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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


JOHN LENNON ESTARIA COM 70 ANOS! MAS HÁ 30 UM MALUCO...

São Paulo, 08 de dezembro. E para quem não sabe, como o assunto aqui é quase sempre cinema, ele ganhou um Oscar em 1971, pela trilha de “Let It Be”! Na cerimônia os Beatles não foram receber o prêmio, recebido em nome deles por Quincy Jones.



Escrito por Edson Bueno às 23h55
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O REAL E O IRREAL

Curitiba, 06 de dezembro. A Rede Social. Leio no blog do Zé Geraldo Couto um bom e lúcido comentário sobre “The Social Network”, um filme que eu, sinceramente, adoro cada vez mais e que o Zé Geraldo nem gostou tanto. Minha amiga Eloise Grein também não, porque, segundo ela “... é muuuuuuita falação, c... mas é bom pra c..., não digo que não....mas não é meu tipo de filme, simplesmente...não tem romance, não tem amizade, não tem sentimentos...será que os seres humanos estão todos assim?????   D-U-V-I-D-O-D-ÓOO...” Opiniões. O filme e seu diretor já foram considerados os melhores de 2010 pelo National Board Of Review e pela Sociedade dos Críticos de Washington. O que isso quer dizer? Nada, oras! Rs. Mas do que eu quero falar é sobre o final do post do Zé Geraldo, quando ele diz que “os filmes `baseados em fatos reais`, daqueles em que letreiros explicam  no fim o destino de cada personagem, me dão um fastio mortal. E criam no espectador mais desavisado a falsa ideia de que `foi assim mesmo que aconteceu`. Pessoalmente, prefiro os filmes baseados em fatos irreais.” Curioso, eu também. Adoro uma boa ficção, adoro um bom romance, adoro uma história. Mas também, e penso que isso deva ser uma espécie de treino orgânico, nunca vejo um filme, mesmo um documentário, como um fato real. Continuo assistindo-o sempre como uma opinião. Por exemplo, amo “Freud - Além da Alma”, do John Huston; mas nunca consigo pensar que aquilo é, de verdade, a vida do Freud; sempre o vejo como uma visão ficcional da vida do Freud. E até mesmo sobre os documentários. Há um que realmente me faz a cabeça: “Quando Éramos Reis”, de 1997. (inclusive ganhador do Oscar!), que conta sobre a famosa luta, no Zaire, entre Mohamad Ali e George Foreman. Ali estão as imagens reais, ali estão os depoimentos, mas a edição sempre me diz que, tudo não passa de uma opinião. Às vezes apaixonada, às vezes poética, às vezes indignada, mas sempre uma faceta, um recorte pessoal da realidade. Da mesma forma que quando assisto “Caçadores da Arca Perdida”, durante muito tempo, acredito que o Indiana Jones, como personagem, é real. Como aliás, é mesmo. Alguém duvida que o Peter Pan existe? Essa história de ficção e realidade em cinema, teatro ou literatura, é sempre uma via de diversas mãos. Então que para mim e meu treinamento de ficção, “The Social Network”não é a história da vida do criador do facebook, mas um filme sobre o nosso tempo e nosso treinamento para o gélido universo das competições sociais e econômicas. E isso é mais do que ficção, é ideia e opinião. O que muito me fascina.



Escrito por Edson Bueno às 18h37
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NEM TUDO É O QUE PARECE…

... ou o que poderia ter sido. São Paulo/Curitiba, 05 de dezembro. Havia, por exemplo, uma expectativa enorme pelo novo filme de Julie Taymor (Across the Universe, Frida), “A Tempestade”, onde a grande Helen Mirren faz uma versão feminina do Prospero, de Shakespeare. Pois é, varada na água, ou talvez até pior, a crítica odiou o filme: “kitschy, monótono e banal”, vaticinou Lelie Felperin, do “Variety”. É quase uma declaração de morte. E Julie ainda está às voltas com as complicações de sua versão musical do Homem Aranha, na Broadway, que ainda não arrancou os suspiros adolescentes desejados. Então? Falando de expectativas... A maioria dos meus amigos também não vai com a cara de Julie Taymor, daí que é provável que eu, que gostei muito de “Frida” e ainda adorei “Across the Universe”, me recuse a enxergar o óbvio. Talvez. E sobre o que é e poderia ser, estava aqui pensando sobre dramaturgias e encenações teatrais. Há de diversos tipos, mas duas se destacam: aquelas em que os personagens vão ao palco para viver uma vida; e aquelas em que os personagens vão para o palco para reclamar da vida. Parece que esta última tem sido a tônica. Não admira estarmos vendo teatros com tão pouco público. Há dramaturgos e encenadores que acreditam cegamente que encher o saco da plateia é o grande barato. Fazer o quê? Meu querido e adorado Raphael Nuvens, escreve letras lindíssimas e fortes, para músicas lindíssimas e fortes; e entre um café e um macarron no Lucca, ele me diz que tem medo de ser, às vezes, demagogo ou maniqueísta, sei lá. Eu cito Renato Russo: Pode haver algo com mais cara de demagogia do que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”? Não pode, mas é artístico, importante e comunica, porque é sincero. Vem da alma. De um desejo profundo de amar. Então, como diria Nelson Rodrigues, não é porre. Talvez uma boa fórmula de fazer arte seria amar o teatro, depois amar os autores, depois amar os atores, depois amar o público. Mas quem quer? Uma talentosíssima atriz da nova geração descobriu, nas últimas semanas que não existe mais a quarta parede, segundo uma declaração no jornal ... e olha que Bertolt Brecht nasceu em 1898 e morreu em 1956! É o que dá não ler e não ir ao teatro!



Escrito por Edson Bueno às 12h15
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