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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UM OLHAR A CADA DIA

Alfred Hitchcock morreu no dia 29 de abril de 1980 e ainda é uma das grandes referências para quem pensa o cinema além das banalidades e das vigarices óbvias e caça níqueis. François Truffaut definia seu estilo como “um artista da obsessão”, como Edgar Allan Poe e Dostoiévski, por exemplo. Dias desses, numa dessas madrugadas insones, assisti pela enésima vez “Marnie – Confissões de Uma Ladra/1964”, um daqueles seus filmes menores, que vão ficando maiores à medida que o tempo passa. “Marnie” como Spellbound/1941” é daquelas obras geniais na forma e ingênuas no conteúdo – porque psicologia é para quem entende...! - mas o poder das imagens e a interpretação dos atores é tão fascinante, que o cinema acaba prevalecendo e a hipnose é batata, como diria Nelson Rodrigues, outro artista da obsessão. Esta foto aí, quem distribuiu pelo facebook foi o Guilherme Weber, um verdadeiro caçador de imagens raras, e é de um momento de grande descontração do velho Hitch e seus netos. Netos? Sei lá. Questionei com o Chico Nogueira se não seria uma montagem de um fã maluco qualquer; mas o Chico, com um olhar de “por quê?” acredita que seja verdadeira. Então é.



Escrito por Edson Bueno às 04h43
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MIX

Números, fatos, esperas e possibilidades. É o mundo encantado do cinema:

 

 

1. Cada qual com seu sucesso! O documentário “Uma Noite Em 67”, dos diretores Renato Terra e Ricardo Calil, já é a maior bilheteria brasileira do ano em documentários: 51 mil ingressos vendidos em menos de 5 semanas! Acreditem, é muito. E eu, que tenho uma vontade enorme de assisti-lo, não consigo achar um mínimo tempo. Já está em cartaz em Curitiba há 3 semanas, cada vez diminuindo mais o circuito e quando, quando vou poder curtir um bom filme na sala escura? Faz quase um mês que não atravesso a porta de um cinema. Tempo às vezes é dinheiro, às vezes é prisão, às vezes é sonho!

 

2. Woody Allen. Lançando seu novo filme “Você Vai Conhecer O Homem Dos Seus Sonhos”, na Espanha, o velho e querido Woody dá uma declaração curiosa: "'A Rosa Púrpura do Cairo', 'Maridos e Esposas' e 'Tiros na Broadway' são melhores que ´Annie Hall e 'Manhattan', mas as pessoas lembram desses filmes e não estão de acordo por alguma razão". Ok. Mas o meu Allen/comédia preferido é “Hannah e Suas Irmãs”, enquanto o Allen/drama preferido é “Crimes e Pecados”. Mas gosto é gosto. O importante é gostar de Woody Allen, um dos raros autores do cinema contemporâneo. Aliás, ontem, eu e o Grupo Delírio assistimos “Poderosa Afrodite”, com pipoca, café, suco de laranja, sanduíches e cerveja. Ah! E risadas e prazeres!

 

3. Sean Penn sempre surpreende. A foto de Sean Penn (acima) em seu novo filme “This Must Be The Place”, do diretor italiano Paolo Sorrentino, é surpreendente. No filme ele faz um entediado e estrelíssimo superstar do rock, que decide ajustar as contas com o velho pai em estado terminal. Sean é radical e corajoso, qualidades raríssimas nos atores do cinema americano. Mickey Rourke, Johnny Depp e Kate Winslet são da mesma prateleira. Sempre se aventuram por lugares inóspitos, onde arte e loucura convivem numa boa.

 

4. Não Me Canso de Falar de “Inception”. Hoje, conversando com o Chico Nogueira sobre o filme, chegamos à mesma conclusão. Alguns críticos (só alguns!) se ofendem porque não conseguem compreender o filme. Aí, ao invés de reconhecer a própria limitação, preferem dizer que o filme não é nada. Crítico sempre é mais inteligente que artista. Além do que, esses mesmos críticos insistem em procurar um Antonioni, onde há um aventureiro que adora uma farra e uma adrenalina.  Enquanto isso o filme vai agradando todo mundo e já alcançou a bilheteria de 620 milhões de dólares em todo o planeta. Ás vezes é preciso reconhecer a voz de Deus.

 

5. Como disse Luis Buñuel, “Um filme pode provocar tudo no espectador, menos sono...”

 

Cinema é a maior diversão!



Escrito por Edson Bueno às 22h46
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UM OLHAR A CADA DIA

Um dia... tanto tempo!... eu e meu amigo Mauricio Cidade, locamos em VHS (nem sombra de DVD ainda...) o filme “Running on Empty/O Peso de Um Passado”, o filme pelo qual, aos 19 anos, River Phoenix fora indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Perdeu para Kevin Kline em “Um Peixe Chamado Wanda”. Tudo bem. Mas o fato é que ao acompanharmos a trajetória do adolescente que vive fugindo do FBI com os pais e que vai mudando de nome em cada cidade por onde anda, fomos nos deixando envolver pela emoção da história e pela interpretação sensível de um dos mais encantadores atores da geração 80. Lembro que ao final, eu e o Mauricio, em sua sala, chorávamos como dois tontos. Bons tempos. No ano seguinte ele interpretaria o jovem Indiana Jones, no melhor filme dos quatro: “A Última Cruzada” e sua imagem loura, enérgica, meio invocada e insatisfeita, vai ficar para sempre na memória de quem ama o cinema. Quatro anos depois, num doloroso dia 31 de outubro, River tombaria morto por overdose. Eu então ensaiava a peça “A Menina Que Pisou no Pão”, como ator e a notícia me doeu na alma e nos ossos. Hoje, dia 23 de agosto, ele estaria fazendo 40 anos. Que personagens teria interpretado em Hollywood? Que histórias teria contado? Teria sido indicado a mais algum Oscar? Teria ganho? “A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se empavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de som e fúria e muito barulho, que nada significa”... William!



Escrito por Edson Bueno às 00h06
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MARCOS MININI - PRATICIDADE E BELEZA!

Senhoras e senhores, sou um artista! Alguém duvida? Claro, muita gente, mas eu não; e sempre que tenho que me identificar, digo e escrevo com todas as palavras, de preferência gordas e rechonchudas: ar-tis-ta! Pois que, apesar de tudo, e contrariando a lógica e confirmando meus detratores, costumo ser bastante prático em alguns aspectos. Até com as minhas próprias convicções, já que costumo dizer aos meus atores que sejam tudo, menos práticos. Para o artista o menor caminho entre dois pontos nunca é uma reta. Mas, produzir e dirigir um espetáculo, muitas vezes rouba-nos o direito de continuar artista fluido, enquanto cresce à nossa frente um monstro quase belicoso, embora menos do que pareça: a função! Daí, que quando ele aparece e eu tenho que dar conta do recado, costumo assumir a praticidade das coisas e deixar de me achar um tal Rei Midas, metido a total e fazedor de ouro. O que eu quero dizer? Que adoro delegar funções, mais ainda quando não é da minha área. Por exemplo, quase nunca me meto a iluminador quando o cara que vai iluminar meu espetáculo é o Beto Bruel. Pra quê? Pra atrapalhar a beleza? Para impedir a criação de um gênio com a minha mania de achar que sei tudo? Para resumir à minha arte, o que pode ser multiplicado com a loucura dele? E da mesma forma quando o assunto é programação visual. Até tenho algumas ideias, mas nem as levo em consideração, chamo um cara que eu conheço há muito tempo e peço a ele a coisa. Nunca me arrependo. Digo o espetáculo e vou tratar dos meus assuntos. Alguns dias depois ele aparece, olhos brilhantes, cara de maroto, jeito de piá pançudo e entre um parangolé e outro, atira na minha cara o cartaz, o jogo de olhares com alguém que nem sabe ainda, mas será seduzido. E eu, quase sempre, fico de boca aberta; porque diante do cartaz, me coloco como público: se me tocou, me sensibilizou, me impactou, não tenho dúvidas em dizer: maravilha! E digo maravilhas sempre, quando o Marcos Minini vem com suas ideias para minhas peças de teatro. Quase sempre entre um cafezinho e outro no Babilônia, no Batel. Pois que hoje o Marcos me conta que dois dos cartazes que fez para meus espetáculos foram selecionados para o International Triennial of Stage Poster Sofia 2010, na capital da Bulgária. Não que tenha sido a primeira vez que a sua criação para minhas peças tenha ido tão longe, mas dessa vez me ocorreu elogiar por aqui. Sinto-me orgulhoso, por tê-lo como amigo e colaborador e tenho a certeza de que o encantamento que provoca em mim com suas peças, é o mesmo que leva suas formas e cores para tão longe. Algumas vezes fico em estado de choque, como quando me mostrou a ideia para “Macbeth” e outras penso que tenho que “melhorar” o espetáculo, tão bom é o cartaz; como quando me mostrou o de “A Vida Como Ela É Nelson Rodrigues”. Síntese e beleza são qualidades raras e o Marcos brinca e rebrinca com elas, como se fossem bolhas de sabão soltas no ar. Praticidade artística é a sua ambição, uma raridade. Ah! Os cartazes selecionados para Sofia são os de “Laranja Mecânica” e “Salomé”; este último uma obra de elaboração requintadíssima e que tem minha querida amiga Sabine Villatore como modelo. Beleza, beleza, beleza! Nunca é de menos. Parabéns, Marcos!



Escrito por Edson Bueno às 05h44
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