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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


FELICIDADES (E TRISTEZAS…) CLANDESTINAS

Livre lembrar é só lembrar. Como disse um dia o Felipe Hirsch (via Shakespeare!) “a vida é cheia de som e fúria” e algumas coisas que acontecem hoje fazem a gente viajar no tempo e rever o passado e seus pequenos momentos que significaram tanto e disseram de nossa personalidade. As coisas que amamos e as que odiamos, as que nos deram alegria e a que nos fizeram sofrer. Mas, como vocês vão perceber no final do post “se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”. Dias atrás faleceu Sidney Lumet, que fiquei sabendo por aí tinha um ego gigantesco. Sei lá. Amava seu cinema. Era realista, radical, humanista e contundente. Paulo Francis disse um dia que era o “mais comunista dos cineastas americanos”. Provável. Tenho duas histórias com ele. Eu estava no exército, era tenente da reserva na ativa e estávamos todos de prontidão, ninguém sabia direito porquê (governo Geisel, pacote de abril, senadores biônicos, etc.). Fechados a sete chaves dentro dos muros do quartel e impossibilitados de contato com o mundo exterior. E estreou no antigo Cine Bristol “Network – Rede de Intrigas/1976”,  Oscar de roteiro para Paddy Chayefsky, ator para John Finch, atriz para Faye Dunaway e atriz coadjuvante para Beatrice Straight. E eu morrendo de vontade de assisti-lo. Como fazer? Menti. Fui ao comandante e disse que tinha um problema de urgência familiar. Implorei que ele me desse três horas na tarde para resolvê-lo. Confidencialmente o querido Coronel Walter deixou. Saí do quartel, peguei um taxi e me atirei para o centro da cidade. Vi o filme, saí, meio tonto e voltei para a caserna. A mentira que marca. “Network” é um filme espetacular, político, violento e agressivo. Como Sidney Lumet. E o que aconteceu com “Daniel/1983” que provocou a citação de Paulo Francis? Esse foi no Cine Astor, na Boca Maldita. Um filme emocionante que conta a história, ficção de E. L. Doctorrow,  do casal de filhos (Timothy Hutton/Amanda Plummer) de Julius e Ethel Rosenberg que foram condenados à morte por terem passado o segredo da bomba atômica para os soviéticos. O filme acompanha a história de suas infâncias, abandonados ao léu, sem saber o que aconteceria com seus pais espiões. E a sua adolescência problemática, tendo a filha vivido uma depressão esquizofrênica que a levou ao suicídio. Que tinham eles a ver com a guerra fria, com a bomba atômica, com comunismos e espiões? A última cena, de cortar o coração, é o enterro da garota e seu irmão acompanhando-o, enquanto a edição mostra suas imagens de crianças inocentes. O passado trágico e o futuro mais ainda. Pois bem, eu morava perto do Teatro Guaíra. Saí do cinema em lágrimas convulsivas e subi a Rua XV como se tivesse perdido minha família num acidente de automóvel. Nada me fazia parar o choro. As pessoas me olhavam na rua, condoídas, mas eu não conseguia deixar de soluçar. Cheguei em casa e o Áldice e o Quaresma perguntaram: “Que houve?” E eu: “Vi o filme mais triste do mundo!” Sentei no sofá e chorei muito por muito tempo. Nunca mais revi “Daniel”, mas sinto uma vontade enorme de revê-lo e sacar se seu impacto ainda tem poderes no meu coração. Coração. Emoções. Assisto Globo News Documento e descubro que o rei, Roberto Carlos, está fazendo 70 anos. Quem não tem uma história de Roberto em sua vida? Eu, adolescente, namorando Suzete em Florianópolis, ia pra lá quase todo fim de semana. Ficava final de semana e voltava pra segunda, trabalhar e estudar. Todo domingo à noite, perto de pegar o ônibus pra Curitiba, nós nos sentávamos, mãos dadas, na varanda da casa, na Costeira do Pirajubaé e eu, bobo, cantava pra ela: “Já está chegando a hora de ir, venho aqui me despedir e dizer, em qualquer lugar por onde eu andar, vou lembrar de você. Só me resta agora dizer adeus e depois o meu caminho seguir. O meu coração aqui vou deixar, não ligue se acaso eu chorar, mas agora... adeus!” Suzete é hoje minha companheira de internet. Há muitos anos não nos vemos e nos falamos demais por MSN. Qualquer hora vou lá matar saudades. E, lá por 1997, eu fazendo no Teatro da Fábrika, com os Satyros, “Prometeu Agrilhoado” e vivendo uma das maiores dores sentimentais da minha história. Lágrimas eram poucas. E antes da peça, aquecimento de voz, eu em prantos que provocavam a misericórdia do elenco inteiro, cantava como um coiote abandonado pela mãe antes de desmamar: “Detalhes tão pequenos de nós dois... Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada. O tempo que transforma tanto amor em quase nada. Mas “quase” também é mais um detalhe. Um grande amor não vai morrer assim. Por isso de vez em quando você vai lembrar de mim...” – Por isso é que vez em quando eu ouço o Roberto dos bons tempos. E ele, como Sidney Lumet e o cinema, fazem parte das minhas felicidades (tristezas) clandestinas. Eles como tantas coisas que até Deus duvida! E felicidade, não tão clandestina assim, é que adoro cantar pra quem amo. E quem me ama adora me ouvir cantar.



Escrito por Edson Bueno às 10h09
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RIO... DELÍCIA!!!

Aqui em Feira de Santana o negócio é sol, teatro, acarajé (que descobri hoje ter mais de 2000 calorias quando completo!), amizades, amor, bermuda, chinelo de dedo, baião de dois, banana da terra e camarão. Pode haver coisa melhor? E então que as palavras andam preguiçosas, recusando-se a juntar-se pra criar frases. Difícil!!! Mas pra que, não é? A vida tá tão boa. No Shopping tem um restaurante chamado “Flor do Maracujá” que é qualquer coisa! Lá fui almoçar, me deliciar e morrer de prazeres (outros!). E depois, dias, muitos dias depois, resolvi encarar um cineminha pra não perder o costume. Claro, fui assistir “Rio”, a animação de Carlos Saldanha, que era tão esperado quanto duvidado. O que um dos criadores de “Ice Age” faria com a ideia? De cara um cinema lotado. Uma criançada animada, muito afim. E o filme começou. Como disse, as palavras andam escondidas e eu sem paciência para procurá-las, então que pouco tenho a dizer, exceto pelo fato de que adorei. Mas além disso, adorei curtir as crianças adorando o filme. Teve um momento em que me dei ao trabalho de ir para a frente só pra ver os rostos e sorrisos da gurizada. Era uma coisa linda! Muita diversão. As crianças adoram! Riem e viajam nos momentos românticos e líricos do filme. É sucesso garantido. E dá pra dizer, sem medo de errar que o Carlos Saldanha fez um filme genuinamente brasileiro. O fato de ter produção americana e tecnologia idem é um detalhe. Tudo na animação brilha a brasilidade e o reconhecimento é imediato. Há quem diga que ele reafirma certos estereótipos, mas eu não concordo. Somos sim, principalmente na época do carnaval, um povo derretendo de sensualidade e a música e a malemolência é uma característica. E o Carlos não esconde a favela nem a sem-vergonhice. E gente, é um filme para crianças, não é “Cidade de Deus”! Os personagens principais são uns amores e o colorido, a música, o ritmo e os personagens entregando-se ao prazer de ser brasileiro e divertir-se com o carnaval é um caso à parte. Carlos Saldanha fez um filme simples, sem grandes profundidades (como “Toy Story 3”, por exemplo), mas divertidíssimo, emocionante e romântico. É uma delícia. E de quebra, tem dois ou três momentos surpreendentes e engraçadíssimos! A aventura brasileira e caótica das duas ararinhas azuis (uma americana e uma brasileira) é um filme, como diria um cearence que eu conheço de garfo e faca, “delícia”!



Escrito por Edson Bueno às 09h58
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