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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


TROPA DE ELITE 2

Irandhir Santos, um ator excepcional!!!

Sou um cara que tem certo medo de altos realismos. A minha queda pela fantasia, pelo sonho e pelo delírio é mais do que conhecida. Acho a vida tão crua, às vezes tão dura e violenta, que sempre penso que a arte, quando aprofunda a poesia e conversa com o espírito, abre uma outra possibilidade para o respiro. Alguns diretores de cinema permitem-se mergulhar nas impossibilidades imagéticas e ainda assim tocar o humano, como Fellini, Woody Allen e Hitchcock. Outros, realistas até os ossos, usam o cinema para reproduzir carne e sangue, mas, sabe-se lá como, conseguem poetizar sobre; como Bergman, Clint Eastwood e Martin Scorsese, sem esquecer o nosso Glauber Rocha. E, de repente, cai em nossas mãos, atira-se aos nossos olhos, um tal filme chamado “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro”, uma experiência em realismo, didatismo, crueza e ironia, como poucas vezes tive a paciência de encarar pela frente numa tela de cinema. José Padilha demonstra com esse filme que é um cineasta, mais do que corajoso; profundo e comprometido com ideias. Uma raridade! Sim, porque tecnicamente não há o que falar. “Tropa de Elite 2” é uma aula de cinema. É padrão internacional. Cortes, fotografia, planos e seqüências são de cair o queixo. E a interpretação dos atores é de fazer a plateia saltar da cadeira. Um grau de competência e qualidade como raras vezes se vê. O que impressiona é que os atores estão fazendo cinema, não televisão. O que se vê são intérpretes onde, câmera pela frente, conversam com os olhos (como o bom cinema!) sem que o naturalismo jaguara das novelas de televisão, sequer dê sinal de vida. Esse naturalismo, que até funciona nos folhetins da telinha, tem sido um dos grandes venenos do cinema brasileiro. O roteiro, às vezes até tem alguma profundidade, mas torna-se raso e fútil, nas mãos até de grandes atores de televisão. Em “Tropa de Elite 2” todos estão magníficos! Claro, é impossível não destacar Wagner Moura, Sandro Rocha e Irandhir Santos, este último uma revelação para o Brasil, que desde o primeiro instante em que aparece, assume o controle da narrativa. Pois então, sai de baixo, que nesse filme o assunto não é sonho, nem fantasia. José Padilha, apoiado num roteiro brilhante e competentíssimo, faz um filme feroz, impiedoso e sem meias palavras. Digamos assim, um filme de dentro pra fora. Na melhor tradição dos grandes Clint Eastwood e Martin Scorsese, desenvolve uma narrativa onde o objetivo é um só: expor a podridão das estruturas políticas brasileiras, a pobreza das individualidades e a fraqueza corrompida do homem que se vendo diante do seu próprio caráter., opta pelo pior. Não é à toa, que numa cena de terrível ironia, aparece até Shakespeare para dar sua palhinha. Padilha fala, sem meias palavras, das estruturas que envenenam o Brasil e que, amorfas, assumem as formas que se fizerem necessárias para continuar usurpando o país, seja via autoritarismo ou via eleições democráticas. O indivíduo em “Tropa de Elite 2”, ou é vítima casual, ou é um lutador solitário, seja com a arma na mão ou com a ideia na cabeça. O talento de Padilha aparece nas opções de câmera. Consegue criar um espírito de documentário, sem que tenha que usar e abusar de movimentos a lá “big brother”, mas tomando como exemplo os grandes cineastas que já citei aí atrás, e ainda, até ouso dizer que assistindo muito o jeito de Peter Jackson contar uma história. “Tropa de Elite 2” é um filme importantíssimo. Vai além da capacidade de manter nosso interesse pelo formato do entretenimento, e toca em temas e assuntos, que extrapolam, o cinema de violência e favelas. É um cinema de ideias. Esse é seu grande triunfo. E boas ideias. Houve quem comparasse Padilha a um Oliver Stone, por exemplo. Não, não creio. Stone é um mau manipulador de imagens, Padilha mostra-se um bom manipulador de imagens. Sim, porque todo diretor de cinema é um manipulador de imagens. Rs. “Tropa de Elite 2” abre um novo horizonte para o cinema brasileiro, além do folhetim enganador de filmes até bons, mas malandros, que temos visto por aí. Deveria ser estudado e decupado por quem quer fazer bom cinema, porque ensina tudo, de todos os aspectos de uma produção cinematográfica. Padilha, com esse filme, colocou-se, naturalmente no mesmo nível de um Scorsese, um Eastwood, um Paul Thomas Anderson. O futuro dirá até quanto, não quando...



Escrito por Edson Bueno às 14h15
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MAMBEMBANDO...

Estamos, eu e o Grupo Delírio, em plena viagem. Saltando de Brasil em Brasil, vivendo teatro de todos os lados, machadianamente: teatro por dentro, teatro por fora, teatro à direita, teatro à esquerda; e desde os pés até a cabeça. Estamos em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, fazendo “Kafka”, “O Evangelho Segundo São Mateus”, “Capitu”, “A Vida Como Ela É Nelson Rodrigues”, e “A Vênus das Peles”. Cada dia uma aventura e sempre uma plateia atenta, viva, interessada e elegantíssima. Como diz a Martina: “Platéia inteligente”. E como disse Goethe: “Só é possível dar uma resposta inteligente para uma pergunta inteligente.” E que perguntas inteligentes temos ouvido aqui em Passo Fundo! Acho que estamos à altura da cidade. Daqui vamos para o Espírito Santo, Vitória e de lá para Londrina. E de Londrina para o Rio de Janeiro e do Rio de Janeiro para São Paulo. E então já será dezembro e nós ainda não teremos voltado pra casa. Tanta coisa eu teria a dizer sobre essa aventura e tanta coisa também sobre o grande cinema que é “Tropa de Elite 2” que eu assisti hoje, com o estômago encolhido e a indignação que só sinto quando vejo um grande Martin Scorsese, por exemplo. José Padilha dá uma de Martin Scorsese e bota pra quebrar. Dá  show de tudo! Preciso sim, falar sobre esse super filme, mas não dá. Não é o dia. Hoje, apesar de tanto sorriso do teatro e do cinema, é dia de ficar quietinho, experimentando o gosto amargo das surpresas da vida. Ficar “speechless” e esquecer um pouco as palavras, porque elas podem ser tudo.  Poetas, artistas como eu, sonham fazer das palavras remédios para a realidade e a crueza da vida, mas nem sempre é assim. Nem sempre é o sonho. As palavras, às vezes, doem pra caralho!



Escrito por Edson Bueno às 00h53
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