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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


DILACERANTE

“Reencontrando a Felicidade/Rabbit Hole” não é para qualquer estômago (ou coração). É preciso estar atento e forte senão as defesas caem por terra e o resultado é uma saída do cinema em latente estado de depressão. É um dos filmes mais dolorosos que eu já assisti nos últimos tempos. O diretor de “Shortbus” e “Hedwig”, John Cameron Mitchell, surpreende com a economia e o cuidado. Descreve em minúcias o inferno que é a convivência com a perda repentina. O casal vivido por Nicole Kidman e Aaron Eckhart, que perdeu o filho de quatro anos atropelado por um carro, expõe com riqueza de situações a dor e o dilaceramento das lembranças, da culpa, da falta de sentido para a vida e do absoluto silêncio perante o futuro. É um caminho para dentro, devastado pelos espinhos e pelas lágrimas. É sofrimento sem fim. E, apoiado num realismo tão banal quanto sincero, Mitchell não nos poupa de qualquer rito de passagem. Em “Minha Vontade de Ser Bicho”, meu espetáculo sobre Clarice Lispector, forjei uma frase que dá muito sentido às nossas terríveis humanidades: “Dizer adeus a quem se ama é como uivar para a morte.” Na mosca. Nicole e Aaron uivam, literalmente. Nada trará seu filho de volta e ao mesmo tempo em que precisam livrar-se das lembranças, precisam delas para sentirem-se vivos e não mortos vivos. Mas como? Se absolutamente nada mais tem importância? E é essa falta de importância que está presente nas imagens de Mitchell. Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós; e ninguém conseguirá nunca penetrar em nossos sentimentos. Menos ainda em nossas dores. Somos, na plateia de “Rabbit Hole”, espectadores passivos, como somos em nossas próprias vidas, incapazes de interferir no destino alheio e ao mesmo tempo, viajantes perdidos ao sabor da vida. Nicole Kidman cometeu um erro imperdoável ao inventar uma plástica que tirou-lhe muito da expressão, mas ainda assim consegue brilhar ao entregar-se a toda sorte de sentimentos, paradoxais e contraditórios. Quando contracena com Diane Wiest ou com o garoto Milles Teller (que faz o adolescente atropelador) eleva a temperatura do filme a graus inimagináveis. E quando Betta (Nicole) pergunta à sua mãe (Diane) se em algum momento alguma coisa “vai passar” e obtém com  uma naturalidade dilacerante um simples “não”, a narrativa destrói nossas frágeis estruturas e a vida em sua vulnerabilidade inexplicável está exposta no cinema pelo talento de roteirista, diretor e atores excepcionais. “Rabbit Hole”não é um filme fácil com suas emoções ao nível do nervo exposto, mas esbanja sinceridade e inteligência. É cinema raro.



Escrito por Edson Bueno às 01h35
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POSTER QUE VALE A PENA POSTAR

Saiu o primeiro poster de TINTIN, de Steven Spielberg com produção de Peter Jackson! Agora sim eu vou voltar aos meus 9 anos! Quando era um piá de bosta, devorava os álbuns do Tintin, do Hergé, na Biblioteca do Grupo Escolar Nossa Senhora da Salete, como um zumbi devora cérebros. Foi a minha primeira  experiência com imaginação literária (quase!) e um pedaço romântico da minha memória. E com o Spielberg ainda!!! Aliás, 2011 pode ser de novo um ano Spielberg. Logo vem aí SUPER 8, do J.J. Abrams que é um “remember” do estilo cinema anos 80 inventado pelo cara! Vale a pena assistir aos trailers, tanto de “Tintin” como de “Super 8”. Para encher a boca de água!



Escrito por Edson Bueno às 08h02
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PAIXÃO IRRESTÍVEL

O que seria de nós não fossem nossos amores incondicionais? Pois é, vou começar falando de Alfred Hitchcock. É quase uma unanimidade, embora eu tenha alguns amigos muito inteligentes que não vêem grande coisa nele. Mas eu vejo. E não apenas no melhor do melhor do velho Alfred, mas até nas suas varadas n’água, tipo “Topázio” ou “Trama Macabra”. O que não gosto em Hitchcock é alguma coisa que está tão escondida no meu coração que é impossível de ser revelada. Até pra mim mesmo. E o mesmo posso dizer do queridíssimo Woody Allen. Faço aqui uma revelação que me foi esclarecida nos últimos dias. Meus três diretores de cinema preferidos são Alfred Hitchcock, Federico Fellini e Woody Allen. Amo os três. Como, bebo e me entrego como um bobalhão a qualquer plano ou sequência criados por cada um deles. Sou radical. Mas Alfred e Federico, infelizmente já se foram e Woody faz um filme a cada ano, o que é a minha suprema paixão. Penso, por exemplo, em “Scoop” que até hoje nem sei porque ele fez, nem o que tinha na cabeça quando estava fazendo. Mas minha opinião não importa e gostaria que todo ano ele fosse elogiadíssimo pela crítica e não só concorresse, como também ganhasse o Oscar. Não acontece. Ultimamente os críticos têm sido implacáveis com Woody e eu sofro, embora ache que ele não está nem aí. Será? E, tonto que sou, vibro e me encanto quando ele estreia um filme novo e os donos da verdade o aceitam e elogiam. Aconteceu de novo. “Midnight In Paris” abriu o Festival de Cannes e todos falam maravilhas de Woody Allen novamente. E eu me sinto feliz. O filme estreia nos EUA na semana que vem e aqui só em junho. Mas vai ser sensacional!!!

 

Woody em boa forma e Paris parece gloriosa nesta fantasia cômica que viaja no tempo – Todd MacCarthy – Hollywood Reporter

Doce, sentimental, e vibrante...- Laramie Legel – Film. Com

Esta comédia sobrenatural não é simplesmente o melhor filme de Allen em mais de uma década, é a única que consegue avançar sobre sua estrutura e com espírito de parábola consegue ser simples, graciosa, engraçada... – David Edelstein – New York Magazine

David Germain – Associated Pres - Woody Allen encontrou na hora certa e no lugar certo, em "Midnight in Paris", seu filme mais leve, mais divertido e mais de satisfatório em muitos anos. David Germain - Associated Pres.

 

E viva Woody!



Escrito por Edson Bueno às 01h52
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