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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


BACK!!!

Podemos ficar tranquilos… o Aranha começa a dar as caras novamente!!!



Escrito por Edson Bueno às 14h54
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ROENDO AS UNHAS COM OS MORTOS VIVOS

Odeio zumbis. Tanto que não consigo admitir a genialidade do George A. Romero, por exemplo. Não consigo enxergar porque me recuso a acompanhar seu filme clássico “A Noite dos Mortos Vivos/1968” do começo ao fim. Nem em comédias eu gosto de zumbis. Já me perguntei o porquê, já que adoro filmes de terror e monstros, etc e tal. Mas os zumbis são obsessivos em sua insanidade. Avançam sobre os cérebros dos vivos sem raciocínio, sem desejo, sem premeditação, simplesmente atacam por necessidade, por fome. Talvez eles reflitam nossa luta pela vida, como eles lutam pela morte. E, salvo raras licenças poéticas, nem quando morrem (de verdade!) com um tiro na cabeça, eles demonstram encontrar a paz. São coisas que comem gente viva e isso me dá, sinceramente, medo. Me angustia e me tira do sério. Coisas que continuam vivas e que um dia foram criaturas com espírito, que amaram, sentiram ternura, raiva, emoções de todos os tipos. Um horror! Daí que quando Frank Darabont apareceu com a série “The Walking Dead”, baseada nos quadrinhos de mesmo nome de Robert Kirkman e Tony Moore/Charlie Adlard, não é que eu tenha torcido o nariz, mas simplesmente não me interessei. Primeiro porque ando meio de mau humor com o Darabont que fez um filme chatíssimo com o Jim Carrey (The Majestic/2001) e um outro ruim e calhorda, baseado em Stephen King (O Nevoeiro/2007); e claro, em segundo porque lá estão, às pencas, os comedores de gente viva. A mídia caiu de joelhos e até a Ana Maria Bahiana dedicou longa entrevista com o diretor/criador. Dia desses conversando com o Biscaia, meu amigo, perguntei-lhe sobre a série e ele me disse que já a tinha visto. Falou alguma coisa do tipo: “pode até ser diferente por ser para a televisão, mas nós que já vimos tanta coisa no cinema, não nos surpreendemos com vísceras à mostra, sangue e melecas. Embora a série tenha um viés, digamos assim, humano...”. Tipo assim, colocando o tal “humano” entre aspas, como se o foco fosse algum tipo de investigação sobre a natureza dos vivos, seus paradoxos e contradições. Assim, assim. E, finalmente, resolvi encarar o piloto para conferir e ver se conseguia superar o pavor que imobiliza: zumbis! Caras, a vocês que estão lendo este post infinito, tenho que admitir que ao invés de ficar imobilizado, fiquei hipnotizado. É sensacional!!! E melhor, não é engraçado nem forçosamente aterrorizante... é dramático! Darabont, seus roteiristas e diretores conseguiram, graças à fluidez da câmera digital e da necessidade de naturalismo da televisão, dar um caráter moderníssimo ao tema. Digamos que os zumbis, ao contrário do cinema, não são canastras e por isso mesmo são mais coisas do que as coisas que os antecederam. E sim, é uma vigorosa investigação sobre o ser humano diante de situações limites e inumanas. Aquele ponto de onde ideais e valores desmoronam e o próprio conceito de humanidade tem que ser revisto. Os personagens vivos? Uma coleção de clichês pra ninguém botar defeito, mas clichês sinceros! Rs. Gente que está a um passo de virar coisa e na iminência, já age como coisa, tentando reencontrar alguma humanidade perdida. Sim, porque aquela antiga (diga-se a que nós estamos vivendo ainda, antes que os zumbis apareçam), já dançou faz tempo e nada será como antes. Conteúdos, efeitos, maquiagens e melecas à parte, é uma série que você acompanha roendo as unhas e interessadíssimo no desenrolar dos acontecimentos, principalmente porque os zumbis aparecem em todos os lugares e tem uma característica importante: não correm. Porque pior que um zumbi é um zumbi que corre! “The Walking Dead” é diversão de primeira, onde tudo é verossímil e funciona. Tudo está a serviço do melhor e o conceito de cinema de aventura e horror é levado às suas melhores consequências. E para fechar o post um jogo de palavras sem a menor vergonha de ser clichê: os zumbis são ainda apavorantes, mas selvagens e violentos são os humanos que ainda não viraram zumbis e não sabem o que fazer com eles. “The Walking Dead” é o maior barato!!!



Escrito por Edson Bueno às 00h12
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EM ALGUM LUGAR TUDO É POSSIVEL... TALVEZ NO CINEMA!

Não importa o assunto, se um western hard como “Os Imperdoáveis” ou um drama depressivo como “Menina de Ouro”, ou uma espécie de policial existencialista como “Sobre Meninos e Lobos”, ou até a leve história de um Nelson Mandella bem humorado e tentando resolver problemas profundos com um campeonato de rugby (“Invictus”), Clint Eastwood, aos 80 anos, continua interessado na vida. E resolveu usar como tema de seu novo filme o outro lado dela. Sinceramente? Clint me impressiona. Por ser um autor, não um diretor de aluguel, sempre acho que algo dele está em seus filmes e isso faz com que tenha uma simpatia antecipada por sua obra. Guardando as devidas proporções, mais ou menos como Woody Allen ou Almodóvar. E dessa vez ele resolveu entrar de cabeça num drama sobre gente que se comunica (ou quer se comunicar) com o que está além da morte. É, sim, um filme espetaculoso, mas ao mesmo tempo simples, cuidadoso, onde as coisas vão acontecendo a seu tempo e a aproximação com os personagens é elegante e paciente. Não importa se há vida depois da morte, o que importa é a vida que está aqui, antes dela. Embora seja preciso considerar que para gostar do filme é preciso fazer alguma concessão (se você é um descrente!) e transformar fantasia em realidade. Se você conseguir, o filme vai embora e o prazer é garantido. E o sincero Clint está lá como gosta, ou seja, percorrendo a rotina de personagens solitários, que ficam à margem porque são diferentes ou vêem o mundo de forma diferente!  Aqueles de quem a vida cobra caro o ponto de vista e mesmo quando se socializam, conservam um estranhamento no olhar, que, conforme o ator, é mais ou menos profundo. Matt Damon se entrega ao silêncio de corpo e alma. Não é uma interpretação arrebatadora, mas ainda assim consegue compor um personagem arrebatador. Sem dúvida, “Hereafter/Além da Vida”, que tem um título de novela de TV, pede uma certa boa vontade e um desejo de entender porque Clint segue seu caminho espiritual, mas o conteúdo humanista é indiscutível. Li aqui e ali que o filme perde em força quando apela para coincidências previsíveis e derrapa. Acho que não. Como eu disse, é um filme espetaculoso, que não economiza em imagens, efeitos especiais e lágrimas, além do que, fé à parte, trata-se de uma arbitrariedade típica da ficção. E Clint parece querer tocar seus personagens com uma compreensão madura e um desejo sincero de, com sua varinha de condão de diretor de cinema, proteger os solitários. E concessões à parte, é possível dizer que temos aqui uma emocionante investigação pela complexidade da vida. À medida que a história encaminhava-se para o fim, preparei-me para a emoção e para as lágrimas. Elas vieram e me fizeram muito bem. Clint é assim comigo. Em cada filme tenho vontade de aplaudir. Nesse, embora não seja a grande obra de sua vida, além do aplauso, das lágrimas e do tempo que é necessário para pensar e pensar sobre as coisas. As da vida real e as do sonho cinematográfico. Clint Eastwood pode ficar tranqüilo, sua obra maravilhosa vai permanecer além de todos nós, inclusive a explicitamente pipoca.



Escrito por Edson Bueno às 01h06
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