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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


LOS OMBRES

– Você considera comer ostras moral e comer caracóis imoral? É uma questão de gosto, não? E gosto não é o mesmo que apetite... Portanto, a questão não é moral, certo? Meu gosto inclui caracóis e ostras.

Houve um tempo em que a mitologia de Hollywood carregava as tintas no macho. Humprey Bogart, Charlton Heston, James Stewart e Robert Mitchum encarnavam o durão com a mesma capacidade de lascar um beijaço numa mulher e também um sopapo, fosse o caso. Em qualquer uma das duas situações tudo era perfeitamente compreensível. Aí,  apareceram Marlon Brando, Paul Newman; e mais pra frente Dustin Hoffman, Al Pacino, William Hurt e a atitude masculina foi, gradativamente mudando de aparência. Hoje é Leonardo Di Caprio, Justin Timberlake, Jack Efron e etc que fazem suspirar as gatinhas (e muitos gatinhos!). Claro, que o tempo se encarregou de equilibrar as coisas e os produtores de cinema perceberam que uma coisa não tem nada a ver com a outra, como nunca teve. Tony Curtis esteve nesse meio de caminho. Tinha a atitude de um macho poderoso (conta a lenda que em sua época estelar, passou na cara mais de 1.000 mulheres!), beleza helênica, digna de um Michelângelo,  pé no humor e, de resto, nada que sugerisse um cowboy ou um gangster implacável. Fez longa carreira, mas será lembrado sempre por seu personagem que ao lado de Jack Lemmon, se traveste de mulher para fugir de bandidos; e claro, apaixonar-se por Marylin Monroe, em “Quanto Mais Quente Melhor”. Billy Wilder sabia das coisas! Lendas fazem pessoas e a mais recente, envolvendo Tony Curtis, foi sobre seu comentário claramente homofóbico, deplorando “Brokeback Mountain” o filme mais gay da história hollywoodiana. Uma lenda não confirmada, mas muito comentada. Além do que, também é histórica sua participação em “Spartacus”, de Kubrick, onde divide uma sequência (quase) homossexual com Laurence Olivier. Quase porque a sequência termina, mas sugere, claro, continuidade. E se o assunto são lendas, conta-se que Clint Eastwood, vencedor do ano anterior por “Menina de Ouro”, recusou-se a entregar o prêmio de direção em 2006, porque acreditava que Ang Lee seria o vencedor e “não iria entregar o Oscar de direção a um cara que fez um filme com cowboys gays". Lendas. O fato é que Tony Curtis, lindo, charmoso, sedutor e engraçado, é mais uma personalidade cinematográfica a dizer adeus. Aos 85 anos vai embora deixando um clássico para trás: “Some Like It Hot”, de 1959; talvez a mais engraçada comédia da história. E Tony? Nobody’s perfect!



Escrito por Edson Bueno às 12h43
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QUANDO ADULTOS IAM AO CINEMA…

"... anos antes, haviam me oferecido o papel de Anne Bancroft em "The Miracle Worker"depois do tremendo sucesso que Anne obtivera com a peça em Nova Iorque. Eu disse: "Não, absolutamente não, não vou fazê-lo." "Por que não?""Porque vocês estão comcpletamente malucos se não fizerem o filme com Anne Bancroft Mas ela não é uma estrela!" E eu: "Não, mas dêem-lhe o papel e ela será."Foi o quje eles fizeram, e ela ganhou o Oscar."- Ingrid Bergman, em sua biografia "História de Uma Vida".  É de Anne e Ingrid que eu falo? Não. É de Arthur Penn, o diretor, do filme.  Arthur Penn era um revolucionário, um inconformado, um artista inquieto e que (claro, não sozinho!) transformou o cinema americano, a partir da década de 60. A influência? Truffaut, Godard e a “nouvelle vague”. Mas que importância tem isso, se pelos caminhos de Hollywood uma nova maneira de fazer cinema seduziu os olhos do mundo? Era mais realismo? Mais fluidez? Mais ousadia? De tudo um pouco, mas era um cinema que abandonava o estúdio para buscar texturas mais humanas, não só para a narrativa, mas para os personagens. Afinal, astros eram gente, acima de tudo. Falíveis, imperfeitos e instáveis. Nascia ali uma gama de filmes onde os personagens principais não acordavam maquiados e penteados e não tinham pudores em desfilar sua sombra diante do público. Nem por isso eram repelidos, ao contrário, aristotelicamente, era aceitos.  Era possível ser imperfeito e assim mesmo protagonizar uma história. Seis anos mais tarde Penn deu o golpe definitivo no estilo clássico, dirigindo “Bonnie & Clyde” e apresentando ao mundo dois heróis, bandidos, apaixonados, errantes e amorais. Até Coppola em “O Poderoso Chefão” e Martin Scorsese em “O Touro Indomável”se permitiram influenciar pelo estilo de Penn; e como aconteceu algumas vezes, mas nem sempre, o cinema nunca mais foi o mesmo. Arthur Penn não fez uma carreira brilhante, mas marcou seu tempo e inscreveu-se na galeria dos diretores de cinema que viram páginas. Querem um exemplo contemporâneo? Quentin Tarantino, que fez o mesmo quando apareceu com “Pulp Fiction”, em 1994! Arthur Penn faleceu aos 88 anos e deixa, a quem ama o cinema, um convite para ir à locadora e alugar “O Milagre de Anne Sullivan” e “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas”.  Não é dar um passo atrás, podem crer!



Escrito por Edson Bueno às 05h41
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BALÉ

É irresistível! Cada vez que descubro uma foto nova de Alfred Hitchcock, tenho que viajar nas suas loucuras! Não é pra menos, Hitchcock inaugurou minha paixão pelo cinema. Vivi muitas emoções na sala escura e uma das maiores foi assistindo a pré-estreia de “Caçadores da Arca Perdida”, no extinto Cine Condor, numa maravilhosa noite de sábado. Mas nada se compara ao meu primeiro contato, numa telinha de TV, preto e branco, numa noite de sexta-feira, no Canal 6, que era TV Paraná, com “Os Pássaros”! E anos depois, ainda no Cine Condor, numa tarde de sexta-feira, com todas as cores que tinha direito. Hitchcock é, pra mim, o começo, o meio e o fim de qualquer cinema. Ponto Final.



Escrito por Edson Bueno às 01h23
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QUEM NÃO GOSTA DE DINHEIRO?

Quando Gordon Gekko apareceu em “Wall Street/1987”, vivido por um Michael Douglas, derramando a maior falta de escrúpulos e caráter, virou herói, mesmo que ao contrário; o que por si só já é uma vergonha. Ganhou até um Oscar! Compreensível. Quem resiste a um sujeito inteligente, que manipula falíveis mortais que adoram bancar os otários, justamente porque querem se dar bem, sem ter competência para tal? Eis a fórmula do primeiro “Wall Street – Poder e Cobiça”, de 1987. Um filme que marcou época e definiu seu tempo. “Cobiça é virtude”, ele dizia. E ficávamos chocados! O mundo era dos bandidos e estava inventada a roda! Mesmo que tudo terminasse em cadeia. Passaram os anos, vinte e três para ser mais exato; e, como sempre, acho que não era o caso de retornar ao personagem, mesmo que o mundo cruel do mercado financeiro continue dando sinais de vida,  morte, total ausência de ética, moral, escrúpulos, etc. O novo filme? Michael Douglas continua excepcional, mas Gordon Gekko envelheceu e perdeu o pique. Culpa dele? Dos seus anos de cadeia? Nada. Culpa dos roteiristas e da mudança de mentalidade do cinema feito em Hollywood. É preciso atingir corações, é preciso emocionar mesmo que para isso seja o caso de criar situações de pura ingenuidade e pouquíssima verossimilhança. E mais ainda, é preciso agradar aos adolescentes. Por quê? Oras, porque mais do que ninguém, os homens de Hollywood gostam é de dinheiro, e no mundo do cinema dar uma de Gordon Gekko é fazer filminho simplista e carregado de falso moralismo. Dar uma (mesmo que falsa!) sensação de que existe esperança e bons sentimentos, onde quem dá as cartas é a nota! Transformar uma história de crueldade e nenhuma ética, num conto de fadas. Gordon Gekko virou bandido redimido. E Oliver Stone quer convencer quem? Pois bem, essa continuação, “Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme”, tira o peso das costas do indivíduo e o coloca nas costas de um tal sistema; como se esse sistema não tivesse sido criado por indivíduos. Prometia ser mais contundente e fodão que o anterior, mas é apenas redundante e pior, tem enfadonhos momentos de pura sessão da tarde. Oliver Stone se esmera e, às vezes, se imagina um Francis Ford Coppola dirigindo uma espécie de “O Poderoso Chefão”das bolsas de valores. Quase consegue. Tem um elenco de veteranos excepcionais e já tem suficientes anos de estrada pra saber como conduzir planos e sequências. Mas o resultado é uma historieta de amor das mais superficiais, sem qualquer comprometimento com a cruel realidade do seu conteúdo. Pra disfarçar o atual caráter de Gekko, Stone inventa um novo vilão, vivido pelo astro da hora, Josh Brolin. Tem pretensões de amoralidade, mas é só um tiro na água. De cara sabemos que o cara não vai longe, que não dá nem pro cheiro. E quanto a Gekko, o herói? Bem... melhor não contar, porque seu destino nesse segundo filme é ainda mais patético que ele próprio. Antes tivesse pego prisão perpétua no primeiro filme. Teria sido mais digno. E fico aqui pensando em, pelo menos, uma boa sequência do filme, que o redima. Nada. Aguado e sem graça. Oliver Stone nunca me encantou, mas já me surpreendeu. Velhos tempos. Agora, nem chover no molhado ele chove. Mas o filme estreou com bela bilheteria (20 milhões de dólares), primeiro no ranking do último final de semana; afinal, o dinheiro, como diz  o Sr. Stone, nunca dorme! Money makes a world go around...



Escrito por Edson Bueno às 02h19
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NA GLÓRIA DOS 100 ANOS… O ADEUS!

Como perceber Gloria Stuart e sua persona totalmente blondie na loucura demente de  “O Homem Invisível”, de James Whale, lá, no PB de 1933? Sorry, Glória! Não percebi. Mas ela estava lá e seguiu por mais uns 70 anos, cinemando e desdobrando os tempos (perdoem o clichê!) a 24 quadros por segundo, em plena era digital. Acontece em 1997, James Cameron, o “rei do cinema” trouxe-a para o centro dos holofotes, dando-lhe uma indicação ao Oscar, pela “old Rose”, personagem que na juventude era interpretado por Kate Winslet. Ela estava perfeita. Foi além dos efeitos especiais e virou inesquecível. Perdeu o Oscar para ... mas carimbou a história. Gloria Stuart faleceu hoje, aos 100 anos. Sua suavidade, sua beleza cinematográfica aos 87 anos, seus olhos vibrantes e enormes, eram a ponta do iceberg. Disse a que veio.

 



Escrito por Edson Bueno às 16h45
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DEMÔNIOS & ZUMBIS

Odeio zumbis. E ainda mais aqueles que correm. Odeio-os pela obsessão, pela irracionalidade, pela terrível sensação que passam, de que certas coisas não têm volta. Já os demônios são mais relativos. Gritam, esperneiam, mas acabam curvando-se à água-benta, ao crucifixo e às boas intenções. Em resumo, até em questões de terror, eu sou um otimista. Não é a mesma coisa que otário, mas bem poderia ser, porque fui ao cinema, depois de tanto tempo, assistir “Resident Evil 4 – Recomeço” e “O Último Exorcismo”. Acontece que alguns críticos, prá lá e pra cá, andaram falando coisas legais das duas bombas e eu resolvi arriscar. Dei com os burros n’água nos dois casos. Dinheiro jogado fora. “Xaropes”, como dizia meu pai! Nem zumbis, nem demônios resistem ao mau diretor e ao péssimo roteiro. Se “Resident Evil” tem zumbis de menos e o esquematismo da direção fria e robótica, deixa tudo com a cara mais artificial possível; em “O Último Exorcismo”, o estilo “Bruxa de Blair/Reality Show”fode com qualquer possibilidade de um mínimo de verossimilhança. O engraçado é que os caras acham que a câmera subjetiva e documental vai dar mais realismo, e o que acontece é justamente o contrário. Ninguém precisa de realismo no cinema, já que a própria ambientação nega tudo. E o corte, a edição, negam o tempo todo o espírito fajuto do documentário. Uma câmera “reality show”pede muito mais elaboração. Só não vê quem não quer. Acontece que tanto num filme como em outro, tudo seria apenas risível, não fosse enfadonho. E “Resident Evil”, além do show de canastrice do elenco todo, nem como filme de aventura e ficção científica funciona, porque tudo é muito computadorizado para o meu gosto. E o balé 3D, embora belo, nada tem a ver com o filme. Mas justiça seja feita, “Resident...”não torra o saco! Bunuel falava que a única sensação que o cinema não pode dar é sono. Eu acho que é saudade. Ai que saudade de “O Exorcista”, do William Friedkin, e ainda, do George A. Romero e seus zumbis assustadores de fundo de quintal.  Gente que entende de cinema! Ultimamente o único medo que você sente é o de ir ao cinema. Ai que saudade do Jack Nicholson e seu olhar maluco em “O iluminado” ou do bonequinho de longos braços embaixo da cama em “Poltergeist”. Ai.

 Não acredite nesta bela foto!



Escrito por Edson Bueno às 09h43
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