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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


ARGH!!!

Ao contrário de seus personagens, Iñárritu e Barden se divertem!!!

Que me perdoem todos os fãs incondicionais de “Biutiful”, de Alejandro González Iñárritu, mas para mim não passa de um filme covarde de um diretor que não tem nada a dizer, só mostrar. Ok, estamos em janeiro e assistir ao filme que representa o México na premiação dos Oscars/2011 pode ter seu efeito terapêutico. Você, público desavisado, pode, nos quase 150 minutos do filme, esgotar toda a cota de desgraça, decadência, miséria, degeneração, doença, violência e desumanidade, que o cinema tem para oferecer no ano. A partir de agora pode assistir a filmes poéticos, humanos, bem humorados, simples, sinceros e até encantados, sem medo de ser feliz, porque “Biutiful” chega ao limite do cômico, de tanto que aposta na estética da degradação. É até difícil falar desse monumento ao apodrecimento, sem contar detalhes da trama, coisa que não gosto, mas o simples fato de seu personagem principal (interpretado com correção por Javier Barden, ao contrário da genialidade que certa parcela da crítica quer vender) estar sofrendo de um câncer terminal, justamente na próstata, ganhar a vida explorando imigrantes ilegais que vivem e trabalham em condições sub-humanas, ter uma ex-mulher, mãe de seus filhos, que é o verdadeiro estertor da vulgaridade e baixaria e ainda morar num apartamento que nem o melhor diretor de arte conseguiria deixar tão porco e fodido; já dá uma clara evidência do que o filme apronta para o estômago de qualquer público. Iñárritu conta que visitou locais de trabalho de chineses ilegais em Barcelona e que ficou estarrecido, o que provocou seu desejo de fazer o filme. Tudo bem, mas por que não fez um documentário? Seria mais honesto. Transformar a miséria humana em única opção de vida e linguagem, pelo menos no meu modo de ver, soa como arrogância artística e, pior, desnuda um diretor de cinema apaixonado pelo próprio rabo, voyeur da própria persona. Nem de longe o filme se justifica como uma espécie de denúncia social, porque bastariam cinco minutos de “Jornal Nacional” para dar conta da coisa. O que Iñárritu faz, patrocinado por um prestígio alcançado por um filme excelente (Amores Perros) e outro muito bom (Babel) é uma afetação metida a artística e dá a falsa impressão de ser um artista preocupado com as mazelas do mundo moderno. Faz apenas um filme chato que é apenas uma sequência infinita de podridões humanas, elevadas a altas potências, que não levam a lugar nenhum. Aparentemente “Biutiful” posa de preocupado com humanidades, mas é apenas um filme nada poético e desumano, porque reduz o homem ao seu pior, fechando os olhos para o que realmente faz da arte e da vida algo melhor. Misérias existem sim e crueldades mais ainda, desde que o homem colocou os pés na face da terra, isso não é novidade; mas fazer dela começo, meio e fim de uma obra “artística” é afetação e cara-de-pau. Em resumo, odiei e repito: blagh!!!



Escrito por Edson Bueno às 00h59
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