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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UM OLHAR A CADA DIA

Robert Redford e James McAvoy nas filmagens de "The Conspirator"

Robert Redford (apesar do Oscar por “Ordinary People/1980), não é um diretor especial. Tem boa mão, mas está longe de ser, por exemplo, um Clint Eastwood, quando o assunto é sobre atores que resolvem dirigir. Mas é íntegro e bem intencionado. Se isso, quando o negócio é arte, é uma qualidade, bem... é um caso a se discutir. Aos 74 anos ele está de volta com “The Conspirator”, um drama histórico que acompanha as consequências do assassinato de Abraham Lincoln. Alguns críticos que viram o filme descrevem o despudor do roteiro em fazer um paralelo com os EUA pós ataques terroristas de 11 de setembro. Depois de Lincoln foi baleado e morto, os EUA ficaram traumatizados, assim como foi após o 11 de setembro. E como o filme deixa claro, o Departamento de Guerra dirigido pelo secretário Edwin Stanton (interpretado por Kevin Kline) assume a missão de matar a sede do país por vingança, mesmo que isso signifique mudar as leis, eliminar liberdades conquistadas e, a partir daí, enviar uma mulher para a forca, sem as evidências claras do seu envolvimento no crime. Parece ser um filme forte, embora a carreira de Redford não aponte para uma radicalidade surpreendente. No filme está Robin Wright e o melhor ator britânico do momento: James McAvoy. Mas o assunto do filme é que, apesar de todo o prestígio de Redford e do elenco quase estelar, a produção vem encontrando problemas para encontrar um distribuidor que a leve para as salas. Coisa dos novos tempos e da indústria americana, que precisa abarrotar Multiplex todo final de semana. E de um público que cada vez mais vê cinema como parque de diversões.



Escrito por Edson Bueno às 07h25
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EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR?

Saíamos, eu e o Diego, da Churrascaria Ervin, no último domingo, e o assunto virou as eleições de outubro. Em quem você vai votar? Em quem eu vou votar? Ao mesmo tempo ele olha para uma esquina e lá está um daqueles cartazes com uma (ou um?) candidata. Ele diz: “Meu Deus, que medo, essas pessoas, nessas fotos, com esse mesmo sorriso e aquele numerozinho embaixo. O que isso, na verdade, quer dizer?” Não parece propaganda, parece algum tipo de arapuca. De fato, se você prestar atenção, o padrão das fotos é absolutamente o mesmo: um meio corpo, colorido, um sorriso fabricado e falso, falso, falso e um número abaixo que não quer dizer nada. Aliás, pouca coisa quer dizer alguma coisa nessas eleições. Quantos países existem dentro de um mesmo Brasil? O assunto segue e ele solta outra aflição: “A Dilma. Só falta ela deixar crescer a barba e cortar um dedo!” E eu: “Mas você não faria o mesmo?” E ele: “Eu não seria candidato.” E eu: “E se fosse?” E o Serra? Eu: “O cara teve oito anos para fazer campanha para presidente, oito anos para propor um novo Brasil (e isso é perfeitamente possível!), mas deixou tudo para os últimos 40 dias de horário gratuito pela televisão. Quer dizer, tudo é um pouco de exagero, porque nesses 40 dias ele não tem feito nenhuma proposta nova, revolucionária, moderna, vibrante. É menos do mesmo. Parece candidato a síndico de condomínio. Será que ele não percebe isso?” Qual é a verdade escondida por trás da maquiagem, das luzes, da edição, dos efeitos/defeitos especiais das campanhas? Parece simples. De verdade, ninguém tem proposta alguma. Acreditam única e exclusivamente na capacidade de engambelar o eleitor pela mídia.  Os jargões, os slogans, os textos decorados, todos revelam um desejo incrível de enganar, de disfarçar. E mais, revelam uma crença de que a maioria dos eleitores é ignorante e acredita facilmente em palavras, quanto mais enganosas, melhor! Alguns, como o ex-governador das Alagoas, sabem que quanto mais pose de macho fizerem, mais votos vão conseguir. Eu faço e aconteço. Eu, eu, eu, eu! O cerne do autoritarismo que fascina tanta gente medrosa que não quer enfrentar a própria vida. Outros entram na pele do cordeiro e fazem pose de bons meninos; outros ainda não fazem nada, apenas descem a ripa no atual, considerando-se que, por falarem mal, farão o inverso, caso sejam eleitos. É tudo de uma inteligência rasteira que demonstra o nível de cognição do eleitorado brasileiro. Nenhuma questão verdadeira é colocada em cheque. Nem moral, nem política, nem social, nem econômica, nem nada. Não existem ideias. Existem frases feitas, truques, mentiras. É um tal de vamos acabar com a corrupção, com a violência, com a fome e etc. Generalidades presentes desde que inventaram o mundo. E nunca acabam com nada, são apenas palavras que atingem direto a inocência do eleitorado apatetado por décadas de achatamento. A verdade é que o eleitor é uma barata tonta, um cego no meio do tiroteio e acaba largando seu voto na urna eletrônica, e dando-o para alguém “conhecido”, sabe-se lá por quê. O passado, para o eleitor brasileiro, tem menos de 365 dias. Ele não lembra o que aconteceu, do que o candidato fez ou não fez, ele não participa da vida pública do país; é um autômato trabalhador que se limita a trabalhar, comer, fazer filhos, dormir, ver novelas na televisão e consumir o que seu salário permitir. Nem assistindo ao “Jornal Nacional” o sujeito tem condições de refletir sobre o Brasil político. Então, a verdade é que o eleitor brasileiro não sabe nada, nunca soube e nunca saberá. E os políticos fazem questão de mantê-lo assim, porque dessa forma esse eleitor ignorante sempre vai ser presa fácil. Os programas políticos (todos!) comunicam-se (sic) com uma classe ignorante, o discurso é para alguém que mal sabe juntar três palavras e criar uma frase. Os candidatos (todos!) sabem que a parcela esclarecida da sociedade já sabe em quem vai votar antes mesmo das eleições ganharem a TV; então que precisam do voto dos outros, que são a imensa maioria. E se pensarmos que na parcela esclarecida está grande parte da oligarquia brasileira, interessada em manter o resto do país em estado de desnutrição política, sobra muito pouca gente para eleger um bom candidato. E os bons candidatos representam justamente essa mínima parcela que pensa e repensa. São e sempre serão minoria em assembléias e câmaras. Uma tristeza.  Às vezes tem-se a impressão de que se o eleitor brasileiro cair de quatro diante da urna, nunca mais levanta; porque é inacreditável que ainda acredite no que os candidatos dizem! É inacreditável que ele nem olhe para si mesmo, que nem olhe para os lados e veja o país onde vive; que não tenha a mínima percepção de passado, presente e futuro. As eleições são uma festa, uma farra do boi, uma tourada, onde o eleitor é, ao mesmo tempo, o boi e a plateia. Um circo de pulgas e cordeirinhos.



Escrito por Edson Bueno às 08h24
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EU TAMBÉM QUERO VER AVATAR EM 3D



Escrito por Edson Bueno às 07h50
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CINEMA COM A VOZ DA AMÉRICA DO SUL

Tudo é sempre a ideia, a vontade de dizer, de pensar, de refletir sobre o que não é ainda, perfeitamente compreensível; o que ainda não foi decifrado, embora pareça. O golpe de estado no Chile, em 1973, teve um filme fortíssimo, feito por um diretor europeu, com produção americana: “Missing”, de Costa-Gavras. Não era, embora parecesse, um filme político. Era um triller, uma história humana e dolorosa. A busca de um pai pelo filho e a descoberta de que vivia num país (os EUA) que não era, como ele pensava, a Disneylandia. A quem os deuses querem enlouquecer, colocam um espelho na cara. Às vezes o cinema, a arte, podem bem ser esses espelhos. É preciso coragem, talento, elaboração, decisão, consciência. Alguns cineastas do nosso continente têm isso como objetivo. Nem falo dos argentinos, que são excepcionais, incansáveis no exercício de fazer poesia e ao mesmo tempo virar e revirar sua história, como se precisassem falar e falar e falar, até que não sobre mais nenhuma palavra. E agora, em Veneza, concorrendo ao Leão de Ouro, aparece um filme chileno que impactou o festival: POST MORTEM, de Pablo Larrain, o diretor de “Tony Manero” que fez sucesso em Cannes no ano passado. Os críticos italianos escreveram sobre o impacto, com palavras fortes e admiração. Um disse que o filme é exemplo de “como se pode ir ao sótão da história de um país, com uma grande força narrativa!” É muito elogio, podem crer! Apesar de tratar dos primeiros dias do violento golpe e de mostrar cenas inéditas e reais, de Salvador Allende, morto, no necrotério; o filme é a história de amor que une um funcionário desse necrotério com uma dançarina de cabaret, filha de um comunista. Ela desaparece na profunda noite da ditadura e ele, entre milhares de corpos, decide procurar por ela. Não sei como é o filme, assisti ao seu trailer e fiquei morrendo de vontade de vê-lo, mas pelo reflexo, fica aquela sensação deliciosa de que o cinema pode ser um lugar onde a consciência e o desejo humanista de transformar o mundo encontram abrigo. Lembrei de outro filme fortíssimo, alemão, vencedor do Oscar: “A Vida dos Outros/2006”, de Florian Donnersmarck, porque às vezes é pelas bordas que se chega ao centro. Viva o grande cinema da América do Sul. Bem... exemplos de bom cinema não nos faltam, não o fazemos simplesmente porque continuamos encantados com o plim plim do entretenimento rápido e sem compromisso. Opções. Que é mais fácil não pensar, não resta dúvida. Mas a liberdade tem um preço.



Escrito por Edson Bueno às 09h05
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CARTAZ

François Ozon carimba mais uma! Seu nome filme “Potiche”, exibido ontem no Festival de Veneza, já é uma unanimidade. Uma comédia de humor negro (marca registrada!) que agradou público e crítica. E ainda tem a deusa Catherine Deneuve no elenco, dividindo planos e sequências com o, ultimamente mal humorado, Gérard Depardieu. O cartaz não é lá grande coisa, mas vale o registro.



Escrito por Edson Bueno às 12h49
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