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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


ADEUS 2010… E QUE VENHA 2011!

Eu, me maquiando para 2011, pelas lentes do Marco Novack!!! Rs.

O melhor e o pior desse bendito dia 31 de dezembro é a mistura de sensações. Um lado seu joga tudo para trás e acredita que um novo ano, com ideias, projetos, amores, vida nova, virá pela frente. O outro lado sabe que do dia 31 para o dia primeiro, salvo incríveis exceções, nada de muito novo acontecerá e que tudo continuará exatamente da forma como tem sido, no mesmo fluxo, no mesmo ritmo, no mesmo “empurra e puxa”, como costuma dizer meu amigo Beto Bruel. Os problemas não se resolverão com uma taça de champanhe, as esperanças são só elas mesmas, as promessas vão precisar bem mais do que pernil e maionese para serem cumpridas; e vamos ter que suar, pensar, resistir, defender cada pedacinho de desejo para que ele chegue perto de acontecer, porque o imponderável existe e é preciso ter humildade diante da grandeza do universo. Fato é que não fazemos a menor ideia do que acontecerá, embora os planos e as “certezas”. Uma concha de lentilhas cozidas e algumas uvas no meio do espumante sempre é uma chance. Não ganhamos a Mega Sena da virada, não somos íntimos nem do próximo governador, nem da presidenta, os projetos do Mecenato ainda precisam ser captados e aqueles cachês de espetáculos feitos em 2010 ainda não foram pagos em sua totalidade. Não é fácil! Será preciso mudar de casa o mais rápido possível, continuar a musculação diária porque as calorias e gorduras são amicíssimas dos maduros e adoram ficar grudadas no corpo, tal é a paixão; muita, muita imaginação porque Clarice Lispector exige cuidado e amor, paciência com os próprios sentimentos e com os dos outros, porque definitivamente o coração é um órgão imprevisível, mas a vantagem é que é imprevisível para todos os lados, então que paciência também tem  mão dupla. E como 2010 trouxe surpresas inacreditáveis como um livro editado que saiu assim, presenteado pela sensibilidade de um (e uma!) editor ou um espetáculo de dança em São Paulo, com um amigo coreógrafo, um espetáculo de teatro incrível baseado em Paulo Leminski e que chegou bem mais longe do que se esperava. Ah! E uma penca de prêmios para um Kafka de 2009!  Viagens, amizades, decepções, dores, alegrias, festas, um pouco de solidão e muito de arte. Algum (bem menos do que merecia!) dinheiro. Outros prejuízos, porque dinheiro também é coisa que se joga fora. A redescoberta de Charles Dickens e a reedição de “O Teatro de Sabath”, de Philip Roth, pela Companhia das Letras. O desejo mais profundo de começar 2011 lendo a biografia do Freud, pelo Peter Gay. Filmes difíceis e fáceis que não caíram no circuito comercial nem “de arte”, como “Animal Kingdom”, da Austrália, ou tristezas profundas como “Anfetamina”, da Coréia. A família, uma tatuagem nova, um pequeno drama com uma doença inesperada no meu cachorricho, que rendeu ansiedades e trabalho, o carinho do Áldice para a minha distância e o cuidado dele, o teatro e as palavras. Enfim... 2011 vem aí, viajando pelo Brasil inteiro com “O Evangelho Segundo São Mateus”, pelo Sesc e seu Palco Giratório e coisas que terminam, outras que continuam e algumas que começam. Como disse para meu querido Thiago Inácio: “1011 está aí, claro, branco, esperando para saber quanto de vida vamos injetar nele!” Cabe a nós e ao universo. Façamos pois.  Ah! E 2011 vem aí... com suas nuvens!!!



Escrito por Edson Bueno às 14h41
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O MELHOR DE 2010?

Eis uma tarefa difícil, porque aconteceram bem poucos filmes de real impacto e pior ainda, quase nenhum que tocasse bem fundo na alma, daqueles que você sai do cinema em estado de graça querendo que o mundo acabe em imagens. Impacto? Para ser sincero tive apenas um: “INCEPTION”, do Christopher Nolan. Um filme que me tirou do sério e quase me deixou em pé na sala Imax. Emoção? Três filmes me emocionaram de verdade: “TOY STORY 3”, que, de verdade, me levou às lágrimas, “PRECIOUS”, porque Mo’Nique dá um show e Gabourey Sidibe conseguem explicar aos trancos e barrancos que aconteça o que acontecer (inclusive nascer no lugar e na família errada) é preciso tocar a vida para frente; e “O SEGREDO DOS SEUS OLHOS” e sua mistura sanguínea de romantismo e ideologia. E Ricardo Darín, o Marcelo Mastroianni da América do Sul é simplesmente o máximo. E, claro, impossível esquecer dois filmes estilizadíssimos, que exploraram ao máximo as possibilidades plásticas da imagem: “A SINGLE MAN”, de Tom Ford, com Colin Firth arrasando e dando toques minimalistas ao sofrimento de um cara que perdeu o namorado num acidente; e “A FITA BRANCA”, de Michael Hanecke, o ovo da serpente, a nascente do nazismo numa teoria difícil de ser contestada. Marcantes. E minha paixão escancarada por Woody Allen também me impede de não amar seus lados otimista (“TUDO PODE DAR CERTO”) e pessimista (“VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS”). Sempre aprendo com Woody, sobre o cinema e sobre a vida. Cinema que tira a venda dos olhos, que surpreende, que revolta e ainda faz rir? “TROPA DE ELITE 2”! O melhor brasileiro desde “Cidade de Deus” e puro cinema de cumplicidade. Um roteiro perfeito com atores excepcionais. Se o cinema brasileiro ignorar esse filme, não sabe o que está perdendo. Inclusive o trem da história. E falando em história, Olivier Assayas ensina como contar a vida de um personagem controverso em “CARLOS” um tour-de-force de quase 5 horas, simplesmente eletrizante! A vida do terrorista Chacal é uma experiência de cinema objetivo e afiado. “NINE” de Rob Marshall foi destruído pela crítica e por alguns dos meus amigos, mas eu fico hipnotizado pela experiência de ego musical e por Marion Cotillard cantando “My husband makes movies”. Nada há para se fazer.  Um canadense de apenas 20 anos (Xavier Dolan)  e um sul-coreano (Bong Joon-Ho), falaram de filhos e mães, amor e ódio, humor e tragédia; e fizeram dois filmes modernos e impactantes: “EU MATEI MINHA MÃE” e, simplesmente “MOTHER”. E o melhor filme do ano, pelo menos na minha modestíssima opinião. Aquele que dá a letra do nosso tempo, das relações sociais do nosso tempo, dos caminhos do capitalismo, do significado das relações amorosas ou não. Não é um inventário, mas uma cruel interpretação de tudo o que se perde e se ganha em nossas 24 horas urbanas do início do século: “THE SOCIAL NETWORK/A REDE SOCIAL”, de David Fincher. Filmaço, que ainda revela um ator excepcional: Jesse Eisenberg. Então é isso aí!



Escrito por Edson Bueno às 10h07
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O FRACASSO É UMA M…

Há quem diga que o fracasso tem lá suas vantagens. Por exemplo, faz o que fracassou repensar suas ações, suas escolhas, suas expectativas, abre, portanto, um novo portal de possibilidades que podem levá-lo a um futuro sucesso. Pode ser. Principalmente se no meio do turbilhão do fracasso a vítima não sucumbir. Então o segredo, com o sucesso ou com o fracasso, é se manter vivo. Já é uma saída. Em termos cinematográficos, vale lembrar Dino de Laurentis, o grande produtor italiano, falecido em 2010, que produziu filmes como “La Strata” e “Noites de Cabíria”, de Fellini, indiscutíveis sucessos de crítica e público, resistentes ao tempo; e fracassos monumentais como “Duna”, dirigido pelo grande David Lynch. Mas também deu um milhão de dólares para Sam Raimi fazer seu “Evil Dead”. Um sucesso! Era um cara que apostava sem problemas, como um livreiro que sorri feliz ao ver milhares de livros de Paulo Coelho venderem como banana e também sorri quando os dois ou três exemplares de um Dostoiévski são comprados por um adolescente. Pois então, fracassos. Todos os anos, no encantado mundo do cinema, temos alguns, retumbantes, sonoros, desesperadores. Claro, todos estão condicionados à sua expectativa, que pode ser de uma bilheteria monstruosa, até uma boa repercussão de crítica, porque prestígio também é portal para o sucesso. “Tron Legacy”, por exemplo, um fracasso, embora já tenha, só no mercado americano, embolsado 100 milhões de dólares, cifra atingida por poucos 25 filmes, no total de quase 500 lançados no ano. O problema é que a expectativa era escancarada, mas convenhamos, qualquer galinha clariceana que visse o filme pronto saberia que daquele mato nunca sairia coelho. Ou o espanhol “Agora”, de Alejandro Amenabar, que custou perto de 70 milhões de dólares e no mundo inteiro não chegou aos 30. Mas como é que um cara faz um filme com cara de “cabeça”, que acontece no Egito antigo e quer que estoure como um blockbuster? É pretensão. Não vi o filme, mas é bem provável que, apesar do fracasso, foi bom que tenha sido feito, principalmente porque não foi com o meu dinheiro. Mas o fracassão do ano, mico internacional, foi a superprodução “O Quebra Nozes”, dirigida pelo poderoso diretor russo Andrey Konchalovskiy, em 3D, produzido escancaradamente para as grandes plateias. Custou 90 milhões de dólares e teve uma bilheteria internacional de não mais que 235 mil dólares! Esse sim é para cortar os pulsos. No Brasil? Bem, foi o ano de “Tropa de Elite 2”, que bateu até “Avatar”, mas o que dizer do documentário “Alô Alô Terezinha!”, que teve um público de 378 pessoas ou “Grêmio 10 x 0”, visto por 392 malucos? Onde está a torcida do Grêmio? De novo tudo é uma questão de expectativas. Luiz Carlos Barreto o produtor de “Lula – O Filho do Brasil” fez uma previsão de 24 milhões de pessoas arrebentando bilheterias. O filme fez modestíssimos 851.212 espectadores. Talvez porque os eleitores já estivessem pensando na Dilma. E “A Suprema Felicidade”, o retorno do grande Jabor, que não agradou nem público nem crítica (com raríssimas exceções), frustrando expectativas que atravessavam décadas. Nessa onda, um documentário simples, singelo e óbvio como “Uma Noite em 67”, fazendo 80.766 espectadores é um sucesso e tanto! Sucesso e fracasso andam de mãos dadas, mas, longe de querer bancar o bom samaritano, importante é sofrermos com o que gostaríamos que tivesse sido um sucesso estrondoso como “Cinco Vezes Favela” e “Cidadão Boilensen” e esperar que o Jabor acredite que o cinema vale à pena e entre 2011 com planos para um novo filme, por em qualquer circunstância, estaremos novamente na porta do cinema torcendo para que sua nova ideia vingue. E seja um sucesso!!!



Escrito por Edson Bueno às 00h25
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