eu e o cinema. Delícia! Sem Tarantino o cinema seria bem mais pobre. Aliás, já que toquei no assunto, agora é a hora da pobreza! Porque fui assistir, também no Bristol, o tal “O BEM AMADO”, do Guel Arraes. Aqui um aparte. Acho “O Auto da Compadecida” um clássico e “Lisbela e o Prisioneiro”, um dos mais adoráveis filmes dos últimos tempos; mas “O Bem Amado” é uma bomba! Um xarope falsificado. Sob a perigosa capa da farsa e do escracho, o filme vira um rocambole de ruindade, falta de ritmo, interpretações horrorosas e descompromisso com a beleza, a inteligência e com o próprio cinema. É triste ver atores maravilhosos como Marco Nanini, Drica Moraes e Zezé Polessa, descerem a um nível de tanta bobagem, equívoco e inutilidade. Sorry, mas nem diversão à la “Zorra Total” é, porque consegue ser pior. Dias Gomes não merecia. A verdade é que esses caras, conscientes de que podem manipular, via televisão, o gosto das massas, simplesmente vão fazendo qualquer coisa e o doloroso é que a tal massa (ignara!) engole tudo com farinha, porque cada dia emburrece mais. Dificilmente 2010 vai carimbar um filme pior que “O Bem Amado”, aquele que foi um bom texto de teatro e uma genial e maravilhosa telenovela. Dias Gomes e Paulo Gracindo que nos perdoem! Pra não dizer Ida Gomes, Dirce Migliaccio, Emiliano Queiróz...



Escrito por Edson Bueno às 00h05
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KAFKA EM SÃO PAULO!!!

Não dá pra considerar uma “temporada”, mas quatro apresentações em um simples final de semana (este último!) que eu chamaria confortavelmente de “surpreendente”! De quinta a domingo no Espaço Cultural da Caixa, na Sé, em São Paulo, fizemos KAFKA – ESCREVER É UM SONO MAIS PROFUNDO DO QUE A MORTE. Foi lindo! Foram mais de 24 horas construindo um verdadeiro teatro no salão principal do espaço cultural (de quarta para quinta-feira), rodeado de exposições de gravuras, pinturas e esculturas (Ricardo Stumm); e uma mais, estilo instalação, com espírito ecológico – “Oceano Invadido”, que expunha a chocante escultura em tamanho natural de uma baleia, suspensa no ar, construída toda ela com lixo recolhido de poluição marítima. Uma imagem forte, mas incrível, bela. E o nosso teatro? Bem, construímos a caixa de palco e o próprio, com paredes e teto, de pano preto; criando um verdadeiro isolamento do espaço e uma ideia claustrofóbica perfeita para abrigar nosso pequeno Kafka, vivo em imaginação mórbida e dolorosa. Funcionou. Ali cabiam perto de 110 pessoas, não muito confortáveis, mas foi o melhor que se pode oferecer. E como viria o público para a estreia? Quais suas motivações? Pés no chão como sou e somos, estaria satisfeitíssimo se aparecessem umas 30 pessoas para ouvir e ver nossa história. Pois lotou o teatro! Pessoas sentadas no chão e, ao final, aplausos incríveis com gritos de “bravos” entusiasmados. E nosso público foi crescendo, enquanto ficávamos procurando motivos para que viessem ver-nos, e vinham entusiasmados e curiosos! Alguma razão tinham, mas o mais importante é que aquele público amou nosso KAFKA e demonstrou com palavras, risos simpáticos, olhos vibrantes e palmas. No sábado um espectador entusiasmado, entre bravos e parabéns, soltou um “magníficos!” E nós ficamos todos emocionados. E ontem, domingo, na Praça da Sé vazia, uma fila enorme se apresentava diante do guichê do Espaço Cultural, desde as cinco da tarde! Muita gente quis ver KAFKA! E no espetáculo eram pessoas assistindo no chão, sentadas em pé no fundo, uma loucura! E lá fora, quase 200 pessoas que não puderam entrar. E então, ao final, recebemos uma sessão de aplausos intermináveis. Um público que fez questão de demonstrar o prazer que sentiu assistindo o pequeno KAFKA do Grupo Delírio Cia. De Teatro. Horas antes, na Livraria Cultura, eu folheava um livro do Peter Brook, traduzido para o português de Portugal, chamado “O Espaço Vazio”. E Peter Brook falava do teatro que deve dar prazer ao público. Parece tão óbvio, não? Mas de repente, nossa necessidade de expressão é tão forte e tão original que não se interessa pelo tal público. O próprio Peter Brook refere-se a isso quando constata que cada dia nossos teatros têm menos público e cada vez mais a nossa necessidade de expressão pede menos gente que a queira ou perceba. Enfim, tenho certeza que nosso KAFKA deu muito prazer às quase 600 pessoas que o assistiram nos quatro dias de Caixa Cultural da Sé. Uma vitória da nossa felicidade e uma confirmação da nossa arte e da nossa linguagem! Viva KAFKA – ESCREVER É UM SONO MAIS PROFUNDO DO QUE A MORTE!



Escrito por Edson Bueno às 16h44
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