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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


SE EU FOSSE A ACADEMIA DE ARTES E CIÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS DE HOLLYWOOD...

... era assim que eu iria votar...

 

         Filme –         

“Cisne Negro”

Diretor –

Darren Aronofsky, por “Cisne Negro”

(Já que Christopher Nolan/Inception não está indicado...)

                                                                                                                                                           Ator –                             

Colin Firth, por “O Discurso do Rei”

Atriz –

Natalie Portman, por “Cisne Negro”

Ator Coadjuvante –

Christian Bale, por “O Vencedor”

Atriz Coadjuvante –

Melissa Leo, por “O Vencedor”

Roteiro Adaptado –

Aaron Sorkin, por “A Rede Social”

Roteiro Original –

Christopher Nolan, por “A Origem/Inception”

Animação –

“Toy Story 3”- Pixar/Disney

Fotografia –

Roger Deakins, por “Bravura Indômita”

Direção de Arte –

Jess Gonchor/Nancy Haigh – “Bravura Indômita”

Figurinos –

Colleen Atwood – “Alice No País das Maravilhas”

Edição –

Andrew Weisblum – “Cisne Negro”

(Já que Lee Smith/Inception, nem está indicado...)

Maquiagem –

Rick Baker, por “O Lobisomem”

Trilha Sonora –

Hans Zimmer, por “A Origem/Inception”

Música –

“We Belong Together”, Randy Newman, por “Toy Story 3”

Edição de Som –

Richard King, por “A Origem/Inception”

Mixagem de Som –

Lora Hirschberg/Gary A. Rizzo/ Ed Novick – “A Origem/Inception”

Efeitos Visuais –

Paul Franklin/Chris Corbould/Andrew Lockley/Peter Bebb – “A Origem/Inception”

Curta de Animação –

“Day & Night”- Pixar/Disney

Filme Estrangeiro –

Não votaria em “Biutiful”

 



Escrito por Edson Bueno às 14h57
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A CURIOSIDADE MATOU O GATO – ATORES - 2

Duas ou três curiosidades bobas sobre eles...

GEORGE ARLISS

 

8. Henrique VIII é um personagem generoso. Três atores foram indicados interpretando-o:

. Charles Laughton/Os Amores de Henrique VIII – 1933 (Ganhador)

. Robert Shaw/O Homem que Não Vendeu sua Alma/1966

. Richard Burton/Ana dos Mil Dias/1969

 

9. Quatro atores foram nominados pelo mesmo papel em dois filmes diferentes:

. Bing Crosby, como Padre O’Malley em O Bom Pastor/1944 (vencedor) e Os Sinos de Santa Maria/1945

. Paul Newman, como jogador de bilhar Eddie Felson em Desafio à Corrupção/1961 e A Cor do Dinheiro/19086 (vencedor)

. Peter O’Toole, como o Rei Hednrique II da Inglaterra, em Becket, o Favorito do Rei/1964 e O Leão No Inverno/1968

. Al Pacino, como o mafioso Michael Corleone, em O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão II (1974)

 

10. Apenas 7 vezes os prêmios de melhor ator e melhor atriz foram para o mesmo filme:

. Clark Gable e Claudette Colbert em Aconteceu Naquela Noite/1934

. Jack Nicholson e Louise Fletcher em Um Estranho No Ninho/1975

. Peter Finch e Faye Dunaway em Network – Rede de Intrigas/1976

. Jon Voight e Jane Fonda em Amargo Regresso/1978

. Henry Fonda e Katharine Hepburn em Num Lago Dourado/1981

. Anthony Hopkins e Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes/1991

. Jack Nicholson e Helen Hunt em Melhor É Impossível

 

11. Seis atores ganharam o Oscar vivendo no cinema o papel que interpretaram no teatro:

. George Arliss por Disraeli – 1929/1930, drama de Louis Napoleon Parker

. Paul Lukas por Horas de Tormenta/1943, drama de Lillian Hellman

. José Ferrer por Cyrano de Bergerac/1950, drama de Edmond Ronstand

. Yul Brynner por O Rei e Eu/1956, musical de Rodgers & Hammerstein

. Rex Harrison por Minha Bela Dama/1964, musical de Alan jay Lerner & Fredercik Loewe

. Paul Scofield por O Homem Que Não Vendeu Sua Alma/1966, drama de Robert Bolt

 

12. Qual o ator mais novo indicado ao Oscar? Jackie Cooper, aos 9 anos, por Skippy, de 1930/31.

 

13. Qual o ator mais novo premiado com um Oscar? Adrien Brodie, aos 29 anos, por O Pianista, de 2002.

 

14. Qual o ator mais velho indicado ao Oscar? Richard Farnsworth, aos 79 anos, por História Real, de 1999.

 

15. Qual o ator mais velho premiado com um Oscar? Henry Fonda, aos 76 anos, por Num Lago Dourado, de 1981



Escrito por Edson Bueno às 20h46
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A CURIOSIDADE MATOU O GATO – ATORES - 1

Duas ou três curiosidades bobas sobre eles...

 

01. Quem mais ganhou? Jack Nicholson, dois prêmios como ator (Um Estranho No Ninho/1975 e Melhor É Impossível/1983) e um como coadjuvante (Laços de Ternura/1983) e Walter Brennan , três vezes como coadjuvante (Meu Filho é meu Rival/36, Romance do Sul/38 e O Galante Aventureiro/40).

 

02. Apenas dois atores ganharam o prêmio por dois anos consecutivos: Spencer Tracy (Marujo Intrépido/1937 e Com os Braços Abertos/1938) e Tom Hanks (Philadelphia/1993 e Forrest Gump/1994)

 

03. Apenas seis atores ganharam os prêmios como protagonista e coadjuvante:

. Jack Nicholson (Um Estranho no Ninho/1975, Melhor É impossível/1997 e Laços de Ternura/1983)

. Jack Lemmon (Sonhos do Passado/1973 e Mister Roberts/1995)

. Robert DeNiro (O Touro Indomável/1980 e O Poderoso Chefão II/1974)

. Gene Hackman (Operação França/1971 e Os Imperdoáveis/1992)

. Kevin Spacey (Beleza Americana/1999 e Os Suspeitos/1995)

. Denzel Washington (Dia de Treinamento/2001 e Tempo de Glória/1989)

 

04. Em apenas uma ocasião aconteceu um empate: 1931/31 – Wallace Berry/O Campeão e Fredric March/O Médico e o Monstro.

 

05. Quem mais foi indicado, sem nunca ter ganho? Peter O’Toole, com oito indicações.

 

06. Quantos atores negros foram premiados? Apenas quatro.

. Sidney Poitier, por Uma Voz nas Sombras/1963

. Denzel Washington, por Dia de Treinamento/2001

. Jamie Foxx, por Ray/2004       

. Forest Whitaker, por O Último Rei da Escócia/2006

 

07. Apenas um ator ganhou o prêmio por uma interpretação em sua língua natal, que não o inglês: Roberto Benigni, em 1988, por A Vida É Bela/Itália

Outros seis receberam indicação:                                                                                         

. Marcello Mastroianni (3 vezes), por Divorce/1962, Uma Giornata Particolare/1977 e Oci Ciornie/1987, Itália

. Giancarlo Giannini, por Pasqualino Setebeleze/1976/Itália

. Max Von Sidow, por Pelle Erobreren/1988/Suécia

. Gerard Depardieu, por Cyrano de Bergerac/1990/França

. Massimo Troisi, por Il Postino/1995

. Javier Barden (2 vezes), por Before Night Falls/2000 e Biutiful/2010/México, Espanha.



Escrito por Edson Bueno às 19h06
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A CURIOSIDADE MATOU O GATO – ATRIZES

Duas ou três curiosidades tontas sobre elas...

 

01. Quantas atrizes ganharam o Oscar vivendo o mesmo personagem que haviam interpretado no teatro? Quatro.

. Judy Hollyday em 1950, por “Nascida Ontem/Born Yesterday”, comédia de Garson Canin.

. Shirley Booth em 1952, por “Come Back Little Sheba/A Cruz da Minha Vida”, drama de William Inge.

. Anne Bancroft em 1962, por “The Miracle Worker/ O Milagre de Anne Sullivan”, drama de William Gibson

. Barbra Streisand em 1968, por “Funny Girl”, musical de Isobel Lennart/Jule Stine/Bob Merrill

 

02. Quantas atrizes negras foram indicadas? Oito e apenas uma ganhou (Halle Berry)

. Dorothy Dandridge - Carmem Jones/1954

. Diana Ross - O Ocaso de Uma Estrela/Lady Sings the Blue/1972

. Cicely Tyson – Lágrimas de Esperança/Sounder/1972

. Diahann Carroll – Claudine/1974

. Whoopi Goldberg – A Cor Púrpura/The Color Purple/1985

. Angela Bassett – Tina/What’s Love Got Do With It/1993

. Halle Berry – A Última Ceia/Monster’s Ball/2001

. Gabourey Sidibe – Preciosa/Precious/2009      

 

03. Quantas atrizes não americanas foram indicadas por filmes em que falavam a língua de seu país e que não era o inglês? Doze e apenas duas ganharam (Sophia Loren/61 e Marion Cotillard/2007.

. Sophia Loren – Duas Mulheres/La Ciociara/Itália – 1961

. Sophia Loren – Casamento à Italiana/Matrimonio all’Italiana/Itália – 1964

. Anouk Aimée – Um Homem, Uma Mulher/Um Homme et Une Femme/França - 1966

. Ida Kaminska – A Pequena Loja da Rua Principal/Obchod na Korze/Tchecoslováquia - 1966

. Liv Ullman – Os Emigrantes/Utvandrarna/Suécia - 1972

. Isabelle Adjani – A História de Adelle H./L’Histoire d’Adele H./França - 1975

. Marie Christine Barrault – Primo Prima/Cousin Cousine/França - 1976

. Liv Ullman – Face a Face/Ansikte mot Ansikte/Suécia – 1976

. Ingrid Bergman – Sonata de Outono/Holtsonaten/Suécia – 1978

. Isabelle Adjani – Camille Claudel/França - 1989

. Catherine Deneuve – Indochina/Indochine/França – 1992

. Fernanda Montenegro – Central do Brasil/Brasil – 1998

. Catalina Sandino Moreno – Maria Cheia de Graça/Colômbia – 2004

. Penelope Cruz – Volver/Volver – Espanha – 2006

. Marion Cotillard – Piaf, Um Hino Ao Amor/La Vie En Rose/França – 2007

 

4. Qual a mais jovem atriz indicada? Keisha Castle-Hughes, por Encantadora de Baleias/Whale Rider/Nova Zelândia – 2003.

 

5. Qual a mais jovem atriz a ganhar o prêmio? Marlee Matlin, por Filhos do Silêncio – 1986.

 

6. A atriz mais velha a ser indicada também é a mais velha a ganhar o prêmio: Jessica Tandy, por Conduzindo Miss Daisy, em 1989. Em 1967, Dame Edith Evans foi indicada aos 80 anos por The Whisperers, mas ao ser indicada tinha 80 anos e 11 dias, enquanto Jessica ao ser indicada tinha 80 anos e 252 dias.

 



Escrito por Edson Bueno às 13h11
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O CANIVETE SUIÇO DE DANNY BOYLE.

“127 Horas” parece um desafio. Contar uma história com um só ator, sem nenhum conflito e cujo final a platéia já conhece... e é feliz. Danny Boyle resolveu encará-lo. Será que conseguiu? Sim e não. Conseguiu manter a atenção da plateia nos 90 minutos do muito pouco a que se propôs, mas, a meu ver, não contou história alguma. Porque a história, na sua condição literal, todos já conhecemos e poderia ser contada numa frase do tipo “sujeito fica preso por cinco dias em uma rocha e para sair de lá usa como último recurso, cortar o antebraço com um canivete chinês.” Tudo bem? Tudo, porque o cara saiu e viveu feliz para sempre. Mas coisa nenhuma porque deve, com certeza ter acontecido muita coisa entre o corpo e o espírito daquele sujeito naqueles cinco dias de imobilidade e aflição; muita coisa além de uma formiga ou outra, um lagarto curioso, alguns delírios óbvios e uns papinhos divertidos com a Canon. Alguma coisa muda dentro de um cara que vive uma circunstância dessa radicalidade. Então que a verdadeira história, aquela acontecida em cinco dias de solidão, dor, sofrimento, dúvidas, ansiedades, sede e fome; essa o Danny Boyle conta como um clipe de MTV, com um espírito esportivo meio ao estilo Discovery Teen. Deu certo? Deu, porque o filme, realmente, não enche o saco. Mas também não deu porque se a intenção era fazer sucesso com a opção de narrativa, é um malogro inesperado, porque afundou nas bilheterias, o que confirma a tese de que é sempre bom optar pela verdade e pela poesia. Mas Boyle prefere enganar nossos olhos ao invés de ser sincero. Ele tem tanto medo que fiquemos entediados com seu filme que descarrega todo o seu arsenal de truques imagéticos, de edição, fotografia, planos e sequências, não deixando o mínimo espaço para a reflexão ou mesmo, para que, como bom cinema, tivéssemos a sensação de estar no lugar do protagonista, experiência sensorial que seria fundamental para que a empreitada tivesse um mínimo êxito.  Resta pouco para o personagem preso à rocha no meio do deserto e com o braço gangrenando. No fundo, no fundo, não ficamos sabendo praticamente nada da sua vida e muito menos da verdadeira aflição pela qual passou, e menos ainda da aventura interior que deve ter experimentado. “127 Horas” é uma varada na água, um filme bobinho, bobinho, que parece feito por um adolescente sem muita confiança e preocupado em ser espertinho;  daqueles que acham que cinema é uma ilha de edição. Danny Boyle não está interessado no personagem, só está interessado em agradar a plateia e fazer sucesso. Fez o filme de um panaca, não o personagem, mas o diretor.



Escrito por Edson Bueno às 08h03
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A CURIOSIDADE MATOU O GATO – OS DIRETORES – PARTE 3

Algumas curiosidades sobre o Oscar de Melhor Diretor em 82 anos de premiação. Quer tal?

                                                           

16. E quem foi indicado a Melhor Diretor e Melhor Ator no mesmo ano?

. Orson Welles/Cidadão Kane/41

. Laurence Olivier/Hamlet/48 – ganhou como ator.

. Woody Allen/Annie Hall/77 – ganhou como diretor.

. Warren Beatty/ O Céu Pode Esperar/78

. Warren Beatty/Reds/81 – ganhou como diretor.

. Kenneth Branagh/Henrique V/89

. Kevin Costner/Dança Com Lobos/90 – ganhou como diretor.

. Clint Eastwood/Os Imperdoáveis/92 – ganhou como diretor.

. Roberto Benigni/A Vida É Bela/98 – ganhou como ator.

. Clint Eastwood/Menina de Ouro/2004 – ganhou como diretor.

 

17. Quantas atrizes ganharam o Oscar dirigidas por seus maridos? Três: Diane Keaton, por Annie Hall em 1977, dirigido por Woody Allen; Susan Sarandon em 1995, por Os Últimos Passos de Um Homem, dirigido por Tim Robbins; e Frances MacDormand, em 1996, por Fargo, dirigido por Joel Coen (e seu irmão Ethan).

 

18. E quantas receberam indicações?: Três: Melina Mercuri, em  1960 por Nunca aos Domingos, dirigido por Jules Dassin; Gena Rowlands por Uma Mulher Sob a Influência, em 1974 e Gloria em 1980, dirigidos por John Cassavetes; e Julie Andrews, por Victor/Victoria, em 1982, dirigido por Blake Edwards.

 

E mais algumas...

. Só na primeira edição, 1928/29, havia a divisão entre diretor de drama e comédia. Ganharam Franz Borzage/Sétimo Céu (drama) e Lewis Milestone/ Dois Cavaleiros Árabes (comédia).

. Billy Wilder foi o diretor mais nominado: 20 vezes. Oito como diretor, doze como roteirista e uma como produtor.

. John Huston é o único diretor premiado que dirigiu filmes em que seu pai também ganhou (O Tesouro de Sierra Madre/Walter Houston, coadjuvante/1948) e sua filha idem (A Honra do Poderoso Prizzi/Anjelica Houston, coadjuvante/1985)

. Federico Fellini foi indicado 04 vezes: A Doce Vida (1961), Fellini 8.1/2 (1963), Fellini Satyricon (1970) e Amarcord/1974. Em 1993, sete meses antes de falecer, ganhou um Oscar Honorário, pelas mãos de Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

. Alfred Hitchcock foi indicado 05 vezes e também não ganhou nenhuma: Rebecca – a Mulher Inesquecível (1940), Um Barco e Nove Destinos (1944), Quando Fala o Coração (1946), Janela Indiscreta (1954) e Psicose (1960).

... mas... em 1963, quando Tony Richardson ganhou o Oscar por As Aventuras de Tom Jones, eu daria o Oscar para o grande Alfred, por Os Pássaros. Mas, claro, isso é delírio! E fica pergunta para ter resposta só no domingo: quem vai ganhar o Oscar/2010?  Tom Hooper e sua caretice ou David Fincher e sua percepção do contemporâneo? Claro, já que o melhor diretor, Christopher Nolan, nem foi indicado...



Escrito por Edson Bueno às 07h35
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A CURIOSIDADE MATOU O GATO – OS DIRETORES – PARTE 2

Algumas curiosidades sobre o Oscar de Melhor Diretor em 82 anos de premiação. Quer tal?

 

10. E a correspondência Melhor filme/Melhor diretor?

. Apenas 7 vezes o Melhor Diretor também não ganhou melhor filme: 1967 – Melhor diretor Mike Nichols (A Primeira Noite de Um Homem), melhor filme (No Calor da Noite). 1972 – Melhor diretor Bob Fosse (Cabaret), melhor filme (O Poderoso Chefão) – 1981 – Melhor diretor Warren Beatty (Reds), melhor filme (Carruagens de Fogo). 1989 - Melhor diretor Oliver Stone (Nascido em 4 de Julho), melhor filme (Conduzindo Miss Daisy). 1998 - Melhor diretor Steven Spielberg (O Resgate do Soldado Ryan), melhor filme (Shakespeare Apaixonado) - 2002 – Melhor diretor Roman Polanski (O Pianista), melhor filme (Chicago); e 2005 – Melhor diretor Ang Lee (Brokeback Mountain), melhor filme (Crash).

. Em apenas 03 ocasiões, um filme ganhou o prêmio principal sem que seu diretor tivesse sido sequer indicado: 1927/1928 – Asas/William Wellmann, 1931/32 – Grande Hotel/Edmund Golding; e 1989 – Conduzindo Miss Daisy/Bruce Beresford.

. E apenas 02 vezes um diretor ganhou o prêmio sem que o filme tivesse sido indicado: 1927/1928 – Lewis Millestone/Dois Cavaleiros Árabes (comédia) e 1928/29 – Frank Lloyd/A Divina Dama.

 

11. E filmes que tiveram apenas 01 (uma) indicação? A de melhor diretor?

. Speedy/Ted Wilde (27/28)

. Lágrimas de Homem/Herbert Brenon (27/28)

. Dois Cavaleiros Árabes/Lewis Milestone (27/28)

. Drag/Frank Lloyd (28/29)

. Aleluia/King Vidor (29/30)

. A Morada da Sexta Felicidade/Mark Robson (58)

. A Mulher da Areia/Hiroshi Teshigahara (65)

. Deixem-nos Viver/Arthur Penn (69)

. Fellini Satyricon/Federico Fellini (70)

. Veludo Azul/David Lynch (86)

. A Última Tentação de Cristo/ Martin Scorsese (88)

. Short Cuts/Robert Altman (93)

. A Cidade dos Sonhos/David Lynch (2001)

 

12. Qual o mais jovem indicado? John Singleton/Os Donos da Rua/1991, aos 24 anos.

 

13. Qual o mais jovem premiado? Norman Taurog/Skippy/1930/31, aos 32 anos.

 

14. Qual o mais velho indicado? John Huston/A Honra do Poderoso Prizzy/1985, aos 79 anos.

 

15. Qual o mais velho premiado? Clint Eastwood/Menina de Ouro/2004, aos 74 anos.



Escrito por Edson Bueno às 00h37
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A CURIOSIDADE MATOU O GATO – OS DIRETORES – PARTE 1

Algumas curiosidades sobre o Oscar de Melhor Diretor em 82 anos de premiação. Quer tal?

 

01. Quem mais ganhou? John Ford com 4 prêmios: O Informante (1935), As Vinhas da Ira (1940), Como Era Verde O Meu Vale (1941) e Depois do Vendaval (1952).

 

02. Quem teve mais indicações? William Wyller com 12 indicações. A primeira em 1942 com Rosa da Esperança e a última em 1965, com O Colecionador. Ganhou 3 vezes: A Rosa da Esperança (42), Os Melhores Anos das Nossas Vidas (46) e Ben Hur (59).

 

03. Quem foi mais indicado sem nunca ter ganho? Clarence Brown. Seis vezes. A primeira em 1929/30, por Anna Christie e Romance e a última em 1946, por Virtude Selvagem.

 

04. Quantos diretores ganharam o Oscar em seu primeiro filme? Seis: Delbert Mann/ Marty (55), Jerome Robbins/West Side Story (56), Robert Redford/Gente Como a Gente (80), James L. Brooks/Laços de Ternura (83), Kevin Costner/Dança Com Lobos (90) e Sam Mendes/Beleza Americana (99)

 

05. Quantos diretores receberam duas indicações no mesmo ano? Três: Clarence Brown (1929/30) – Anna Christe e Romance, Michael Curtiz (1938) – Quatro Filhas e Anjos de Cara Suja; e Steven Soderbergh em 2000 com Erin Brockovich e Traffic. Só Soderbergh ganhou, por Traffic.

 

06. Quantas vezes dois diretores receberam indicação pelo mesmo filme? Quatro: Warren Beatty e Buck Henry/O Céu Pode Esperar (78), Robert Wise e Jerome Robbins/West Side Story (56), Joel e Ethan Coen/Onde Os Fracos Não Tem Vez (2007) e neste ano os mesmos irmãos Coen por Bravura Indômita.

 

07. Quantos diretores negros foram indicados: Apenas dois. John Singleton em 1991, por Os Donos da Rua; e Lee Daniels em 2009, por Preciosa.

 

08. Quantas mulheres foram indicadas como diretoras? Quatro: Lina Wertmuller/Pasqualino Sete Belezas (76), Jane Campion/O Piano (93), Sofia Coppola/Encontros e Desencontros (2003) e Kathryn Bigelow/The Hurt Locker (2009), transformando-se na única mulher a ganhar o prêmio.

 

09. E os estrangeiros? Quantos foram indicados e quantos ganharam? Ang Lee foi o único asiático a ganhar o prêmio por Brokeback Mountain, em 2005. Dois japoneses e um indiano foram indicados, mas não ganharam: Hiroshi Teshigahara/A Mulher da Areia/1965, Akira Kurosawa/Ran/1985 e M. Night Shyamalan/O Sexto Sentido/1999. Alejandro González Iñárritu em 2006, por Babel, foi o único mexicano. O primeiro canadense a ganhar foi James Cameron em 1997, por Titanic e em 1987, Bernardo Bertolucci foi o primeiro italiano por O Último Imperador.

Continua amanhã...



Escrito por Edson Bueno às 20h25
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COMO, MEU DEUS! COMO COMPREENDER UMA TARTARUGA?

Fazer arte é também (e, talvez tudo!) tentar entender a vida e seus desígnios. Vou ao blog do Luiz Carlos Merten e ele fala do discurso de agradecimento de Asghar Farhadi, super vencedor do Festival de Berlim, com seu filme “Nader abd Sinim”, que além de melhor filme, levou os prêmios de melhor ator e atriz para todos os atores e atrizes do elenco. Fato inédito e histórico, entre outros, porque Asghar e seu filme são iranianos até a alma, país que mantém outro diretor, Jafar Panahi, encarcerado e impedido de ser artista, porque ousa desafiar a ditadura de um bandido, o tal Mahmoud Ahmadinejad. Na coletiva de imprensa uma jornalista alemã cobrou de Asghar um discurso mais incisivo contra o regime de Ahmadinejad e ele deu sua explicação. Mais ou menos assim: Disse que é um cineasta, não um herói. Que não pode viver e se comportar segundo a expectativa dos outros. Que tem que agir como sua consciência. Que poderia, quem sabe, ter sido mais agressivo, mas, se o fizesse, ao voltar ao Irã, poderia sofrer a mesma sorte de Panahi. Para ele, é muito mais importante falar através dos filmes que alfinetar o regime com seus discursos. Penso eu que é uma opinião que deve ser respeitada, porque afinal de contas, quem somos nós para julgar esse ou aquele? Mas se a opinião deve ser respeitada, também deve ser motivo de reflexão, afinal, se assim não fosse, de nenhum sentido se faria a arte e a liberdade de expressão e opinião, valores que devemos (penso eu!) defender com unhas e dentes; embora reconheça que conforme a época e a geografia, tal defesa tenha mais ou menos dificuldades. Guardando as devidas proporções e voltando-me por segundos ao meu próprio umbigo curitiboca e jaguara, lembro dos meus primeiros passos no mundo do teatro e das minhas primeiras subidas ao palco para receber prêmios como autor e diretor de teatro. Por algum vírus auto-imune, sempre achava que ao receber o prêmio deveria aproveitar o microfone para dizer alguma coisa que provocasse outra. Enquanto colegas agradeciam a mãe, o pai, os namorados e as namoradas, eu sempre cismava de dar algum conteúdo político ao agradecimento. O resultado eu pude perceber logo de cara: num dia de festa, quando era agraciado com uma honraria, eu, ao microfone, arranjava desafetos, quando não inimigos. Justamente aqueles que discordavam de mim. E percebi, que os desafetos, dia a dia, multiplicavam-se em progressão geométrica, somando-se aos invejosos e ressentidos. E a minha vida ia ficando mais difícil. Então percebi que subindo ao microfone e dando belos e apaixonados discursos, repletos de emoção, simpatias e belezas; além de economizar maus humores, ainda ganhava simpatizantes. Como o ato de ser artista. Tchaikovski nunca teve problemas por escrever a maravilha que é “O Lago dos Cisnes”; já Garcia Lorca foi ao paredão por ter escrito o que escreveu, dizer o que disse e defender o que defendeu. Como Jafar Panahi no Irã. E aí me vem a pergunta: O que separa a grandeza da mediocridade? Pode um grande artista ser um cidadão medíocre e medroso? Ao final de “Mephisto”, de István Szabo, Klaus Maria Brandauer, fugindo dos holofotes inquisidores gritava numa mistura de medo e desentendimento: “eu sou apenas um ator!” E por isso, protegido pela arte, fechou os olhos aos outros que iam para o campo de concentração nazista. Como compreender uma tartaruga, meu Deus? E voltando à jornalista alemã e ao diretor premiado em Berlim. Não poderia ela ter prguntado a ele algo do tipo: “Ok, você deu um discurso em cima do muro, mas, em seu país, o que você faz e diz contra o assassinato de oposicionistas, a corrupção da ditadura, a execução pública de homossexuais, a opressão das opiniões e à censura e a repressão?” Talvez ele respondesse: “Nada. Espero o tempo passar e enquanto espero vou fazendo filmes. Sou apenas um cineasta.” Para sobreviver ao regime stalinista, o Ballet Bolshoi teve que dedicar-se à dança pura, aquela que não tinha qualquer conteúdo opinativo, e era, simplesmente, o culto à Apolo. Disso evoluiu uma das mais belas técnicas da dança clássica. Mas voltando às palavras. O que é um discurso? Que poder tem de modificar qualquer coisa que seja? Com certeza a cadeira vazia de Jafar Panahi, como membro ausente do juri de Berlim, martelava a consciência de Asghar. Mas não poderia pensar que, suprema coincidência, ganhou tudo justamente num ano em que Berlim presta homenagem ao seu conterrâneo preso e violado? Não teria ele, vencedor, perdido o momento histórico? Afinal, talvez, por uma conjunção de planetas ou opiniões ajustadas, ele não teria ganho justamente para dar um discurso que fizesse algum significado, além de “obrigado”? Sei lá. A coletiva de imprensa de Asghar Farhadi revelou o signo do medo, presente, vivo, atuante, em pleno ano de 2011. O medo que avança pelas artérias de todos os artistas, inclusive daqueles que fazem grande arte, como deve ser o filme “Nader abd Sinim – A separação”. E quem sou eu para falar do medo? Eu que nunca fui preso, nunca fui torturado, nunca fui exilado, nem tive amigos ou parentes assassinados? Eu, que no início da minha vida teatral convivi um pouco com a censura, mas hoje, faço teatro como penso e acho que deva ser. Mas, com certeza, devo isso a alguém que por meu direito, morreu, foi preso e torturado. Disso não tenho a menor dúvida. Minha coragem artística deve muito à coragem política de anônimos. E a quem deve Asghar Farhadi, o direito de filmar no Irã, enquanto seu colega não tem? A Ahmadinejad? A ele mesmo? A quem? Pelo menos a esses ele deveria ter agradecido. Por uma questão de coerência, porque a glória também tem seu preço.



Escrito por Edson Bueno às 21h49
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ASSUMIDAMENTE OSCAR!!!

No famoso documentário “The Celluloid Closet/O Outro Lado de Hollywood/1995”, os diretores Robert Epstein e Jeffrey Friedman, fazem um definitivo mapeamento das relações do cinema americano com a homossexualidade, abordando saídas de armários, personalidades simuladas e movimentos de estúdios e jornalistas para revelar/esconder verdadeiras identidades sexuais, escondidas por trás de personas adoradas por fãs em todo o mundo. É clássica a história da cena entre Stephen Boyd e Charlton Heston, em “Ben Hur”, com roteiro de Gore Vidal, em que Stephen dava intenções sexuais numa conversa íntima com Charlton, sem que esse percebesse os reais objetivos de ator, roteirista e diretor. O resultado é fenomenal! Mas o assunto, embora seja esse, agora é outro. No mesmo documentário, uma das grandes frases de revelação é a de que o público admite um ator heterossexual interpretando um gay e até admira sua coragem e performance, mas não aceita um ator assumidamente homossexual, interpretando um hetero, galã ou mocinho; daí a desgraça de sair do armário antes da hora, como foi, por exemplo o caso de Rupert Everett, que nunca mais conseguiu um bom papel. Mas, na semana do Oscar, e como agora o negócio é cultura geral, vai a pergunta: Quantos atores ganharam o Oscar e quantos foram indicados, interpretando homossexuais assumidos e de carteirinha? Raríssimos é a resposta. Nessas 83 edições do prêmio, foram mais de 800 indicados do sexo masculino e apenas, vejam só, 25 que davam bandeira, receberam indicação, sendo que deles só 04 (quatro) ganharam o prêmio. O pioneiro foi o maravilhoso William Hurt, em 1985, com “O Beijo da Mulher Aranha”, interpretando com sutileza e sensualidade o Molina de Manuel Puig e Hector Babenco. Oito anos depois, em 1993, Tom Hanks com “Philadelphia” subia ao palco e dava um discurso divertidíssimo, homenageando um antigo professor gay e arrancando-o do armário, sem prévio consentimento. Mais 12 anos e em 2005, Philip Seymour Hoffman vivendo o jornalista/escritor Truman Capote, também levantava o prêmio; e em 2008 Sean Penn com outro discurso memorável, interpretando outro gay da vida real, o político ativista Harvey Milk, fazia história num filme emocionante, dirigido por Gus Van Sant. Então que os gays também não são bons companheiros de prêmio, palco e discurso. Ainda entre os protagonistas, alguns indicados são famosos e foram interpretados com garra e paixão por seus atores, embora nem sempre, apesar da opção sexual, tinham na trama do filme a atitude clara, como Peter Finch/Domingo Maldito/1971, Ian McKellen/Deuses e Monstros/1998, Javier Barden/Antes do Anoitecer/2000, Heath Ledger/Brokeback Mountain/2005 e Colin Firth/A Single Man/2009, que viviam com naturalidade, drama e coragem sua sexualidade.  Dustin Hoffman e John Voight por Midnight Cowboy, em 1969, ficavam só na intenção, Al Pacino apesar de assaltar um banco para pagar a operação de mudança de sexo do seu namorado, em Um Dia de Cão/1975, nem falava direito no assunto durante o filme e Tom Courtney, em Meu Fiel Camareiro/1983 era só afetado. Stephen Rean em The Crying Game/1992, apaixonava-se por um transexual, achando que era uma senhorita, então meio que entrou na aventura desavisado. E os coadjuvantes? Nenhum prêmio e apenas 11 indicações. Em 1955 Sal Mineo era todo amores por James Dean em Juventude Transviada, mas tudo ficava meio enevoado entre o technicolor e o Código Hayes. Jason Miller vivendo o Padre Karras em O Exorcista/1973, também era todo ambiguidade, enquanto John Hurt em O Expresso da Meia Noite/1978, não deixava claro se tudo não era apenas uma questão de solidão e necessidade imediata. Já Chris Sarandon em Um Dia de Cão/1975, John Lithgow em O Mundo Segundo Garp/1982, Jaye Davidson em The Crying Game, intepretavam a transsexualidade de seus personagens sem deixar qualquer sombra de dúvidas. Era tudo mesmo às claras. Robert Preston/Victor Victoria/1982, Bruce Davison/Meu Querido Companheiro/1992, Greg Kinnear/Melhor é Impossível/1997, Ed Harris/As Horas/2002 e Jake Gyllenhaal/Brokeback Mountain/2005 eram gays mesmo e assunto encerrado. Claro, não poderia ser diferente. No mundo encantado da diversão de massa e do gosto médio, a maioria é quem dá as cartas, então que as minorias, embora ricas, dramáticas, engraçadas, intensas e criativas, não têm espaço de unanimidade. Talvez por isso “Brokeback Mountain”, o melhor filme de 2005, ganhou todos os prêmios mundo afora e perdeu só o Oscar de Melhor Filme para “Crash” um filme bom, mas já esquecido. Não é fácil fazer história e como diria Caetano: “Narciso acha feio o que não é espelho.”

 



Escrito por Edson Bueno às 22h03
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