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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


“Deus deve amar os medíocres. Fez vários deles...” – Abraham Lincoln

Em 1865, Abraham Lincoln é assassinado pelo ator John Wilkes Both e o governo tem que arranjar responsáveis o mais rápido possível. Uma nação medrosa dá a seus governantes poderes irrestritos e o estado de direito vai às favas num piscar de olhos. O novo filme de Robert Redford fala justamente disso. Um diálogo com os EUA pós 11 de setembro? Talvez. “The Conspirator” estreia em abril e tem no elenco um ator fenomenal: James McAvoy, que por sinal vai interpretar o jovem professor Xavier no próximo X-Men. Só por ele vale qualquer filme. Robert Redford? Bem, cheio de boas intenções, mas um diretor de mão pesada com pouquíssima noção de ritmo.



Escrito por Edson Bueno às 12h02
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TIRO, GRITO E NOME FEIO

Alguém pode se perguntar, qual é, de verdade, o desejo de um diretor de cinema, além é claro, de fazer sucesso e ganhar dinheiro. Digo de um filme comercial até os ossos, como por exemplo, “Desconhecido”, com Liam Neeson. Pode ser o de simplesmente manter a atenção da plateia em cada segundo de sua projeção. Isso o filme consegue. De divertir? Também consegue se você não fizer perguntas complicadas demais. Torcer pelo mocinho e desejar ver o bandido ser triturado a socos e pontapés? Com um pé nas costas. Até aí já é um bom começo, mas tem mais. Desejar que ele não ofenda sua inteligência, levando-se em conta todas as concessões à implausibilidade que você deverá fazer, senão é melhor nem comprar o ingresso? Tudo bem, o thriller segue firme e forte. Reviravoltas sensacionais, algumas quase (eu disse quase!) artificiais? Vai na boa que o que filme se garante. Locações turísticas? Fácil, fácil. Atrizes lindas? Tem na boa. Grandes atores? Aí já é pedir demais, mas “Desconhecido” tem alguns excelentes e ainda dois, Bruno Ganz e Frank Langella dando uma palhinha em uma cena absurda de tão boa. E tiro, grito e nome feio? Tem também. Então que “Desconhecido” é um thriller divertidíssimo. A lá Hitchcock e com algumas sequências roubadas de qualquer 007 básico, mas cheio de charme e suspense. Ok, nos tempos da carochinha (digo quando o velho Hitch fez “Intriga Internacional”), tudo tinha um ritmo mais classudo e romântico, enquanto hoje o editor sabe que boa parte da plateia é feita de adolescentes espinhudos e ansiosos, então que a palavra “ação”tem significados mais vulgares. Daí que qualquer filme sempre escorrega no “corre corre” inevitável e “Desconhecido”não foge à fórmula, mas ainda assim é uma diversão das boas. E me fez pensar que, às vezes é preciso parar de buscar significados hiper humanos em filmes e reconhecê-los como pura diversão jaguara e sem-vergonha, como aliás, somos às vezes. E que não há pecado nisso se você relaxar na poltrona e não se sentir ofendido em seus mínimos conhecimentos do cinema e da ficção. “Desconhecido”, de... sei lá quem é o diretor!... é um filme de ficção fantástica, um thriller sobre conspirações internacionais, um rocambole recheado de mil acontecimentos e cenas de mil outros filmões e filmecos que você já viu em sua vida, mas mantém tua atenção grudada na história e sua bunda na poltrona. Portanto, quer um conselho? Vá assisti-lo e relaxe. E  mais um outro do qual o exibidor nunca iria gostar: não leve pipoca e coca-cola para a sala de exibição, porque você vai triturá-los em minutos, sem tirar os olhos da tela.



Escrito por Edson Bueno às 21h58
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UM BEIJO E UM QUEIJO

São os novos tempos e mesmo que timidamente, os artistas acham um jeito de atravessar a linha do tempo, fazendo-o saltar para frente aos trancos e barrancos e criando a ilusão de que ele pode ser dominado. Pelo menos o tempo criado na imaginação/ilusão dos simples mortais, que falíveis, frágeis, vulneráveis, acreditam-se eternos e únicos. O que não conseguem é crer-se originais, porque aí o risco de se perder é alto. Mas o que é perder-se se a perspectiva é o universo? Joseph Campbell disse que os artistas são os xamãs dos novos tempos. Tinha um pouco de razão, principalmente quando eles, artistas, acreditam em suas ações, mesmo irreverentes, mas ousadas na sua brincalhonice. ATV Globo, por exemplo, sabe que o suspense (ou o que está suspenso) é que dá buxixo e, por conseqüência, ibope. Entra novela e sai novela e autores entram e saem brincando com a mídia e dizendo que na atual “é bem provável” que role o tal beijo gay. Os galanzinhos dão declarações à “Contigo”, “Caras” e outras, dizendo que acham “normal” o beijo e que estão dispostos, é só o autor escrever, o diretor dirigir e a direção da emissora liberar. A arte (novela?) não imita a vida, fabrica uma outra que pega elementos da vida e, elaborando-a, dialoga com ela, pensando-a, tentando entendê-la. Esta é a arte que atinge o espírito; e essa dá medo, porque surpreende e nos pega a todos, artistas e não artistas, de calça arriada. Mas qual era o assunto mesmo? Ah, sim! Um beijo e um queijo. Dois homens se beijando (mesmo que um selinho) é ainda uma imagem assustadora, por mil e um motivos que Freud, Lacan, Nietzsche, Yung, Glória Perez e Gilberto Braga tentam e (quase) conseguem explicar. Talvez por isso “Brokeback Mountain” tenha sido um filme tão importante. Porque entre tantos filmes sobre homossexualidade masculina, foi o que liberou o beijo do romântico e libertou-o para a carne. No cinema, porque na vida sempre foi, só que nunca numa tela gigante, em close, na frente de todo mundo. Homens se beijando tinham que ter mais afeto que qualquer outra coisa. Amor era a palavra. E “Brokeback...” fez acontecer o desejo primal. E por ser primal era mais assustador já que o primitivo pode estar hibernando em qualquer ser humano, como um tigre que, domesticado desde o berço, dia, sem mais nem menos, dá uma patada no domador e se alimenta dele, iniciando o ato com uma deliciosa dentada na carótida, bem ao estilo da selva. Mas e o beijo? E o queijo? Ah, queria falar de Javier Barden e Josh Brolin, que se beijaram e bailaram na entrega do Oscar e quase ninguém viu porque o diretor da NBC, emissora que transmite a cerimônia para os EUA e para o mundo, foi rápido e cortou a cena a tempo de evitar que ela fosse exibida. Como a transmissão tem um “delay” de 7 segundos, ele percebeu a intenção dos dois atores e mandou um close rápido da Penélope Cruz (mulher de Javier e mãe de seu filho) bem na hora. Eu, assistindo pela TNT tive a impressão que o corte tinha roubado um passo de dança, mas não percebi o beijo. Só que houve. Como nas novelas da Globo, passou pelos atores, pelos autores, mas não passou pelo diretor e pela emissora. E sempre os atores, não? Melissa Leo em menos de 7 segundos tascou um palavrão inevitável.  Mas o que quer dizer isso? Que Melissa é uma depravada/desbocada e que Josh e Javier são gays? Oras, claro que não! Quer dizer, sempre, o que o Joseph Campbell falou deles. Que suas simples ações, quando ousadas, não importa em que contexto estejam e, conforme eles, possam ser mais ou menos,  rompem a “barreira do tempo ilusório” e recriam a vida, além de dar a ela mais cor, emoção, sentido e originalidade. E tudo isso pode acontecer até em meio à felicidade e à irreverência, justamente porque são simples e naturais; pelo menos para os artistas. Triste mesmo é quando os artistas esquecem esse seu maior e mais belo papel e encaram a caretice numa boa, achando que são lindos e assim, mesmo artistas, serão aceitos.  É a linha ilusória que separa o entretenimento da arte. Um  beijo e um queijo.



Escrito por Edson Bueno às 10h03
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AS RELAÇÕES HUMANAS

“Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida”. Assim começa Clarice Lispector, seu livro mais famoso, “A Hora da Estrela”. Pois a partir desta singela constatação clariceana, comecei eu a pensar as pessoas, as relações, a forma como vamos nos encontrando/desencontrando, o bem e o mal (e o nenhum!) que fazemos uns aos outros. Com ou sem intenção explícita, às vezes apenas um aceno do inconsciente. De um modo geral somos medrosos, por isso temos medo até mesmo de nossas próprias opiniões, quando as temos e quando temos (ou não temos!) que fazê-las públicas. Estava eu aqui pensando na estreia de “Minha Vontade de Ser Bicho”, minha peça de teatro em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas e que estreou no dia 17 passado, quando convidei muitos amigos e colaboradores. É assim uma estreia. Convidamos os amigos porque precisamos de apoio, já que (pelo menos no meu caso), cada novo espetáculo, apesar do esforço e do trabalho, é sempre um tiro no escuro. Uma possibilidade latente de fracasso ou de sucesso, certo ou erro. Assim também foi com minha Clarice. E o que aconteceu? Findo o espetáculo, recebi apenas três comentários de tantos amigos que lá estavam. Um da Tania Araujo que me disse suavemente “você anda numa fase muito inspirada”, outro do amigo Guilherme Almeida que foi direto, “lindo, emocionante!”, e outro da querida Ana Camatti que ao meu ouvido sussurrou querida “Edson, você é um gênio!”. De resto, todo mundo saiu do teatro como entrou, sem dizer qualquer coisa. E eu, claro, fiquei esperando uma mensagem ou um alô no dia seguinte ou até mesmo um e-mail que dissesse coisas do espetáculo. Nada. E os dias passaram e a peça foi virando um sucesso incontestável. O público anônimo, esse que não precisa dizer nada, só precisa ir ao teatro, foi gostando, foi avisando os colegas e amigos e o Teatro Novelas Curitibanas tem estado pequeno para tanta gente querendo ver “Minha Vontade de Ser Bicho”. E daí? Bem, diante do inevitável, o que poderia ser evitado. Alguns desses amigos foram de novo e viram a reação calorosa e apaixonada do público. E então, seguros de que a maioria estava gostando, começaram a dizer que a peça era boa, sensível, bacana, etc e tal. Mas aí, sinceramente, não precisava mais. Tudo já tinha acontecido. Porque não disseram na estreia? No fundo, muitos desses amigos e colegas não acharam coisa nenhuma na peça e esperaram o fracasso (no qual acreditavam!) para apontar os defeitos que viram. Mas a peça virou um sucesso, inclusive de crítica e aí eles saíram da toca quando não precisava mais. Hoje então foi incrível. A jornalista da Gazeta do Povo foi assistir e fez uma crítica lindíssima, dizendo coisas belas, especiais, realçando detalhes, apontando elaborações e recomendando,  (http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1101575&tit=A-sobrevivencia-pela-palavra); e então, qual a surpresa! Outros, que nunca tinham dito nada, criaram coragem e, endossados pela imprensa, falaram do quanto gostaram da peça. Mas porque não falaram na estreia? Ou um dia depois? Porque esperaram o jornal dizer que era bacana para depois confirmar? As relações humanas! Outra coisa maluca nessas relações é a incapacidade que todos temos de admitir a opinião alheia. Por exemplo, toda vez que eu publico um comentário no blog, falando mal de algum filme, quem gostou dele sempre me escreve dizendo que eu estou ficando insensível, gagá, velho, sem humor, etc. Mas qual o problema? Porque as pessoas não conseguem admitir que uma opinião  contrária é somente uma opinião contrária? Então porque eu gosto de algum filme, tenho que desmerecer quem não gosta só para reafirmar meu prazer? Estranhíssimo. As únicas exceções são meus amigos Paulo Biscaia e Mauricio Cidade, que admitem nossas divergências numa boa. Sobre “Somewhere”, por exemplo, que eu achei vazio, meu amigo Biscaia escreveu: “Pois é, como diz a velha frase ‘cada um chora no filme que está afim’. E eu chorei copiosamente quatro vezes ao longo deste Somewhere. Esquisito isso de pontos de vista, né?” Olha que primor de respeito e educação! Assim como acontecem com filmes que eu amo e o Paulo odeia e nem por isso um acha que o outro é mais ou menos. Apenas é. Questão de pontos de vista, porque podemos até não entender porque o outro gostou ou não de determinado filme, mas acreditamos em alguma razão inteligente, já que nos respeitamos e nos achamos inteligentes. E talvez esse seja o grande barato das relações humanas. A coragem de dizer o que pensamos, mesmo que seja uma idiotice e que essa idiotice seja comprovada lá na frente e ainda a coragem de admitir a opinião alheia. Tania, Guilherme e Ana me fizeram um super carinho na estreia de “Minha Vontade de Ser Bicho”, porque independente da repercussão que a peça poderia vir a ter (boa ou má) falaram o que sentiram no momento em que eu precisava. Isso é que faz a vida! E é para isso que servem os amigos.



Escrito por Edson Bueno às 21h09
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FINALMENTE ENCONTRAMOS O CAMINHO DAS PEDRAS!

Em seu primeiro final de semana “Bruna Surfistinha” levou mais de 400 mil pessoas aos cinemas. A segunda maior abertura do ano. Arthur Xexéo do Globo não deixou por menos: “O cinema brasileiro parece ter encontrado o caminho das pedras.” Empolgado, ele lembra que o maior sucesso nacional de 2011 é “De Pernas Pro Ar” que já chegou a 3.5 milhões de espectadores e abriu com 203 mil. Termina o post com uma informação indiscutível, que até merece um ponto de exclamação ao final:A bilheteria de `Bruna Surfistinha`, entre sexta-feira e domingo, foi maior que as de ‘Cisne negro’, ‘O discurso do rei’, ‘Bravura indômita’, ‘127 horas’ e ‘O vencedor’ somadas! “Então que “Bruna Surfistinha” vai longe. A Revista Época também recomenda. Diz que “é um bom programa”, trocadilhos à parte. Fui assistir. .....................zzzzzzzzzzzzzzz..............zzzzzzzzzzz............... Sem comentários. Está comprovado, o brasileiro gosta mesmo é de novela e atores ruins. “Zorra Total” vai durar mais uns 50 anos, podem crer!



Escrito por Edson Bueno às 18h57
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IN MEMORIAM

Todos os anos, dois ou três dias depois da cerimônia de entrega do Oscar, leio a mesma coisa na imprensa: que a cerimônia foi chata, previsível e “a pior de todos  os anos”! E mais, que a audiência caiu, como se 35 milhões de pessoas assistindo, só nos EUA, fosse um número desprezível. Tudo balela e papo de gente entediada. Eu acho tudo normal. É apenas um programa de três horas que acontece uma vez ao ano e que nunca vai se comparar em emoção a, por exemplo, uma partida de vôlei entre Brasil e qualquer outro time do mundo. E olhe que cinema é a minha praia, mas é assim que é. De todos os anos sempre acho que uma premiação denigre o prêmio no quesito, que deveria (será?) pautar sua razão de ser, a qualidade. Ano passado foi o de melhor atriz para Sandra Bullock, pelo constrangedor “Um Sonho Possível” e neste ano, a de melhor diretor para Tom Hooper, que se não se compara ao mico do ano passado, é, no mínimo ridículo, numa temporada em que estavam nas paradas David Fincher, Darren Aronofsky, Christopher Nolan, Brothers Coen, David O. Russel e Lee Unkrich (o diretor de Toy Story 3). É piada de mau gosto, mas acontece. De qualquer maneira, o momento mais emocionante, pelo menos para mim, é sempre a homenagem ao povo do cinema que partiu para sempre no ano anterior. “In Memoriam” sempre me emociona e me faz pensar a vida, o tempo, a arte e o meu amor pelo cinema e pelas pessoas todas que fazem ele. Ano retrasado cheguei às lágrimas com Queen Latifah cantando “I’ll be seeing you” e neste 2011 havia Celine Dion cantando, talvez com um excesso de tristeza no rosto e na voz, “Smile”, de Chaplin. Percebi a ausência de Corey Haim, que faleceu em março passado. Mas quem vai esquecê-lo por “The Los Boys”? Acontece. E então que eu estava me emocionando este ano e, de repente, aparece o nome de Joseph Strick, diretor. E eu salto para dezenas de anos atrás. Em 1984, no Curso de Artes Cênicas, pela direção do querido Rafael Pacheco, quando fazíamos no Teatro do Paiol, a loucura que é “O Balcão”, do Jean Genet. E eu, piá de bosta, sonhador do teatro, vivia, emocionado o tal Roger, revolucionário que no mais profundo da alma, queria mesmo era viver, no puteiro, a fantasia de ser o chefe de polícia. Genet e sua crueldade. E, envolvidos e lambuzados por Genet, fomos, nós alunos, assistir “The Balcony”, um filme preto e branco, exibido na Cinemateca do Museu Guido Viaro, baseado na peça e dirigido em 1963 justamente por Joseph Strick. No elenco, a grande Shelley Winters fazendo a cafetina, Madame Irma. Na peça quem fazia era a Silvia Monteiro e na montagem histórica do Teatro Ruth Escobar, de 1969, pela própria, dirigida por Victor García. Mas o filme. Era daqueles meio marginais (como não poderia ser diferente) e entregues aos fãs apaixonados, sem qualquer traço de arte pop ou de massa. Cinema radical. Feito como disse uma vez Scorsese: “por um diretor contrabandista”. Quatro anos depois, invocado, Strick capricharia na ousadia e mandava para as telas nada menos que “Ulysses”, de James Joyce, quando chegou a ser indicado ao Oscar pelo roteiro. Perdeu para Stirling Silliphant por “No Calor da Noite”. Pois é, do que eu estava falando? In Memoriam. Essas colagens me fazem lembrar que, infelizmente, tudo passa, até as maiores maravilhas e, mais ainda, do quanto temos que buscar beleza e revolução nas novas que cruzam à nossa frente, porque em determinado momento nós também vamos passar numa boa. Como não somos Hollywood, provavelmente sem Celine, sem Queen, sem “Smile”, sem Oscar...Ah! E o quanto é preciso amar as coisas e as pessoas que nos dão prazer e felicidade com poesia e arte. Cinema, teatro...



Escrito por Edson Bueno às 11h44
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MAIS FOFO, IMPOSSÍVEL!

Cartaz do novo filme do Ursinho Pooh, da Disney.



Escrito por Edson Bueno às 19h55
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CÉLEBRES ACOMPANHANTES

Antes de anunciar o vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2010, Steven Spielberg lembrou que o tal vencedor estaria a partir de agora na companhia de “O Poderoso Chefão”, “E o Vento Levou”, etc; e que os perdedores estariam em companhia de “O Touro Indomável”, “Cidadão Kane” e “A Primeira Noite de Um Homem”; portanto, todos muito bem acompanhados.  Poderia, modéstia à parte, ter dito que o vencedor faria parte da gaveta de “A Lista de Schindler” e os perdedores iriam para o guarda-roupas onde também estão “E.T. – O Extraterrestre” e “Caçadores da Arca Perdida”. Tudo bem, Spielberg é um gentleman. Acontece que “Bravura Indômita/The True Grit”, dos Irmãos Coen, tendo sido indicado a 10 prêmios e não tendo ganho nenhum, fica agora na companhia de outros célebres perdedores, dois ou três que perderam de lavada, coisa que não é fácil de engolir. Como “Momento de Decisão/1977”, de Herbert Ross e “A Cor Púrpura/1985”, do próprio Spielberg, que receberam nada menos que 11 indicações e não ganharam nada; além de outro ilustre coleguinha, “Gangues de Nova Iorque/2002”, de Martin Scorsese, que teve 10 indicações e passou a premiação batido. Acontece... Pelo menos Spielberg, Scorsese e os Coen já tiveram seus momentos de glória na entrega do Oscar, mas o pobre Herbert Ross... Para quem não sabe, Herbert Ross morreu aos 74 anos em 2001 e dirigiu filmes gostosíssimos como “A Garota do Adeus/77” (Oscar de Melhor Ator para Richard Dreifuss e “California Suite/1978” (Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Maggie Smith), além de “Sonhos de Um Sedutor/72”, a adaptação de Woody Allen, para o cinema de sua peça de teatro “Play It Again, Sam”.



Escrito por Edson Bueno às 16h25
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DO NOT DISTURB

Por favor, não perturbem Sofia Coppola, ela está pensando. Após assistir “Somewhere”, Leão de Ouro em Veneza/2010, fiquei me perguntando: Será que depois de Griffith, Dreyer, Murnau, Ford, Hitchcock, Fellini, Antonioni, Bergman, Kurosawa, Visconti, Pasolini, Truffaut, Buñuel, Scorsese, Coppola, Resnais, Rosselini, Woody Allen, Sirk, Cassavetes, Huston, Coen (Brothers), Lynch, Wilder, Lean, Preminger, Scolla, Chaplin, Leone, Polanski, Cronenberg, Spielberg, Tim Burton, Tarantino, etc e tal, Sofia Coppola acha de si mesma que é um gênio ou uma diretora pura e simples que apenas filma umas coisinhas, se comparadas aos filmes dos caras citados aí atrás? Sei lá. O que sei e ainda fico imaginando é que a vida de qualquer astro de Hollywood (como de seu protagonista Johnny Marco) deve ter momentos emocionantes, dramáticos, excitantes, paradoxais, excêntricos, constrangedores ou conflituosos; como aliás, o de qualquer ser humano da face da terra. Então me pergunto novamente: por que ela resolveu escolher justamente os mais chatos, tediosos e inúteis momentos desse cara? Não, não me digam que Sofia Coppola pensa ser um Antonioni de saias, porque se assim fosse ela teria, no mínimo, feito um filme. “Somewhere” nem afetado é. Tem pelo menos a qualidade de demonstrar que qualquer pessoa (qualquer mesmo!) pode fazer um filme. É só filmar qualquer coisa ou coisa nenhuma e com uma pista simbólica aqui e outra ali dizer que está fazendo um grande comentário sobre o significado da vida, a liberdade, a felicidade ou qualquer outra necessidade humana. Mas isso não é cinema, é só um raciocínio necessário. Qualquer camarão fossilizado, desde que bem intencionado, também pensa sobre, oras!



Escrito por Edson Bueno às 21h00
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