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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


UM DIA PARA A HISTÓRIA!

Por unanimidade, Supremo reconhece união estável de homossexuais

“A homossexualidade caracteriza a humanidade de uma pessoa. Não é crime. Então porque o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas por nossa constituição: a intolerância e o preconceito.”- Ministro Luiz Fux



Escrito por Edson Bueno às 11h02
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POR QUANTO TEMPO EU ESTIVE DORMINDO?

De um modo geral a culpa é sempre do diretor. Mas há que se culpar também a própria indústria e seus tiques e preconceitos. Às vezes o diretor é pouco mais que um office boy fazendo seu servicinho pra ganhar uns trocos. Acho que esse é o caso de Francis Lawrence, o diretor de “Água para Elefantes”. O filme é um amontoado de clichês que beira ao insuportável, além de uma previsibilidade tal que qualquer sujeito que tenha assistido a mais do que três filmes americanos “fast food” consegue adivinhar cada um dos movimentos do roteiro. Mas é esse o problema? Não! Esse é o menor dos problemas, porque afinal de contas, o que não falta à história são elementos de tensão: violência, traição, romance, sexo, animais, bandido, mocinho, fome, mortes, injustiças, crueldade com animais e pessoas, etc e tal. Mas o diretor consegue juntar tudo isso com uma sensação tediosa tão grande que toda a aventura de um circo viajando de trem por um território americano em plena depressão dos anos 30 é a coisa mais chata do mundo! A montagem e a sua trilha sonora são tão sonolentas que comecei a escrever esse comentário perto das vinte horas e parei no meio porque dormi escrevendo... (Obrigado, Diogo!) Aliás, dormi assistindo. Dormi e ronquei. Por sorte o Abner estava junto e me acordou. O elenco? O Robert Pattinson ganha todos os closes e como é bonitinho, pelo menos segura o carisma (embora tenha gente que acha ele um feioso inexpressivo que precisa consertar a arcada dentária!), o Christoph Waltz repete nos mínimos detalhes o mesmo personagem que lhe deu o Oscar por “Bastardos Inglórios”, só que agora com roupa de mestre de cerimônias e dono de circo; mas pelo menos cumpre a função de ser o vilão nojento e até irrita! Mas... a tal Reese Whiterspon, meu Deus! Seu peresonagem é o da gostosa, atração principal do circo, sedutora, saída do puteiro e que passa o filme inteiro com roupas sexys e maiôs e tais. Só que pra começo de conversa ela não tem bunda e é o ser humano mais frígido que alguém poderia colocar diante de uma câmera. Como? O que fazer? Dormir, oras! Depois de um filme inteiro de tentativa de tensão sexual com o mocinho, finalmente os dois vão pra cama e se alguém poderia esperar qualquer fervor, pode tirar o cavalo (ou elefante!) da chuva, porque mal dão uma bicota, o editor corta e lá está a platinada Reese sob os lençóis, olhando o cara com quem ela transou a noite toda e dizendo pra ele: “Por quanto tempo eu estive dormindo?”. Foi mais ou menos o que eu disse para o Abner quando ele me cutucou após uma ressonada mais alta. “Você perdeu todo o começo do filme.” “E isso muda alguma coisa?” “Nada!” Então tudo bem, acho que vou dormir mais um pouco. E a elefanta? Claro, uma fofa! Só não salva o filme porque nada salva o filme. “Água para Elefantes” é o mais acabado exemplo de incompetência que o cinema americano pode ter dado em 2011 e nesse quesito dificilmente vai ser superado. Credo!



Escrito por Edson Bueno às 01h04
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POSTER QUE VALE A PENA POSTAR

Roland Emmerich (2012, O Dia Depois de Amanhã e Independence Day) resolveu investigar a dramaturgia de William Shakespeare. O que teria inventado ou descoberto?



Escrito por Edson Bueno às 07h57
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AGORA, RASGA CORAÇÃO…

Viver é também virar páginas. E muitas vezes elas machucam e marcam, como hoje, quando recebo pelo meu amigo Claudemir Scavazini, a notícia da morte de Zé Renato, um dos mais míticos diretores de teatro do Brasil. Nunca o conheci pessoalmente, mas o conheci na sua arte, nos palcos. E se hoje, a virada de página é o silêncio, num outro momento da minha vida, a virada foi da consciência, da paixão e da decisão. Eu estava no último ano da minha passagem pelo exército (1979), fazendo estágio de serviço como oficial da reserva e estreou no Guairinha, nacionalmente, “Rasga Coração”, do Vianinha, na encenação de Zé Renato. Raul Cortez, Lucélia Santos, Ary Fontoura, Sonia Guedes, Maurício Távora e mais... E lá estava eu, na estreia e assim, com pouquíssimas palavras, eu tive uma das maiores emoções da minha vida. Numa encenação épica, poderosa, emocionadíssima e engrandecedora, Zé Renato passava a limpo a história do Brasil e dava uma cor espetacular ao Teatro Brasileiro. Já se passaram 32 anos desde aquele dia e cenas inteiras, falas completas, tons de voz e olhares, permanecem vívidos e claros em minha memória. A cenografia de Marcos Flaksman era perfeita e a sua maquete está até hoje guardada no Museu do Teatro no Centro Cultural Teatro Guaíra. Ao final, incrível, o elenco recebeu um aplauso de quase quinze minutos! Um momento histórico, que marcou também uma virada de página no Teatro Brasileiro, na história do Brasil e na minha pequena e mínima vida de brasileirinho, silencioso e encantando, em pé, lágrimas nos olhos, e se não me engano, na fila E, muito próximo, quase na fila do gargarejo. “Agora, rasga coração...” cantava à janela, o maravilhoso Raul Cortez ao final do espetáculo. E era isso. Era essa a coisa/arte que eu queria fazer da minha vida. Sonhei e sonho, em algum dia fazer alguma coisa tão importante e tão grande como aquela peça de teatro, viver os palcos com aquela dignidade e consciência, depositar a minha vida a serviço de atos e palavras que signifiquem tanto! Vai-se mais um ícone do Teatro Brasileiro e, embora a história, fica um buraco incrível dentro da nossa alma de artista. Como é bom admirar artistas. Como me sinto feliz em ter admirado em meus quase 30 anos de teatro, esse Zé Renato. Como me sinto engrandecido por ter tido seu exemplo como algo a ser seguido. E como fico triste quando sei que ele se foi. Mas foi grande, recém saído do palco, amado pelos seus colegas, respeitado em todo o Brasil e tendo deixado uma obra maravilhosa! E agora? Rasga coração...



Escrito por Edson Bueno às 13h24
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THOR É UM BELO ESPETÁCULO

Vi o trailer de “Thor” algumas vezes e senti medo, muito medo. Até tinha resolvido não assistir ao filme porque a certeza de um entretenimento brega, acrescentado de correrias, explosões e efeitos especiais que gritam aos olhos pela artificialidade eram quase uma certeza. Depois li a crítica desanimadora da revista Veja. Mas... há sempre o Rottentomatoes que faz um apanhado geral das impressões críticas americanas e a até hoje, de 49 críticos, 46 gostaram do resultado. Tudo bem, mas ainda tinha Kenneth Branagh que quando se aventura pelo banal (como em “Frankenstein”) troca os pés pelas mãos, faz diversão histérica e sai de baixo! Resolvi arriscar. E se era pra enfiar o pé na jaca, que fosse em 3D e Imax! O cinema estava quase lotado e tive que me contentar com uma poltrona central, mas muito próxima da tela. A única coisa realmente ruim é que acabei com uma dor de cabeça infernal! Porque o filme é muito, muito divertido. Usando e abusando de situações corriqueiras e mais do que clichês, a produção consegue ser interessante porque Branagh (será que foi ele mesmo?) aposta em imagens deslumbrantes. É um filme extremamente belo e um espetáculo visual que dificilmente vai ser superado nesse ano. Anthony Hopkins está interessante, Natalie Portman é sensível até fazendo a mocinha que corre atrás do gostosão louro e o próprio gostosão consegue demonstrar heroísmo sincero, o que já é muito. E ainda tem um bandido (Tom Hiddleston) excepcional e que respira inveja e ressentimento. A escolha de um ator perfeito é importante e Branagh conseguiu o sujeito ideal para viver Loki o irmão arqui-inimigo de Thor. Não deixa de ser surpreendente que Kenneth Branagh tenha conseguido contar uma história sem ansiedades e sem medo de perder o ritmo, e mais ainda, com um apuro visual de cair o queixo. “Thor” pode não apostar em originalidade e conteúdo, mas como um bom produto dos quadrinhos faz a festa quando joga tudo em beleza e diversão. Os efeitos especiais são, sim, o grande personagem desse filme, mas o espectador relaxado vai curtir as aventuras de Thor em suas aventuras míticas e terrenas. Cumpre a que veio e vale os reais deixados na bilheteria. E como antes de entrar na sala tinha saboreado uma deliciosa Nhá Benta de côco da Kopenhagen, assisti ao filme numa doçura simpática, o que só ajudou na na aceitação. É sempre assim, dificilmente vemos as coisas amargas quando estamos doces, e vice-versa. Será? Rs.



Escrito por Edson Bueno às 02h05
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