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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


COMO DISSE O DANIEL FILHO: “COMO É MESMO O NOME DO FILME? LULA, O DONO DO BRASIL?”

Todo mundo tem medo. E isso é uma vergonha. Ninguém quer ficar de fora dos próximos 12 anos. Todo mundo tem certeza de que o PT, Lula, Dilma, etc. vão governar o país nas próximas décadas; e ninguém quer ser do contra. A indicação de “Lula – O Filho do Brasil”, para representar nosso país no Oscar; além de demonstrar claramente que a qualidade de idéias do cinema brasileiro é a mais pobre possível, ainda deixa claro que o medo contamina todos os setores da sociedade, não apenas o político que é vendido por natureza; mas o intelectual, o que é um perigo de verdade. Vale lembrar “Dogville”. Quem a personagem da Nicole Kidman fez questão de assassinar com as próprias mãos? O intelectual. Porque ele, por essência, deveria lutar contra o autoritarismo e os poderes absolutistas. Ele deveria iluminar os tempos e não ceder ao poder constituído. Mas quando os intelectuais se curvam, o sinal é muito claro. Os outros setores já estão comprometidos. Ai de mim, Venezuela! Que monstros teremos que enfrentar nos próximos tempos? Acho que a indicação do filme não é um apocalipse, porque ruim por ruim, quantas coisas ruins já foram indicadas e até ganharam o Oscar? Mas o sinal é muito claro. Não é um filme, é uma idéia vendida e é uma atitude claramente política. Uma coisa bem feia.



Escrito por Edson Bueno às 14h01
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PARATEMPOS

Os últimos dias foram de grandes significados. Tanta coisa aconteceu, tanta gente nova apareceu, assim do nada, avançando, significando, dizendo coisas e transformando palavras e olhares em emoções, dúvidas, medos. Eita, essa vida não é e nunca será fácil! Que a gente dê conta dela como pode! Desde a estreia de METAFORMOSE LEMINSKI na quarta-feira passada, entre outras coisas, meu computador deu pau, levando para o espaço um infinito de ideias, palavras e imagens que pareciam minhas, mas eram de ninguém. E eu que achava que elas dormiam entre os meus braços, mas eram donas de si e se foram. Pois bem, saudosas do meu carinho, voltaram. Mal sabiam elas que me fizeram mais falta do que podiam imaginar. Agora um outro computador e de novo, as palavras. De que falava? Ah, sim, ainda de METAFORMOSE LEMINSKI e a surpresa de sua divertida receptividade por tanta gente. Falava com um amigo novo e ele, encantado com a peça, dizia em todas as palavras: “Continue misturando, Edson, que a gente agradece!” A gente, quem? Sempre soube que queria um espetáculo mais do que caótico, onde tudo fosse uma mistura de coisas e nada homogêneo: figurinos, cenário, sonoplastia, iluminação... interpretações! Pois não é que deu? Dia desses falava para o Diego que fazer teatro é um bom tanto de coragem. Porque nem sempre as ideias e imaginações tem sentido ou são respeitáveis. Mas é preciso acreditar nelas! Um artista da Bienal de São Paulo disse que não vamos ao zoológico para ver um cachorro ou um boi, mas para ver o que é diferente: uma zebra, um leão. Porque a arte, em princípio, tem que provocar. Houve um tempo em que eu achava que a arte era uma cunha, que avançava em nossos conceitos e seguranças. Talvez. Hoje sempre penso muito em beleza. Gosto do que me provoca alucinações. E entre um caos leminski e outro, algumas dores musculares terríveis que eu achava que eram simples maus jeitos, mas eram tensões infernais de teatro. Teatro que tem que ser prazer e fruição de expressões, mas também enrijece músculos e adoece tendões, porque afinal de contas, não estamos sozinhos no mundo e queremos nos comunicar. Para quem? Conforme debatemos por mais de duas horas num encontro sobre teatro contemporâneo no Teatro Novelas Curitibanas, essa é um pergunta para respostas subjetivas. Quem sou eu, o artista? Qual é o meu público? Como quando a história de um espetáculo tem dois finais, ou três e mais. Isso quando tem só um começo, porque toda peça de teatro tem começo, meio e fim. Mesmo que a história não tenha. A história que o artista pensa que conta, mas quando muito, reconta, aumentando pontos e contos. Porque se a palavra periga ser a mesma, os ouvidos são dos mais diversos e quase sempre ouvem o que bem entendem. Quem, fazendo arte, tem a coragem de olhar bem dentro dos olhos da medusa? A fábula do Minotauro conta a história de Teseu para um público de Medusas. Poucos olhos nos libertam. Muitos, quase todos, querem ver-nos em pedra, dentro de gavetas ou túmulos. Muitas vezes estátuas, decorando praças por onde passa o tempo. É preciso coragem para enfrentar os olhos da Medusa e continuar vivo. E entre o caos Leminski e as dores, o balé. Romeu & Julieta, pela coreografia do Luis Bongiovanni, com uma Julieta, dois Romeus e, conforme o ensaio, três Teobaldos. A dança é uma outra loucura, plena de subjetividades, todas explodindo em corpos dos mais diversos: alguns fininhos, aparentemente frágeis, quebradiços e outros fortes, atléticos, prontos para derrubar colunas e paredes. Mas da aparente fragilidade surge a força e no oposto, da força, brota, artístico, um belo movimento suave, fluido e desenhado no espaço, com a sensibilidade de uma borboleta. E a bailarina, que, com a segurança do apoio masculino, desliza no ar, pluma, folha, pétala desgarrada da realidade. E, de repente, olha ela, fazendo o mesmo, por si só! Quem perde a oportunidade de amar os bailarinos? E alimenta o desejo de vê-los atores, assim como o sonho de atores bailarinos? Quem? Porque tudo é melhor na mistura! Só não vê quem não quer e só se sente confortável no perfeitamente codificado. Ai que preguiça do que é homogêneo! E voltando à METAFORMOSE LEMINSKI.  Essa é uma peça de teatro sem a menor educação! Daí que nem todo mundo gosta. E ainda mais os sérios, responsáveis, compenetrados e amantes da lógica. Que fazer? Fazer, oras!



Escrito por Edson Bueno às 02h47
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