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A ETERNIDADE E UM DIA Edson Bueno
 


CONFISSÕES DE UM NAZISTA DE OCASIÃO

Quando achávamos que já tínhamos visto de tudo, vem o senhor Lars Von Trier e dá uma declaração patética, em plena coletiva do Festival de Cannes, fazendo de conta que é nazista só para parecer engraçadinho e terrível. Pois é, o festival tinha que tomar uma providência internacional e declarou-o “persona non grata” no dia seguinte, mas pra garantir que não se deve misturar o autor com a obra (credo!) premiaram a Kirsten Dunst como a melhor atriz do certame pelo filme “Melancolia”. Ok! Dizem que ela arrasa, mas... as apostas eram para a Tilda Swinton! Enfim... Lars é uma figura divertidíssima e se acha o rei da mídia (no Brasil temos um diretor de teatro muito parecido, mas não tão corajoso!) a ponto de se imaginar intocável. Ele tem um ego tão inflado que se imagina determinado os rumos até do cinema, embora eu tenha que reconhecer que pelo menos de dois filmes dele eu gosto demais: “Dogville” e “AntiCristo”. São, a meu ver, obras de um sujeito muito talentoso, embora autoritário por ideologia. Lars segue a regra inabalável de que a arte nunca é democrática e sempre ditadora. Disso eu não tenho a menor dúvida. Em “Ondas do Destino” me pareceu xenófobo e misógino e em “Manderlay”, apesar do esforço em contrário, não tive dúvidas de que era racista. Mas “Dogville” é um tratado radical, irredutível e quase fascista, sobre a natureza humana. Nesse filme Lars Von Trier separa, sem medo de ser feliz, o homem e a natureza em geral. Somos feitos de outra matéria. Menor, fraca, desprovida de ética e moral. Decadente e mesquinha. Se gosto de Lars Von Trier? Gosto. Pelo menos não é hipócrita. E não acho que seja nazista! Mas não o vejo como ingênuo, então que se ele, diante de câmeras e microfones, disse que era nazista, alguma razão deve ter e quem sou eu para desdizê-lo? Como "enfant terrible" fora de época deve ter-se imaginado provocando algum tipo de terremoto midático. E conseguiu, sabe-se lá a que preço. Mas Lars é um artista de ponta, ousado, corajoso e violento. E faz um cinema tão ao avesso aos cânones estabelecidos pelo cinema de Hollywood que chega a ser incompreensível. Taí, também é elitista! Não falei aqui de “Dançando no Escuro”. Odeio. Tenho o mais profundo desprezo e tédio por essa obra manipuladora e desengonçada. Não tenho a menor dúvida que o sacana do Lars morria de rir em uma poltrona qualquer, imaginando os patetas que se desmanchavam em lágrimas assistindo a sua piada de mau gosto. Lars também é um piadista de plantão. Então?  Que fico esperando que a distribuidora de “Melancolia” não siga a onda e deixe de exibi-lo por aqui. Curiosidade mata. Ah! E Lars, que tenho certeza sabe das coisas, nunca imaginou que ganharia o Festival de Cannes presidido pelo Robert de Niro. Acho que seu golpe de mídia acabou garantindo um premiozinho para “Melancolia” e uma certeza de visibilidade. Cara esperto! Embora tenha saído chamuscado, sem dúvidas.



Escrito por Edson Bueno às 02h11
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ASSIM QUE PASSEM VINTE ANOS…

Meu querido e amado Enéas Lour puxou pela memória e fez hoje, em seu blog, homenagem a um momento extraordinário das nossas vidas: “New York Por Will Eisner”, o espetáculo baseado em mil e um Will Eisner, mais a participação especial do Spirit, que inventamos e fizemos pelo Teatro de Comédia do Paraná em 1990. Ops! Então lá se foram 21 anos e não 20!!! Sem problemas, importante é nos sabermos no tempo e na arte. Não vou aqui falar desse espetáculo que determinou a minha vida profissional e artística, porque logo, logo vou lançar um livro contando toda a história; mas penso nele... no tempo. Onde estamos todos nós agora? Na foto, jovens e incríveis, o Aldice (meu eterno amor!), o Enéas, eu, a Rosana Stavis, o Maurício Vogue e a Eliane Karas (mas fora da foto tinha mais dez atores e ainda meu inesquecível amigo/companheirio/cúmplice Mauricio Cidade que agora mora em São Paulo). O que o tempo fez e não fez conosco? O que esperávamos e não veio e o que nunca imaginávamos e apareceu sem sequer bater na porta? Muitas, mil alegrias ainda nem tinham nascido ou eram bebês e muitas outras, viraram sofrimentos. Não gosto de olhar o passado como quem olha para algum tipo de vitória, prefiro viver o presente (e às vezes o presente é tão doloroso!) e pensar que o futuro ainda será farto, porque o destino é dramaturgo e como tal, ama seus personagens. Mesmo aqueles para quem reserva algum destino trágico, o faz com certa dose de didatismo e necessidade. Porque como diz Clarice Lispector, “O que Deus nos oferece em troca da morte? Sim, porque o céu e o inferno não são. Isso já temos, já os conhecemos bem!” Então? Tinha emprestado para o Abner um livro que comprei em 2008 no Rio de Janeiro, com meu querido amigo Luciano Pinto: “Sobrevivi Para Contar”, de Immaculée Ilibagiza. Ela que sobreviveu ao massacre de Ruanda, passou por todos os tormentos possíveis e perdeu a família inteira, chacinada sem piedade, escreve em determinado momento: “Aprendi, entretanto, que Deus jamais nos revela o que ainda não estamos prontos para entender, revela-nos aquilo que precisamos nos seja revelado, e quando chega a hora certa”. Sábia mulher excepcional! E então? New York Por Will Eisner? 1990? Sonhos e realizações? Olho na foto e vejo meus amigos. Me orgulho deles. E nos meus olhos? Uma tristeza sorridente. A mesma de hoje, a que se questiona de absolutamente tudo e que faz deste questionamento matéria prima para a arte. O mesmo sorriso meio melancólico de quem fez da vida e do teatro um exercício de pura paixão. A que preço? E o livro emprestado para o Abner? Me foi devolvido na semana que passou. Com ele as frases de Immaculée e as que ela usa para falar sobre o amor, o perdão e a paciência: “O amor é paciente e benigno; não arde em ciúmes, não se vangloria, não tem soberba. Não se porta inconvenientemente, não busca os próprios interesses, não se irrita, não suspeita. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo supera, tudo crê, tudo espera. O amor é infindável. (1 Cor. 13:4-8) Já se foram 20/21 anos Enéas, mas em essência, acho que continuamos subindo num abacateiro generosíssimo e sonhando... e realizando. Apesar de tudo...



Escrito por Edson Bueno às 00h46
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TEMPERATURA MÁXIMA

Domingo. Tv Globo. Temperatura máxima. O Diabo Veste Prada. Dublado. Deitado no sofá da sala, cobertor e preguiça. Se a Meryl Streep só tivesse feito um filme na vida e esse filme fosse “O Diabo Veste Prada” ela já seria a maior atriz do cinema americano, em todos os tempos!



Escrito por Edson Bueno às 15h57
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