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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


A NOIVA DE FRANKENSTEIN ART DECÓ?

Por Tom Whalen.



Escrito por Edson Bueno às 17h23
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INDIANA JONES ART DÉCO?

Por Tom Whalen.

 



Escrito por Edson Bueno às 10h44
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MONEY VS OSCAR

“Roubado”do site italiano “Cine Blog”. Afinal, dinheiro não é tudo na vida... nem Oscar!



Escrito por Edson Bueno às 08h38
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DARTH VADER (S)

Em seus 83 anos de premiações, nenhum filme de terror jamais ganhou o Oscar! Vírgula, porque apesar de ter ganhado neste ano na categoria “documentário de longa-metragem” TRABALHO INTERNO/INSIDE JOB, de Charles Ferguson é um autêntico filme de terror. E mais, protagonizado por bandidos assustadores, podem crer, infinitamente piores do que, por exemplo, o Darth Vader. Simples (ou complexo, sei lá!), porque não são filhotes da ficção, mas criaturas reais, víboras nascidas em ovos de serpentes, com a aparência mais “trash” possível, apesar das gravatas e paletós. Um horror!  Que não se espere deste libelo pela ética e pela humanidade, as gracinhas de Michael Moore (eu adoro o Michael Moore!!!), mas, em tom sutilmente sarcástico e embalado por uma trilha sonora de suspense, Ferguson não deixa pedra sobre pedra ao contar gestação, nascimento, desenvolvimento e desfecho da maior crise econômica depois da grande depressão americana de 29. E, corajosamente, dá todos os nomes a todos os bois, grandes executivos de grandes bancos, ocupantes de cargos importantes na política americana, professores de universidades renomadas e consultores de assuntos econômicos (do tipo que explica como tirar o maior número de dinheiro de qualquer um, seja o mísero otário com o salário mínimo mensal ou o investidor abastado). Aliás, em muitos casos, todos os cargos citados aí, juntam-se num bandido só. Ferguson não quer deixar dúvidas e descreve o pior dos mundos com imagens, textos, gráficos e entrevistas impressionantes. Ao final, quase num pedido de socorro, denuncia a impunidade de todos eles que ainda mandam nos EUA (porque fazem parte do governo Barack Obama) e pede por algum tipo de justiça e senso de ética que impeça um novo golpe (que certamente virá!) e que levará milhões de seres humanos ao desemprego, falência, abandono, fome e pavor! Que mais? É preciso assistir INSIDE JOB para crer! Mas, além de mostrar a cara da bandidagem, o que mais faz este documentário com nossos corações e mentes? Revela nossa fragilidade, nossa impotência, nossa pequenez diante de um sistema que se mantém vivo e pulsante, aconteça o que acontecer; e nos dá a perigosa (ou dolorosa!) certeza de que dinheiro é sinônimo de corrupção e que existe sim, em qualquer parte do mundo, uma casta de 1% que detém todo o poder e a grana e que manipula, para que lado for, o resto. Assunto encerrado. Tudo o mais é ilusão. Em certo momento, nas entrelinhas, fica claro até que a democracia é uma fachada perfeita para a acomodação de uma massa ignara (nós) que estamos sendo mantidos vivos apenas porque de nosso movimento o tal 1% acumula riqueza e poder. Dinheiro é número e seres humanos são números. É um filme inquietante e desesperador, porque utiliza a verdade para falar dela, algo tão distante da poesia e da ficção. Em dado momento eu (e acredito que muita gente no cinema também) experimentei tamanho mal estar, que a tal ânsia de vômito foi inevitável. INSIDE JOB, que começa como uma aula sobre economia e termina como um grito de socorro, é cinema revelação, que pede do espectador estômago forte e cabeça fria, porque diz, a cada minuto, o quanto somos nada e ninguém e o quanto nossas vidas não estão em nossas mãos, apesar de todo o nosso trabalho e luta. Dá muito medo!!! Diante desses caras Darth Vader é Pinocchio.



Escrito por Edson Bueno às 00h46
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HAY CARNAVAL NAS CURITIBAS!!!

Eu, posando de jurado, em foto do queridão Maringas!

Como disse a Maria Augusta, alguns anos atrás, numa reciclagem para jurados do Carnaval Curitibano: “É festa! Todo ser humano precisa fazer uma festa pelo menos uma vez ao mês, para descarregar as tensões de uma vida cheia de responsabilidades e batalhas. E no coletivo, pelo menos uma vez ao ano, para recarregar as baterias e continuar a luta. É o carnaval. Quatro dias de uma necessidade de caos, irresponsabilidade, beleza, loucura e prazer.” Mais ou menos isso. Um mínimo de ordem para que não aconteça o grande medo freudiano, de que a civilização caia por terra com o fim (?) das repressões. Pode. Rs. E de resto é preciso dar passe livre para a alegria e com ela os riscos. Uma das ideias mais fortes que o livro “Tudo que é sólido desmancha no ar”, do Marshall Berman deixou em meu espírito é o da organização das comunidades. Lá pela página trezentos e qualquer coisa ele fala da exaltação da família e do bairro e sua defesa contra as forças externas que “esmagariam nossas vidas”. Curitiba tem um pouco esse espírito de “limpar”, “higienizar”, protegendo seus cidadãos e dando-lhes condições “ideais” para viver uma vida ideal. O limite entre o proteger e o impedir, o feio e o bonito, o limpo e o sujo, acaba por dar à cidade uma aparência “Omo total” e a loucura corre o risco de ficar de fora. E todos sabemos que o amor e a loucura andam sempre juntos.  Ainda voltando a Marshall Berman, ele continua sua dissecação da modernidade, dizendo que “sua rua ideal seria cheia de estranhos que passam, de pessoas de muitas classes diferentes, crenças e estilos de vidas diversos... a rua e a família seriam microcosmos de toda a plenitude e diversidade do mundo moderno...” E num outro extremo ele aponta o anti-modernismo de direita: “em benefício da integridade do bairro, todas as minorias raciais, os desvios sexuais e ideológicos, os livros e filmes controversos, as formas de vestir ou as expressões musicais minoritárias devem ser mantidas à distância...”. Agora voltando ao Carnaval. Então que esse acontecimento continuará, na mais maluca expressão popular (como no Nordeste), ou no meio termo entre a forma e o conteúdo que é hoje o do Rio de Janeiro, e ainda o de Curitiba, desejando ser uma coisa ou outra, mas mostrando-se vivo na experiência da diversidade e na busca pela beleza plástica. Dionísio e Apolo estapeando-se, um querendo tirar a roupa e o outro tentando vesti-lo. Fazer parte do corpo de jurados do desfile das Escolas de Samba, já pelo terceiro ano consecutivo, tem me dado a certeza de viver uma experiência deliciosa e reveladora. A Candido de Abreu (em seu último ano de desfile) vira um espaço de incrível diversidade, que luta, silenciosa contra os medos e preconceitos. É na contradição entre a ordem e o caos que o desejo se revela e também na aceitação de que a vida é maior que as ideias e que, queiramos ou não, as humanidades se manifestam livres e desimpedidas. E devemos isso sim, aos bêbados, aos malucos, aos corajosos, aos ingênuos, aos sonhadores, aos malucos e visionários que assim, por puro espírito carnavalesco, tiram da toca o lobo essencial e caem na farra, tiram a roupa, dançam livremente, expõem sua sexualidade, cantam, gritam e, meio tímidos ou expansivos, deitam e rolam. Enfim, fazem o que podem! E publicamente, o que é mais importante! E você vê o folião que atravessa a avenida com o sorriso largo e aberto e o narcisista que na sua verdade mostra-se por inteiro pelo puro prazer de mostrar; até um outro, não menos desejoso, que vive a avenida, das seis da tarde até duas e meia da madrugada, sob chuva, calor e festa, com sua boca sem sorriso, mas olhos atentos às bundas, seios, pernas de fora, danças, saltos, beijos, cantos, maquiagens e fantasias, pobreza e riqueza; mas firme, ciente de estar participando de algo que só viverá um ano depois; batalhando, no mais profundo do seu ser contra seus preconceitos, medos, dúvidas e incertezas. É o folião que sai da alma rasgando o corpo, como o ferrão da abelha que, na picada, leva com ela as próprias vísceras e paciência! Ah!  Quem dera a avenida e o carnaval fossem sempre mais, para que a festa necessária, contada pela Dra. Maria Augusta, carnavalesca de corpo e alma, se fizesse íntegra e escandalosa. Seríamos todos mais felizes, mesmo que nossa educação medrosa gritasse, no raso da superficialidade, o contrário! Adoro o desfile das Escolas de Samba de Curitiba, e se o rigor da nota técnica e fria, tem que ser considerado por conta da função, torço apaixonado para que, a cada ano mais gente tenha a coragem de participar da fantasia e mais gente tenha a coragem de atravessar a passarela com suas alegrias e tristezas, com seus mais e menos. Existe sim um acontecimento! É preciso estar lá para percebê-lo e mais, é preciso estar lá para despojar-se do próprio medo e permitir que o carnaval escondido dentro de cada um de nós, salte para fora, pelo menos uma vez por ano. Negá-lo, desmerecê-lo, dizer não a ele é mais ou menos como negar-se a si próprio e fingindo-se de cego, fazendo de conta que o que existe não existe, tentar negar ao outro o seu carnaval livre e desimpedido. Mais fácil que brigar com a festa alheia é permitir-se festar; e abandonar-se às diferenças e loucuras. Pelo menos uma vez ao ano. Só fará bem, podem crer!!! E viva os malucos que fazem o Carnaval Curitibano!



Escrito por Edson Bueno às 12h39
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