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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UM POUCO DE TUDO...

Annete e Julianne: um show pra variar!

São Paulo, 5 de novembro de 2010. Como disse uma amiga minha, “São Paulo é a cidade onde um queijo quente custa R$ 7,50”. É a mais pura verdade. Mas ao mesmo tempo em que me sinto muito pequeno aqui, me sinto assustadoramente livre, cansando de tanto andar, procurando o que (acho!) não vou encontrar fácil. Mas algumas coisas eu encontro, como a nova edição de “O Teatro de Sabbath”, do Philip Roth, que eu tinha perdido há anos e, de repente, ei-lo, novo, caro (quase R$ 75,00) e necessário, na vitrine da Livraria Cultura. Num impulso eu o agarro e compro em três vezes no cartão e seja o que Deus quiser!

 

Se a fidelidade é o preço que o corpo paga pela covardia da mente, a infidelidade é o preço que a mente paga pela covardia do corpo...

 

Quando terminar “Oliver Twist”do Charles Dickens, começo a ler de novo, porque já o li em outras épocas. Como “Cem Anos de Solidão”, é um romance infilmável. Mas gostaria de ver Jack Nicholson no papel. O problema é que Sabbath pediria uma ousadia que o cinema não tem mais, então que é melhor que continue apenas a melhor literatura contemporânea americana. Encontrei o Fábio no Unibanco Arteplex da Frei Caneca, ele estava indo assistir ao filme do Neil Jordan com o Colin Farrell e eu a pré-estreia de “Minhas Mães e Meu Pai/The Kids Are All Right”. Conversando ele me conta que “Oliver Twist”era o romance preferido de Charles Chaplin. Compreensível. Chaplin deve ter-se identificado pacas com o suave Oliver. Dickens escreve como um distanciamento elegante inacreditável e, com certeza, influenciou Machado de Assis, porque alguma coisa de um está no outro.

 

-- É um cão engraçado. Como fica furioso quando algum tipo estranho se põe a rir ou cantar quando ele está em nossa companhia – prosseguiu o Raposo – E como rosna quando tocam violino! E como odeia os outros cães que não são de sua raça! Oh, é incrível!

-- É um verdadeiro cristão – concordou Charley.

 

Combinamos nos encontrar amanhã às 13h em frente ao Cine Livraria Cultura. Chegar  na abertura da bilheteria para assistir “L’Illusionnist”, o desenho animado que Sylvain Chomet fez a partir de um roteiro do Jacques Tati. Para quem não sabe, Chomet é o criador de “As Bicicletas de Belleville”. Imperdível, porra! A exibição é uma raspa de tacho da Mostra de Cinema e se tivermos sorte, assistiremos. Senão... Bem, a vida é uma somatória de trabalho, dedicação, coragem, ousadia, talento e... sorte! E a propósito do filme que acabei de assistir, “The Kids Are All Right”, um charme. Os apaixonados pelo pós-dramático vão amá-lo. Não que não tenha uma história, ao contrário, com seu olhar natural para a vida homossexual, a roteirista e diretora Lisa Cholodenko, abre portas para novos ares cinematográficos, contando uma histórinha que não teria a menor graça se fosse em uma família de ares heterossexuais.  Mas tem graça e desliza prazerosamente pelas humanidades. Filme livre, leve e solto. O mundo, vagarosamente muda, e o cinema segue seus passos. Mas o melhor mesmo são as interpretações de Annete Benning e Juliane Moore. Juliane é sempre sanguínea e emocional, enquanto Annete é madura e incrivelmente verdadeira. Dá um show! E a rotina/não rotina? Todo dia caminho da Frei Caneca até a João Passalaqua, pelo meio do Bixiga, até o Balé da Cidade de São Paulo, para um encontro com Giselle e os bailarinos e as bailarinas, mais o Bongiovanni e a novidade. O desafio de encarar o inesperado. Me sinto mais jovem do que nunca. Mas não sou. E talvez esteja aí o melhor e o mais surpreendente!



Escrito por Edson Bueno às 01h07
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PARA SEMPRE MENINO

Viver intensamente o presente, também é estar com um olho no passado, mas o passado que ainda pulsa. O que é isso? Por exemplo, um eterno piá que insiste em residir em nosso espírito, incansável, brincalhão, sonhador, romântico, bobo mesmo. Mas que, entre outras coisas, mantém o equilíbrio da pressão arterial: 12 x 7! Quando esse piá dorme, adoece ou morre, ou a pressão fica extremamente alta ou extremamente baixa e aí, o velho, dono do corpo, assume o comando do espírito e tudo desmorona mais rápido do que deveria. Porque, afinal de contas, uma hora ou outra, tudo desmorona. Hoje encontrei uma velha amiga na praça, enquanto passeava com o Speechless, meu cachorricho. Ela estava passeando com sua velha mãezinha. E eu lembro dessa velha mãezinha, que tinha uma barraquinha de cachorro quente naquela mesma praça. Uma senhora viva, atenta, comerciante e alegre. Trabalhava madrugadas adentro, vendendo sanduíches para boêmios e estudantes sem muita grana. Um dia a doença chegou e pronto, espíritos à parte, o desmoronamento inevitável. Quando chegará a minha, a nossa? Que máscara usará? Quem sabe? Saberemos a seu tempo. Pois voltando ao menino que olha para o passado mais menino ainda. Eu, no Grupo Escolar Nossa Senhora da Salette. Oito e nove anos, aproveitando a hora do recreio para enfurnar-me na pequena biblioteca, muito pouco freqüentada, e ler Alexandre Dumas, Julio Verne e Edgar Rice Burroughs. Tudo. Ah, o homem da máscara de ferro, cinco semanas num balão e a cidade do ouro!!! Ah! Mas um ah! bem maior, dedicado a Hergé e Tintim! Lia, relia, comia e dormia Tintim, Milú, o Capitão Haddock, Dumont e Dupont! Nunca tive sequer impressão de algum aspecto racista nos quadrinhos, nem sabia o que era racismo, nem nunca me influenciou, nem significou outra coisa que não aventura pura, emoção e a experiência do exótico, tão importantes para qualquer pré-adolescente. Steven Spielberg e George Lukas, quando inventaram Indiana Jones sabiam muito bem disso! Pois Tintim virou cinema em muitos desenhos animados franceses, que eram meio chochos, extremamente didáticos, corretíssimos do ponto de vista visual, mas pobres em ação e emoção. Burocráticos, diria. E, de repente, dois caras malucos pela aventura, Spielberg e Peter Jackson, resolvem levá-los ao cinema. O primeiro, dirigido pelo Spielberg, só em dezembro de 2011 (quanto tempo, meu Deus!) e o segundo, do Peter, em julho de 2012. E, hoje, aparece, via revista Empire, a primeira imagem do filme, feito pela técnica ainda meio tosca de captura de movimentos. Só pra aguçar as curiosidades, colocar em polvorosa o piá irrequieto que vive aqui dentro e sonhar com a passagem lenta dos dias, porque não quero que o tempo corra, mas um dia, dezembro de 2011 chegará, e com ele Tintim de Hergé/Sp;ielberg/Peter Jackson. E o menino, incansável, continuará gritando a plenos pulmões no coração do homem. Isso, é claro, se o filme for divertido. Será?



Escrito por Edson Bueno às 18h08
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NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

Ben e Jeremy, apesar do figurino, eles são bandidos em "The Town"

Devo confessar, estou me sentindo um pouco culpado pelo comentário que fiz do novo filme do Jabor, porque, apesar de o inferno estar cheio de boas intenções, o Jabor é um cara sério e, sinceramente, gostaria que seu filme fosse bacana. Talvez devesse ter sido mais condescendente ou carinhoso. Fui tão cruel. Tentei rever minhas idéias, mas a única palavra que me vem à cabeça quando penso e repenso o filme é “antiquado”, então que é melhor ir parando por aqui, senão acabo encontrando mais adjetivos desabonadores e, apesar de “A Suprema Felicidade”, continuo gostando muito do Jabor. Mas, a medida que os dias vão passando, o filme vai ficando pior em minhas lembranças, é um fato. É o cinema, não? Altos e baixos. Assisti, no sábado, “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”, de outro diretor que gosto muito: Terry Gilliam. Ruim, confuso, fora do parafuso. Gilliam é um esteta. Seus filmes, como também esse, são fascinantes, hipnóticos. Seu barroquismo visual é um deslumbre e sua paixão pelo delírio é admirável. Mas quando troca os pés pelas mãos, de seus filmes só resta mesmo o visual. Excelentes atores, como o falecido Heath Ledger e Christopher Plummer, ficam perdidos e enjoados no meio da beleza das imagens, sem muito a dizer, nem com os olhos, nem com as palavras. Os efeitos visuais via computação gráfica vulgarizaram certa magia do cinema e o que a algum tempo atrás era um escândalo, hoje é apenas óbvio. No filme Gilliam é onipresente, mas sua onipresença é descartável, apesar de tanto esforço. Pois é, mas às vezes, de onde menos se espera, surge uma luz no fim do túnel. Depois de tantos elogios da imprensa americana (o que não quer dizer tanto...) fui assistir “The Town”, o filme do Ben Aflleck, que no Brasil, pra variar, recebeu um título debilóide: “Perigosa Atração”. Massa! Rs. Como diz a minha amiga Lea, daqueles filmes que não servem pra nada, não tem nenhuma originalidade, mas tem atores tão bons e são dirigidos com tanta competência à lá Hollywood, que você passa duas horas do mais adorável prazer, curtindo cada sequência e curiosíssimo pelo seu desfecho. É drama. Bandidos e mocinhos, assaltos, fugas espetaculares, espertezas, violência, alguma paixão e gente de caráter duvidoso. Ben Aflleck está ótimo, tanto como diretor como ator e Jeremy Renner (obsessivo por bombas, em “The Hurt Locker”) está obsessivo por violência e amoralidade. É filminho americano até os ossos, mas pelo menos Aflleck não fica tanto em cima do muro como em seu filme anterior “Medo da Verdade/Gone Baby Gone”, que tinha uma história melhor. O mais interessante é que, apesar de protagonizar, fazendo o bandido, consegue conduzir a história sem que em nenhum  momento manipule nossos sentimentos para ficar ao lado do pior. Diria que, políticas à parte, é um filme da gaveta de “Tropa de Elite”. Drama competente e entretenimento garantido, onde bandido é bandido mesmo e onde mocinho não tem cara de bacana. Cinema do bom. E... enquanto ouvia o discurso da Dilma,dizendo que é melhor uma imprensa briguenta do que um silêncio antidemocrático,, me deparei com “There Will Be Blood/Sangue Negro”, do Paul Thomas Anderson, na HBO2. De cara, peguei à última sequência, aquela em que Daniel Day Lewis e Paul Dano trocam mais verdades que mentiras e onde religião, dinheiro, moral, ética e vergonha na cara, tem outros significados, além dos encontrados no dicionário. E então, a mágica. Paul Thomas Anderson com esse filme todo e até só com essa sequência, a última do filme, explica qual é a real diferença entre entretenimento puro e simples e arte de verdade; entre cinema do mais alto nível e cinema feito nas coxas. Paul Thomas Anderson dá grandeza à expressão “sétima arte”! Quem não viu corra à locadora porque nunca é tarde; e quem já viu não custa ver de novo. Faz bem ao espírito, renova energias e reacende esperanças!



Escrito por Edson Bueno às 23h56
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