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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


TÃO LONGE TÃO PERTO

Quão longe do Brasil é o Irã? Jafar Panahi, um dos mais importantes diretores de cinema do Irã, foi condenado a 8 anos de prisão e mais, não poderá filmar, escrever roteiros ou sair do país nos próximos 20 anos. O crime? “Por agir e fazer propaganda contra o sistema”. Por que um fato acontecido tão longe pode nos afetar a ponto de o imaginarmos, ou melhor, sentirmos tão perto? Talvez porque os cineastas iranianos tivessem empreendido uma batalha artística de incrível valor, mostrando ao mundo um país simples, de emoções rotineiras, sutilmente doces e de costumes sinceros, ao contrário da imagem de barbárie e selvageria que a propaganda sabe-se lá de que procedência, conseguiu incutir em nosso imaginário ocidental. Um cinema que fez história e foi aclamado mundialmente. O próprio Panahi ganhou a Câmera de Ouro em Cannes/1995 com “O Balão Branco” e o Leão de Ouro em Veneza/2000 com “O Círculo”. Uma demonstração de vigor artístico rara em qualquer cinematografia que não faça parte do primeiro mundo. Sinceramente? Nunca fui muito com as fuças do cinema iraniano e certa vez, quando fui a São Paulo com o Áldice e fomos assistir “Através das Oliveiras”, do Kiarostami; não tive pudores em taxá-lo de chato e óbvio, apesar de assisti-lo até o fim. Talvez por minhas próprias deficiências com a linguagem e o conceito, o cinema “do nada e do tudo” nunca me atingiu em cheio. De qualquer forma, se o Kiarostami não mora no meu coração, curvei-me diante da singeleza de “O Balão Branco” (Jafar Panaji) e “Filhos do Paraíso” (Majid Majid). Tocaram meu coração por seu impulso neo-realista e pela preocupação em captar o melhor do ser humano numa sociedade cheia de contradições. Em questões iranianas eu prefiro o olhar de Marjane Satrapi (história em quadrinhos e animação), com seu “Persépolis”, obras de arte de abrangência política, humana e social de longo alcance, embora tenha que reconhecer que Marjane filmou e desenhou na França, longe das baionetas de Ahmadinejad. A solução para a arte em países com dinheiro e regimes fascistas é a mediocridade estética. Beleza sem alma e sem opinião. Que o diga o chinês Zhang Yimou, revelação absoluta nos anos 80 e que se curvou ao regime para continuar filmando e tendo uma vida digna. O preço? A partir de um certo momento seu cinema evoluiu para um esteticismo da mais profunda beleza pictórica, mas de um vazio quase insuportável. E Jafar? Enquanto filmava inocência e pureza, ia e vinha com naturalidade; quando resolveu evoluir para a opinião, para o desejo de um mundo melhor e mais digno, mais justo e livre, virou réu e depois prisioneiro. Há! Que desejo perdido têm esses ditadores, de silenciar o grito? E por quanto tempo conseguem? Quantas vítimas ainda serão contadas? Parafraseando um verso engajado, é preciso estar atento e forte. Então, como eu ia dizendo, qualquer um que ame a arte, o cinema, a liberdade e a vida, tem que estar meio chateado e por vezes silencioso, depois de mais esse gesto patético e monstruoso do regime iraniano. É doloroso ver o assassinato de um artista, porque impedi-lo de ser é um crime inapelável! Qual será o próximo capítulo?



Escrito por Edson Bueno às 11h10
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A VIDA É CHEIA DE MISTÉRIOS



Escrito por Edson Bueno às 03h19
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EITA VIDA BOA!!!



Escrito por Edson Bueno às 18h44
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ADIVINHEM QUEM É ESTE PIÁ AÍ!



Escrito por Edson Bueno às 20h27
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PÁGINAS QUE SE VÃO VIRANDO…

São Paulo, 19 de dezembro. Idas e vindas. Hoje foi a última apresentação de “Giselle”, coreografia do Luiz Bongiovanni, com o Balé da Cidade de São Paulo. Às 19h45 a porta corta fogo do Auditório Ibirapuera abriu-se revelando o parque ao fundo. O Kleber caminhando na direção do verde, conduzido pela orquestra do maestro Jamil Maluf e a Fernanda, Giselle vermelha e sanguínea, bailando no gramado, linda e viva. O Kleber atira-se no vazio e o público com um “ohhhhhh!”,  aplaude delirantemente. Espetáculo e beleza. No programa o meu trabalho: dramaturgia e direção teatral. Sei, de tantos anos, que o teatro é feito no vento e que dele nada devemos esperar além da brisa. Mas nosso sentimento do eterno pede que o vôo seja sempre mais alto. Sei lá se sonho de astronauta ou Ícaro. Sei que sonho. Enfim, fiquei quase dois meses na cidade. Foi uma experiência curiosa e estimulante, de trabalho e paixões. Só prazer, nenhuma raiva, ansiedade, dor ou arrependimento. Só prazer, simplesmente. Que mais se há de querer da vida, do trabalho e da arte? Há momentos em que tenho vontade de escrever e escrever e escrever sobre essa experiência e sobre todas as pessoas que conheci (inclusive as muito especiais) e as aventuras que aventurei. Os mais e os menos. Os tudos e os muitos. Mas é, sinceramente, tanto, tanto, que são intenções e vidas que, acho, melhor que fiquem comigo, aqui dentro, já que o espaço é curto e eu tenho mesmo que voltar para Curitiba. Lá tem o Áldice, o Speechless, Clarice Lispector e o Napo. Bichos me esperam. Vontades. Trabalho e realidade, porque escapar é sempre bom e, às vezes, salvação. Mas, como disse São Mateus: “Chove sobre os bons e os maus, sobre os justos e os injustos...”. É preciso viver a vida que nos foi ofertada. E, diante dessas encruzilhadas, sempre penso que nem tudo está em nossas mãos. Muito do que vivemos e sentimos está por conta do imponderável. Do tal destino que, seja lá o que for, insiste em depositar sentimentos em nosso coração. E da mesma forma que põe, tira, quando bem entende. Assim como Clarice disse que “a felicidade vive numa encruzilhada”, Machado de Assis disse que “o destino, como bom dramaturgo, não antecipa as peripécias nem os desfechos. Eles chegam a seu tempo...”. Pois então, humildade diante da grandeza do universo e que as peripécias e os desfechos cheguem, porque São Paulo vai sendo uma página que se vira e, quisera eu, que Curitiba fosse um outro livro a ser lido, não um mesmo, empoeirado e gasto, que se tira da estante para reler pela décima vez. E agora, o que fazer para que não seja?



Escrito por Edson Bueno às 23h49
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